quinta-feira, 31 de julho de 2014

SOBE O SOM: JORGE BENJOR





Hoje a “Sobe o som”, cheia de swing, apresenta Jorge Benjor. 

Jorge Duílio Lima Meneses (Rio de Janeiro, 22 de março de 1945), conhecido como Jorge Ben e Jorge BenJor é um guitarrista, cantor e compositor brasileiro.

Seu estilo característico possui diversos elementos, entre eles: rock and roll, samba, samba rock (termo que gosta de usar), bossa nova, jazz, maracatu, funk, ska e até mesmo hip hop, com letras que misturam humor e sátira, além de temas esotéricos

A obra de Jorge Ben tem uma importância singular para a música brasileira, por incorporar elementos novos no suingue e na maneira de tocar violão, com características do rock, soul e funk norte-americanos. Além disso, trouxe influências árabes e africanas, oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia

Influenciou o sambalanço e foi regravado e homenageado por inúmeros expoentes das novas gerações da música brasileira, como Mundo Livre S/A, Os Paralamas do Sucesso, Racionais MC's e Belô Velloso

Então vamos lá!!


Sobe o som Jorge Benjor!!



País tropical


Por causa de você, menina


Taj Mahal 


Mas que nada


Menina mulher da pele preta


Umbabarauna


W/Brasil 


Zagueiro


Que maravilha


Que pena


Jorge da Capadócia


Os alquimistas estão chegando


A banda do Zé Pretinho


Spyro Gyro 


Engenho de Dentro


Bem. Aí está um pouco da obra desse que é um dos grandes da MPB. Semana que vem tem outros grandes, mas que foram apenas por um hit. Tem os “one hit wonder”.


Enquanto isso vamos cantando. Jorge Ben, nós gostamos de você. 



ARQUIVO:

SOBE O SOM

quarta-feira, 30 de julho de 2014

CINEBLOG: O SEXTO SENTIDO




“O Cineblog” de hoje fala de um dos meus filmes preferidos. “O sexto sentido”.

Esse filme marcou a virada dos anos 90 pra 2000 e muito de seu sucesso veio pelo fim inesperado e impactante e a propaganda boca a boca.  

Um exemplo disso é que vi em um cinema não muito cheio. O fim do filme me impactou de tal forma que até hoje influencia nas coisas que escrevo. Fiz questão de voltar ao cinema com familiares e amigos pra mostrar o quão impressionante o filme era e ao contrário da primeira vez a sessão estava lotada.

Cineblog orgulhosamente apresenta:

O SEXTO SENTIDO


The Sixth Sense (AFI[ðə sɪksθ sɛns]; br/pt: O Sexto Sentido) é um filme estadunidense de horror psicológico de 1999, escrito e dirigido por M. Night Shyamalan. Conta a história de Cole Sear (Haley Joel Osment), um menino incomodado e isolado que é capaz de ver e falar com os mortos, e um psicólogo infantil igualmente perturbado (Bruce Willis), que tenta ajudá-lo. O filme estabeleceu Shyamalan como roteirista e diretor, e introduziu ao público de cinema seus filmes, mais notavelmente sua afinidade para o final surpreendente. O filme foi indicado a seis Óscars, incluindo o de Melhor Filme.

Malcolm Crowe (Bruce Willis), um psicólogo infantil, chega em sua casa na Filadélfia junto com sua mulher, Anna Crowe (Olivia Williams), após ser premiado pelo seu trabalho. Anna reclama com Malcom dizendo que por causa de seu trabalho tudo fica em segundo plano. Os dois então descobrem que não estão sozinhos, um jovem empunhando uma arma aparece. Ele diz querer não ter mais medo e culpa o psicólogo por ter falhado com ele. 

Malcom o reconhece como Vincent Gray (Donnie Wahlberg), um antigo paciente que ele tratou durante sua infância e que sofria de alucinações. Gray atira no abdome de Malcom e após isso se mata.

No outono seguinte, Malcom começa a trabalhar com outro paciente, Cole Sear (Haley Joel Osment), um garoto de nove anos, que passa por uma situação similar a de Vincent. Malcom se dedica bastante a ajudar o menino, mas é assombrado por dúvidas sobre sua capacidade de ajudá-lo depois de seu fracasso com Vincent. Enquanto isso, seu relacionamento com sua esposa se ​​deteriorou ao ponto dela o ignorar e se recusar a falar com ele. 

