sábado, 29 de agosto de 2015

DINASTIA: CAPÍTULO I - NOITE DE AUTÓGRAFOS




Gravatas..Nunca me dei bem com gravatas, não sei colocar direito, não é o meu forte e olha que vivo de gravata.

Aliás, nesse calor senegalês do Rio de Janeiro nada mais torturante que usar gravatas, devíamos ter o direito de trabalhar de sunga e camisa regata.

Desculpem-me, nem me apresentei. Meu nome é Francisco Granata, mais conhecido como Chico. Tenho vinte e cinco anos, advogado, deputado estadual e nesse momento estou em meu quarto olhando o espelho e tentando dar nó na gravata.

Malditas gravatas..

Hoje é uma grande noite pra mim. Sempre tive por hobby escrever e numa noite decidi me lançar no mundo da imaginação. Abri meu notebook, o Word e decidi escrever uma história..Não, escrever não porque seria muita pretensão, mas contar uma história, uma grande história.

A de minha família, a família Granata.

Eu sempre achei que toda família dá uma grande história isso não é privilégio da minha. Mas a minha família tem nuances, dramas, tragédias, amores e conquistas que um dia atraíram minha atenção de escritor. Foram meses em meu gabinete na Assembleia ou em casa escrevendo a saga da família Granata.

Uma saga de homens fortes, mulheres valorosas, de pessoas nem sempre de bem, mas de coragem, atitude.

Uma história que se confunde com a do Rio de Janeiro, São Paulo e do Brasil. Com a passagem do tempo e as transformações que o mundo sofreu ao longo de mais de um século. A história que se iniciou na Itália com meu trisavô Salvatore Granata, passou por meu bisavô Giuseppe Granata o Barão, meu avô Pepino Granata e meu pai Luigi Granata. Homens de grande força e histórias extraordinárias. Muitas que nunca concordei, mas que histórias..

..Cercados por seus irmãos, esposas, amigos, desafetos, coadjuvantes que se tornam artistas principais. Da vinda de meu trisavô ao Brasil fugindo da falta de esperança no fim do século XIX até chegar a mim e meu notebook muita coisa ocorreu e será mostrada hoje nessa noite de autógrafos.     

E continuo enrolado com a gravata. Vou pedir socorro. Melhor gritar pela Luciana.

Luciana é minha esposa e não sei o que seria de mim sem ela. Temos dois anos de casados e da nossa união nasceu Bruno, o mais novo Granata. Bruno tem um ano e espero que seja um grande homem e tenha sua própria história, que seja o que quiser independente do que escolha para seu futuro.

Luciana!!!!!

Pronto, gritei por minha esposa e ela respondeu que já vem. Olho-me no espelho. Vinte e cinco anos de idade..Não parece, mas mesmo pra quem tem essa idade o tempo parece pesar. Acaricio o meu rosto e já vejo os primeiros fios de cabelos brancos, pequenas rugas, foi-se o tempo que eu era criança e podia tudo.

Faço uma careta devido a uma pequena dor, uma pontada que senti nas costas devido a uma hérnia de disco que cultivo com completa irresponsabilidade. Sempre falo que me tratarei, irei ao médico, mas fujo, arrumo contratempos e desculpas para não ir. Culpo o trabalho, o livro ou o aquecimento global.

Mas eu tenho que ir. Essa hérnia, que deve ter piorado com minha péssima posição sentado ao escrever, já não me deixa brincar direito com o Bruno. “Tenho que tomar vergonha na cara” diria minha mãe.

Ah minha mãe, figura maravilhosa..

Sento um pouco na cama e bebo um copo de água que sempre deixo em minha penteadeira. Boto o copo de volta e olho pro nada relembrando as histórias que contei no livro. Cada personagem ali descrito. Dou um suspiro que é uma mistura de satisfação pelo dever cumprido e saudades. Saudades do que vivi, do que não vivi, dos que já se foram e até os que se foram e não conheci.

