quinta-feira, 11 de abril de 2013

A AMEAÇA QUE VEM DA ÁSIA



*Coluna publicada no Blog Brasil Decide em 7/4/2013


Quando eu era pequeno passava um filme no SBT chamado “Day After – O Dia seguinte”. Um dia parei pra ver e fiquei impressionado. Tão impressionado que começo essa coluna por ele.

O filme trata de uma guerra nuclear. É, simples assim. Eua e União Soviética que se ameaçaram por décadas finalmente cumprem as promessas e se atacam. Não fica claro no filme quem faz o primeiro ataque até porque não é essa a importância e sim as conseqüências.

Depois que o cogumelo sobe na cidade americana muita gente morre, cidades são devastadas e os sobreviventes passam por uma aparente tempestade de neve que não é neve, é radioatividade.

No fim quase ninguém sobrevive.

Por quê falei nesse filme?

Porque apesar de alguns anos depois do lançamento do filme Estados Unidos e União Soviética terem chegado a um tratado de paz, desarmamento, a União Soviética ter implodido e aparentemente estarmos livres dessas ameaças o mundo nunca estará livre de malucos.

Depois do fim soviético tivemos Saddam Hussein invadindo o Kwait. Mexeu com o errado, não o Kwait claro porque o mundo ta se lixando pra ele, mas com o petróleo.

Graças a isso caiu em desgraça e o maior genocida de nosso tempo, George W Bush, inventou umas armas químicas marotas em solo iraquiano para matar o ditador, tomar o país de assalto e implantar a democracia e a paz na base da porrada.  

Osama Bin Laden era amigo dos americanos até enfiar alguns aviões no ventre de seu sistema.  Em 2001 novamente o mundo perdeu a paz agora sob o medo do terrorismo e outros malucos foram surgindo como o presidente do Irã e sua bomba atômica.

O ser humano é o único ser vivo inteligente e o único capaz de acabar com sua própria espécie. Genial.

O maluco da vez vem da Ásia. Um baixinho, gorducho e playboy chamado Kim-Jong-un. Evidente que fui ao google pra escrever seu nome. O problema é esse nome se tornar comum.

Esse rapaz bitolado é filho de um homem que também era bitolado chamado Kim-Jong-Il. Norte coreanos são famosos por viver em um regime ultra fechado, ter cara de quem tem prisão de ventre e de vez em quando arrumar uma confusão.

Além disso tudo vivem em uma sociedade que cultuam personalidades, mas diferente da nossa que também cultua  pessoas como Neymar, Ivete Sangallo e ex BBBS lá cultuam a família ditatorial que comanda o país e juntando isso a forçada de barra que ocorreu na morte do pai do Kinzinho tivemos momentos dramáticos  mostrados pela tv de todo mundo de dor, choro e um pouco de encenação pelo passamento do “líder”.

Coréia do Norte sempre teve suas tretas com a do Sul e cinquenta anos atrás assinaram um cessar fogo, quer dizer, uma parada na guerra que de fato nunca acabou. Resumindo a história toda. Kinzinho estava entediado, sem nada pra fazer em seu país, já tinha bebido todas, pego todas as mulheres e decidiu reativar o problema com seus vizinhos coreanos. Cancelou o cessar fogo, disse que seu país estava em estado de guerra, direcionou mísseis para a Coréia do Sul e por último disse aos países que não podia mais proteger seus embaixadores.

Resumindo mais ainda. Fedeu.

E aí o leitor pergunta. O que temos com isso?

Tudo amigo. Lembra do filme que citei logo no começo? Então. Não temos mais a União Soviética, mas temos a Coréia do Norte que se não tem o mesmo poderio da União Soviética tem sim armamento nuclear pesado para trazer grandes problemas não só pra Coréia do Sul, como aos Estados Unidos que foram ameaçados e a humanidade inteira.

Até hoje apenas duas vezes tivemos armas nucleares usadas em uma guerra. As duas bombas atômicas jogadas sobre o Japão em 1945 e os efeitos foram devastadores com gente que nem existia na época, mas por ser descendente dos sobreviventes sofrendo as conseqüências até hoje em seus corpos e suas vidas.

E nisso falamos de armas usadas há sessenta e oito anos. Imaginando que tudo na vida evolui, até mesmo as ruins qual seria o poderio de armas nucleares hoje?

Não sei e espero que continue sem saber.

A princípio tudo isso me parece uma perigosa falácia. Uma fanfarronice do ditador coreano, mas nunca sabemos até onde vai a fanfarronice e chega a verdade. O mundo já esteve muito próximo de uma guerra nuclear na crise dos mísseis no começo dos anos 60 quando os mesmos foram apontados para Estados Unidos e União Soviética provocando grande apreensão.

E agora se não chegou ainda ao ponto daquela crise provoca expectativa e medo por não sabermos até onde isso pode chegar. Nada sabemos sobre o ditador coreano que é um ser obscuro para gente. Obscuro e perigoso.

Os mísseis já estão apontados. As vozes se elevaram em todos os lados e lá vamos nós de novo correr riscos de extinção graças a botõezinhos vermelhos ao alcance de dedo de gente maluca.

Que o filme não vire realidade e tudo realmente não passe de fanfarronice de gente, que como garotos de colégio, fica se ameaçando e pedindo pros coleguinhas não segurarem.

Senão quero nem pensar no dia seguinte..














Nenhum comentário:

Postar um comentário