Malcom passa a achar que ela possa estar tendo um romance com um colega de trabalho que fica sempre perto de sua casa, contudo isso causa a ele tristeza, não raiva. Ele também diversas vezes tem dificuldades em abrir a porta de seu escritório no porão.

Ao ganhar a confiança dele, Cole conta a ele que "vê pessoas mortas... andando em volta como pessoas normais". Embora inicialmente pense que ele está delirando, Malcom acredita que ele está dizendo a verdade e que Vincent poderia ter tido a mesma capacidade de ver fantasmas.

Elenco

Ator/Atriz
Papel
Bruce Willis
Dr. Malcolm Crowe
Haley Joel Osment
Cole Sear
Toni Collette
Lynn Sear
Olivia Williams
Anna Crowe
Trevor Morgan
Tommy Tammisimo
Donnie Wahlberg
Vincent Grey
Peter Anthony Tambakis
Darren
Jeffrey Zubernis
Bobby
Bruce Norris
Stanley Cunningham
Glenn Fitzgerald
Sean
Greg Wood
Mr. Collins
Mischa Barton
Kyra Collins
Angelica Page
Mrs. Collins
Lisa Summerour
Bridesmaid

Premiações


O filme teve seis indicações ao Oscar ("Melhor Ator Coadjuvante" - Osment, "Melhor Atriz Coadjuvante" - Collette, "Melhor Diretor", "Melhor Edição", "Melhor Filme" e "Melhor Roteiro Original"), mas não ganhou nenhum;
O filme foi vencedor de 30 outros prêmios;
O filme teve mais 33 indicações para outros prêmios.   


Semana que vem "Cineblog" fala de "O expresso da meia-noite"



