sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

BATALHA MUSICAL: CLÁSSICOS DO SAMBA-ENREDO


Difícil escolher o maior samba enredo de todos os tempos.

Grandes sambas foram feitos desde os tempos de Cartola e Silas de Oliveira até os tempos atuais. O carnaval é uma das maiores expressões populares que existem, é expoente de nossa cultura e o samba-enredo é uma das melhores músicas produzidas no Brasil.

Encarei o desafio. No meio de tantas preciosidades feitas pelo carnaval carioca escolhi quatro sambas que sintetizam toda poesia, variação melódica, força e amor de nossa folia. Quatro obras eternizadas, antológicas e dentro dessas quatro a difícil missão de escolher o melhor.


Com toda ousadia e amor a essas grandes obras segue abaixo minha análise:


Abaixo os vídeos dos grandes sambas: 

Unidos da Tijuca 1986 (Cama, mesa e banho de gato)


Independentes de Cordovil 1994 (O Garotinho de Campos vem aí, sacudindo a Sapucaí)


Unidos de Lucas 1990  (O magnífico Niemeyer)


Mangueira 1989 (Trinca de Reis)


Bem, é isso, espero que tenham gostado. Quem gostou gostou, quem não gostou vai..curtir o carnaval que está começando. Bom carnaval a todos. Com muita alegria, paz e capa no moleque.


Desde os tempos mais primórdios...


BATALHA MUSICAL ANTERIOR:

CLÁSSICOS NATALINOS

O CLUBE DOS 12: MANGUEIRA


Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira (ou simplesmente Mangueira) é uma escola de samba brasileira da cidade do Rio de Janeiro. Foi fundada em 28 de abril de 1928, no Morro da Mangueira, próximo à região do Maracanã, pelos sambistas Carlos Cachaça, Cartola, Zé Espinguela, entre outros. Sua quadra está sediada na Rua Visconde de Niterói, no bairro do mesmo nome.

A Mangueira foi a primeira escola que criou a ala de compositores, incluindo mulheres. Mantém, desde a sua fundação, uma única marcação, com o surdo de primeira, na sua bateria. Marcelino Claudino, o Maçu, introduziu as figuras do mestre-sala e da porta-bandeira no Carnaval. No símbolo da escola, o surdo representa o samba; os louros, as vitórias; a coroa, o bairro imperial de São Cristóvão; e as estrelas, os títulos.

Foi campeã do Grupo Especial do Carnaval em 1932, 1933, 1934, 1940, 1949, 1950, 1954, 1960, 1961, 1967, 1968, 1973, 1984, 1986, 1987, 1998, 2002 e 2016

Ganhou, ainda, um Super-Campeonato, exclusivo, oferecido no ano de 1984, na inauguração do Sambódromo. A Verde-e-Rosa fora a campeã da segunda-feira de carnaval, e a Portela do domingo. Três escolas foram para o sábado das campeãs disputar o Super-Campeonato, e a Mangueira foi aclamada a Super-Campeã com um desfile memorável em que a escola,ao chegar à Praça da Apoteose, retornou pela avenida, carregando uma multidão de foliões.

Uma das figuras mais emblemáticas da Mangueira é o sambista Jamelão, que foi o intérprete oficial da escola de 1949 até 2006, e que tornou-se uma verdadeira autarquia do samba carioca, com seu jeito mal-humorado e sua voz potente - o maior intérprete de Samba-Enredo de todos os tempos.

Após parceria com a Xerox do Brasil e a Petrobras, na década de 1990 a Mangueira também montou uma Vila Olímpica e passou a disputar campeonatos esportivos, principalmente no Atletismo e no Basquete, onde disputou o Campeonato Brasileiro de Basquete Feminino.

Quando o samba ainda não tinha reconhecimento cultural e nem se pensava em escolas de samba, a comunidade da Mangueira já despontava como pioneira dos carnavais cariocas através dos seus cordões, onde um grupo de mascarados conduzidos por um mestre com um apito acompanhava uma orquestra de percussão. Na Mangueira existiam pelo menos dois cordões: o Guerreiros da Montanha e o Trunfos da Mangueira.