Luciana chega no quarto e rindo me diz “já sei, é a gravata”, sorrio e levanto pedindo ajuda. Minha esposa pede que eu me vire para ela e com toda sua paciência e delicadeza dá o nó que eu nunca consegui aprender mesmo com meu bisavô tentando me ensinar desde criança.

Paro pra olhar minha esposa fazer o nó. Luciana, como sempre, me salva e diz “prontinho crianção”. Continuo olhando fixamente e ela pergunta sorrindo o que foi.      

Com total sinceridade e embevecido respondo “Você está linda”.

Luciana abaixa os olhos e diz “bobo”. Mas é verdade, ela está linda
demais.

Seus cabelos loiros faziam uma combinação linda com o vestido vermelho decotado nas costas e o colar de pérolas que usava. Queimada de Sol Luciana é jovem ainda, mas tem classe, postura, herança de família com certeza.

Minha esposa, a mulher da minha vida me olha fixamente e diz “ele terá muito orgulho de você”. Abaixo os olhos e respondo “pena que ele não estará lá” e Luciana completa “de coração estará”.

Ficamos um tempo nos olhando até que minha esposa diz “você é lindo, só não sabe dar nó na gravata”. Gargalhamos e a babá entra com Bruno no colo dizendo que ligaram da livraria e toda minha família estava lá me esperando.

Nesse momento gelo. Meu coração parece que para por um instante. Apesar de ser um cara decidido como todo Granata e firme nas minhas opiniões e decisões sou tímido. Nunca me imaginei sendo o centro da família, orgulho dela ainda mais depois de tudo que ocorreu e só de pensar naquilo dá vontade de desistir.

Minha esposa, companheira e guerreira pega minha mão e diz “vamos que a noite é sua”.

Saímos de nosso apartamento de três quartos alugado em Copacabana, pago por meu dinheiro e na porta do elevador encontro um vizinho dizendo que no dia seguinte terá uma reunião de condomínio onde reclamaremos das obras do 402 que ultrapassam o horário limite e não deixam ninguém dormir. Respondo com jeito enfadonho que estarei lá quando o elevador
abre e Luciana me puxa para dentro. Mal tenho tempo de me despedir. 

Quando a porta fecha Luciana ri e diz que querem que eu seja síndico. Respondo que prefiro pegar os negócios da família a ser síndico de prédio. Luciana ri, a babá gargalha e até Bruno da um sorriso.

Entramos no meu carro, carro nacional que nem é do ano e do tamanho do meu orçamento. Ligo e partimos para Feital com um carro com dois seguranças atrás, algumas pessoas adorariam me ver morto e até já tentaram.

Feital é município do Rio de Janeiro onde minha família foi formada e criou um império. A história de Feital se confunde com a dos Granata e posso dizer que fomos nós que construímos aquele lugar.   

Em Feital fica a livraria, lá passado e presente se misturam sob o olhar da história que contarei.

E vocês saberão em primeira mão, antes mesmo do lançamento do livro.

A história de uma família.

De uma dinastia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

SOBE O SOM: ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO




Zezé Di Camargo & Luciano é uma dupla sertaneja brasileira formada pelos irmãos Mirosmar José de Camargo (cujo nome artístico - pseudônimo é Zezé di Camargo) e Welson David de Camargo (conhecido como Luciano).

Fã de Tonico e Tinoco, seu Francisco, um lavrador de Pirenópolis, cidadezinha do interior de Goiás, acalentava um sonho: ter dois filhos homens que pudessem formar uma dupla sertaneja. Quando nasceu Mirosmar José, o primogênito da família Camargo, cobrou da mulher, dona Helena: - Agora precisamos da segunda voz.

Naturais de Capela do Rio do Peixe, distrito de Pirenópolis, no estado de Goiás. A dupla tem uma média de 170 shows por ano, mais de um milhão de cópias por CD lançado, participação em campanhas publicitárias e licenciamento em várias marcas.

Então vamos lá!!

Sobe o som Zezé di Camargo e Luciano!!


