sábado, 31 de maio de 2014

ERA DA VIOLÊNCIA 2: CAPÍTULO XXII - RELAÇÕES RUINDO




Cara, vou te dizer, foi uma cagada dos infernos. A sala foi pelos ares. Muito fogo, fumaça, pessoas desesperadas correndo de um lado para o outro. O caos. Menos para uma pessoa.

Guilherme.

Sim, meu filho escapou dessa. Enquanto sua sala explodia o moleque estava no banheiro cagando e com fones nos ouvidos escutando músicas. Ele não viu nada, não ouviu nada, não soube de nada.

Santa cagada.

Quando saiu do banheiro Guilherme viu a movimentação e perguntou o que ocorria. Uma das pessoas que corria para o local respondeu “Explodiram a 201”. Guilherme gritou “Puta que pariu!! É a minha sala!!” e correu para ela.

Chegando lá viu o cenário de guerra. Os bombeiros chegaram rapidamente e com jatos de água apagaram o fogo. “Heróis” entraram na sala enfrentando o fogo para salvar as vítimas, Apenas duas ou três escaparam com vida. Todos mortos.

Guilherme pegou o celular e me ligou. Atendi e do outro lado da linha meu filho disse “Pai, calma, tenho uma coisa pra te contar, mas se mantenha calmo”.

Calmo? Calma é o caralho. Em cinco minutos cheguei à faculdade.

Chegando fui direito à frente da sala e encontrei Guilherme. Dei um abraço no meu filho e assustado perguntei como ele estava. Guilherme respondeu “Bem, eu estava no banheiro na hora, não vi nada”.

Em transe vi a ação dos bombeiros tirando os copos da sala. Meio que me dividi em dois mundos, duas eras. Me lembrei dos bombeiros resgatando corpos no metrô e salvando pessoas ou tirando corpos. Tudo isso enquanto eu acalentava o corpo de minha filha.

Olhava estático, como se não estivesse ali. Não, não podia perder mais um filho. Não podia perder mais um filho pra violência. Perder dois filhos do mesmo modo seria crueldade demais.

Juliana chegou logo depois, me abraçou e nem senti. Continuava olhando para dentro da sala como se visse o trem do metrô. Ela abraçou nosso filho que pedia que minha ex se acalmasse que estava tudo bem.

Só saí do transe na hora que Juliana comentou com Guilherme “Isso é coisa mandada, esse atentado foi direcionado a alguém”.

Olhei para Juliana e perguntei “Como?”. Juliana respondeu “Isso foi um atentado Beto, foi para alguém”.

Ali eu me tocava da situação, tudo ficava claro. Olhei para Juliana e Guilherme e saí andando. Juliana gritou por mim, mas continuei andando sem dar atenção.

Eu sabia muito bem aonde iria.


Batei forte na porta de uma casa. Soquei com raiva até que o dono dela abrisse. Era Rui de Santo Cristo.

O homem abriu perguntando se eu iria tirar o pai da forca. Empurrei Rui violentamente contra da parede e lhe prendi lá com meu braço em seu pescoço respondendo “Não, mas eu vou botar um filho da puta lá”.

Rui perguntou o que havia e respondi “Você sabe muito bem do que to falando!!”. O Policial gritava “Sei de nada porra!! O que ta acontecendo?” e respondi “Você explodiu a sala de aula do meu filho porra!!”.

O homem jurou que não foi ele. Gritava “Eu não fiz nada porra!!”. Eu respondia que não acreditava nele e ficamos nessa até que Rui gritou “Não fui eu!! Eu não aceitei o serviço!!”.

Pedi para que ele repetisse e Rui repetiu “Eu não aceitei o serviço”. Zonzo, soltei o policial e pedi que ele me explicasse. Entre tosses e dizeres como “Você tem pegada hein? Puta que pariu” ele me contou.

Rui abriu o bico “Me contactaram sim para fazer o serviço, mas respondi que não podia, que você era meu camarada. Na certa outro pegou o serviço”.

