domingo, 21 de agosto de 2011

Capítulo XVI - Manchetes de jornal


E a vida seguiu...

Jaiminho e Malu nunca mais tocaram nesse assunto o rapaz voluntariamente foi para uma clínica e logo depois foram pra Europa onde adotaram um menino. Aparentemente está limpo, mas em caso de vícios ninguém nunca está completamente curado.

Roberta batalhou na justiça e conseguiu a guarda de Ângela. Batalha bastante e com a ajuda de sua família cria a menina com dignidade e sempre enaltecendo a memória da mãe.

E Carla e Mathias..enfim..o câncer já havia se espalhado e infelizmente o homem morreu. Pardal cuidou de todo enterro e dessa vez sem pedir nada em troca. Já tinha conseguido o que queria. Depois do enterro Carla se mudou e nunca mais voltou ao Trololó.

E eu? Bem..cuidei de Rebeca o fim de semana todo, apesar de ser uma criança bem agitada e as vezes dar trabalho foi muito legal passar o fim de semana com minha filha.

Passeamos no parque andamos de bicicleta, comemos algodão doce, almoçamos todas aquelas besteiras que mãe nunca deixa filho comer num fast food e levei em teatro infantil.

Claro que não sou pai perfeito e dei moles. Fomos passear no shopping e em uma loja de departamentos vi uma vendedora interessante e comecei um papo com ela. Quando fui ver Rebeca tinha sumido.

Procurei feito um doido pedi que anunciassem no microfone e nada. Já estava desesperado e pensando no que falaria pra sua mãe que fatalmente no mínimo me mataria.

Depois de muito procurar vi uma aglomeração em frente as TVs expostas a venda. Pessoas riam e se divertiam, quando fui ver passava clipe da Beyoncé e minha filha toda se querendo na frente dançando igualzinho.

E claro o pai babão ficou com um baita orgulho de ver sua menininha dançando e as pessoas encantadas. No fim todas aplaudiram e eu peguei Rebeca no colo lhe dei um beijo. Evidente que depois dessa nunca mais tive sonho erótico com a Beyoncé lembraria logo da minha filha dançando, mas nem precisava minha filha era foda!!

E pra melhorar graças ao showzinho dela consegui pegar o telefone da funcionária da loja.

Voltamos pra casa com minha menina dormindo. Desci do carro peguei minha filha no colo e dei de cara com Juliana me esperando em frente ao prédio.
Ela me viu e começou a reclamar que me esperava fazia tempo e eu não atendia ao telefone. Perguntou onde estávamos e respondi que nos divertindo como ela havia feito no fim de semana. Juliana mandou que eu parasse de piadinhas que ela era uma mãe exemplar e eram raras as vezes que saía pra se divertir.

Nisso ela chama pelo homem que estava dentro do carro. Desceu um rapaz boa pinta, bem vestido. Juliana apresentou como seu novo namorado Daniel.

O rapaz todo simpático estendeu a mão e eu apertei, disse que era fã das minhas reportagens e eu era um grande jornalista. O filho da puta ainda era simpático pra aumentar ainda mais meu ódio.

Juliana pediu e Daniel colocou Rebeca no carro. Ele foi enquanto ela me agradecia por ter ficado com Rebeca e perguntou se eu podia ficar com ela também no fim de semana seguinte porque iria conhecer os pais de Daniel em Petrópolis e não achava uma boa levá-la nesse dia.

Em pensamento fiquei puto e me perguntei “como assim já conhecer os pais?”, mas respondi que tudo bem. Juliana me deu um beijo no rosto agradeceu e foi embora.

E eu fiquei lá cheio de ciúmes.

Naquele momento que eu sentia dor de corno duas situações ocorriam na cidade que a deixaria em polvorosa e ganharia todas as manchetes de jornal.

Por volta das oito e meia daquela noite na rua Alice, zona sul da cidade, um menino chamado Claudinho com 10 anos de idade foi sequestrado. No momento do crime vestia apenas uma bermuda azul marinho e assistia televisão junto com sua mãe e de quatro de seus seis irmãos quando a luz da casa foi cortada.