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SCARFACE
   

terça-feira, 29 de julho de 2014

EMBALOS DE UMA NOITE QUALQUER


*Conto publicado no blog "O buraco da fechadura'' em 27/7/2013


Uósto, sim esse era o nome dele era pra ser Washington em homenagem a capital americana, era muito bom de bola, muito bom mesmo. Um cracaço.
Moleque da zona Norte carioca, peladeiro de rua. Uósto teve uma infância feliz e típica dos garotos do subúrbio. Soltava pipas, jogava bolinhas de gude, rodava pião, acertava latas com maestria no jogo de taco e claro brincava de médico mostrando desde cedo seu lado mulherengo.
Mas o que o danado gostava mesmo era de jogar bola e ali mostrava seu talento. Uósto ficava na dele na hora do par ou ímpar dos times sabendo que seria logo o primeiro escolhido. Dito e feito. Escolhido ia para o lado do “capitão” e esperava o restante do time ser formado.
E evidente que o time que Uósto estava venceria. O moleque dava show, lençol, ovinho, drible da vaca e gols, muitos gols no campinho de terra perto de sua casa. Seu talento atraía o público e muitos moradores da redondeza iam assistir seu show.
Chegava em casa cheio de fome doido pela comida de dona Jandira, sua mãe. Seu pai, um bom marceneiro da região chamado Rodolfo era fanático por futebol, torcedor do América conversava empolgado com o filho sobre seu talento e falava que ele seria o melhor jogador do mundo. Uósto sorria e sonhava.
A comida era posta na mesa e os pais, Uósto e mais dois irmãos sentavam e Rodolfo puxava a oração. Depois Uósto caía de boca naquela comida maravilhosa coma voracidade que partia ao gol adversário.
Depois o menino agarrado com a bola dormia porque tinha colégio logo cedo e sonhava em jogar na seleção brasileira.
Entrou para a seleção do colégio e foi jogar inter estadual. Foi o craque do campeonato e seu colégio campeão. Enquanto Uósto brilhava um homem observava com atenção. Era seu Neném, um antigo olheiro do futebol carioca, olheiro é um descobridor de talentos.
O homem se entusiasmou com o futebol de Uósto e perguntou se ele tinha empresário. O menino respondeu que não e Neném contou que agora ele tinha. Levaria pra fazer teste em um clube, no Bangu.
Uósto se entusiasmou, contou para todo mundo em casa, nas redondezas e comprou chuteira nova para fazer teste no clube de Moça Bonita. Chegou humilde levado por Neném que conversou com o treinador das categorias de base do clube e este chamou Uósto. O Menino se aproximou e o treinador perguntou de que posição ele jogava. Uósto respondeu que de meia.
O treinador mandou que o menino pegasse um colete e entrasse em campo. Uósto foi correndo e recebeu autorização para entrar no coletivo. Fez o sinal da cruz e pela primeira vez treinava em um clube.
E o tempo passou. Uósto dez anos depois lembrava de tudo isso no vestiário do estádio de Wembley na Inglaterra enquanto se preparava para entrar em campo com o Barcelona contra o Milan pela final da Uefa Champions League, que vem a ser a maior competição entre clubes de futebol da Europa.  
Sim Uósto deu certo no futebol. Do Bangu foi visto por dirigentes do Corinthians e se mandou pra capital paulista. Foi campeão pelo clube e caiu nas graças da Fiel torcida depois indo jogar na Europa até chegar ao Barcelona.
Virou craque milionário, dono de grandes contratos de publicidade e ídolo da seleção brasileira. Era o principal astro do Barcelona tendo uma copa do mundo para disputar em poucos meses e tinha tudo para ser eleito o maior jogador do mundo pela FIFA no fim do ano realizando assim todos os seus sonhos. 
Foi tirado de seu transe pelo treinador que chamou a todos para a preleção. O time entrou em campo com estádio lotado e o mundo inteiro assistindo.
E Uósto deu show como nas peladas em seu bairro do subúrbio. Fez três gols e garantiu o título para o time catalão. Considerado o melhor em campo foi ovacionado pela torcida e recebido com festa em Barcelona, mas Uósto tava doido mesmo era pra voltar ao Rio de Janeiro.
Estava recém separado de Marizete, mulher que conheceu ainda jogando pelo Bangu e casou tendo quatro filhos. Teve uma separação conturbada com a mulher acusando o jogador de traição e atraso de pensão, Uósto chegou a ter que passar uma noite na cadeia por esse atraso.
Era o melhor partido do Brasil. Não era muito bonito, mas se vestia bem, se cuidava, tinha corpo atlético por causa do futebol e por isso atraía muitas “marias chuteira”, Jovem e milionário estava doido para voltar ao Rio. Queria curtir enquanto esperava a convocação para a copa.
Curtiu a noite, bebeu todas, vivia na farra com uma mulher por noite ou várias ao mesmo tempo até que saiu a convocação e estava no grupo. Comemorou estourando champanhe com a família sua primeira copa do mundo.
Apresentou-se a seleção e seguiu com a delegação para a concentração já que teriam um jogo amistoso contra a Argentina na noite seguinte. Mas Uósto o que tinha de cracaço de bola tinha de boêmio e namorador.
Andando pelo saguão do hotel viu uma morena interessante e não se conteve. Papo vai, papo vem descobriu que era jornalista e estava lá cobrindo a seleção. Seu nome era Andressa.
Marcaram pra mais tarde um encontro e a moça perguntou como ele faria. Uósto mandou que não se preocupasse que daria um jeito.
Mais tarde notou que todos dormiam e saiu do quarto devagar para que ninguém acordasse. Desceu até o segundo andar e de lá viu uma janela aberta de onde saltou. Pegou um táxi, foi até seu apartamento e de lá ligou para Andressa.