Perguntei quem tentou lhe contratar e Rui ficou quieto. Peguei de novo o homem lhe empurrando na parede e colocando o braço em seu pescoço e ele respondeu “Donato Barreto”.

Soltei Rui, gritei “Filho da puta” e fui embora sem nem perguntar porque ele não me contara antes que queriam matar meu filho. Rui passou a mão no pescoço sorrindo, pegou o telefone e ligou dizendo “Ele caiu”.

Do outro lado da linha Rubinho Barreto jogava pôquer em um cassino clandestino e respondeu “Ótimo”. O empresário desligou, acendeu um charuto e disse ao restante da mesa “Vamos aumentar as apostas que sinto que o dia está favorável a mim”.

Corri até a casa de Donato e ele não estava. Flávia me atendeu na porta e disse que ele saíra de táxi. Logo imaginei “Scarface” e fui embora. Quando saí Flávia pegou o telefone e disse “Ele acabou de sair daqui”.

Eu sabia onde era o motel que Scarface e Donato faziam meinha e fui direto lá. Na recepção perguntei o quarto que eles estavam. O recepcionista não queria me contar, mas depois que dei uma grana ele respondeu. Subi furioso. Eu ia acabar com aquele filho da puta.

Bati na porta e Scarface abriu. Se assustou com minha presença e perguntou o que eu queria. Perguntei “Cadê o deputado?” e o taxista respondeu que sabia de deputado nenhum. Empurrei Scarface e entrei no quarto encontrando Donato nu em cima da cama.

O deputado ficou apavorado. Donato tentou se explicar dizendo que não era nada daquilo que eu estava pensando, mas não dei ouvidos. Saquei a arma e disparei quatro vezes contra Donato lhe matando.

Donato estava morto na cama quando Scarface chegou próximo a mim e olhou o deputado, depois a mim, olhou novamente o deputado e de novo a mim e gritou “Você ta maluco?”.

Respondi “Esse filho da puta tentou matar meu filho!!”. Scarface ficou puto e gritou “Você matou minha galinha dos ovos de ouro porra!! E comigo junto!!Quer me foder me beija porra!!”. Eu antes que respondesse alguma coisa ouvi a sirene da polícia e Scarface comentou “Fodeu!!”.

Ficamos os dois sem saber o que fazer e Scarface comentou “Sei de uma saída aqui que ninguém conhece, vamos lá”. Saímos por uma porta lateral e depois cada um foi para seu lado.

Achei que dessa forma tinha escapado, mas não.

Scarface não quis escapar tanto. De propósito deixou que a polícia lhe visse e parasse. O filho da puta levantou as mãos e disse “Não fiz nada, mas sei quem fez”.

Foi para a delegacia e me entregou. Pior, disse que além de ter matado Donato ainda matei o juiz.

Rapaz. Eu com anos de malandragem e convivendo com os maiores casca grossas da cidade caí como um patinho. Rubinho estava puto com o irmão por causa da roubalheira e decidiu se livrar dele.

Soube da minha briga com Donato e das juras que fizemos um ao outro. O que ele pensou então? Se livrar de nós dois de uma vez só.

Contratou Rui que explodiu a sala de meu filho. Tentou se livrar dos três, também de Guilherme que era uma pedra em seu sapato, mas desse não conseguiu. Mas nada seria melhor para ele que o irmão morrer e eu ser acusado e voltando a mofar em um presídio.

Confesso. O plano era muito bom.

No enterro no dia seguinte Rubinho Barreto fingia consternação enquanto era consolado pelas pessoas. Flávia falsamente chorava quando Rubinho lhe abraçou e disse “Estamos livres”. Juliana e Guilherme olhavam o caixão abaixar e meu filho perguntou “Você acham mesmo que meu pai tem algo a ver com isso?” Juliana respondeu “Não sei, mas está tudo mal explicado”. Guilherme foi ao lado de Celina e abraçou a menina que chorava copiosamente a morte do pai.