Você vai ver


Sonho de amor


O defensor


A distância - Com Roberto Carlos

Flores em vida

Mentes tão bem

No dia que eu saí de casa

Dois corações e uma história

Será que foi saudade

Sem medo de ser feliz

Dou a vida por um beijo

Tristeza do Jeca

Coração está em pedaços

Cada volta é um recomeço

Pão de mel

Pra não pensar em você

Bem. Aí está um pouco da história da mais popular dupla sertaneja do Brasil. Semana que vem continuamos brasileiríssimos. A primeira parte dos sambas concorrentes carnaval 2016.


Enquanto isso eu não vou negar que sou louco por você.


Que fez eu entender que a vida é nada sem você...



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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

CINEBLOG: PRA FRENTE, BRASIL




Cineblog fala hoje de um controverso e importante filme do fim da ditadura militar. Um filme corajoso.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Pra frente, Brasil


Pra frente, Brasil é um filme brasileiro de 1982, dos gêneros drama e ficção histórica, dirigido e escrito por Roberto Farias, baseado em argumento de Reginaldo Faria e Paulo Mendonça. Estrelado por Reginaldo Faria, Antônio Fagundes, Natália do Valle e Elizabeth Savalla, Pra frente, Brasil foi um dos primeiros filmes a retratar a repressão da ditadura militar brasileira (1964–1985) de forma aberta.

Sinopse

Em 1970, na época dos anos de chumbo e do dito "milagre econômico", o Brasil vibra com a Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo sediada no México. Enquanto isso, prisioneiros políticos são torturados por agentes da repressão oficial e inocentes também acabam sendo vítimas dessa violência.

Jofre Godoi da Fonseca é um pacato trabalhador de classe média, casado com Marta, com quem tem dois filhos. Miguel, seu irmão, goza dos mesmos privilégios que ele, apesar de amar Mariana, uma guerrilheira de esquerda. Quando Jofre divide um táxi com um militante de esquerda, é tido como "subversivo" pelos órgãos de repressão. É preso e submetido a inúmeras sessões de tortura.

Miguel e Marta tentam encontrá-lo através dos meios legais, mas se deparam com a relutância da polícia em investigar o desaparecimento. Com o telefone grampeado, Miguel recebe Mariana em casa, ferida após um fracassado assalto a banco. É quando ele fica sabendo da atuação de um grupo de repressão política patrocinado por empresários.

Enquanto isso, Jofre consegue fugir de seu cativeiro, mas é alcançado pela Veraneio de seus algozes, que assistiam à cena escondidos. Barreto, o chefe dos torturadores sai do veículo e vai pessoalmente verificar o estrago que seus homens haviam feito em Jofre. Cumprido o dever, retornam ao cativeiro onde, por conta das torturas sofridas, o inocente acaba morrendo ao som dos gols do jogo Brasil versus Itália e da marchinha do tricampeonato, "Pra frente, Brasil".


Produção



Pra frente, Brasil foi inicialmente censurado pelo regime, apesar de seu diretor, Roberto Farias, ter sido presidente da Embrafilme no auge da ditadura, e o país estar à época em plena redemocratização. A censora do regime, Solange Maria Teixeira Hernandes, afirmava haver "excessos de liberdade no cinema e no teatro" na época em que o filme foi lançado.

O filme foi liberado pela Justiça e estreou, em versão sem cortes, em 14 de fevereiro de 1983. À época presidente da Embrafilme, Celso Amorim viu-se obrigado a abandonar o cargo da estatal em abril de 1982 por ter aprovado o financiamento público para a produção. A proibição inicial ao filme baseou-se na alínea D do artigo 41 da Lei 20.943, de 1946, que previa "interdição quando a obra for capaz de provocar incitamento contra o regime vigente, a ordem pública, as autoridades e seus agentes”.

Reza a lenda que Pra frente, Brasil teria sido inspirado em um acontecimento real, vivido pelo protagonista Reginaldo Faria. Certo dia, ao cochichar de brincadeira que "portava uma arma" para uma mulher na fila do aeroporto do Galeão, o ator teria sido levado para a sala de interrogatório. Do susto, nasceu o argumento Sala Escura, transformado pelo irmão Roberto no roteiro do longa. A história do filme, entretanto, é similar a do filme erótico E agora, José?, clássico do chamado "cinema boca do lixo" estrelado por Arlindo Barreto e lançado três anos antes.


