sexta-feira, 28 de outubro de 2016

TROCANDO EM VERSOS: VOCÊ E EU



Como vai você
Há muito tempo que eu queria te rever
Eu sabia que um dia ia reencontrar você
Pensei até te escrever
Enfim...

Parece que pra você
O tempo não passou continuas linda de morrer
E eu aqui estou
Sem saber direito me expressar
Feito um bobo pra me declarar
Mas vou arrumar coragem
Pra falar...

Só quero te falar
Que e te amo, que eu te adoro
E contigo quero voltar
E nunca mais vou te deixar

Eu nasci pra você
Você nasceu pra mim
Vamos ficar juntos
Você e eu

Só quero te falar
Que e te amo, que eu te adoro
E contigo quero voltar
E nunca mais vou te deixar amor

Eu nasci pra você
Você nasceu pra mim
Vamos ficar juntos
Você e eu




TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

SANTO PROTETOR

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

SOBE O SOM: GRUPO ESPECIAL 2017


Hoje o "Sobe o som" continua sua saga pelos sambas de enredo do carnaval 2017.

É hora de mostrar os doze sambas que comporão o grupo especial do Rio de Janeiro para o carnaval 2017 desfilando nos dias 26 e 27 de fevereiro do ano que vem. Mangueira, Unidos da Tijuca, Portela, Salgueiro, Beija-Flor, Imperatriz, Grande Rio, Vila Isabel, São Clemente, Mocidade, União da Ilha e Paraíso do Tuiuti escolheram seus sambas entre os meses de setembro e outubro e posso dizer que é a melhor safra de sambas de muito anos de nosso carnaval. Como eu sempre digo, samba-enredo é o melhor gênero musical de nossa atualidade.

As versões que vocês verão aqui ainda é a dos sambas concorrentes. Os sambas ainda estão sendo produzidos de forma oficial. Do mais boa sorte a todas as agremiações e que venha o maior espetáculo da Terra!! Parabéns compositores!!

Então vamos lá!!


Sobe o som Grupo especial 2017!!


Paraíso do Tuiuti


União da Ilha


Mocidade


São Clemente



Vila Isabel


Grande Rio


Imperatriz


Beija-Flor



Salgueiro


Portela


Tijuca


Mangueira


Bem. Aí estão os sambas do principal grupo do carnaval carioca. Semana que vem pegamos voo para a Itália com o melhor das músicas italianas.


Enquanto isso no som da cor uma homenagem a uma saudade de quem não foi.


E chamamos a campeã do ano passado para inspirar novos campeões..Não mexa com ela!!



SOBE O SOM ANTERIOR:

SÉRIE A

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

CINEBLOG: INSPETOR FAUSTÃO E O MALLANDRO


Cineblog hoje continua na seara "cult" com um filme que fez grade sucesso (ou nem tanto) no começo dos anos 90 e tem uma música simplesmente antológica.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Inspetor Faustão e o Mallandro



Inspetor Faustão e o Mallandro é um filme brasileiro de 1991, do gênero comédia, dirigido por Mário Márcio Bandarra e produzido pela Xuxa Produções.


Sinopse



O feirante Faustão foi designado por Deus em pessoa para ser o "Inspetor Faustão" e acabar com o contrabando de animais.

Com a ajuda de Mallandro, ele tenta resolver o caso do desaparecimento do último casal de um espécie rara de codornas do Pantanal, cujos ovos são contrabandeados por possuírem propriedades afrodisíacas.

Além das muitas confusões, ele ainda arruma o desastrado Mallandro como assistente, que sonha em ser cantor, e seu sobrinho Faustinho, um inveterado comilão.

Elenco



Fausto Silva - Inspetor Faustão
Sérgio Mallandro - Mallandro
Luiza Tomé - Lucinha
Chiquinho Brandão - Budum
Costinha - Superintendente
Caíque Benigno - Faustinho
Cláudia Alencar - Sandrona
Cláudio Mamberti - Tom Cru
Paolla Bettega - Amélia
Sidney Magal - ele mesmo
Wando - ele mesmo
Paulo César Pereio - Deus (voz)
Patricia Marx - ela mesma
Sandra de Sá - ela mesma
Sylvinho Blau Blau - ele mesmo
Adriana Esteves - a cantora


Curiosidades



Foi o último filme de Chiquinho Brandão (1953-1991), falecido em um acidente automobilístico em 1991.

Os nomes dos cachorros do Faustão (Inflação e Salário Mínimo) são uma referência ao momento político do Brasil naquela época.

Foi o primeiro trabalho da atriz Adriana Esteves no cinema.


Prêmios



Prêmios? Pegadinha do Mallandro iéié!!


Cineblog continua cult semana que vem e volta com o mega fracasso disco cult "Xanadu".


A BICHARADA E O CAÇADOR!! PARECE FILME DE TERROR!! E PRA ACABAR COM O INVASOR!! CHAME O MALLANDRO E O INSPETOR!!


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CINDERELA BAIANA

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O FANTÁSTICO MUNDO DA LEITURA



Bia ontem ganhou sua primeira revistinha.

Passava pelo centro da cidade e parei em uma banca de jornal para comprar novo chip para o celular. Enquanto esperava que o jornaleiro pegasse vi uma revista do Cascão e comprei também. Tempo que não comprava uma revistinha e pela primeira vez não comprava pra mim.

Levei para casa depois de um programa que participei e entreguei a revistinha para ela. A Bia ficou mais feliz que eu imaginei. Não porque não goste da turma da Mônica, ela adora. Mas me surpreendi por querer ler uma revista.

Ela está numa daquelas fases mágicas para a formação da pessoa e para os pais. Aprendendo a ler. De vez em quando estamos em um local e a pego lendo alguma coisa na parede ou na mesa. Achei que era a hora certa pra lhe dar uma revistinha e assim começar não só seu processo de alfabetização como cultural. O fantástico mundo da leitura.


Foi assim comigo. Assim que fui alfabetizado comecei a ser estimulado a leitura. Minha mãe gostava da turma da Mônica e começou a me dar revistinhas dela, Cebolinha, Cascão, Chico Bento...A turma que toda criança sonhou um dia participar. Não era igual a hoje em que com tantas emissoras de tv a cabo e algumas infantis nós somos logo apresentados aos personagens que gostamos. Eu conheci a turma da Mônica através das revistas. A Bia já conhecia dos desenhos da tv a cabo e vendo comigo no youtube. Por isso até me surpreendi com ela rindo e dizendo "O Cebolinha fala errado". Corrigi dizendo "Não Bia, é elado".

A turminha criada pelo Mauricio de Souza é o que existe de melhor não só para ajudar em nossa alfabetização como na formação de cultura e caráter. Sim, caráter porque muito do que somos vem daquilo que lemos e absorvemos. Farei com a Bia, e com Gabriel e Lucas quando esses crescerem, o mesmo que minha mãe fazia comigo. Empurrar revistinhas nela. É quase impossível você achar um canalha que tenha sido educado pelo tio Mauricio de Souza.

Começa educando pelo tio Mauricio de Souza e depois continua com o tio Ziraldo. Menino maluquinho é leitura obrigatória para todas as crianças. Uma história simples, singela, recheada de desenhos e inesquecível. Lembro até hoje de quando ganhei na bienal do Rio ainda nos anos 80. O menino maluquinho que apenas era um menino feliz.

E hoje por uma coincidência repito sempre o mantra do comercial do "pense diferente" da Apple  que fala dos loucos. Ziraldo décadas atrás já falava isso.

São muitas as opções para as crianças. Turma da Mônica, Ziraldo, Luluzinha, Bolinha, Recruta Zero, a turma da Disney, não sei se ainda tem, mas no meu tempo ainda tinha a turma do Pererê com o Daniel Azulay.

Não importa a opção, o que importa é que escolha uma. Criança tem que ler para se tornar um adulto esclarecido. Uma pessoa que lê entende mais das coisas, do que ocorre a sua volta, enriquece seu vocabulário e conhecimento. Adquire educação, cultura, as duas que são primas irmãs e somadas fazem cidadania.

Isso..Cidadania..Algo tão em falta hoje em dia e tão importante para a sociedade em que vivemos, seja a planetária ou de bairro. Ao abrir um livro e uma revista um mundo se abre para nós.


E esse mundo está se abrindo para minha Biazinha.


Mesmo falando elado.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

DINASTIA: CAPÍTULO XXIX - ENTRE ERROS E ACERTOS


Cheguei na casa ainda vazia e subi para o meu quarto. Deitei, não consegui dormir e fui para a janela ver a Lua. Ver e lembrar de Luciana tendo uma infantil esperança que ela descesse da Lua e viesse até a mim.

No dia seguinte desci as escadas e vi Pepe Granata e Ricardo discutindo. Meu bisavô reclamava que meu tio Ricardo já se casara há dois anos e nada de lhe dar um bisneto. Ricardo tentava se defender, disse que fazia o possível e Pepe exigia um bisneto para a continuar a família.