Saindo do enterro Guilherme caminhou junto a mãe e perguntou “Você confia no Rubinho?”. Juliana perguntou porque aquilo e o garoto emendou “Ele não é confiável mãe, abra o olho”. Andou mais rápido para se juntar a Celina e Juliana caminhou sozinha pensando no que o filho dissera até que Rubinho se juntou a ela.

Eu estava em casa pensando naquela situação toda, estar voltando a ser um assassino quando tocaram minha campainha. Atendi e eram uns policiais perguntando se eu era o Gilberto Martins. Respondi que sim e pediram que eu acompanhasse. Perguntei se estava detido e responderam “Ainda não”.

Na delegacia com o Dr Eduardo Feitosa como meu advogado fui interrogado. O delegado comentou que eu fora acusado pelo assassinato do deputado Donato Barreto e respondi que estava na faculdade de meu filho que pegara fogo.

Perguntou sobre a briga que tivemos, as ameaças e falei “Foi da boca pra fora doutor, imagine se todos cumprissem as ameaças que fizessem”.

No fim fui liberado por falta de provas.

Em outro canto da cidade Rui e Scarface estavam dentro do táxi parado. Scarface comentou “Fiz tudo o pedido, inclusive entregando a cabeça do Gilberto”. Rui respondeu “To sabendo” e entregou uma maleta para Scarface contando “Presentinho do Dr Rubinho para você”.

Scarface abriu. Tinha muita, muita grana dentro e o taxista comentou “Nada mal”. Rui sorriu e disse “Agora você pode voltar pros Estados Unidos e matar o presidente americano”.

Scarface retrucou “Era o mínimo que você podia fazer depois de matarem o Donato, aquela bicha me dava muito dinheiro”. Rui apenas respondeu “Boa viagem”.

Scarface se mandou e isso acabou ajudando na minha situação. A polícia chegou a certeza que ele matara Donato e fugira para não responder pelo crime. Mas eu sabia que estavam de olho em mim, não podia dar mole.

Primeira coisa que fiz foi me afastar dos “Cachorros velozes”. Eu estava no olho do furacão, para me darem um flagrante numa ação deles era mole. João Arcanjo foi a minha casa dizer que tinha serviço para a noite, mas recusei.

Ele perguntou “Agora que você tirou a ferrugem da arma vai parar?”. Respondi que era melhor, até mais prudente para eles, João lamentou e eu comentei “Cara, você não precisa mais disso. Ta com grana, voltou com a mulher, para com isso”.

João simplesmente respondeu “Não dá”.

É. Não dava. Tinha entrado no sangue dele.

Enquanto eu me despedia de João Juliana iria tocar a campainha, mas abri a porta bem no momento. Eles se cumprimentaram e Juliana comentou “Se quiser volto em outra hora”. João disse que já estava de saída e que ela não se preocupasse.

João Arcanjo foi embora e comentei com minha ex “Que surpresa”. Juliana perguntou se podia entrar e fiz sinal para que entrasse.

Fiz um café para ela que sentou. Perguntei se tinha ocorrido algo e Juliana retrucou “Eu que pergunto isso”. Me fiz de desentendido e minha ex falou “Coisas estranhas vem acontecendo e eu quero que você me conte”. Perguntei porque eu saberia e ela contou “Você sempre está envolvido quando ocorrem coisas estranhas”.

Pensei bem e falei “Nada demais, nada que deva te preocupar”. Juliana então se lembrou dos dizeres de Guilherme e me contou. No fim perguntou “O Rubinho tem feito algo de errado?”.

Respondi que só ela poderia descobrir. Juliana bebeu um pouco do café e perguntou “Você não vai me contar né?”. Olhei para ela, peguei sua mão e respondi “Se tiver algo pra descobrir você que tem que fazer isso”.