O sequestrador, todo de preto e com uma touca ninja na cabeça invadiu a residência e falou "entregue a criança menor que está na casa" depois trancando mãe e os irmãos de Claudinho no banheiro. O pai industrial farmacêutico que fazia uma entrega em Copacabana chegou ao local pouco depois junto dos outros dois irmãos de Claudinho.

Antes da fuga o sequestrador deixou um bilhete redigido com erros de português e em letra de forma num pedaço de papel de caderno comum no qual pedia um resgate no valor de cem mil reais os quais deveriam ser pagos em até três dias. Juntamente com um de seus funcionários Abel, o pai de Claudinho teria perseguido o sequestrador que entrara com o garoto em um matagal após pular um muro na Rua Alice. Ambos comunicaram o sequestro a polícia logo depois.


Em especial ao major Freitas amigo do casal.


O caso ganhou grande repercussão na imprensa junto com outro que por coincidência ocorreu na mesma noite.


Um casal tomava conta de todas as colunas sociais do país. De um lado ela linda, cheia de charme, riquíssima que já havia sido eleito musa do verão e capa de revista masculina sendo sua edição uma das mais vendidas na história. Chamava-se Diana Montoya.


Do outro ele menino pobre como Léo Carioca e como ele também criado no Trololó, é amigo local bom pra nascer gente que se dá bem. 


Superou seu passado humilde e enriqueceu com o dom que Deus lhe deu, a voz. Começou cantando em coral de igreja e logo montou um grupo de pagode.  


E seu grupo de pagode estourou vendendo mais de um milhão de cópias logo na estréia, o nome do grupo era amantes do pagode e Dedé Play como ficou conhecido, se tornou ídolo da juventude. O namorado perfeito das adolescentes por seu sorriso perfeito, voz limpa e jeito de bom moço.

Conheceram-se em um show da banda, se apaixonaram e logo começou o namoro. No começo a imprensa toda em cima tentava pegar uma foto, um furo, algo que provasse esse namoro.
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Mas o casal 20 da cidade foi esperto, ganhou um dinheiro e anunciou seu amor num programa de TV de forma exclusiva.

Assim acabavam também os boatos sobre a sexualidade do rapaz.
Apareciam nas capas de revista, abriam as portas da cobertura em que o pagodeiro morava na Barra para mostrar o ninho de amor e sempre se mostravam felizes e unidos sonhando com casamento daqueles de parar o high society e com filhos. Era o casal perfeito.

Pra mídia pelo menos.

Porque na verdade os dois eram muito ciumentos e tinham brigas homéricas pra toda vizinhança escutar. Em uma dessas brigas, que ocorreu nessa noite que relato, os dois bêbados gritavam, se ameaçavam e de repente uma pessoa caiu da cobertura. Era no décimo quinto andar do prédio.

Quem caiu foi Diana e a morte foi instantânea.

O seqüestro de Claudinho e a morte de Diana viraram os assuntos no país.
A imprensa não sabia como se dividir pra cobrir. Metade foi pra residência de Claudinho tentar pescar mais informações. Pelo bilhete sabia-se que a grana teria que ser deixada numa lata de lixo na saída do metrô da Saens Peña. Na Barra a outra metade tentava descobrir o que tinha ocorrido com a “pantera do Rio”, apelido de Diana.

Dedé chorava e falava para os policiais que não sabia o que ocorrera, ele tinha ido à sala encher copo de uísque quando viu a mulher se atirar e não sabia o motivo do suicídio.

Ele recusou-se a falar com a imprensa que já especulava se tinha sido suicídio ou assassinato. Assim como os policiais não tinham certeza.

Eu não sabia de nada do que estava ocorrendo. Subi cansado depois do fim de semana com minha filha, tomei um banho e caí direto na cama. Antes de ir para a MAPE passei no Trololó para comprar um baseado quando soube.