Naquele momento, sentado na escada vendo a discussão, lembrei-me que eu era o primeiro bisneto Granata. Sinceramente eu não pensava muito nessa história de herdeiro, que um império seria meu. Eu estava mais preocupado em comprar o cd mais recente do Skank ou tirar nota boa em geografia e não ficar em recuperação.

Vendo a discussão entre Pepe e Ricardo e as pessoas em casa agindo normalmente no dia seguinte do enterro de meu pai percebi que a morte já era uma coisa costumeira em nossa família. Isso me assustava como podiam tratar a morte como trivial, ainda mais uma morte violenta como aquela, como uma coisa comum.

E sentado naquela manhã sozinho me vi sem Luciana e percebi que minha vida teria que continuar sem ela.

E isso não seria fácil.

Nunca descobriram os assassinos de meu pai. Um monte de gente entrou pra lista de suspeitos, até meu tio Ricardo, mas nada comprovado.

No ano seguinte o Barão fez uma grande festa pelos cem anos da chegada da família Granata ao Brasil. A festa foi realizada em São Paulo, cidade que recebeu os Granata, em um galpão de propriedade da família.

O galpão ficava no local exato que funcionava a hospedaria de dona Gioconda e lá eu conseguia sentir a atmosfera do local. Parecia que conseguia ouvir as gargalhadas de dona Gioconda e Salvatore com as palhaçadas de Manolo.

Chegou o ano 2000, o terceiro milênio e de tanto insistirem Ricardo e sua esposa fizeram exames para saber porque da mulher não engravidar. Descobriram que Ricardo era estéril. O homem não se conformou com o resultado, separou-se da mulher culpando-lhe, casou com outra e também não conseguiu o filho. Minha mãe, cheia de rancor pela forma que meu tio tratou meu pai debochava e espalhava que Ricardo “era oco”.

Adriana, a filha de Domenico, casou com um chinês e foi morar lá. Deu bisnetos ao Pepe, mas com pouco convívio. Da mesma forma era com o filho de Enrico. A viúva do policial não quis muito contato com a família Granata e mudou-se para lugar não sabido.

Meu bisavô tinha outros netos, bisnetos, mas com o problema de Ricardo eu ficava cada vez mais absoluto como herdeiro e eu não fazia questão nenhuma disso.

Terminei o fundamental, fui pro ensino médio e a vida continuava sem notícias de Luciana. Minha mãe decidiu seguir os conselhos de meu pai e abriu-se de novo ao amor. Casou com um advogado chamado Cássio de Oliveira. Um dos homens mais éticos que já conheci e que acabou virando uma espécie de pai para mim.

Xande decidiu morar na Califórnia e por lá ficou de vez. De vez em quando mandava postais ou trocávamos emails onde ele falava de sua vida e eu da minha. Casou com um surfista californiano e finalmente encontrou a paz.

Minha avó Isabela comandava a mansão e Pepe e Beatriz viviam seu conto de fadas, mesmo com Beatriz apresentando seus primeiros sinais de Alzheimer.

A mulher as vezes esquecia nossos nomes, até de meu bisavô esquecia, mas nunca esquecia o passado remoto e as vezes se via saída da adolescência no convento ou encontrando Pepe as escondidas. Meu bisavô tinha grande paciência e amor por ela.

E eu? Eu crescia. Estudava com afinco. Era um bom rapaz, de caráter, comprometido com minhas responsabilidades, mas também sabia viver minha juventude. Tinha uma turma bacana de amigos e com eles viajávamos, íamos a praia, pra serra, jogava bola..

..Ninguém se preocupava com meu sobrenome, se eu tinha um sobrenome controverso e herdeiro de um império. Ali era eu, era o Chico e me sentia muito feliz com isso.

Claro, também namorava, ninguém é de ferro.

Mas deixei tudo de lado para estudar. Queria seguir meu tio avô Domenico e entrar para a faculdade.

Queria fazer direito como o Cássio, ser um grande advogado como ele.

Virei noites, estudei, vivi apenas para isso, mas valeu a pena. Passei no vestibular.

Quando vi o resultado vibrei muito, comemorei de emoção. Fui direto para a mansão e contei ao meu bisavô. Pepe me olhou sério e comentou que achava faculdade bobagem, não era necessária para os negócios. Frustrei-me com a resposta do Barão. Ele percebeu e me pediu desculpas dando um abraço.

Pedir desculpas nunca foi tarefa fácil para o grande Barão de Feital. Beatriz adoçara o coração de meu bisavô e eu sabia que ele gostava muito de mim. Tinha o mesmo carinho por ele e imenso respeito por tudo que construiu.

No primeiro dia de aula me deslumbrei com aquele entra e sai de gente, o tamanho da faculdade e pensei “aqui é meu lugar, vou sair um grande homem”. O ano era de 2004 e eu com apenas dezessete anos entrava naquele novo mundo para poder transformar o meu. Não me interessava ser bicheiro, me interessava o direito, ajudar as pessoas.

Procurei por minha sala e não conseguia achar. Encontrei um grupo de alunos e perguntei se sabiam onde ficava a 101D. Um dos alunos perguntou se eu era calouro e respondi que sim. Ele completou dizendo “vem comigo”.

Acompanhei o grupo até uma sala. Comentei que aquela não era a 101D, mas me empurraram pra dentro. Na sala tinha dezenas de alunos, música alta e um dos que me levou gritou “calouro”.

Pegaram-me, rasparam minha cabeça, me pintaram todo e mandaram que eu pedisse dinheiro no trânsito. Sim, eu era calouro e caí no trote.

Mas não liguei, eu estava feliz por ser universitário e até mesmo pelo trote. Fui para o meio do trânsito pedir dinheiro e até que consegui algum. Quando peguei de um carro sem querer esbarrei em uma moça, virei pra ela e pedi desculpas. A moça loira não me deu atenção e fui em direção a um carro.

Só alguns segundos depois do choque que caí em mim e pensei “não, não pode ser”. Fui até a moça e puxei seu braço, ela reclamou perguntando se eu era doido e eu confirmei. Sim, era ela.

Abri um largo sorriso e perguntei se ela não lembrava de mim. A moça se irritou e respondeu que não continuando a caminhar. Percebi que estava todo pintado e realmente não seria fácil o reconhecimento e enquanto ela andava gritei “você levou algo meu ao partir de Feital Luciana!!”.

Sim, era Luciana.

Luciana parou, virou para mim e caminhou em minha direção. Por dentro eu comemorava por não ter levado sessenta anos e ela se aproximou de mim. Na minha frente arregalou os olhos, sorriu e disse “não pode ser”. Perguntei “tudo bem menina chorona?” e ela me deu um abraço gritando “Chico, que saudades!!”.

Depois de sete anos encontrava aquela que foi meu primeiro amor.

Saímos dali e fomos até um fast food. Pintados e atraindo atenção de todos em voltaríamos e brincávamos lembrando dos velhos tempos. Luciana contou de sua vida em Minas e da vontade de voltar ao Rio, que fez com que ela prestasse vestibular na cidade e eu contei de minha vida desde o dia que ela me deixou pra trás com a bicicleta.

Luciana pegou minha mão e comentou “muito bom ver você Chico”, eu nas nuvens respondi “é maravilhoso”. Ficamos em silencio e pra quebrar o clima contei que faria direito e perguntei qual seria seu curso. Luciana riu e comentou que era o mesmo. Perguntou minha sala e respondi “101D”.

Luciana então gargalhou e eu entendi o motivo perguntando “é a sua né?”. Ela vermelha de tanto rir respondeu com a cabeça que sim e eu comentei “você terá que me aturar muito”. Luciana se recompôs e disse “que bom”.

Voltei pra casa e encontrei meu bisavô na sala ouvindo as suas músicas italianas. Sentei ao seu lado e ele me perguntou se eu queria beber. Respondi ao Barão que eu não bebia e ele riu comentando que eu era o único Granata que não gostava de beber. Perguntei a ele se estava triste e Pepe respondeu que não, apenas resignado.

Pepe bebeu um pouco de uísque e contou que Beatriz não lhe reconhecera àquela noite. Fiquei em silêncio e ele completou que ambos já estavam muito velhos então aquilo era mais que o esperado.

Vi a tristeza de meu bisavô e lhe convidei para sair. Levantei, estendi a mão a ele e falei “vamos”. O Barão perguntou aonde e respondi “para a Lua”.

Fomos ao jardim e sentamos no banco para ver a Lua. Comentei com Pepe que a Lua estava linda naquela noite e ele concordou comigo, mas completou “não existe Lua mais bonita que a Lua de Nápoles”.