Pegou o carro e foi até o encontro da moça. Foram a uma boate dançar e beber. Uósto brigou com um fotógrafo que tentava lhe filmar e para não correr riscos de ver sua cara em jornais decidiu ir embora e levar Andressa até seu apartamento.
Entrou com a moça e pegou champanhe para que bebessem. Beberam e ele tentou beijá-la. Andressa se desvencilhou e abriu a bolsa pegando um papelote perguntando se Uósto queria.
O craque logo entendeu o que ela queria e respondeu que não tava afim. Andressa abriu o papelote na mesa de estar e lá continha algumas gramas de cocaína, perguntou de novo se ele tinha certeza que não queria e Uósto respondeu que não curtia dizendo que iria ao banheiro e já voltava.
Uósto urinou e depois de lavar as mãos olhou para o espelho pensando na roubada que se metera. Odiava drogas e a cena da mulher cheirando na sua sala lhe tirou todo o tesão. Pensou ser melhor voltar para a concentração e se encaminhou para comunicar isso a Andressa.
Chegou na sala dizendo que teria que ir embora, mas não achou Andressa. Reparando melhor encontrou a jornalista desmaiada no seu sofá. Correu até ela e encontrou a mulher espumando e com sangue saindo pelo nariz.       
Botou as mãos na cabeça e ficou dizendo “que cagada!! Que cagada!!”. Não sabia o que fazer e ligou pro Neném dizendo que estava com problemas.
O homem perguntou porque ele não estava na concentração e Uósto pediu que desse broncas só depois e lhe ajudasse, pois, estava com problemas sérios no apartamento.
Neném entrou e encontrou a mulher desmaiada. Uósto pediu que ajudasse e Neném pegou no pulso da mulher dizendo “está morta”.
Uósto botou as mãos na cabeça se desesperando e repetindo “Que cagada!! Que cagada!!” e Neném reclamava que se ele tivesse na concentração nada teria acontecido. O jogador respondeu que não era hora pra broncas e teriam que pensar em algo pra fazer.
Neném argumentou que tinham duas soluções ligavam pra polícia e contavam o “acidente” ou escondiam o corpo. Uósto contou que envolver a polícia seria o fim de sua carreira então Neném respondeu que não havia alternativa que senão se livrarem do corpo.
Perguntou se Uósto tinha sacos de lixo e o jogador respondeu que sim, mandou que pegasse. O rapaz voltou com o saco e Neném pediu que lhe ajudasse a colocar o corpo no saco, botaram e Neném contou que vinha a segunda etapa, sair com o corpo do apartamento.
Carregaram o corpo pelo elevador e saíram do prédio pelos fundos, colocaram a mulher no porta malas e partiram com Uósto ao  volante.
No meio do caminho foram parados por uma blitz. Uósto gelou, o policial reconheceu o craque e pediu um autógrafo liberando o carro logo depois para alívio do artilheiro.
Neném mandou que fossem até um lixão e chegando lá tiraram o corpo do carro e colocaram no local. Uósto perguntou o que fazer naquele instante e Neném mandou que ele voltasse à concentração imediatamente e esquecesse aquela história.
Uósto voltou a tempo que ninguém desconfiasse de sua saída e jogou normalmente contra a Argentina inclusive marcando um gol. Foi para a copa sendo campeão com o Brasil, artilheiro do campeonato e eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo no ano realizando todos os seus sonhos.
Na volta ao Brasil cercado por muitos torcedores e imprensa dois policiais chegaram até ele e pediram que acompanhasse até a delegacia. Uósto quis saber o motivo e responderam que lá ele saberia.
Na delegacia soube que estava sendo acusado de assassinato da jornalista Andressa Martinho. Uósto gelou lembrando da história e contou que só falava algo na presença de seu advogado.
Com a presença dele soube que havia provas de seu envolvimento no assassinato, inclusive com um vídeo. Uósto fora pego pelo circuito interno de seu prédio.   
Nele apareceram cenas de Uósto de boné e jaqueta acompanhado de Neném descendo com o corpo e depois num corte mostrava Uósto com uma faca furando o corpo e enterrando em um jardim.
Uósto deu um salto da cadeira dizendo que aquele não era ele. Não esfaqueara ninguém nem enterrara no jardim e sim levado a um lixão. Sem querer Uósto se denunciou.
A prisão preventiva foi pedida e alguns meses depois Uósto era condenado a mais de trinta anos de cadeia gritando e jurando que não enterrara Andressa no jardim.
Na penitenciária acabado para o futebol e para a vida Uósto entrou em depressão jurando que não fizera nada. Tinha uma vida pela frente, uma grande carreira e jogou tudo fora pela irresponsabilidade de fugir da concentração.
Jogando pelada no presídio arrumou confusão com alguns integrantes do time adversário e a vingança veio de noite. Uósto dormia quando foi esfaqueado, morreu na hora.
O velório chamou bastante atenção da mídia e da população em geral que gritava seu nome. O menino pobre que ganhou o mundo com a arte de seu futebol estava morto e Marizete velava o corpo do ex marido acompanhada dos filhos chorando quando viu uma mulher observando de longe. Não acreditou no que via e saiu de onde estava para ver mais de perto, mas a mulher desaparecera. Olhou pro céu e pensou estar vendo coisas voltando ao velório.  
Do lado de fora Andressa caminhava mais viva do que nunca e sentindo-se vingada.
Bola fora do artilheiro.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A NOVA VOLTA DA ERA DUNGA