Eu não iria me meter, sobraria pra mim. Mas me fazia bem saber que Juliana começava a acordar e desconfiar de quem era seu marido.

Em casa Rubinho falava ao telefone com Flávia quando Juliana chegou. O homem disfarçou desligando e minha ex perguntou com quem ele falava. Rubinho respondeu “Com Sérgio Timóteo. A vida tem que continuar, mesmo com a morte de meu irmão”.

Juliana sorriu e Rubinho contou que tinha que sair, compromissos importantes.

O homem saiu, entrou no carro e ligou partindo. Juliana também saiu e foi atrás no seu.               

Como em um filme americano Rubinho dirigia seu carro e Juliana perseguia. Rodaram bem pela cidade até que Rubinho parou. Juliana parou em um local que desse para observar o que ocorria e não fosse vista.

Algum tempo depois chegou Flávia em seu carro. A mulher estacionou o veículo e se encaminhou para o carro de Rubinho. Entrou e deu um beijo apaixonado no homem. Juliana se enfureceu, mas tentou ficar calma.

Os dois partiram de carro e Juliana seguiu. Rubinho e Flávia foram até um motel e entraram. Desolada Juliana assistiu a tudo, mas não entrou. Preferiu ficar no carro pensando e decidiu ir embora. Já tinha visto tudo que necessitava.

Enquanto isso João Arcanjo se despedia de Fernanda em casa. Disse que não chegaria tarde quando a mulher segurou seu braço. João perguntou se algo ocorrera e Fernanda respondeu “Não vá”.

João se aproximou da mulher, fez carinho nela e perguntou qual era o problema. Fernanda respondeu “Sensação ruim João, como se fosse ocorrer algo. Por favor, não vá”.

O farmacêutico tentou tranquilizar a mulher “Se acalme Fê, não vai acontecer nada”.

Fernanda insistiu. Lembrou de perdas que teve como de Gabriel e Luciana. João fez novamente carinho na esposa, beijou sua testa e disse “Juro que não demoro” e se despediu.

João Arcanjo foi se encontrar, para mais um serviço, com Rui de Santo Cristo e Galalite. Chegou no galpão e encontrou os outros dois bandidos. Rui olhou o relógio e comentou “Ta atrasado”. João pediu desculpas e se justificou “Fernanda estava cheia de coisas, falando em pressentimento, monte de besteiras”.

Rui sorriu e comentou “Olha que eu acredito nessas coisas, pressentimentos costumam mostrar coisas”. João respondeu que não acreditava e perguntou por Scarface.

O policial respondeu que Scarface voltara aos Estados Unidos e eu estava “Com cagaço”. João disse que já sabia de mim e perguntou “Estamos em três. Tem certeza que não tem riscos?”. Galalite intercedeu pedindo pelo amor de Deus que João ficasse quieto, pois precisava muito do dinheiro.

Rui respondeu “Fique tranquilo. Vamos invadir o barraco de um otário que anda fazendo assaltos em Honório Gurgel. Os comerciantes do local vão pagar bem”.

João concordou e assim os três partiram para o tal barraco.

Chegaram no local, ouviram barulho de televisão e Rui bateu na porta chamando pelo dono do barraco. O homem abriu a porta e Rui lhe empurrou pra dentro. Os três atiraram matando o sujeito quando de dentro do barraco apareceu outro homem armado e atirando.

Rui, João e Galalite não esperavam aquela reação e saíram do barraco pra se protegerem. Continuaram trocando tiros com o homem até que lhe alvejaram e ele caiu. Rui se aproximou do homem ferido e lhe executou.

Galalite, furioso, puxou Rui e gritando perguntou “Você não disse que o cara tava sozinho porra? Quase a gente se fodeu nessa!!”. Rui tentou se justificar dizendo que pensara realmente quando os dois perceberam João Arcanjo caído.

Aproximaram-se dele e viram que João fora baleado. Seu braço direito e seu peito estavam feridos, sangrando e João balbuciava “Me ajudem, não me deixem morrer”.