Menos primitivos que os cordões, surgiram os ranchos, que se destacaram por permitir a participação das mulheres nos cortejos carnavalescos e por trazerem inovações tais como: alegorias, uso do enredo, instrumentação de sopro e cordas e o casal de dançarinos baliza e porta-estandarte, hoje conhecidos como mestre-sala e porta-bandeira. Três ranchos se destacaram em Mangueira: Pingo de Amor, Pérola do Egito e Príncipes da Mata.

Por volta de 1920, surgiram os blocos com os elementos dos cordões e dos ranchos reunindo os "bambas" do batuque e que atuaram como células para mais tarde darem origem às escolas de samba. Somente na localidade conhecida como Buraco Quente havia os blocos da Tia Fé, da Tia Tomázia, do Mestre Candinho e o mais famoso de todos, o Bloco dos Arengueiros. Foi Cartola, que aos 19 anos, sentiu que era a hora de canalizar o dom natural dos malandros do bloco, a fim de mostrá-los de uma forma mais civilizada, com todo o potencial rítmico e coreográfico herdados do ancestral africano.

No dia 28 de abril de 1928, reunidos na Travessa Saião Lobato, nº 21, os arengueiros Zé Espinguela, "Seu" Euclides, Saturnino Gonçalves (pai de Dona Neuma), Massu, Cartola, Pedro Caim e Abelardo Bolinha fundaram o Bloco Estação Primeira. Este bloco esteve presente no primeiro concurso entre sambistas na casa de Zé Espinguela, em 1929, sendo um dos precursores das escolas de samba, junto com a Deixa Falar e a Portela.

Cartola, que mais tarde casou com Zica, foi o primeiro mestre de harmonia da agremiação e deu a palavra definitiva na escolha do nome e das cores: Estação Primeira, porque era a primeira estação de trem a partir da Estação Central do Brasil onde havia samba; verde e rosa como forma de homenagem a um rancho que existia em Laranjeiras, Os Arrepiados. Aos poucos todos os outros blocos do morro foram se agregando e nos anos 1930 e 40, com o surgimento da categoria carnavalesca, a Mangueira já figurava no rol das "grandes" escolas de samba da cidade.

Venceu os três primeiros concursos oficiais, foi vice-campeã em outros dois. Não desfilou em 1937, pois o desfile foi cancelado por ordem do delegado de polícia Dulcídio Gonçalves. Neste ano, o morro da Mangueira foi representado pela azul e rosa Unidos de Mangueira, que somente participou do desfile oficial por quatro anos.

Com o racha entre os sambistas no ano de 1949, a Mangueira, juntamente com a Portela, decide seguir com a UGESB, acusada de ser uma organização simpatizante do Comunismo, enquanto outras escolas, como o Império Serrano, decidiram seguir a liga paralela estimulada pelo governo municipal, a FBES. Foi neste ano que Jamelão assumiu o posto de cantor oficial na escola, ocupando o lugar de Xangô da Mangueira. Logo em seu primeiro desfile, no posto, a escola sagrou-se campeã.


Destaques

Chiquinho da Mangueira (Presidente)


Nelson Sargento (Presidente de honra)


Leandro Vieira (Carnavalesco)


Ciganerey (Intérprete)


Junior Scarpin (Coreógrafo comissão de frente)


Matheus e Squel (Mestre sala e Porta bandeira)


Rodrigo Explosão e Vitor Art (Mestres de bateria)


Anos de destaque

O mundo encantado de Monteiro Lobato (1967)


Yes, nós temos Braguinha (1984)


Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira tem (1986)


No reino das palavras, Carlos Drummond de Andrade (1987)


Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão? (1988)


Se todos fossem iguais a você (1992)


Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu (1994)


Chico Buarque da Mangueira (1998)


Brazil com "Z" é para cabra da peste, Brasil com "S" é nação do Nordeste (2002)


Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá (2016)


Bem. Aí está um pouco da história da Estação Primeira de Mangueira que será a última escola a desfilar na segunda-feira de carnaval 27/02/2017 com esse samba.