Encontrei Curió na boca lendo jornal e Pardal zoando como o irmão poderia ler jornal se mal sabia ler e escrever. Curió puto respondeu que sabia sim e o bicho tava pegando na cidade.

Pardal então falou que só ele podia fazer o bicho pegar na cidade e perguntou ao Curió o que tinha de tão importante no jornal.

Com dificuldade Curió leu os dois acontecidos e Pardal espantado falou que Dedé era seu “brother” e essas coisas não podiam acontecer com ele. Curió disse que estava na cara que o pagodeiro tinha feito a mulher de avião e arremessado da sacada da cobertura. 

Intrigado perguntei a Pardal se ele achava que Lucinho podia a ver com o seqüestro do menino. O bandido respondeu que de Lucinho esperava qualquer coisa e não duvidava. Peguei minha maconha e me mandei pra MAPE.

Cheguei ao prédio e fui direto à sala do Senador. Ele perguntou o que eu fazia tão afobado ali e contei que meu lado jornalista estava inquieto e pedi para que ele me colocasse nos dois casos. Getúlio contou que já esperava meu pedido e que eu fosse fundo.

A dúvida sobre Lucinho que eu tive major Freitas também teve e foi direto na casa do bandido. Com arma apontada pra sua cabeça perguntou se Lucinho tinha algo com o seqüestro e que se tivesse abrisse o jogo logo porque era padrinho do moleque e não deixaria a situação passar barata.

Lucinho jurou que não tinha nada com a situação e que se soubesse de algo contaria. Major guardou a arma e falou que esperava mesmo que Lucinho não tivesse nada com o caso porque senão jogaria basquete com sua cabeça.

E duvido nada que jogasse mesmo.

No outro caso Dedé precisava de um advogado urgente até porque os indícios começavam a levar para um assassinato e assim ligou pro seu “padrinho”, não de verdade, mas padrinho da vida. Ligou pra Pittinha.

Pittinha do outro lado da linha contou que estava sabendo da história e imaginou que Dedé lhe telefonasse, disse que mandaria seu advogado que pouco antes tinha o livrado da cadeia no caso da juíza Solange lhe procurar.

E naquele mesmo dia o doutor Eduardo Feitosa foi lhe procurar. Conversaram na sala do apart que Dedé se hospedara enquanto a cobertura estava fechada pra investigação. Eduardo pediu para que seu cliente não escondesse nada e Dedé jurou que não havia feito nada e a moça cometera suicídio.

Chegou o dia da entrega do resgate de Claudinho e Abel foi com uma sacola até a lata de lixo e colocou. Muitos policiais estavam disfarçados no local de sorveteiros, pipoqueiros, camelôs, transeuntes mesmo. Entregaram o pedido e ficaram esperando o bandido pegar o resgate.

As horas passaram e nada. Provavelmente toda aquela agitação da polícia e na imprensa afastou o seqüestrador. Major Freitas decepcionado pegou o dinheiro e percebeu que não havia nada dentro da sacola.

Abel assustado chegou perto e perguntou como não tinha nada já que ele com dificuldades arrumou cem mil, botou na sacola e colocou naquela lixeira. Furioso perguntou onde estava seu dinheiro.

Major Freitas não sabia o que dizer. Alguém conseguiu pegar a grana do Abel e a partir do momento que ninguém percebeu nada estranho perto da lata de lixo todos se tornavam suspeitos. A esperança era que como o seqüestrador pegou o dinheiro ele pudesse devolver Claudinho.

Mas não devolveu.

Enquanto isso a situação de Dedé se encrencava. A polícia cada vez mais suspeitava de assassinato, principalmente depois de ouvir relatos de vizinhos e dos pais de Diana. Encontraram impressões digitais de Dedé na sacada e marcas de luta no corpo da moça.

A prisão preventiva estava pra sair o que acabou ocorrendo.

Dedé resolveu fugir e a polícia descobriu seus planos começando assim uma caçada.