Rui de Santo Cristo não ajudou. Apenas olhou o homem pedir ajuda.

Em outro canto da cidade minha campainha tocou enquanto eu tentava fazer uma janta. Saí correndo para atender e quando abri a porta vi uma pessoa conhecida. Apenas disse.

“Juliana”.

ERA DA VIOLÊNCIA 2 (CAPÍTULO ANTERIOR)



LINK RELACIONADO (LIVRO ANTERIOR)


sexta-feira, 30 de maio de 2014

A ARTE ENGRAÇADINHA


*Coluna publicada no blog Ouro de Tolo em 25/5/2014


Eu estou pra escrever essa coluna faz muito tempo, mas tanta coisa acontece que só agora consegui. A ideia dessa coluna tem mais ou menos um mês quando fui ao cinema.

Fui com a Hellen, minha namorada, assistir ao filme “SOS Mulheres ao mar”. Um filme engraçadinho com artistas globais e, lógico, feito pela “Globo filmes”.

Eu gosto de ver filmes de comédias e filmes nacionais de comédia. Tinha acabado de assistir “Copa de elite”, paródia de alguns filmes nacionais e curti. Fui assistir esse a pedido da Hellen.

Assisti, curti também, mas me incomodou.

Incomodou pelo vazio que aquele filme representava. O filme contava a história de uma mulher que tomou pé na bunda e resolve embarcar em um cruzeiro com irmã e a empregada. História batidaça que me lembrou um filme da década passada americano, “Cruzeiro das loucas”.

Mas o que me chamou mais a atenção foi a semelhança com “Meu passado me condena” lançado por Fabio Porchat no fim do ano que também passava em um cruzeiro.

Não. Não acho que ocorreu plágio, apenas coincidência. Mas uma coincidência que vem da falta de imaginação.

Estavam lá as mesmas velhinhas dançando perto da piscina, os mesmos cenários, as mesmas aulas, os mesmos diálogos e até o destino era o mesmo. A Itália.

Filme vazio, história vazia feita apenas para fazer rir durante uma hora e meia e ser esquecido logo depois. Gastam dinheiro, contratam gente para fazer um roteiro, atores, parte técnica, movimenta-se um monte de coisas para fazer algo pra ser esquecido.

Tudo  bem. Como eu disse eu gosto de ver às vezes histórias assim, gosto de rir, tem seu valor, mas o problema é que hoje o cinema nacional se resume a isso.

O cinema brasileiro tem história. Temos a época da Atlântida, Vera Cruz, Cinema Novo. Época dourada com grandes bilheterias e prêmios. Nos anos 70 vieram as pornochanchadas, mas até essas tinham motivo. Era uma época que não podíamos falar o que pensávamos.

Mas também tínhamos bons filmes policiais como “Lúcio Flávio, passageiro da agonia” e “Barra pesada”. Tínhamos Os Trapalhões explodindo e nos anos 80 segurando o cinema quando a crise surgiu e os “Blockbuster” como “Dona Flor e seus dois maridos” e “Bye bye Brasil”.

Depois da crise o cinema  nacional parecia ter conseguido o caminho lançando filmes marcantes como “Carlota Joaquina”, “O que é isso companheiro”, “Cidade de Deus”, “Central do Brasil” os dois “Tropa de elite” e tantos outros.

Só que aí surgiu a “Globo filmes” e a coisa foi mudando, mudando, até que deu nisso de hoje.

Filmes protagonizados por globais com histórias rasas e feitos apenas para bilheteria. Acredito que nunca nossos filmes foram tão vistos. Frequentemente vemos os mesmos passando da marca de um milhão de espectadores.

Mas nunca mais tivemos um filme premiado, nunca mais nem cogitado a concorrer um Oscar.

Por quê isso acontece?

É difícil entender o motivo ainda mais quando pensamos que nunca tivemos tanta liberdade criativa quanto agora. Podemos falar do que quiser, não tem mais censura, não existe mais ameaça de uma ditadura.