E ele voltou. Como todos já sabem Dunga é o novo técnico da seleção brasileira e com ele volta de novo a “Era Dunga”.

Dunga que foi responsabilizado pelo fracasso da seleção brasileira na copa de 1990. Seu futebol sempre foi de pouca técnica e muita força. Um jogador voluntarioso, guerreiro e incapaz de fazer três embaixadinhas virou símbolo de uma seleção que jogava feio, defensivamente e pensava muito em dinheiro, patrocínios e pouco em futebol.

Foi eliminada nas oitavas pela Argentina, numa copa inexpressiva que nem a Argentina ganhou, mas mesmo assim eles insistem em lembrar em músicas.

Foi afastado da seleção só voltando em 1993 debaixo de crítica. Mas ali deu a volta por cima. Mostrou todo seu poder de liderança e chegou até a armar jogadas da seleção. Tornou-se um dos pilares da equipe e virou capitão da mesma durante a copa de 1994 com a barração de Raí.

Deu a volta por cima. A seleção foi campeã do mundo e coube a Dunga a honra de levantar a taça e fotografado e filmado pelo mundo inteiro desabafar contra a perseguição sofrida.

Continuou ainda alguns anos na seleção e de forma bem sucedida. Tinha suas polêmicas como uma discussão quase briga com Bebeto na copa de 1998, mas foi o capitão que conduziu o Brasil a mais uma final de copa do mundo. 

Podia ali ter encerrado sua história com a seleção, uma bela história de volta por cima. Mas aí teve 2010.

Voltou como técnico da seleção em 2006 por ter a aura de grande capitão e uma forma de satisfação que a CBF dava a sociedade devido a bagunça da copa na Alemanha. Botou austeridade, renovou o time e começou a preparar o Brasil para a copa de 2010.

Não foi brilhante, mas foi vencedor. Ganhou Copa América, Copa das Confederações, medalha de bronze nas Olimpíadas, teve grandes resultados contra Uruguai e Argentina jogando na casa dos adversários e bem ou mal o time ganhou um padrão. 

Jogava feio, na defesa, mas dava certo. Só que existiam alguns problemas. Um continua até hoje e não há expectativa de melhora. A entressafra que vive o futebol brasileiro. Não surgem grandes jogadores. Não temos mais por uma série de motivos todo aquele talento que nos acostumamos.

E Dunga é rancoroso. Não tiro a razão dele porque só quem sofre na pele pode dizer o que é. Dunga nunca perdoou a imprensa por 1990 e deixou isso bem claro no período entre 2006 e 2010 tendo uma série de desavenças com jornalistas. Até com Alex Escobar que é uma dama.

O rancor de um lado virou a vingança do outro. Mesmo não sendo brilhante o Brasil fez uma copa segura e fez um belo primeiro tempo com a Holanda. Mas um segundo tempo ruim com a eliminação surgindo fez o mundo cair na cabeça de Dunga.

Dunga voltava a 1990.

Até que essa semana todos foram surpreendidos com sua volta. Uma nova volta.  

A imprensa, claro, bateu muito. Usando muito mais argumento sobre a personalidade de Dunga que sua conduta como treinador. Não há muito o que falar da história de Dunga na seleção brasileira. Um cara que ganha copa do mundo e é vice em outra, ganha duas medalhas olímpicas, copa das confederações e uma série de Copas Américas é um dos maiores vencedores da história do futebol brasileiro.  