Boa sorte para as doze agremiações e a todas as escolas de samba do carnaval brasileiro. Chegou o carnaval!!


O CLUBE DOS 12:

UNIDOS DA TIJUCA

PORTELA

SALGUEIRO

BEIJA-FLOR

IMPERATRIZ

GRANDE RIO

VILA ISABEL

SÃO CLEMENTE

MOCIDADE

UNIÃO DA ILHA

PARAÍSO DO TUIUTI 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O CLUBE DOS 12: UNIDOS DA TIJUCA


Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca (ou simplesmente Unidos da Tijuca) é uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro. A escola é originada a partir de diversos morros da Tijuca, tendo sua sede durante muitos anos no Morro do Borel. Atualmente possui uma quadra comercial localizada na Avenida Francisco Bicalho, no bairro do Santo Cristo, próximo à Rodoviária Novo Rio.

Possui 4 títulos de campeã do Grupo Especial do carnaval carioca, conquistados nos anos de 1936, 2010 , 2012 e 2014.

Fundada em 31 de dezembro de 1931, é uma das escolas de samba mais antigas do Rio de Janeiro em atividade. A agremiação surgiu a partir da fusão de blocos existentes nos morros das redondezas do Morro do Borel (comunidades da Casa Branca, Formiga e Ilha dos Velhacos) no sub-bairro da Tijuca chamado Usina. Mas o Morro do Borel é seu maior reduto, local de onde sai boa parte de seus componentes. Entre seus fundadores estão Benedito Monteiro, Leandro Chagas, João de Almeida, Pacífico Vasconcelos, Tatão, Alfredo Gomes, Marina Silva, Orlando da Costa Godinho (sócio no. 7 e quem possuía o "livro de ouro" na Muda), Zeneida Oliveira e Regina Vasconcelos.

Em 1936, a escola foi a grande campeã do carnaval carioca, com o enredo Sonhos delirantes. Naquele desfile, realizado na Praça Onze, a Tijuca trouxe uma inovação, apresentando alegorias aludindo o enredo.

De 1960 a 1980, enfrentou um período muito difícil, desfilando no segundo grupo e sem conseguir subir. Neste período, somente uma vez chegou perto de voltar ao grupo das grandes. Em 1980, foi a campeã do Grupo 1B, voltando ao grupo principal do carnaval carioca.

O empresário português Fernando Horta assumiu a presidência em 1992 pela primeira vez. Sob sua gestão, uma nova quadra de ensaios foi inaugurada, no Santo Cristo, zona portuária. De acordo com Fernando Horta, essa foi uma medida para atrair recursos para a escola, que assim, poderia ajudar mais a comunidade. Alguns membros da comunidade, no entanto, reclamam da falta de presença da entidade em sua própria quadra, utilizada apenas, segundo estes, pela escola de samba mirim.

Em 1998, homenageou o navegador português Vasco da Gama, além do Clube de Regatas Vasco da Gama, que completava o seu centenário. Nesse ano, foi rebaixada. Mais de uma década depois, o presidente classificaria aquele como "o melhor desfile" e atribuiria o rebaixamento ao fato de os jurados serem flamenguistas e anti-Eurico Miranda. Em 1999, no Grupo de Acesso, a Tijuca fez um desfile memorável, com o enredo O Dono da Terra do carnavalesco Oswaldo, recebendo todas as notas "10", com um belo carnaval e um samba considerado por muitos especialistas como "antológico", sendo reconduzida ao Grupo Especial.

Com a chegada de Paulo Barros, em 2004, a Tijuca surpreendeu e conquistou o vice-campeonato, através de um enredo que falava dos avanços da Ciência, tendo revolucionado a estética dos desfiles ao apresentar alegorias humanas. A Revista Nature destacou a alegoria, cuja atração era a presença de 133 bailarinos, que através dos seus movimentos, formavam uma espiral, representando o DNA. Na opinião de muitos o carro alegórico foi o mais marcante da década.