No dia seguinte entrei atrasado em sala de aula, pedi desculpas ao professor e logo vi Luciana sentada com um caderno sobre a mesa. Ao lado vi uma cadeira vazia e me encaminhei a ela. Sentei ao lado enquanto ela dizia “guardei pra você”.

Sentei ao seu lado não só naquele dia como em todos os dias. Voltamos a ser unha e carne e não demorou muito para darmos o primeiro beijo. Rapidamente começamos a namorar.

Levei Luciana até a mansão e todos aprovaram de cara minha namorada. Pepe deu boas vidas à família e Beatriz disse que ela era linda como sua amiga Giuliana. No fim Beatriz convidou Luciana a entrar para o convento com ela.

Beatriz piorava a cada dia e meu bisavô como um leão, que sempre foi, não saía de seu lado. Ele sabia que o fim estava próximo, mas queria aproveitar ao máximo aquele amor.

Assim como eu e Luciana queríamos. Decidimos morar juntos. Aluguei um apartamento ali mesmo em Feital para morar. Meu bisavô torceu um pouco o nariz para aquela “modernidade” de morar junto sem casar e eu discretamente lembrei a ele de sua história com Janete na Lapa. Pepe fez o sinal da cruz e respondeu baixinho “nem me lembre daquela doida”.

Construímos um lar bacana e recebíamos nossos amigos lá, os que mais frequentavam eram minha mãe e Cássio. Continuávamos a estudar e não desgrudávamos um segundo sequer. O amor era muito grande.

Três anos se passaram e tínhamos uma relação bem estável. Um dia eu jogava videogame quando Luciana entrou em casa. Eu disse “oi amor” sem olhar para ela e Luciana jogou sobre mim um papel. Parei o jogo e perguntei o que era. Luciana mandou que eu abrisse pra ver.

Abri e era um exame de gravidez. Luciana estava grávida. Levantei e dei um abraço em minha namorada sorrindo e dizendo “seremos pais”. Luciana me afastou e perguntou qual era o motivo de minha alegria. Respondi que a chegada de uma criança sempre era um motivo de felicidade, ainda mais num lar que existia amor como o nosso.

Luciana irritada argumentou que não era um motivo de felicidade. Eles eram jovens ainda, apenas vinte anos, ela tinha todo um futuro pela frente e não estava na hora de ser mãe.

Perguntei o que faríamos e ela respondeu que iria abortar. Irritei-me, gritei que não admitia isso e ela gritou de volta dizendo que o corpo era dela e ela que decidiria.

Furioso mandei que ela ficasse lá com o corpo dela que eu não dormiria em casa. Peguei uma jaqueta e saí batendo a porta deixando Luciana pra trás chorando.

Rodei de carro pela cidade toda pensando naquela briga, a nossa primeira briga e acabei parando no apartamento de minha mãe pedindo para dormir lá.

No dia seguinte Cássio me chamou para conversar e alegou que eu não estava agindo certo, tinha que estar ao lado de minha namorada. Argumentei que ela queria abortar e eu não concordava com abortos. Cássio respondeu que a melhor maneira de evitar aquele aborto era estando ao seu lado, não brigando com ela.

Pensei bem no que Cássio disse e voltei pra casa. Abri a porta e Luciana dormia no chão, com cabeça encostada no sofá na mesma posição que eu lhe deixara na noite anterior. Aproximei-me, sentei no chão ao seu lado e fiz carinho em seu cabelo. Luciana acordou e ao me ver chorou dizendo que não queria brigar comigo, respondi que também não queria e nos abraçamos.

Luciana desistiu do aborto e prosseguimos nossa vida esperando por nosso bebê. Começamos a comprar o enxoval e dividíamos essa nova vida que vinha com o tempo de provas na faculdade. Mas alguma coisa estava estranha entre nós. Não era mais a mesma coisa com um distanciamento existindo.

Uma noite cheguei em casa e encontrei Luciana gritando de dor. Corri até o banheiro de onde ouvia a voz e encontrei minha namorada caída ao lado do vaso sanitário. Luciana ao me ver pediu ajuda dizendo que sangrava.

Levei Luciana a uma clínica perto onde ela foi imediatamente levada por médicos. Sentado na recepção lembrei de Salvatore Granata e o drama de sua perda dupla e temi. O médico, alguns minutos, depois apareceu e me disse “sinto muito, mas sua mulher perdeu o bebê”.

Fiquei triste e perguntei como ela estava. O médico respondeu que bem, mas que arriscara muito a vida tomando “aqueles comprimidos”. Perguntei que comprimidos eram e o médico respondeu “comprimidos fortes, tarja preta, altamente abortivos”.

Fiquei furioso e perguntei se ela estava acordada. O médico respondeu que não, precisava descansar e completei que eu precisava também.

Saí da clínica e fui beber pela primeira vez na vida. Bebi muito em um bar e certa hora uma moça sentou-se em minha mesa comentando que eu “estava muito mal”. Olhei pra ela sem reconhecer e ela sorrindo disse “Ta tão mal que nem lembra de mim”. Era a Patricia, de nossa turma.

Eu estava muito bêbado e muito irritado com a “traição” de Luciana. Não demorou muito e entrei em um motel com Patricia e transamos a noite toda.

Minha relação com Luciana não ia bem. Brigamos violentamente ao chegar em casa e eu “jogar em sua cara” a traição cometida e brigávamos quase todos os dias. Enquanto isso comecei um caso com Patrícia e vivia vida dupla.

No fim do oitavo período fomos a uma festa de aniversário na casa da Patrícia. Luciana e eu brigamos horas antes e minha namorada chegou irritada na casa me dizendo “não gosto dessa garota”. Mandei que ela parasse de bobagem e curtisse a festa.

Pela segunda vez na vida bebi e acabei deixando Luciana de lado e curtindo a festa com meus amigos. Em determinado momento Patrícia me puxou e disse que eu devia conhecer sua sacada. Fui até o local com ela e Patrícia me agarrou dando um beijo. Falei que ela era louca, Luciana estava ali perto e ela respondeu que “com perigo era mais gostoso”.

Começamos a nos beijar até que ouvi o grito “Chico!!” olhei e era Luciana nos flagrando. Pensei “ferrou” e tentei argumentar, mas não tinha o que falar.

Luciana se aproximou, deu um tapa em meu rosto e saiu correndo. Saí atrás, mas ela entrou em um táxi e não consegui alcançar.

Quando cheguei em nosso apartamento minhas coisas já estavam do lado de fora com um bilhete “Não me procure mais”. Bati na porta a noite toda em vão. Não me atendeu, peguei as minhas coisas e fui pra mansão.

Era o último ano de faculdade. Eu e Luciana estagiávamos no escritório de Cássio, mas com o ocorrido ela abandonou. Ainda estudávamos na mesma sala e por um bom tempo tentei uma reaproximação em vão. Luciana não me dava ouvidos e nem olhava em meu rosto.

Nos últimos meses de faculdade ainda tive a dor de ver Luciana começar a namorar Rafael, um rapaz que estudava conosco. Ela parecia feliz, apaixonada e aquilo me doía demais. Eu já torcia para que a faculdade acabasse e eu me livrasse daquele martírio.

A formatura chegou e enquanto o orador discursava eu não tirava os olhos de Luciana. Minha ex-namorada linda com aquela beca só olhava para frente, para os convidados, de mãos dadas com Rafael.

No fim recebemos os diplomas. Os chapéus foram jogados para o alto e enquanto todos festejavam Luciana e Rafael se beijaram.  

Descemos do palco e em um momento que ela ficou sozinha me enchi de coragem e me aproximei dizendo seu nome. Luciana me olhou e perguntou o que eu queria. Fiquei sem reação e com muito esforço lhe desejei muita sorte. Luciana me olhou por uma última vez e respondeu “pra você também Francisco”.

Virou as costas pra mim e foi se encontrar com Rafael lhe dando um caloroso beijo.

Toda minha turma foi para uma boate comemorar a formatura, menos eu. Eu tirei a beca, peguei uma mochila e me encaminhei para o aeroporto. Não estava com clima de Rio de Janeiro, não queria ficar ali e decidi como mochileiro conhecer a América do Sul. Era o ano de 2009, eu tinha apenas vinte e dois anos, recém formado e não estava na hora de morrer de amor.

Viajei pela Argentina, Uruguai, Colômbia, Bolívia..Apenas com uma mochila nas costas e a Luciana no coração. Não adiantava estar longe do Brasil se não conseguia me afastar dela. Lembrava de todos os momentos. Conhecendo a Lu no casamento de Pepe, nossa infância juntos, o beijo na hora dela ir embora do Rio, nosso reencontro na faculdade, todo o amor que vivemos juntos..

..E eu joguei tudo fora, tudo por intempestividade, por um tesão babaca que homem tem que faz com que ele queira conquistar uma mulher por dia quando o certo é conquistar “a mulher” todos os dias.

Viajava por Machu Picchu, no Peru quando meu celular tocou. Atendi e era minha mãe contando que Beatriz falecera.