Localizaram seu carro na Via Dutra sentido São Paulo e a perseguição policial foi transmitida ao vivo pelas TVs. Dedé na toda se arriscava com o carro com as viaturas atrás até que ele bateu em outro carro e capotou.

Foi levado pro hospital e de lá pra delegacia preso com uma multidão na frente da mesma lhe esperando. Metade vaiando e gritando assassino e a outra metade composta principalmente de menininhas gritando que estavam com ele.

Major Freitas continuava a caçada atrás do seqüestrador de Claudinho e vários suspeitos foram surgindo. O primeiro foi o dono de uma clínica médica que teria tentado comprar o local que ficava a empresa de Abel. O pai de Claudinho recusou-se a vender e por vingança o homem teria contratado um marceneiro pra fazer o seqüestro.

O marceneiro foi preso e negou o envolvimento apresentando álibi. Estava na hora do crime bebendo com sua namorada no amarelinho da Cinelândia. Garçons do bar confirmaram a versão dele e o marceneiro foi solto.

Depois um mecânico que tinha dívida com Abel foi preso como suspeito, mas também provou inocência e por fim um vizinho que tentava conquistar a irmã mais velha e poderia ter feito o ato em vingança contra ela. Mas também foi descartado.

O caso era complicado, cheio de nuances e pra piorar veio laudo de peritos mostrando que os erros de português eram forçados. Todos eram suspeitos até mesmo familiares.
  
Enquanto isso Dedé era a celebridade da cadeia. Todos os outros presos puxavam seu saco e ele vivia como rei e mesmo sem ter curso superior tinha todas as regalias.

Tomou uma bronca de Eduardo por tentar fugir e o advogado perguntou novamente se o pagodeiro tinha certeza que havia sido suicídio e Dedé jurou pro sua mãe que sim tinha nada a ver com a morte e era inocente.  

Recebeu uma proposta de uma emissora de televisão e em troca de uma boa grana deu entrevista exclusiva contando sua versão do caso. Chorou na frente das câmeras, falou que amava Diana, sentia sua falta, jurou inocência e que provaria isso.

A entrevista gerou uma grande audiência para a TV. Algum tempo depois seu julgamento foi marcado e com certeza seria a grande atração midiática do ano.

O que eu achava disso tudo? Achava dois casos muito nebulosos sem ter opinião formada. Não tinha a mínima idéia de quem poderia ter seqüestrado Claudinho nem se o menino ainda era vivo e também não sabia se Dedé Play havia matado Diana ou se ela se matou.

Tempo que eu não trabalhava tanto. Dividia-me entra o caso Claudinho e o caso Dedé entrevistando pessoas que poderiam dar informações, consegui entrevistar Abel e Dedé pro jornal do Senador, mas nada. A impressão que dava era que quanto mais se fuçasse mais ficava estranho.

E eu ainda me dividia entre o trabalho e cuidar de Rebeca enquanto a mãe namorava. Minha vontade era de fazer com o Daniel o mesmo que fizeram com Claudinho, sumir com ele ou jogar de uma cobertura.

Comecei a trabalhar junto com major Freitas no caso Claudinho e mostrei a ele o comportamento suspeito do namorado de uma das filhas de Abel. Ele concordou comigo e achou que estava na hora de dar uma prensa no rapaz mesmo sem mandato ou ordens oficiais.

Major Freitas seqüestrou o rapaz e o levou para uma casa abandonada. Amarrou em uma cadeira e enfiou a porrada nele. Batia, torturava, gritava que queria saber onde estava Claudinho e que ele sabia o que queria saber. Eu ao lado assistia a tudo.

No começo o homem chorava e jurava que tinha nada com o caso até que não agüentando mais confessou que tinha sido ele sim o seqüestrador. Major Freitas pegou o rapaz pelo cabelo e perguntou a mando de quem. Ele decidiu então abrir o jogo todo e contou que foi a mando o pai do menino. De Abel.