Destaques

Fernando Horta (Presidente)


Fernando Costa (Direção de carnaval e harmonia)


Mauro Quintaes e Annik Salmon (Carnavalescos)


Tinga (Intérprete)


Mestre Casagrande (Mestre de bateria)


Julinho Nascimento e Rute Alves (Casal Mestre Sala e Porta Bandeira)


Alex Neoral (Coreógrafo comissão de frente)


Anos de destaque

Delmiro Gouveia (1980)


Macobeba - O que dá pra rir, dá pra chorar (1981)


Lima Barreto, mulato pobre, mas livre (1982)


Brasil: Devagar com o andor que o Santo é de barro (1983)


Guanabaran, o seio do mar (1992)


De Gama a Vasco, A epopéia da Tijuca (1998)


O dono da Terra (1999)


Agudás, os que levaram a África no coração, e trouxeram para o coração da África, o Brasil (2003)


O sonho da criação e a criação do sonho: A arte da ciência no tempo do impossível (2004)


É segredo (2010)


O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei do Luiz do sertão (2012)


Acelera, Tijuca (2014)


Bem, aí está um pouco da história da Unidos da Tijuca que será a quarta escola a desfilar na segunda de carnaval 27/02/2017 com esse samba.


Amanhã fechamos "o clube dos 12" com Estação Primeira de Mangueira.



O CLUBE DOS 12 ANTERIOR:

PORTELA

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O CLUBE DOS 12: PORTELA


Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela (ou simplesmente Portela) é uma escola de samba brasileira da cidade do Rio de Janeiro. É carinhosamente chamada de "A Majestade do Samba" e forma, juntamente com a Deixa Falar e a Mangueira, a tríade das escolas fundadoras do carnaval carioca.

 Foi fundada oficialmente como um bloco carnavalesco, chamado Conjunto Oswaldo Cruz, em 11 de abril de 1923, no bairro de Oswaldo Cruz. Embora haja estudiosos que acreditam que a escola tenha sido fundada em 1926, o ano oficial de fundação é 1923, mesmo ano de criação do bloco "Baianinhas de Oswaldo Cruz", que já continha o embrião da primeira diretoria portelense, com Paulo da Portela, Alcides Dias Lopes (mais conhecido como "Malandro Histórico"), Heitor dos Prazeres, Antônio Caetano, Antônio Rufino, Manuel Bam Bam Bam, Natalino José do Nascimento (o "seu Natal"), Candinho e Cláudio Manuel. Mudou de nome por duas vezes - "Quem Nos Faz É O Capricho" e "Vai Como Pode" -, até assumir definitivamente a denominação Portela, em meados da década de 1930.

Ao longo das primeiras décadas do carnaval carioca, a Portela tornou-se uma das principais escolas de samba do Rio de Janeiro, compondo um quarteto de grandes ao lado de Mangueira, Acadêmicos do Salgueiro e Império Serrano. Adotando como símbolo a águia e as cores azul e branco, a Portela conquistou 21 títulos do carnaval, marca imbatível até hoje. Essa marca inclui um heptacampeonato e um tetracampeonato, respectivamente entre 1941-1947 e 1957-1960. A escola de samba é responsável por algumas inovações nos desfiles de carnaval. Por exemplo, em 1935, foi a primeira escola a introduzir uma alegoria - um globo terrestre idealizado por Antônio Caetano. No carnaval de 1939 apresentou aquele que é considerado o primeiro samba de enredo, além de levar ao desfile fantasias totalmente enquadradas ao enredo. Também introduziu a comissão de frente e, mais tarde, a primeira escola a uniformizá-la.

Além da relevância para o carnaval carioca, a Portela firmou-se como um dos grandes celeiros de grandes compositores do samba, comprovado por sua ativa e tradicional Velha Guarda. Entre bambas portelenses ao longo de sua história, destacam-se além dos fundadores Paulo da Portela e Antônio Rufino, os sambistas Aniceto da Portela, Mijinha, Manacéa, Argemiro, Alberto Lonato, Chico Santana, Casquinha, Alcides Dias Lopes, Alvaiade, Colombo, Picolino, Candeia, Waldir 59, Zé Ketti, Wilson Moreira, Monarco, Noca da Portela, Paulinho da Viola, entre outros - sem deixar de mencionar de importantes instrumentistas, como Jair do Cavaquinho e Jorge do Violão, a Portela tem uma participação importante na vida cultural do Rio de Janeiro. Prova desse reconhecimento foi a escola ser agraciada, em 2001, com a Ordem do Mérito Cultural.