Na cidade perdida dos Incas descobri que meu bisavô perdera de novo o amor de sua vida, dessa vez de forma definitiva e decidi que tinha que voltar ao Rio de Janeiro. Beatriz já tinha noventa e quatro anos, um pouco mais nova que Pepe e sofrera muito no fim da vida, tinha que descansar..

Tentei voltar a tempo do enterro, mas não consegui nenhuma passagem. Só consegui para depois e chegando ao Rio de Janeiro fui direto à mansão Granata.

Entrando na mansão encontrei meu bisavô ouvindo músicas alegres italianas e cantando junto enquanto bebia uísque. Estranhei, coloquei minha mochila em cima de uma cadeira e me aproximei do Barão. Meu bisavô me olhou e disse “oi bambino, beba comigo!!”.

Naquele dia não recusei. Peguei um copo de uísque, enchi e sentei próximo dele. Olhei meu bisavô por alguns segundos e curioso perguntei “Não está triste pela morte?”.

Pepe olhou pra mim sorrindo e respondeu.

“Não, estou feliz pela vida”.


CAPÍTULO ANTERIOR:

CRESCENDO NO FURACÃO

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

SOBE O SOM: SÉRIE A


Hoje começa no "Sobe o som" uma época já tradicional no blog. Mostrar os sambas de enredo para o carnaval 2017.

Até o ano passado eu também mostrava meus concorrentes preferidos, mas devido o trabalho no site Carnavalesco não foi possível então vou mostrar os sambas já escolhidos. Não mostrarei na forma definitiva. Colocarei aqui como esses sambas foram escolhidos. Da forma que fizeram suas campanhas vitoriosas em quadras pelo Rio de Janeiro.

Começarei pela Série A. Para quem não entende muito de carnaval Série A aqui no Rio é uma espécie de segunda divisão, mas que de segunda divisão não tem nada. Cada vez melhor e mais competitiva a Série A reúne algumas escolas tradicionais do carnaval, com história e campeãs do grupo especial. Belos sambas foram escolhidos pelas agremiações e começarei a mostrar a partir de agora.

Então vamos lá!!


Sobe o Som Série A!!


Acadêmicos do Sossego


Acadêmicos da Rocinha


Alegria da Zona Sul


União do Parque Curicica


Acadêmicos de Santa Cruz


Inocentes de Belford Roxo


Renascer de Jacarepaguá


Império da Tijuca


Acadêmicos do Cubango


Unidos do Porto da Pedra


Unidos do Viradouro


Império Serrano


Unidos de Padre Miguel


Estácio de Sá


Bem. Aí está um pouco das obras que as quatorze escolas levarão sexta e sábado de carnaval para a Marquês de Sapucaí em busca do sonho de chegar na elite. Semana que vem voltamos com a elite. Com os sambas do grupo especial carnaval 2017.


Enquanto isso o samba campeão de 2016 inspirando as escolas para 2017.


SOBE O SOM ANTERIOR:

TREM DA ALEGRIA & BALÃO MÁGICO

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

CINEBLOG: CINDERELA BAIANA


Cineblog vem hoje com um "filme cult", uma verdadeira pérola dos anos 90 trazendo o grande fenômeno da época Carla Perez.

Cineblog orgulhosamente, ou nem tanto, apresenta:


Cinderela Baiana



Cinderela Baiana é um filme biográfico semi-ficcional de comédia romântica brasileiro, originalmente lançado em 1998. Dirigido por Conrado Sanchez (que também escreveu o roteiro, apesar de seu nome não ter sido listado nos créditos por isto) e produzido por A. P. Galante (em um de seus últimos trabalhos antes de sua aposentadoria no mesmo ano), é uma cinebiografia excessivamente ficcionalizada da dançarina Carla Perez, famosa por ser uma ex-integrante do grupo de axé É o Tchan!. O filme é notável por ser o primeiro trabalho de Perez, dos atores então desconhecidos Lázaro Ramos e Lucci Ferreira, e do músico Alexandre Pires (vocalista do grupo de samba Só pra Contrariar e à época namorado de Carla Perez) no cinema, e também conta com aparições especiais dos cantores Netinho e Cátia Guimma interpretando a si mesmos.

Cinderela Baiana foi um fracasso retumbante, não só de bilheteria como de crítica, e até os dias atuais é considerado um dos piores filmes já feitos pela indústria cinematográfica brasileira.


Enredo



Carla Perez (interpretada por Carla Fabianny quando criança e por si mesma quando adulta) vive com o pai Raimundo (Armindo Bião) e com a mãe tuberculosa cujo nome nunca é mencionado (Juliana Calil) em uma pequena e pobre cabana localizada em algum lugar no meio do sertão da Bahia. Após a morte de sua mãe, Carla e seu pai se mudam para Salvador, onde têm esperanças de conseguir melhores condições de vida. Carla, tendo uma paixão inata pela dança, logo é avistada pelo excêntrico agente artístico Pierre (Perry Salles) e seu assistente Beto (Josevaldo Oliveira); ela inicialmente fica entusiasmada com sua fama recém-adquirida, mas logo descobre que Pierre é um homem inescrupuloso interessado somente nos lucros de sua exploração. Ajudada por seus dois amigos vagabundos, Bucha (Lucci Ferreira) e Chico (Lázaro Ramos), e por seu namorado, Alexandre Pires (interpretado por si mesmo), ela ganha forças para lutar contra Pierre e viver com a liberdade que deseja.


Recepção



O filme foi massacrado pelo público e pela crítica especializada, destacando entre os principais fatores a performance amadoresca e embaçada de Perez, o enredo clichê (comparado por um crítico a um "plágio pobre de Uma Linda Mulher"), inúmeras inconsistências narrativas e a atuação ridiculamente exagerada de Perry Salles como Pierre. Ele tem uma nota de 2,3 de 10 no Internet Movie Database e de 2 de 5 no Filmow, com base em 741 votos. Perez anunciou numa entrevista de 2008 que renegara o filme, dizendo que "se arrependia dele como atriz", e a seu pedido foi retirado de circulação alguns anos depois de seu lançamento; assim sendo, cópias físicas do filme são extremamente raras e difíceis de se obter.
 Entrementes, ele conseguiu sobreviver por intermédio de sites de compartilhamento de arquivos, e foi postado na íntegra no YouTube em 30 de janeiro de 2013. O filme acabou por adquirir um status de clássico cult entre apreciadores de filmes trash, e trechos dele são amplamente utilizados como fontes para YouTube Poops.

Em 15 de março de 2010, a revista Veja fez uma lista dos 10 piores filmes brasileiros de todos os tempos, e Cinderela Baiana apareceu em primeiro lugar. A autora da lista, Pollyane Lima e Silva, afirmou que "tudo já começou errado quando alguém pensou que uma dançarina de axé, por melhor que fosse, mereceria uma cinebiografia". Também se referiu ao filme como sendo uma "vergonha".

O escritor, blogueiro e crítico de cinema Renzo Mora incluiu Cinderela Baiana em seu livro de 2009 25 Filmes que Podem Arruinar a Sua Vida!. Comentando sobre o filme, disse que era "o pior entre os outros 24".

Em dezembro de 2015, "fãs" do filme iniciaram uma petição virtual humorística para que ele passasse a ser exibido pelo Netflix. A petição não obteve sucesso, porém apesar da recepção unanimemente negativa que o filme recebeu, Lázaro Ramos afirmou numa entrevista de 2015 que "não se arrepende de ter participado dele" e que, graças ao salário que recebeu, foi capaz de deixar seu emprego como técnico de laboratório de patologia e pagar aulas de teatro.

Em 2016, foi incluído na lista dos "20 piores filmes de todos os tempos" do Estadão, na 12ª posição.

Nos créditos de abertura do filme, o título está erroneamente grafado como Cinderela Bahiana.


Prêmios


Ta de sacanagem né?


Cineblog volta semana que vem com outro clássico nacional dos anos 90 "Inspetor Faustão e o Mallandro".