O ator Carlos Zara inicialmente recusou o papel do torturador Barreto por ter tido seu irmão, Ricardo Zaratini, preso e torturado em 1969. Outro paralelo que o filme faz com a realidade diz respeito ao assassinato do empresário vivido por Paulo Porto, uma referência ao fuzilamento, em 1971, de Henning Albert Boilesen, industrial acusado de patrocinar a Operação Bandeirantes.

Elenco

 

  • Reginaldo Faria .... Jofre
  • Antônio Fagundes .... Miguel
  • Natália do Valle .... Marta
  • Elizabeth Savalla .... Mariana
  • Carlos Zara .... Dr. Barreto
  • Cláudio Marzo .... Sarmento
  • Neuza Amaral
  • Ivan Cândido
  • Flávio Migliaccio
  • Milton Moraes
  • Luiz Armando Queiroz
  • Irma Álvarez
  • Lui Farias
  • Maurício Farias

 

Principais prêmios e indicações

 Pra frente, Brasil foi indicado ao Urso de Ouro.


De acordo com o site Internet Movie Database, o filme Pra frente, Brasil recebeu cinco importantes prêmios em festivais de todo o mundo. Os dois primeiros foram os de melhor filme e edição no Festival de Gramado de 1982, seguidos pelos prêmios de Ofício Católico do Cinema e da Associação dos Cinemas de Arte da Europa no Festival de Berlim do ano seguinte.  O filme também recebeu a Margarida de Prata da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, além de ter sido indicado ao Urso de Ouro em Berlim.



Cineblog volta semana que vem com “A força de um destino”.

 


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UM SONHO DE LIBERDADE

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

FALANDO COM DEUS




Às vezes é difícil entender os desígnios de Deus..

Como assim pensa o religioso praticante? Provavelmente alguém lerá isso e chamará de blasfêmia. Todos nós aprendemos desde crianças que Deus é bom, justo e misericordioso. Acredito realmente nisso e quando me perguntam se acredito em Deus respondo “Evidente que acredito, meu medo é que Ele não acredite em mim”.

Desculpe Senhor pela primeira frase do texto, mas sou seu filho e como todo filho que fizeste a sua imagem e semelhança cheio de falhas e dúvidas.

Sei que é bom, justo e misericordioso, mas tem coisas que não entendo. Por quê uns tem tanto e outros nada? Ok, isso é pergunta de socialista, ok de novo, de socialista que adora dinheiro e conforto, mas como disse, sou cheio de falhas.

Por quê tem gente que vale nada e tem muito e gente valorosa que sofre? Sim, eu sei do livre arbítrio. Confesso que muitas vezes vejo o livre arbítrio como a desculpa perfeita que religiosos inventaram pra justificar tudo. Mas tem coisas que fogem do livre arbítrio e queria entender.

Durante muito tempo quis entender porque levaste minha mãe, a pessoa que mais eu amava na vida e mais me amava. Tanta gente pra levar, inclusive perto de mim que, confesso, nem faria tanta falta e levou logo a minha “camisa 10”, a estrela do meu time. Por quê?

Dez anos depois entendo de forma muito amarga que precisei disso para crescer e me desenvolver como ser humano. Minha mãe sempre disse para quem quisesse ouvir que o maior feito da sua vida fui eu. Então ela cumpriu sua missão. Quando eu já era adulto e precisava tomar as porradas da vida ela partiu. Virei uma espécie de Rocky Balboa. Apanho a luta toda, mas no fim venço e com a cara deformada e carregando o cinturão chamo pela minha Adryan.

Mas por quê a fome na África, por exemplo? Tá, essa pergunta é meio “We are the world”, mas realmente não entendo. Colocam reencarnação no meio, mas confesso que não entendo muito. Se não entendo coisas simples como de que forma a humanidade se perpetuou depois que Adão e Eva tiveram dois filhos homens, imagine coisas mais complexas assim...