Claro que aquela informação nos deixou estarrecido. O major parou de bater no homem e falou comigo que tínhamos que conversar com Abel.

Enquanto isso do nada apareceu uma carta de Diana onde ela contava sobre sua vida e que estava com depressão. Na carta declarava seu amor por Dedé e que não agüentava mais sofrer decidindo se matar. Seria aquela noite, ela pularia da sacada da cobertura.

A carta criou um rebuliço. A imprensa toda foi atrás dela que foi mandada pra perícia e lá confirmado que a letra realmente era de Diana

Dedé foi solto, a investigação continuou mais um pouco e depois arquivada com conclusão de suicídio. O pagodeiro estava livre e de possível assassino virou vítima.

E assim foi aberto o terreno de mais um cd lucrativo do amantes do pagode.
Fui com major Freitas até a casa da família e Freitas pediu a Abel que entrasse no carro e o acompanhasse.

Paramos em um barzinho e Freitas calmamente disse que já sabia de tudo e que seu genro havia aberto o jogo. Abel negou um pouco, mas depois confirmou que ele tinha sumido com o filho.

Freitas perguntou por que e Abel respondeu que pouco tempo antes havia descoberto que Claudinho não era seu filho e não conseguia conviver com a situação resolvendo se livrar do menino. Perguntei o que ele tinha feito com o filho e Abel respondeu que não contaria, mas que o que tinha feito não tinha mais volta.

Major Freitas estava calmo porque sabia que poderia se dar bem nessa história e Abel sabia o que ele queria então perguntou ao major quanto. Freitas então sorriu e disse que por duzentos mil reais, cem pra ele e cem pra mim ficaria quieto e com o tempo o caso seria esquecido. Abel contou que daria o dinheiro e Freitas pediu que dessa vez a sacola tivesse grana e que ele não fizesse como quando enganou a polícia colocando uma sacola vazia na lixeira.

Eu já estava rico com meus negócios com o Senador e Pardal cem mil pra mim não seria nada perto do que eu já tinha e no que eu ganharia como jornalista revelando a farsa e como cidadão também já que nesse aspecto eu estava devendo. Mas não tava afim de arrumar problemas com o major e topei.   

Alguns dias depois eu estava cem mil reais mais rico.

E alguns dias depois fui até o escritório de Pittinha conversar com ele sobre projetos meus pra escola de samba quando encontrei Dedé e Eduardo. Dedé estava lá agradecendo o padrinho pela idéia da carta.

A situação de Dedé estava preta então Pittinha e o advogado combinaram a história da carta. Encontraram alguém com caligrafia parecida com Diana e usaram contatos que tinham na perícia gastando um belo dinheiro para que o laudo desse positivo como letra de Diana. Com isso Dedé se tornou devedor de Pittinha e começaria pagando fazendo o primeiro show da banda de pagode depois do problema na quadra da Acadêmicos da Guanabara. 

Com essa situação falei pra Dedé admitir já que só estavam os quatro ali se ele realmente tinha matado Diana. Se a carta surgiu porque ele era o assassino ou porque não conseguia provar a inocência.

Dedé riu e falou que eu era um jornalista foda então que eu descobrisse a verdade.

Voltei pra casa coloquei uísque no copo acendi um baseado e sentei na sala. Os dois casos estavam solucionados e não estavam. O caso Claudinho com o tempo foi mesmo deixado de lado e nunca mais se teve notícias do menino. Dedé também retomou sua carreira de sucesso e eu como jornalista me sentia
um fracasso.

Era melhor mesmo fumar um beck e esquecer..

Nisso o telefone tocou. Era Juliana informando que eu não precisava ficar com Rebeca naquele fim de semana porque tinha terminado o namoro com Daniel e então ficaria no Rio com a filha. Lamentei o término e respondi que tudo bem e que ela contasse comigo pro que precisasse.

Desliguei o telefone, beberiquei meu uísque e sorri porque nem tudo nesse mundo estava perdido.

Saúde!!