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FROZEN

terça-feira, 18 de outubro de 2016

TROCANDO EM VERSOS: SANTO PROTETOR



Choro por te ver sofrer
Sofro por te ver chorar
Por causa de um erro meu
Me disse adeus
Depois deixaste nosso ninho

Eu reconheço que errei
Mas que bobeira fui dar
Perdoe minha criança
Ainda guardo comigo a esperança
De um dia ter de novo você

Perdoe minha criança
Ainda guardo comigo a esperança
De um dia ter de novo você

Sim, eu vou vivendo mesmo assim
Sim, sem ter você perto de mim
Por judiação, meu coração
Ainda insiste em te querer 

Peço ao meu santo protetor
Para ter de novo seu amor

Sem você não tem carnaval
Sem você tudo é banal
Sem você não me sinto mais eu

Choro por te ver sofrer
Sofro por te ver chorar
Por causa de um erro meu
Me disse adeus
Depois deixaste nosso ninho

Eu reconheço que errei
Mas que bobeira fui dar
Perdoe minha criança
Ainda guardo comigo a esperança
De um dia ter de novo você

Perdoe minha criança
Ainda guardo comigo a esperança
De um dia ter de novo você

Um canto de amor a minha amada
Meu canto de amor vai pra moça que deixou
A minha alma exposta em versos
Em versos que retratam meu sofrer

Morto vou tentar não enlouquecer
Louco luto pra sobreviver

Com você tudo é tão certo
Com você o errado é correto
Amor como eu amo você

TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

CHAMADO

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

DINASTIA: CAPÍTULO XXVII - CRESCENDO NO FURACÃO


Eu do canto do quarto via meu avô colocando a gravata diante do espelho. Pepe Granata parecia rejuvenescido, nunca vira meu bisavô tão feliz. Ele me viu olhar e mandou entrar no quarto.

Enquanto ajeitava a gravata e olhava o espelho disse que um homem devia ser elegante. “Chico, dinheiro vai e vem, juventude vai embora, mas a elegância fica”.  Comentei que nunca tinha lhe visto tão feliz e ele me respondeu “o amor faz essas coisas”. Nunca esqueci essas palavras do Barão.

Meu pai continuava preso e recebia nossas visitas às vezes. Repensava sua vida na prisão e com certeza sairia diferente. Ricardo tomava conta dos negócios da família. A família Granata mesmo com todos os escândalos estava cada vez mais rica com cinco shoppings espalhados pelo país. Mas chegara a hora do meu bisavô ser feliz no amor.

Eu, minha mãe Renata e minha avó Isabela levamos Pepe até o aeroporto. Ele despediu-se de nós e desejei boa sorte. Meu bisavô se abaixou, acariciou meu cabelo e respondeu que sorte sempre tivera na vida, agora ele seria feliz.

Dessa forma embarcou para São Paulo.

São Paulo sempre emocionou Pepe, afinal era sua terra e dali saiu prometendo ser rico. Como uma pessoa anônima qualquer passou pela cidade lembrando lugares por onde viveu. Foi ao Brás ver onde nasceu. Lugar já bem diferente com milhares de carros, metrô, a vida não para em São Paulo.

Visitou a casa que nasceu, local que ele transformou em uma fundação de assistência a famílias carentes e se emocionou lembrando dos almoços com os pais, Constância, Oscar, Rita e os avós. Conviveu pouco com Benito, mas respeitava muito o avô, aquele que teve coragem de largar a Itália e tentar nova vida no Brasil.

Na frente da casa disse baixinho “Benditos sejam Benito e Salvatore Granata”.

Olhou o relógio e disse ao motorista que estava na hora de ir. O motorista perguntou aonde e ele respondeu “Praça da Sé”.

Foram para o local e Pepe lembrou-se de sessenta anos antes quando tentou ali impedir um casamento. Nunca mais o homem teve coragem de voltar ao local. Olhou a tudo deixando as recordações invadirem seu peito e sentou-se sozinho para esperar.

Pepe Granata, o dono de um império, um homem que saiu da pobreza para se tornar um dos mais ricos do Brasil estava nervoso como poucas vezes na vida.

Sentado, ansioso, esperando, sentiu uma mão em seu ombro. Fechou os olhos emocionado e com a mão trêmula pegou na mesma. Com sua mão apertando a que lhe tocava disse “nunca esquecerei essa mão”.

A pessoa respondeu “mas ela mudou tanto ao longo dos anos, ta velhinha”. Pepe completou “para mim continua a mesma”.

Levantou-se e virou. Era Beatriz. Estavam sessenta anos mais velhos, cabelos brancos e rugas tomaram conta daqueles rostos antes jovens. Mas a emoção e o brilho nos olhos eram os mesmos de quando se conheceram.

Os dois se olharam por um tempo em silêncio, o olhar falava por eles. Beatriz então resolveu quebrar o silêncio e disse “quanto tempo”. Pepe olhou para a catedral e comentou “aqui que eu te perdi”. Ela sorriu e respondeu “você nunca me perdeu”.

Pepe ofereceu sua mão a Beatriz e os dois caminharam pela praça como se rejuvenescessem a cada passo e voltassem aos anos 30.

Pepe levou Beatriz para o Rio de Janeiro e nos apresentou o amor de sua vida. Todos ficamos maravilhados por aquela mulher que de uma certa forma foi a responsável pela virada na vida dos Granata. Meu bisavô não quis perder tempo e decidiu casar com Beatriz.

O casamento foi realizado nos jardins da mansão em um lindo sábado de Sol. Meu bisavô tenso esperava no altar como se fosse um menino de dezoito anos e deixou uma lágrima furtiva cair de seu rosto ao ver Beatriz entrar ao som de “una furtiva lágrima”. Desceu, pegou a mão de sua amada e disse “finalmente” dando um beijo em sua testa.

A festa foi bem italiana com tudo que tem direito. Massas, músicas, danças. Tempo que não via a família tão feliz. Em determinado momento o Barão pegou o microfone para dar uma declaração. Com a voz embargada Pepe disse.

“Beatriz. Eu queria que você soubesse que não teve um dia que não pensei em você. Não teve um dia que em pensamento você não se deitou ao meu lado. Não teve um dia que não lhe procurei em meus pensamentos para dividir uma dor ou alegria. Não teve um dia que não te amei”.

Todos aplaudiram e ele continuou.

“Nosso amor foi impedido porque disseram que eu não estava a sua altura. Aquilo mexeu com meus brios e me tornou um novo homem. Um homem que foi ao desconhecido, quase passou fome, arregaçou as mangas, suou, sofreu, mas conseguiu vencer na vida. O curioso disso tudo é que um ato que sempre achei que fosse de humilhação talvez tenha sido o que eu precisava para essa vitória. Para dar uma boa vida aos meus pais, irmãos, filhos, netos e agora bisneto representado pelo Chico. Que eu pudesse ter movimentado a economia desse país e dado emprego para milhares de pessoas e o mais curioso ainda...O mais curioso ainda é que ainda não me sinto a sua altura porque você é o que de mais intenso e imenso passou pela minha vida. Você é a minha vida.”

Todos aplaudiram de pé enquanto a orquestra tocava e cantava “Fascinação” na voz de Elis Regina. Pepe pegou a mão de Beatriz e lhe conduziu ao meio do salão para dançar.

Eu, com meus oito anos de idade olhava embevecido aquela cena quando uma menininha da mesma idade sentou-se ao meu lado chorando. Perguntei o que ocorria e ela respondeu que era lindo tudo que via. Comentei que era lindo mesmo e tinha muito orgulho de meu bisavô. Ela se apresentou como Luciana e eu respondi que me chamava Chico e pedi que ela parasse de chorar.

Ficamos os dois lá, com oito anos de idade olhando o casal com mais de oitenta. Ficamos todos cantando “Mérica, Mérica, Mérica”.

Pepe e Beatriz saíram para viajar em lua de mel. Fizeram um passeio pela Itália, principalmente a Veneza onde ouviram um homem tocar violino em uma praça e andaram de gôndola. Na carta que mandaram eles se beijavam na gôndola e o Sol parecia iluminar o casal com mais intensidade que o restante da paisagem..Ou eles iluminavam o Sol, nunca tive certeza.

Descobri que aquela menina emotiva morava na minha rua e um dia fui até sua casa de bicicleta. Bati na porta e uma mulher atendeu. Com a elegância ensinada por meu bisavô respondi que me chamava Francisco Granata e perguntei se a Luciana estava. Ela respondeu que sim e me chamou para entrar. Era sua mãe.

Entrei e Luciana mostrou-se surpresa com minha presença. Perguntei se ela queria andar de bicicleta e naquele instante começou um temporal do nada. Luciana riu e comentou que achava melhor deixar para outro dia. Perguntou se eu queria jogar videogame e aceitei.

Jogamos videogame e em um determinado momento a mãe de Luciana levou biscoitos e café com leite mandando que eu ficasse a vontade. Fiquei e passei a tarde toda com Luciana jogando e ganhando uma melhor amiga.

No dia seguinte bati novamente na porta de Luciana e disse que não tinha desculpas, estava um Sol lindo. Luciana sorriu e mandou que eu esperasse. Voltou com sua bicicleta e fomos andar e nos divertir pelas ruas de Feital. Na semana seguinte, na volta às aulas descobrimos que estudávamos no mesmo colégio e íamos e voltávamos juntos da escola.

Mas eu não era da mesma sala que ela. Pressionei minha mãe e consegui mudar de sala. Viramos unha e carne.

Pepe e Beatriz voltaram de viagem e a vida continuou. Os anos foram passando, três pra ser mais exato e chegou o momento de meu pai, Luigi Granata sair da cadeia sob condicional.