Mas serei mais específico, vou parar de enrolar. Deus. Por quê as crianças sofrem?

Por quê meu pequeno Gabriel com menos de dois meses de idade teve que ficar vinte e um dias em um hospital passando por coisas terríveis e tendo que aguentar coisas que eu com 39 gritaria pela minha mãe? Reencarnação não entra na minha cabeça nesse caso, não aceito que aquele molequinho tão frágil e indefeso tenha sido tão “canalha” em vida anterior nem que tenha que passar por isso pra aprender algo. Aprender o quê com cinquenta dias de vida?

Pior Senhor. Por quê levaste o pequeno Ben, neto do meu querido amigo Alexandre Valle?

O Alexandre é um cara de bem, boa praça, gozador, amigo, nunca vi de mau humor ou brigando. Sempre com uma palavra amiga, engraçada. O Alexandre é o tipo bonachão, o sambista maneiro, sua família toda é assim.

E o menino? Poxa Senhor..Três aninhos só. Outro dia estava fingindo ser super herói, brincando na piscina e passar por tudo que passou na última semana? Desculpe Senhor, mas seu ato marcou para sempre uma família, ceifou uma vida de apenas três anos e que tinha muito a realizar. Imagine Senhor quantas coisas boas para esse mundo que criaste com tanto zelo e amor ele poderia fazer.

E o menino queria nada demais. Na última semana apenas comer uma pizza como relatou o avô.

Dói senhor. Dói ver amigo sofrer, dói ver nossos filhos e pensar que pode ocorrer com eles. Dói ver o que alguns fazem tão cruelmente com seu planeta e passarem impunes enquanto pequeninos tem suas vidas interrompidas.

Talvez o Senhor precise de anjinhos do seu lado. Não sei..

Desculpe esse desabafo Senhor. Não estou duvidando de ti, nem quero me voltar contra. Só queria entender.

Talvez um dia entenda, por enquanto só resta aceitar. 

E que cuide bem do Ben. 

sábado, 22 de agosto de 2015

TROCANDO EM VERSOS: O TEMPO



*Trecho de minha peça "Folhetim" 

Fico sentada em um canto
Observando quem quer me possuir 
Dê-me um trocado, me leve pro quarto
Só não peça pra eu sorrir 
Mas antes me pague um gim, um excitante 
Que torne minha vida um pouco menos sufocante
Assim não ficas sozinho, faço-te um carinho
Para que se sintas importante

 Dois solitários dividindo uma cama
 Não é meu nome que você chama 
Nem meu corpo queria tocar
Mas to aqui pro que der e vier
 Por isso sou a melhor do cabaré
 A que todos querem pagar desejada
Cobiçada triste, mal amada
 Assim vivo minha vida
 Possuem meu corpo
Mas a minha alma está sempre vestida

Beijas meus seios fecho os olhos no alento
De que falta pouco para acabar o tempo
 Sou puta, sou louca, mas não lhe beijo a boca
Isso só meu amor 

Espero o tempo que for
Ele há de chegar
Espero o tempo que for
 Daqui ele vai me levar
E finalmente serei feliz
Espero o tempo que for... 



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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

SOBE O SOM: PAUL MCCARTNEY





Sir James Paul McCartney (Liverpool, 18 de junho de 1942) é um cantor, compositor, baixista, guitarrista, pianista, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico e ativista dos direitos dos animais britânico

McCartney alcançou fama mundial como membro da banda de rock britânica The Beatles, com John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. Lennon e McCartney foram uma das mais influentes e bem sucedidas parcerias musicais de todos os tempos, "escrevendo as canções mais populares da história do rock”. Após a dissolução dos Beatles em 1970, McCartney lançou-se numa carreira solo de sucessos, formou uma banda com sua primeira mulher Linda McCartney, os Wings. Ele também trabalhou com música clássica, eletrônica e trilhas sonoras.