Apesar da grande tradição no cenário do samba no Rio de Janeiro, a escola vivenciou muitos momentos de atrito, especialmente no relacionamento da diretoria da escola e sambistas. Desavenças culminaram com o afastamento, em 1941, do fundador Paulo da Portela. Durante a década de 1970, novos desentendimentos levaram sambistas como Candeia, Zé Ketti e Paulinho da Viola a deixarem a escola - embora os dois últimos tenham retornado anos depois. Já na década de 1980, uma nova rusga interna gerou uma dissidência, que resultou na criação de uma segunda escola, a Tradição. Embora ainda seja a maior detentora de carnavais no Rio de Janeiro, a tradicional escola de samba de Oswaldo Cruz tem amargado três décadas sem título - o último deles foi conquistado em 1984.


Destaques

Luis Carlos Magalhães (Presidente)


Monarco (Presidente de honra)


Paulo Barros (Carnavalesco)


Gilsinho (Intérprete)


Mestre Nilo Sérgio (Mestre de bateria)


Alex Marcelino e Danielle Nascimento (Mestre Sala e Porta Bandeira)


Anos de destaque

Lendas e mistérios da Amazônia (1970)


O mundo melhor de Pixinguinha (1974)


Incrível, fantástico, extraordinário (1979)


Hoje tem marmelada (1980)


Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite (1981)


A ressurreição das coroas, Resado, reino e reinado (1983)


Contos de areia (1984)


Adelaide, a pomba da paz (1987)


Na lenda carioca, os sonhos do vice-rei (1988)


Tributo à vaidade (1991)


Quando o samba era samba (1994)


Gosto que me enrosco (1995)


..E o povo cantando..É feito uma reza, um ritual (2012)


Bem, aí está um pouco da história da Portela que será a quinta escola a desfilar na segunda de carnaval 27/02/2017 com esse samba.


Amanhã voltamos com Unidos da Tijuca.


O CLUBE DOS 12 ANTERIOR:

SALGUEIRO

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O CLUBE DOS 12: SALGUEIRO


Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro (frequentemente referida apenas como Salgueiro) é uma escola de samba brasileira da cidade do Rio de Janeiro. Originária do Morro do Salgueiro, atualmente é sediada na Rua Silva Teles, n.º 104, no bairro do Andaraí, onde também funciona a Vila Olímpica do Salgueiro. Foi fundada em 5 de março de 1953, a partir da fusão de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro, a Depois Eu Digo e a Azul e Branco.

Possui nove títulos de campeã do Grupo Especial do carnaval carioca, conquistados nos anos de 1960, 1963, 1965, 1969, 1971, 1974, 1975, 1993 e 2009. É uma das maiores vencedoras do Estandarte de Ouro, sendo premiada como melhor escola por sete vezes. É a maior vencedora do Tamborim de Ouro, conquistando por seis vezes o prêmio principal. Nunca foi rebaixada do Grupo Especial. Sua pior colocação ocorreu em 2006, quando obteve o 11.º lugar.