Eu fazia trabalho do colégio com Luciana na sala quando tocaram a campainha. A empregada atendeu e deu de cara com Luigi Granata. Ela deu um berro e Luigi perguntou se ficara louca, parecia que tinha visto fantasma. Ela branca respondeu que não e eu já em pé olhando a porta disse “pai”.

Luigi me olhou e respondeu “como você cresceu bambino”. Aproximei-me devagar, receoso e ele abriu os braços pra me dar um abraço. Dei o abraço em meu pai e ficamos um tempo em silêncio até que ele disse que tinha saudades minha e respondi que também sentia.

Meu pai perguntou se meu tio Ricardo estava por lá e respondi que não. Meu tio casara e morava em outro lugar. Meu pai respondeu “ótimo” quando minha mãe desceu a escada.

Renata foi de encontro a Luigi e lhe abraçou. Meu pai perguntou como ela estava e minha mãe respondeu que bem, mas estranhou o jeito seco de meu pai. Luigi perguntou por Pepe e Renata respondeu que estava no escritório. Luigi pediu que Renata lhe acompanhasse até o escritório que queria conversar com os dois.

Encaminharam-se até o local e Pepe ficou feliz com a presença do neto. Luigi deu um abraço no Barão e fechou a porta dizendo que precisava falar com os dois e rapidamente. Renata mostrou-se preocupada e pediu que o marido falasse logo.

Luigi respirou fundo para tomar coragem e decidiu falar. Comentou que refletiu muito nos três anos que passou na cadeia e cansara de ter uma vida de mentiras. Precisava ser feliz, encontrar o amor como o avô encontrara e lhe cumprimentou por Beatriz.

Pepe agradeceu e Renata perguntou como assim encontrar o amor. Luigi respondeu que não amava a esposa, não como ela queria. Amava muito, mas como amiga e queria o divórcio.

Pepe sentado apenas escutava e Renata foi se desesperando dizendo não entender o que o marido queria. Luigi pediu desculpas, disse que precisava ser feliz e Renata também, encontrar alguém que lhe amasse de verdade. Renata desorientada perguntou quem era ela, Luigi respondeu que não tinha “ela”.

Renata foi se irritando e gritava perguntando “Quem é ela!! Quem é ela!!” Luigi gritava “Não tem ela!!”e Renata insistia até que ele não aguentou e disse “Não é ela!! É ele!!”.

Renata naquele instante sentou e Pepe se levantou perguntando “como?”. Luigi resolveu escancarar “Eu sou gay, eu sempre fui gay, eu mantenho um caso há mais de dez anos com um homem e decidi que quero ser feliz com ele!!”.

Pepe apenas comentou que precisava beber e encheu um copo de uísque. Renata aos prantos perguntou “quem” e Luigi respondeu “Xande, seu irmão”.

Renata começou a socar o peito de Luigi gritando “viado!! Seu viado desgraçado!!” e Luigi tentava segurar as mãos de minha mãe pedindo calma. Luigi virou para o avô e perguntou se ele não tinha nada a dizer. Pepe apenas respondeu que ele era maior de idade e sabia o melhor pra ele. Renata olhou espantada para Pepe enquanto Luigi dizia “o amor lhe fez bem nono, quero que me faça também.

Renata cerrou os dentes dizendo ter ódio de Luigi que falou que era apenas aquilo que tinha a contar para eles e iria embora. Estava se mudando para São Paulo com Xande. Despediu-se de Pepe e Renata, os dois num silêncio só cortado pelo choro de minha mãe e partiu.

Eu e Luciana ouvimos da sala todo o papo e constrangidos estávamos em silêncio. Meu pai surgiu na sala e me chamou. Fui ao seu encontro e Luigi disse que iria embora do Rio de Janeiro, mas nunca deixaria de ser meu pai e qualquer coisa que eu precisasse era só lhe chamar que viria correndo. Deu-me um abraço, um beijo em minha testa e pediu que eu cuidasse da minha mãe. Dessa forma meu pai foi embora.

Eu e Luciana ficamos olhando um para a cara do outro até que a menina disse que era melhor ir embora. Eu concordei e ela me deu tchau indo embora.

Fiquei ali sentado com meus onze anos de idade tentando entender o que ocorria.

Luigi bateu na porta de Xande que perguntou “e aí?”. Meu pai respondeu “estamos livres”. Xande deu um largo sorriso de felicidade e abraçou meu pai dizendo que lhe amava. Luigi respondeu “te amarei pra sempre”.

Na manhã seguinte Luigi e Xande entraram em um carro com todas as suas coisas e partiram pra São Paulo. Para a mesma cidade que se esconderam quando teve a tentativa de assassinato.

Mas antes de partir meu pai, tomado por sua vaidade, deu uma entrevista bombástica para a revista semanal que começara sua queda publicando os escândalos. Luigi contou tudo que se passava no jogo do bicho, como eram os esquemas, como “comprou” personalidades e figuras influentes e contou todas as particularidades da família Granata principalmente arrasando Ricardo.

No fim revelou sua homossexualidade, seu caso de anos com Xande e que resolvera ser feliz longe da “podridão”.

Meu pai falou demais.

A reportagem caiu como uma bomba. Muita gente ficou injuriada com meu pai lhe jurando de morte. Meu tio Ricardo, que queria comer seu fígado com fritas e molho rose, passou a ter muitos problemas com a polícia e a justiça e o único que pareceu não afetado com as declarações foi meu bisavô. Pepe Granata não pertencia mais àquele mundo, só queria viver seu amor com Beatriz.

Até minha vida foi afetada. Passei a ser perseguido no colégio, debochavam de mim devido meu pai. Falavam que filho de “viado viadinho era” e não foram poucas as vezes que vi desenhados no banheiro meu pai, eu e escrito “viados” ao lado. Mas o problema nem era esse apenas. Chamavam minha família de ladra, família de bandidos e como aconteceu com Mariana lá atrás queriam minha saída do colégio.

Não conseguiram porque o colégio ainda pertencia à família.

Um dia eu saía do colégio quando fui cercado por cinco moleques.

Perguntei o que eles queriam e responderam que minha família era de ladrões. Debochado perguntei qual era a novidade porque eu ouvia aquilo todos os dias. Um me empurrou e mandou que eu desse todo meu dinheiro a eles como uma forma de recompensa do que minha família fez.

Contei que eles estavam malucos, eu não tinha nada a ver com a história e tentei passar sendo impedido por eles. O mais gordinho, líder do grupo disse que iriam me bater até que eu desmaiasse e ali eu vi que a coisa era séria.

Fechei os olhos me preparando para apanhar quando gritaram “para”. Todos olharam e era Luciana.

Luciana mandou que me deixassem em paz e os garotos riram perguntado o que ela faria pra impedir, se ela sabia lutar bem. Luciana respondeu que não, mas sabia gritar bem e gritou socorro bem alto. Que voz potente Luciana tinha!!

Os garotos saíram correndo e Luciana perguntou se eu estava bem. Respondi que sim e agradeci. Ela então aproveitou pra dizer que tinha uma notícia chata para dar, perguntei o que era e ela respondeu que a família estava se mudando para Minas.

Engoli em seco e disse a Luciana que poderia ser uma boa para ela e a menina respondeu que tinha nada de bom, não queria ir embora de Feital. Contei que Minas era legal e pedi que parasse de bobagem, mas ela chorando disse que ninguém lhe entendia, nem eu. Tentei abraçá-la, ela me empurrou dizendo querer ficar longe de mim, pegou a bicicleta e foi embora.

Os dias passaram e Luigi e Xande no interior de São Paulo faziam planos para a vídeo locadora que abririam. Os dois homens nunca estiveram tão felizes na vida graças a liberdade que tinham para viver aquele amor.

Decidiram pedir uma pizza para tomar com vinho. Ligaram, mas depois Luigi percebeu que estava sem dinheiro. Perguntou a Xande se ele tinha e o homem respondeu que não. Luigi rindo comentou que eram um casal muito desorganizado e que iria a um caixa vinte e quatro horas pegar dinheiro antes que a pizza chegasse.

Pegou o carro e saiu de casa. Tranquilo pôs uma música no cd player e andava pela cidade até o vinte e quatro horas. O carro parou em um sinal vermelho e Luigi fazia as contas de quanto precisava tirar.

Naquilo um homem encapuzado apareceu do nada na frente do carro. Luigi percebeu, mas não teve tempo de fazer nada. O homem apontou um fuzil para ele e descarregou a arma no carro de meu pai. Luigi foi atingido por muitos tiros e morreu na hora.

Como meu bisavô sempre alertara meu pai acabou sendo morto graças a sua vaidade. Acabava ali a história de Luigi Granata.

O corpo foi transferido para ser enterrado no Rio de Janeiro. Ricardo não compareceu ao enterro. Pepe ficou o tempo todo amparado por Beatriz e minha avó inconsolável chorava copiosamente comigo tentando acalmá-la.