Em 1979, o Livro Guinness dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos. McCartney teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, vinte das quais junto com os Beatles e o restante em sua carreira solo ou com seu grupo Wings.

Então vamos lá!!

Sobe o som Paul McCartney!!



Live and let die


Ebony and evory - Com Stevie Wonder


New


No more lonely nights


Another day


Band on the run


Silly love songs


Maybe I`m amazed


Say, say, say - Com Michael Jackson



The girl is mine - Com Michael Jackson


My valentine


The long and winding road


Let it be


Yesterday


Hey Jude



Bem. Aí está um pouco do maior gênio vivo do rock. Semana que tem “Os filhos de Francisco”. Tem Zezé di Camargo & Luciano.



Enquanto isso um pouco mais de amor.


Amor e Paul McCartney nunca são demais



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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CINEBLOG: UM SONHO DE LIBERDADE




 Cineblog fala hoje de um belo filme feito nos anos 90.             

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Um sonho de liberdade


The Shawshank Redemption (Um Sonho de Liberdade ou Os Condenados de ShawshanK é um filme norte-americano, escrito e dirigido por Frank Darabont. O filme é estrelado por Tim Robbins e Morgan Freeman.

Baseado na novela "Rita Hayworth and Shawshank Redemption", de Stephen King, o filme retrata a história de Andy Dufresne, um banqueiro que passa quase duas décadas na fictícia prisão estadual de Shawshank, condenado pelo assassinato de sua esposa e do seu amante, apesar de Andy afirmar sua inocência. Durante seu tempo na prisão, ele se torna amigo de Ellis "Red" Redding, e se torna protegido pelos guardas após o agente penitenciário passar a utilizá-lo em operações de lavagem de dinheiro.

Lançado em 23 de setembro de 1994, o filme teve fraca recepção nos cinemas, arrecadando pouco mais de 28 milhões de dólares - apenas 3 milhões de dólares de lucro em relação ao orçamento. Apesar disso, Um Sonho de Liberdade foi aclamado pela crítica e pelo público e obteve múltiplas indicações à prêmios, além da inclusão na lista dos melhores filmes estadunidenses do American Film Institute. The Shawshank Redemption foi indicado para sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator (Morgan Freeman).

Sinopse



Em 1946, o jovem e bem-sucedido banqueiro Andy Dufresne (Tim Robbins) é sentenciado a duas prisões perpétuas consecutivas pelo assassinato de sua esposa e de seu amante, a serem cumpridas na Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine, dirigida pelo cristão devoto, todavia cruel agente penitenciário Samuel Norton (Bob Gunton). Rapidamente, Andy se torna amigo de Ellis "Red" Redding (Morgan Freeman), interno influente, também sentenciado à prisão perpétua, que controla o mercado negro do presídio. Ao longo das quase duas décadas na prisão, ele se revela um interno incomum, buscando seus objetivos através de seus próprios meios.

Elenco

 

  • Tim Robbins como Andy Dufresne
  • Morgan Freeman como Ellis Boyd "Red" Redding
  • Bob Gunton como Warden Norton
  • William Sadler como Heywood
  • Clancy Brown como capitão Hadley
  • Gil Bellows como Tommy
  • James Whitmore como Brooks Hatlen
  • Mark Rolston como Boggs Diamond 

Principais prêmios e nomeações

Oscar 1995 (EUA)
  • Indicado nas categorias de: Melhor Filme, Melhor Ator (Morgan Freeman), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
Globo de Ouro 1995 (EUA)
  • Indicado nas categorias de: Melhor Ator - Drama (Morgan Freeman) e Melhor Roteiro.
SWAG Awards 1995 (EUA)
  • Indicado na categorias de: Melhor Ator Principal (Morgan Freeman e Tim Robbins).
Prêmio Chlotrudis Awards 1995 (EUA)
  • Venceu na categoria de: Melhor Ator (Morgan Freeman)
  • Indicado na categoria de: Melhor Ator (Tim Robbins).
Prêmio Chicago Film Critics Association Awards 1995 (EUA)
  • Indicado nas categorias de: Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante (Morgan Freeman).
Prêmio Humanitas Prize 1995 (EUA)
  • Venceu na categoria de: Melhor Filme.
Academia Japonesa de Cinema 1996 (Japão)
  • Venceu na categoria de: Melhor Filme Estrangeiro.
Prêmio Hochi Film Awards 1995 (Japão)
  • Venceu na categoria de: Melhor Filme Estrangeiro.
Prêmio Mainichi Film Award 1995 (Japão)
  • Venceu na categoria de: Melhor Filme Estrangeiro.
Prêmio American Society of Cinematographers 1995 (EUA)
  • Venceu na categoria de: Melhor Fotografia.  