Mas o Brasil mudou e para pior em alguns aspectos. O lado bom é que o poder de compra do brasileiro aumentou. Pessoas da classe C e D que antes eram limitadas em suas opções culturais agora podem assistir sua novela em uma tv de plasma ou ir ao cinema.

O lado ruim e que não entendemos que não precisa baixar nível do que é produzido para alcançar essas pessoas, temos é que levar a elas oportunidade de conhecimento.

Mas ninguém está preocupado com isso e sim com faturamento.

Como eu disse várias vezes nessa coluna não acho ruim, eu gosto de filmes assim e não sou idiota de dizer que antigamente não produzíamos filmes rasos, rasteiros, só para garantir público. Mas antigamente existia um leque de opções que hoje não tem.

O que é uma pena porque nunca fomos tanto ao cinema, nunca nos interessamos tanto pelos filmes produzidos aqui e justo na hora em que temos nada para mostrar.

Até temos, mas não nos interessa mostrar.

E quando analisamos que não é só o cinema, mas toda a nossa arte hoje está engraçadinha, seja na música com seus funks, axés e sertanejos universitários, seja na televisão onde humoristas viraram os principais apresentadores e isso é sentido até nos gols da rodada de domingo, seja no geral a impressão que passa é que o brasileiro tem preguiça de pensar. Só quer aquilo que vem mastigado.

Ninguém quer um país chato, um país sem riso, até porque não é necessário ser burro para rir. 

Talvez o problema seja que o Brasil só sabe fazer filme sério no Nordeste e na favela e nesses lugares não passam cruzeiros para a Itália.     

Corta!!  

  

quinta-feira, 29 de maio de 2014

SOBE O SOM: RAUL SEIXAS





Hoje o “Sobe o som” lembra do “maluco beleza” Raul Seixas. 

Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro

Também foi produtor musical da CBS durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de "Pai do Rock Brasileiro" e "Maluco Beleza". Sua obra musical é composta por 17 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião

Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de "contestador e místico", e isso se deve aos ideais que seguiu, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como Aleister Crowley.

Então vamos lá!!

Sobe o som Raul Seixas!!



Tente outra vez


Metamorfose ambulante


Ouro de Tolo


Gita


Eu nasci há dez mil anos atrás


Medo da chuva


Cowboy fora da lei


O dia em que a Terra parou


A maçã


Sociedade alternativa


O trem das sete 


Mosca na sopa


Como vovó já dizia


Rock das aranhas


Al Capone


O carimbador maluco


Let me sing


Bem. Aí está um pouco da história do pai do rock brasileiro. Aqui “tocaram Raul” e semana que vem tem Mick Jagger e os lendários Rolling Stones.


Enquanto isso controlo minha maluquez misturando com minha lucidez. 



ARQUIVO:

SOBE O SOM

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O CLUBE DOS 23: CORINTHIANS





O “Clube dos 23” hoje fala do clube que pertence a uma torcida. Ou a torcida que tem um clube? Fala do Corinthians.

O Sport Club Corinthians Paulista (conhecido apenas por Corinthians e cujo acrônimo é SCCP) é um clube multiesportivo brasileiro sediado na cidade de São Paulo

Foi fundado como uma equipe de futebol no dia 1º de setembro de 1910 por um grupo de operários do bairro Bom Retiro. Seu nome foi inspirado no Corinthian FC de Londres, que excursionava pelo Brasil, sendo chamado pela imprensa brasileira da época de Corinthians team. Foi um dos primeiros clubes do país a aceitar atletas negros. 

Embora tenha atuado em outras modalidades esportivas ao longo dos anos, seu reconhecimento e suas principais conquistas foram alcançados no futebol. O clube conquistou dois Mundiais da FIFA (recordista ao lado do Barcelona), uma Copa Libertadores da América, uma Recopa Sul-Americana, 5 títulos do Campeonato Brasileiro, 3 da Copa do Brasil, 5 do Torneio Rio-São Paulo (recordista, ao lado de Palmeiras e Santos) e 27 do Campeonato Paulista (atual recordista).