Outro que chorava demais era Xande. Ele fazia carinho no rosto de meu pai no velório lamentando que tiveram poucos momentos para serem felizes, mas que aproveitou cada minuto daquele e agradeceu Luigi por lhe fazer o homem mais feliz do mundo.

Naquele instante minha mãe se aproximou dele. Renata e Xande ficaram frente a frente alguns segundos chamando atenção de todos. De repente Renata abraçou Xande e os dois choraram, um consolando o outro. Os dois perderam ali o amor de uma vida.

Eu no enterro me despedia de meu pai e lembrava de Luciana. Nunca mais lhe veria. Minha cabeça deu um estalo e pensei que não poderia ser daquela forma a despedida, tinha que vê-la por uma última vez.

Enquanto todos se preparavam para ir embora do cemitério vi uma bicicleta perdida no local. Peguei “emprestado” e voei em direção a sua casa.

Como sessenta anos atrás com Pepe Granata corri de bicicleta atrás de minha amada. Sim descobri que Luciana não era apenas uma amiga, era a mulher de onze anos que eu amava.

Cheguei esbaforido em sua casa a tempo de ver o caminhão partindo. Gritei “não” e fui atrás. Pedalei muito, mas não alcancei voltando derrotado.

Triste, com lágrimas nos olhos eu voltava imaginando se era aquela dor que meu bisavô sentira quando viu Beatriz partir e quando passava perto da casa de Luciana vi uma movimentação. Era ela. O caminhão tinha partido com seus móveis, mas a família ainda estava lá.  

Todos já estavam no carro, menos ela quando me aproximei. Sua mãe insistia que ela entrasse logo quando perguntei se estava tudo bem. Luciana respondeu que sim e perguntou o que eu queria.

Respondi a Luciana que queria que ela levasse algo meu consigo. Luciana perguntou o que era, relutei um pouco, tomei coragem e respondi “isso”.

Dei um beijo na boca de Luciana. O primeiro beijo de nossas vidas.

Luciana depois era a cara da surpresa. Eu envergonhado disse boa viagem e ela agradeceu. A menina se encaminhou para o carro e eu me virei começando a andar para ir embora.

De repente senti Luciana me puxar e quando virei ela me devolveu o beijo. Luciana sorriu, devolvi o sorriso e ela foi ao carro correndo.

O carro partiu levando quem eu amava embora. Perguntei-me se levaria sessenta anos para vê-la de novo e subi na bicicleta indo para casa.

Eu teria muito que viver ainda. Muito pelo que passar.


CAPÍTULO ANTERIOR:

A LISTA

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SOBE O SOM: TREM DA ALEGRIA & BALÃO MÁGICO


Trem da Alegria foi um grupo musical infantil criado em 1985 pelo produtor e compositor Michael Sullivan. Fez sucesso entre o público infantil e juvenil durante sete anos: de 1985 a 1992, o grupo lançou oito álbuns, que venderam ao todo aproximadamente seis milhões de cópias.

O grupo se originou em 1984 quando Luciano Nassyn e Patrícia Marx, então ex-participantes do 1º Festival Internacional da Criança exibido pelo SBT, foram convidados a participarem do disco Clube da Criança com Xuxa e Carequinha, além das participações especiais de Vanusa, Djavan, Sérgio Mallandro, Pelé, Roupa Nova, entre outros. A dupla estourou no Brasil todo com as músicas Carrossel de Esperança e É de Chocolate conquistando a vendagem de mais de 300 mil cópias.

Com o mercado musical infantil fazendo grande sucesso e se expandindo durante essa época, a exemplos de: A Patotinha e a exitosa A Turma do Balão Mágico ,Patricia Marx e Luciano Nassyn, impulsionados pelo sucesso popular do disco CLUBE DA CRIANÇA de 1984 ,formariam no ano seguinte o TREM DA ALEGRIA com a inclusão de um outro ex-participante do Festival Internacional da Criança, Juninho Bill ,por consequência o álbum de estréia foi lançado, Trem da Alegria do Clube da Criança, com várias participações especiais este LP vendeu mais de 450 mil cópias.No ano seguinte, 1986, o grupo aumentou com a entrada de Vanessa (que também participou do 1º Festival Internacional da Criança) e veio o apogeu do grupo.

Balão Mágico foi um programa infantil da Rede Globo apresentado pelos membros do grupo musical infantil brasileiro Turma do Balão Mágico entre 7 de março de 1983 e 28 de junho de 1986. Teve como primeira diretora Rose Nogueira. A apresentação do programa começou com Simony, Fofão (Orival Pessini) e Cascatinha (Castrinho), logo acompanhados de Tob (Vimerson Cavanillas), Mike (Michael Biggs, filho de Ronald Biggs), Jairzinho (Jair Oliveira), Luciana, Marcelinho (Marcelo Rocha), Marcinho (Márcio Nasser Medina), Lorow (Loren Muniz),Zaque (Isaque Costa), Juninho (Denis Piton), Gigante (Leticia H.), Rendera (Mylena A.), Oriximipaty (Patricia Kaori), Barbara (Cida) e Ricardinho.

Em janeiro de 1986, com a saída de Simony, Ticiane Pinheiro assumiu a apresentação.] Em junho de 1986 o programa saiu do ar, sendo substituído no horário pelo Xou da Xuxa. O programa também foi responsável pela exibição de boa parte dos desenhos animados da década de 80.

O grupo Turma do Balão Mágico lançou 5 álbuns homônimos, sendo uma das maiores bandas infantis da história do Brasil emplacando muitas músicas de sucesso. Uma dos principais destaques do Balão Mágico foram às participações especiais, Djavan, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Metrô (banda) e Fábio Jr  entre outros. Além disso, participaram parcialmente personagens do elenco do programa Balão Mágico da TV Globo, como: Fofão (Orival Pessini) e Cascatinha (Castrinho).

Então vamos lá!!


Sobe o som Balão Mágico & Trem da alegria!!


He-Man (Trem da alegria)


ThunderCats (Trem da alegria)


Iô-Iô (Trem da alegria)


Piuí Abacaxi (Trem da alegria)


Pra ver se cola (Trem da alegria)


Jaspion-Changeman (Trem da alegria)


A orquestra dos bichos (Trem da alegria)


Mamãe me faz um cafuné (Trem da alegria)


É de chocolate (Trem da alegria)


Alguém no céu (Trem da alegria)


Fera neném (Trem da Alegria) - Com Evandro Mesquita


Amigos do peito (Balão mágico) - Com Fábio Jr


A galinha magricela (Balão mágico)


Quadrinhas e um refrão (Balão mágico)


Meu mocinho, meu cowboy (Balão mágico)


É tão lindo (Balão mágico) - Com Roberto Carlos e Erasmo Carlos


Depende de nós (Balão mágico)


Ai meu nariz (Balão mágico)


Bombom (Balão mágico)


Barato bom é da barata (Balão mágico) - Com Erasmo Carlos


Se enamora (Balão mágico)


Ursinho Pimpão (Balão Mágico)


Bem. Aí está a homenagem a semana das crianças com as duas maiores bandas infantis que já existiram no Brasil. Semana que vem o assunto vira carnaval. Tem Série A 2017.


Enquanto isso vamos continuar em busca do sonho encantado...


E fazer o mundo ser mais divertido.


SOBE O SOM ANTERIOR:

FESTIVAL DE WOODSTOCK

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

CINEBLOG: FROZEN


Hoje Cineblog é especial. Vem com homenagem ao dia das crianças trazendo uma animação (A primeira da seção) que fez muito sucesso recentemente e assisti no cinema com minha filha Bia que se apaixonou pela mesma.

Alô criançada!! Cineblog orgulhosamente apresenta:


Frozen



Frozen (Frozen - O Reino do Gelo (título em Portugal) ou Frozen - Uma Aventura Congelante (título no Brasil)), é um filme de animação musical estadunidense, o 53º animado dos Clássicos Disney produzido pela Walt Disney Animation Studios e distribuído pela Walt Disney Pictures. Inspirado pelo conto de fadas A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, narra as desventuras das irmãs reais de Arendelle. A mais jovem, princesa Anna (Kristen Bell), parte em uma jornada com Kristoff (Jonathan Groff), um homem da montanha, sua leal rena de estimação (Sven) e Olaf (Josh Gad), um boneco de neve que sonha em experimentar o verão, para encontrar sua irmã a Rainha Elsa (Idina Menzel), cujos poderes congelantes transformaram o reino onde vive em um inverno eterno.