Semana que vem Cineblog continua com o forte “Pra Frente Brasil”.


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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A NAÇÃO INSULANA




Quanto custa um sonho?

Abrir mão de um é caro, muito caro e as coisas que podemos perder em busca dele também. Podemos perder horas de sono, de contato com quem amamos, até mesmo amizades.

Até aonde vale a pena lutar por um sonho?

Até o fim. Porque sonho que se sonha só é apenas sonho. Sonho que se sonha junto vira realidade.

Era uma vez um povo que tinha um sonho. Era um povo guerreiro, que dava horas e horas de sua vida, seu lazer e do contato com quem amava por um sonho. Não ganhava dinheiro, muito pelo contrário, gastava. Dava seu suor, sangue, lágrimas para ver seu objeto de amor bonito. Sua parte era feita com brilhantismo, com alma. Mas infelizmente tudo se perdia por mãos incompetentes e que não tinham o mesmo amor que esse povo.

Um dia esse povo se revoltou, De tato ver seu amor, aquele por quem dava horas e horas de sua vida maltratado ele se rebelou e quis ter voz. Quis simplesmente poder opinar e ter o direito de decidir sobre os rumos daquele seu objeto de amor. Não quis impor nada, passar pro cima de ninguém. Apenas ter direito a voz. Opinar.

Esse povo teve seu desejo negado. Só tinham direito a se doar a esse projeto, não a opinar. Como esse povo não aceitava mais essa forma de conduta acabou exilado. Longe de seu objeto de amor.

Até que ele percebeu que o objeto de amor era apenas isso. Objeto. O importante não era o objeto e sim o amor que carregava consigo. 

E ao perceber o povo sem voz ganhou voz, o povo exilado ganhou solo. O povo sem rumo ganhou um lugar seu.

Como fênix ressurgiu em uma nação.

A Nação Insulana.

Essa fábula foi apenas pra dizer que sonhos não têm preço e não devemos desistir deles. Tínhamos o sonho de reagir com o Boi da Ilha e para isso criamos o Reage Boi sem perceber que no ato de criarmos o movimento para que reagisse nós reagimos automaticamente. Não a escola. Mas a sua essência que se mostrou viva no peito de abnegados, de pessoas que queriam nada em troca, apenas ter orgulho de seu objeto de amor.

Orgulho que foi devolvido a partir do momento que juntos se viram fortes e que nada, nem um sistema imposto por gente incompetente poderia deter.

A Nação Insulana surgiu dessa reação, dessa essência. Sem revanchismos, vinganças, nem picuinhas. Apenas para que esse amor possa ser exalado puro e bonito como sempre devia ser feito. O povo agora tem voz, comando e sabe que pode ter orgulho de seu trabalho.

É apenas o primeiro voo da fênix sob a benção de Nossa Senhora D`Ajuda. Agradecendo ao Boi da Ilha por todo o aprendizado e por tudo que foi feito a ele o povo agora voa por suas próprias asas criando sua história e evitando erros que lhe fizeram voar por novas nuvens.

Sonhando com um voo melhor. Um voo com democracia, respeito, tradição e modernidade. Tudo aliado a companheirismo, amizade e sonhos..

Até porque como eu disse numa coluna anterior. Gostamos de viajar.

Bem vindos os loucos para o voo da Nação até o infinito.

Juntos somos mais fortes.

Junto somos uma nação.