Poderiam falar de algumas convocações equivocadas que ele fez, sobre não levar Neymar e Ganso pra copa e do futebol feio que a seleção apresentou mesmo dando resultado por um tempo. Mas preferem bater na tecla da personalidade e do trato com a imprensa mostrando que o amargor vem dos dois lados. 

A verdade é que o Dunga não gosta da imprensa e a imprensa não gosta do Dunga. A segunda verdade é que mesmo não sendo racional Dunga tem todo o direito de não gostar da imprensa, mas a imprensa não tem o direito de gostar ou não gostar de alguém, não tem o direito de perseguir. Tem que informar.

Não é o técnico dos meus sonhos, longe disso, mas nenhum técnico brasileiro é. Acho o técnicos brasileiros ultrapassados e todos parecidos. Futebol feio, pragmático, que joga pelo 1x0. Todos são “Dungas”, alguns com mais capacidade, outros menos.   

Queria um técnico estrangeiro, alguém que trouxesse um novo conceito para o futebol brasileiro. Queria mais ainda uma mudança de comando na CBF e no futebol brasileiro. Mas isso é pedir demais.

Respeito a história de Dunga, nunca ouvi nada que desabonasse sua conduta, seu caráter então desejo toda a sorte do mundo ao capitão do tetra. Que essa volta da “Era Dunga” seja uma nova volta por cima.

Em 2018 saberemos.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

SOBE O SOM: PINK FLOYD E LED ZEPPELIN




Hoje o “Sobe o som” é diferente e ao mesmo tempo homenageia duas bandas de rock icônicas. As lendárias Led Zeppelin e Pink Floyd.  

Pink Floyd foi uma banda de rock inglesa formada em Cambridge em 1965, que atingiu sucesso internacional com sua música psicodélica e progressiva

Seu trabalho foi marcado pelo uso de letras filosóficas, experimentações musicais, capas de álbuns inovadoras e shows elaborados. O Pink Floyd é um dos grupos de rock mais influentes e comercialmente bem-sucedidos da história, tendo vendido mais de 250 milhões de álbuns ao redor do mundo e introduzido no Rock and Roll Hall of Fame dos Estados Unidos em 1996 e no Rock and Roll Hall of Fame do Reino Unido em 2005 pelo conjunto da obra do grupo. 

A banda, originalmente, consistiu dos estudantes Roger Waters, Nick Mason, Richard Wright e Syd Barrett. Fundado em 1965, eles, inicialmente, tornaram-se populares tocando no cenário underground londrino, no fim dos anos 60. Sob a liderança de Barrett, lançaram dois singles ("Arnold Layne" e "See Emily Play") e um bem-sucedido álbum de estreia, The Piper at the Gates of Dawn, de 1967. O nome Pink Floyd é a abreviação de The Pink Floyd Sound, nome sugerido por Barrett em homenagem a dois músicos de blues admirados por ele: Pink Anderson e Floyd Council.

Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em Londres em setembro de 1968. A banda consistia no guitarrista Jimmy Page, o vocalista Robert Plant, o baixista e tecladista John Paul Jones e o baterista John Bonham. Com o som pesado de guitarra, enraizado na música blues de seus dois primeiros álbuns, a banda é frequentemente reconhecida como um dos progenitores do heavy metal. Seu estilo único criou uma grande variedade de influências musicais, incluindo a música folclórica.

Depois de mudar seu antigo nome de New Yardbirds, o Led Zeppelin assinou um acordo favorável com a Atlantic Records, que lhes ofereceu uma considerável liberdade artística. O grupo não gostava de lançar suas canções como singles, pois viam os seus álbuns como indivisíveis e completas experiências de escuta. 

Embora inicialmente impopular com os críticos, o grupo conseguiu um impacto comercial significativo nas vendas com Led Zeppelin, Led Zeppelin II, Led Zeppelin III, o seu quarto álbum sem título, Houses of the Holy, e Physical Graffiti. O quarto álbum, que apresenta a faixa "Stairway to Heaven", está entre as obras mais populares e influentes do rock, e ajudou a cimentar a popularidade do grupo.

Então vamos lá!!


“Sobe o som” Pink Floyd e Led Zepelin!! 