O clube costumava atuar como mandante no Estádio Municipal do Pacaembu. Seus rivais históricos são o Palmeiras, com quem disputa o Derby Paulista, o São Paulo, com quem disputa o Majestoso, e o Santos, com quem disputa o Clássico Alvinegro. Sua torcida é conhecida como "Fiel" e seus torcedores são estimados em aproximadamente 30 milhões espalhados por todo o Brasil e pelo mundo, atrás nacionalmente somente do carioca Flamengo, além de ser o primeiro na Região Sudeste

De modalidades esportivas importantes ao longo da história corintiana, destacam-se o basquete, onde o clube desfrutou de relativo sucesso, especialmente durante as décadas de 1950 e 1960, com a conquista de títulos paulistas, brasileiros e até sul-americanos, além de um vice-campeonato mundial em 1966, e o futsal, a partir da década de 1970, que rendou conquistas em torneios estaduais e nacionais.

A influência do remo na história do clube modificou o escudo original, que aludia meramente ao futebol, com o acréscimo do par de remos e da âncora como aparecem até os dias de hoje.

Em 1° de setembro de 1910, um grupo de cinco operários (Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira, Rafael Perrone, Anselmo Correa e Carlos Silva), do bairro paulistano do Bom Retiro, sob a luz de um lampião, às oito e meia da noite, decidiram criar um novo time de futebol, além de mais oito pessoas que contribuíram com 20 mil réis e também foram considerados sócio-fundadores. 

A ideia surgiu depois de assistirem à atuação do Corinthian FC, equipe inglesa de futebol, fundada em 1882, que excursionava pelo Brasil, os ingleses eram chamados pela imprensa de "Corinthian's Team". Mas o time brasileiro só seria batizado "Sport Club Corinthians Paulista" depois de muita discussão e algumas reuniões na casa de outro integrante do grupo de amigos.

O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Battaglia, que já no primeiro momento afirmou, "O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time". Da primeira coleta à compra da primeira bola de futebol do clube pouco tempo passou. Na verdade, apenas uma semana.

Um terreno alugado na Rua José Paulino foi aplainado e virou campo, e foi lá que, já no dia 14 de setembro, o primeiro treino foi realizado diante de uma plateia entusiasmada que garantiu, "Este veio para ficar". 

De partida em partida o time foi se tornando famoso, mas era ainda um time de várzea.

Nesse mês de maio de 2014 o Corinthians inaugurou sua nova casa, a Arena Corinthians, que será palco do primeiro jogo da copa do mundo.

Fotos:  

Pacaembu


Arena Corinthians


Corinthians inglês


Corinthians x Palmeiras anos 20 


Gilmar


Ronaldo


Gamarra


Zé Maria


Wladimir


Basílio


Biro-Biro 


Luizinho


Marcelinho


Neto



Rivelino


Sócrates


Casagrande


Tevez


Viola


Rincón


Edilson


Ronaldo


Cláudio


Emerson Sheik


Oswaldo Brandão


Tite


Vídeos:

Campeão da Copa do Brasil 1995


Campeão da Copa do Brasil 2002


Campeão da Copa do Brasil 2009


Campeão brasileiro 1990


Campeão brasileiro 1998


Campeão brasileiro 1999


Campeão brasileiro 2005


Campeão brasileiro 2011


Campeão mundial 2000


Campeão da Libertadores 2012


Campeão mundial 2012


Campeão paulista 1977 



Bem. Aí está um pouco da história do Corinthians que faz um bom começo de campeonato brasileiro.


Semana que vem em sua reta final vem o clube mais popular do Brasil. Tem Flamengo. 


O CLUBE DOS 23 (CLUBE ANTERIOR)

VASCO