A Acadêmicos do Salgueiro desfilou pela primeira vez em 1954, conquistando o terceiro lugar, à frente da super campeã Portela. A escola foi responsável por renovar a estética do carnaval carioca ao convidar artistas de formação acadêmica, para confeccionar seus desfiles. Em 1959, foi o casal de artistas plásticos Dirceu e Marie Louise Nery os responsáveis pelo desfile da escola, sobre o pintor francês Jean-Baptiste Debret. A apresentação chamou atenção de um dos julgadores, o professor da Escola de Belas Artes e cenógrafo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Fernando Pamplona, que foi convidado pelo presidente da escola, Nelson de Andrade, para confeccionar o desfile de 1960. Neste ano, a escola conquistou o seu primeiro campeonato, com o enredo "Quilombo dos Palmares". Também nesse período, a escola inovou na escolha dos enredos, homenageando personalidades brasileiras, na época, pouco conhecidas, como Zumbi dos Palmares (em 1960), Xica da Silva (em 1963), Chico Rei (em 1964) e Dona Beija (em 1968). Naquela época, apenas figuras conhecidas da história nacional eram temas de enredo. Em 1963, pela primeira vez no carnaval carioca, uma escola de samba apresentava um enredo centrado em uma personalidade feminina.

A escola inovou, mais uma vez, ao apresentar uma ala de passo marcado. Coreografada por Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a ala trazia casais dançando um minueto. A ideia causou polêmica, mas, com o passar do tempo, o artifício foi utilizado por outras agremiações em seus desfiles. Polêmicas à parte, naquele ano a escola conquistou o seu segundo título de campeã do carnaval carioca, com um enredo de Arlindo Rodrigues sobre Chica da Silva. Em 1965, conquistou o seu terceiro campeonato com um enredo sobre a história do carnaval carioca. Em 1969 foi campeã fazendo uma homenagem à Bahia. Em 1971, conquistou o seu quinto título de campeã com o popular samba-enredo "Festa para um rei negro", conhecido pelo refrão "O-lê-lê, o-lá-lá / Pega no ganzê / Pega no ganzá". Os anos de 1974 e 1975 marcaram uma nova mudança na escolha dos enredos. O carnavalesco Joãosinho Trinta conquista mais dois títulos para a escola com dois enredos oníricos, misturando realidade e imaginação. Em 1993, a escola foi protagonista de um dos momentos mais marcantes do carnaval carioca. Com o enredo "Peguei um Ita no Norte", do carnavalesco Mario Borrielo, a escola conquistava o seu oitavo campeonato. Durante o desfile, o público presente no Sambódromo cantou em coro o popular samba-enredo, conhecido pelo refrão "Explode coração / Na maior felicidade / É lindo o meu Salgueiro / Contagiando, sacudindo essa cidade". Em 2009 a escola conquistou o seu nono título de campeã do carnaval carioca, com o enredo "Tambor", do carnavalesco Renato Lage.

Alguns dos mais importantes carnavalescos da história do carnaval carioca iniciaram a carreira na Acadêmicos do Salgueiro. Entre eles, Arlindo Rodrigues, Rosa Magalhães, Lícia Lacerda, Maria Augusta, Renato Lage, Max Lopes e Joãosinho Trinta - todos de formação acadêmica. A maioria foi levado para a escola por Fernando Pamplona, fato que lhe deu a alcunha de "o pai de todos os carnavalescos". Aos poucos, outras escolas aderiram à ideia, consolidando a presença de artistas acadêmicos no carnaval carioca. A escola possui o lema "Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente". É apelidada de "Academia do samba", e sua bateria é denominada "A Furiosa".


DESTAQUES

Regina Celi (Presidente)


Alexandre Couto (Diretor de carnaval)


Renato Lage e Márcia Lage (Carnavalescos)


Leonardo Bessa, Serginho do Porto e Xande de Pilares (Intérpretes)


Mestre Marcão (Mestre de bateria)


Sidcley e Marcella Alves (Mestre Sala e Porta Bandeira)


ANOS DE DESTAQUE

Xica da Silva (1963)


Bahia de todos os deuses (1969)


Festa para um Rei Negro (1971)


Nossa madrinha, Mangueira querida (1972)


Skindô, skindô (1984)


E por quê não? (1987)


Me masso se não passo pela rua do ouvidor (1991)


Peguei um Ita no Norte (1993)


Candaces (2007)


Tambor (2009)


Bem, aí está um pouco da história do Acadêmicos do Salgueiro que será a quinta escola a desfilar no domingo 26/02/2017 com esse samba.


Amanhã voltamos com Portela.


O CLUBE DOS 12 ANTERIOR:

BEIJA-FLOR