Another brick in the wall (Floyd)


Wish you were here (Floyd)


Comfortably numb (Floyd)


Hey you (Floyd)


Time (Floyd)


Mother (Floyd)


Kashmir (Zeppelin)


All my love (Zeppelin)


Whole lotta love (Zeppelin)


Black dog (Zeppelin)


Rock and Roll (Zeppelin) 


Bem. Aí está um pouco dessas duas grandes e históricas bandas que fizeram a história do rock. Semana que vem voltamos ao Brasil cheios de swing. Tem Jorge BenJor.

Enquanto isso vamos subir por uma escadaria ao paraíso.



ARQUIVO:

SOBE O SOM

quarta-feira, 23 de julho de 2014

CINEBLOG: SCARFACE




A coluna “Cineblog” continua hoje falando de um filme que gosto muito. O lendário “Scarface” protagonizado pelo não menos lendário Al Pacino.

Sempre ouvi falar desse filme, mas não faz muito tempo que vi pela primeira vez. Só sei que depois que vi fiquei viciado. Assisto todas as vezes que passa na TV e Tony Montana se tornou um de meus personagens preferidos no cinema.   

Cineblog orgulhosamente apresenta:

SCARFACE


Scarface é um filme dirigido por Brian de Palma que apresenta o papel de um imigrante cubano que tenta formar um império de tráfico de drogas. O filme foi realizado em 1983, sendo o remake de outro filme de 1932 realizado por Howard Hawks e produzido por Howard Hughes.

O argumento é de Oliver Stone baseado num romance de Armitage Trail. Scarface é um dos filmes mais violentos já feitos e também um expoente de Hollywood no Cinema da década de 80.

Censurado em muitos países, a palavra "fuck" é dita 182 vezes.

Rumores dizem que a banda Blink-182 adotou o 182 por causa do filme. Essa marca só seria superada com o lançamento do filme Goodfellas (Tudo Bons Rapazes em Portugal e Os Bons Companheiros, no Brasil) em 1990, em que a palavra é dita 246 vezes.

O filme de Brian de Palma é uma refilmagem do filme Scarface - A Vergonha de uma Nação, do diretor Howard Hawks, de 1932. O roteirista Oliver Stone não apenas colocou o enredo nos anos 80, como também transferiu o ambiente da história de Chicago para Miami.

Um criminoso cubano, Tony Montana (Al Pacino), é exilado de Cuba para Miami, EUA. Ao lado de alguns companheiros, um deles Manny Ribeira (Steven Bauer), Tony começa fazendo pequenos trabalhos para um chefão do tráfico de drogas Frank Lopez (Robert Loggia), e em pouco tempo sobe na organização criminosa, enquanto sobem ainda mais suas ambições. 

Tony se apaixona por Elvira Hanckoc (Michelle Pfeiffer), esposa de seu chefe. Logo depois, Tony mata Frank, após esse ter tentado matá-lo. Tony chega ao topo do império da cocaína em Miami trabalhando ao lado do barão da coca Alejandro Sosa e ganha cada vez mais poder e dinheiro, entretanto começa a ter problemas devido ao vício em cocaína, problemas pessoais com sua irmã Gina e problemas com o imposto de renda o que acabam afetando indiretamente Tony Montana e aos poucos o levam a ruína.

Elenco

  • Al Pacino como Tony Montana
  • Steven Bauer como Manny Ray
  • Michelle Pfeiffer como Elvira Hancock
  • Mary Elizabeth Mastrantonio como Gina
  • Robert Loggia como Frank Lopez
  • Miriam Colon como Mama Montana
  • F. Murray Abraham como Omar Suárez
  • Paul Shenar como Alejandro Sosa
  • Harris Yulin como Mel Bernstein

Premiações

  • Globo de Ouro: Scarface recebeu três indicações ao prêmio, nas categorias de Melhor Ator em Drama (Al Pacino), Melhor Ator Coadjuvante (Steven Bauer) e Melhor Trilha Sonora.
  • Satélite de Ouro: o filme foi indicado ao prêmio Satélite de Ouro na categoria de Melhor Lançamento de Clássico em DVD, no ano de 2004.

Semana que vem “Cineblog” fala do filme “O sexto sentido”


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