A história de A Rainha da Neve esteve em desenvolvimento na Disney Animation durante boa parte da sua história: 74 anos, mas nenhuma das versões idealizadas durante este longo período saiu do papel, porque os roteiristas não sabiam como fazer o público se relacionar com os personagens pouco críveis e desenvolver a personalidade abstrata da Rainha da Neve. O projeto foi revitalizado em 2011, quando Chris Buck foi escolhido para a direção e ficou decidido que a Rainha da Neve seria irmã da heroína (Anna), criando uma relação real para as duas personagens principais. Em 2012, Jennifer Lee assumiu o roteiro e co-direção, e junto com as canções de Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, seriam responsáveis por estabelecer uma personalidade humana para a Rainha da Neve, Elsa, que até então era uma vilã unidimensional. No fim deste ano, o título inicial The Snow Queen (A Rainha da Neve), foi alterado para Frozen.

Frozen estreou em 27 de novembro de 2013 e foi recebido com aclamação pela crítica e público em geral. O filme foi considerado a melhor animação do estúdio desde a era do Renascimento da Disney. Arrecadou mais de US$ 1,2 bilhão nas bilheterias mundiais. É o terceiro filme original (que não é continuação) de maior bilheteria, a terceira maior bilheteria na história do Japão, a maior bilheteria no mundo de 2013, a animação de maior bilheteria de todos os tempos e a nona maior bilheteria da história. Entre vários prêmios, venceu o Oscar de melhor filme de animação e melhor canção original (Let it Go), o Globo de Ouro de melhor filme de animação, cinco Annie Awards e dois Grammy Awards de Melhor Trilha Sonora Compilada para uma Mídia Visual e Melhor Canção Escrita para uma Mídia Visual (Let it Go).

O filme gerou uma franquia de sucesso, com livros, jogos, quadrinhos, um show da Broadway com estréia para 2018, um spin-off em curta-metragem, Frozen Fever (2015), e uma sequência em longa-metragem está sendo desenvolvida mas ainda não tem data de estréia prevista.


Enredo



Elsa, princesa de um pequeno reino norueguês chamado Arendelle, nasceu com poderes mágicos com os quais ela é capaz de criar gelo, geada e neve. Uma noite, enquanto estava brincando, ela fere acidentalmente sua irmã mais nova, a princesa Anna. Seus pais chocados, o Rei e a Rainha, procuram a ajuda do rei Troll, que cura Anna e remove das suas memórias a magia de Elsa. O casal real isola as crianças em seu castelo até Elsa aprender a controlar seus poderes. Com medo de ferir Anna novamente, Elsa passa a maior parte do tempo sozinha em seu quarto, causando um afastamento entre as meninas à medida que crescem. Quando as princesas são adolescentes, seus pais morrem num naufrágio durante uma tempestade.

Quando Elsa completa 21 anos, o reino se prepara para sua coroação como Rainha. Entre os convidados está o alemão Duque de Weselton, que procura explorar Arendelle para conseguir dinheiro. Animada para sair do castelo de novo, a princesa Anna explora a cidade e conhece o príncipe Hans das Ilhas do Sul, e os dois desenvolvem rapidamente uma atração mútua. Apesar do receio de Elsa, sua coroação ocorre sem incidentes. Durante a recepção, Hans pede Anna em casamento e ela aceita apressadamente. No entanto, Elsa se recusa a conceder a sua bênção e proíbe o repentino casamento. As irmãs discutem, culminando com a exposição dos poderes de Elsa durante uma explosão emocional.

Em pânico, Elsa foge do castelo, e sem querer desencadeia um inverno eterno no reino. No alto das montanhas próximas, ela liberta os seus poderes, construindo um palácio de gelo e decidindo viver solitária, e sem saber, dá a vida ao seu boneco de neve (e de Anna), Olaf. Enquanto isto, Anna sai em busca de sua irmã, determinada a levá-la de volta a Arendelle, acabar com o inverno e restaurar seu relacionamento. Quando faz uma pausa para conseguir mantimentos, ela conhece um homem da montanha chamado Kristoff e sua rena, Sven, e convence Kristoff para guiá-la até a montanha do Norte. Em sua jornada, o grupo se encontra com Olaf, que os leva ao esconderijo de Elsa.

Anna e Elsa se encontram, mas ela ainda teme ferir a irmã. Quando Anna insiste para Elsa voltar, esta fica assustada e seus poderes saem do controle, e ela acidentalmente golpeia Anna no coração. Horrorizada, Elsa cria uma criatura de neve gigante, Marshmallow, para levar Anna, Kristoff e Olaf para longe de seu palácio. Depois que eles fogem, Kristoff percebe que o cabelo de Anna está ficando branco e deduz que algo de ruim aconteceu. Ele procura a ajuda dos trolls, sua família adotiva, que explicam que o coração de Anna foi congelado por Elsa. A menos que seja descongelado por um "ato de amor verdadeiro", ela vai se tornar gelo para sempre. Acreditando que apenas Hans pode salvá-la com um beijo do amor verdadeiro, Kristoff volta com Anna para Arendelle.

Hans, indo encontrar Anna, chega no palácio de Elsa. Na batalha que se segue contra os homens do duque, Elsa é nocauteada e presa em Arendelle. Lá, Hans pede que esta desfaça o inverno, mas Elsa confessa que não sabe como. Quando Anna se encontra com Hans e pede que ele a beije para quebrar a maldição, Hans se recusa e revela que sua verdadeira intenção em se casar com Anna é para tomar o controle do trono de Arendelle. Deixando Anna para morrer, ele acusa Elsa de traição pela aparente morte de sua irmã mais nova.

Elsa escapa e cria, sem intenção, uma tempestade de neve no fiorde. Olaf encontra Anna e revela que Kristoff é apaixonado por ela; eles, então, fogem para o fiorde para encontrá-lo. Hans confronta Elsa, dizendo-lhe que Anna está morta por culpa dela. Em desespero, Elsa faz a tempestade cessar de repente, dando Kristoff e Anna a chance de se encontrarem. No entanto, Anna, vendo que Hans está prestes a matar Elsa, joga-se entre os dois, quando ela congela, bloqueando o ataque de Hans.

Quando Elsa chora por sua irmã, Anna começa a derreter, porque a sua decisão de se sacrificar para salvar sua irmã constituiu um "ato de amor verdadeiro". Percebendo que o amor é a chave para controlar seus poderes, Elsa descongela o reino e ajuda Olaf a sobreviver no verão. Hans é deportado de volta para as Ilhas do Sul para enfrentar a punição por seus crimes contra a família real de Arendelle, enquanto Elsa corta qualquer laço comercial com Weselton. Anna e Kristoff compartilham um beijo e as duas irmãs se reconciliam. Elsa promete nunca fechar as portas do castelo novamente.


Elenco



Kristen Bell como Anna aos 18 anos (voz original). No Brasil, Érika Menezes (diálogos) e Gabi Porto (canções). Em Portugal, Bárbara Lourenço (diálogos) e Isabel Jacobetty (canções).

Livvy Stubenbrauch (diálogos) e Katie Lopez (canções) aos 05 anos (vozes originais). No Brasil, Alice Lieban. Em Portugal, Luz Fonseca.

Agatha Lee Monn aos 09 anos (voz original). No Brasil, Eduarda Móras e Mafalda Teixei em Portugal.

Idina Menzel como Elsa aos 21 anos (voz original). No Brasil, Taryn Szpilman. Em Portugal, Maria Camões (diálogos) e Anna Encarnação (canções).

Eva Bella aos 08 anos (voz original). Fernanda Ribas no Brasil e Luz Fonseca em Portugal.

Spencer Lacey Ganus aos 12 anos. Mariana Torres no Brasil e Margarida Moreira em Portugal.

Jonathan Groff como Kristoff aos 21 anos (voz original).  Raphael Rossatto no Brasil e Diogo Morgado em Portugal.

Josh Gad como Olaf (voz original).  Fábio Porchat no Brasil. Bruno Ferreira (diálogos) e Henrique Feist (canções) em Portugal.

Santino Fontana como Hans (voz original). Olavo Cavalheiro no Brasil. Paulo Vintém (diálogos) e Diogo Pinto (canções) em Portugal.

Alan Tudyk como o Duque de Weselton (voz original). Pietro Mário no Brasil e Carlos Vieira de Almeida em Portugal.

Chris Williams como Oaken (voz original). Mauro Ramos no Brasil e Carlos Freixo em Portugal.

Maia Wilson como Bulda (voz original). Pádua Moreira no Brasil, Luísa Salgueiro (díálogos) e Ana Vieira (canções) em Portugal.

Stephen J. Anderson como Kai (voz original). Peter Michael em Portugal.

Edie McClurg como Gerda (voz original).

Maurice LaMarche como Rei de Arendelle (voz original). Eduardo Borgerth no Brasil e José Neves em Portugal.

Jennifer Lee como a Rainha de Arendelle (voz original). Márcia Martins no Brasil e Joana Castro em Portugal.

Robert Pine como Bispo (voz original). Carlos Freixo em Portugal.


Trilha Sonora



As canções de Frozen tiveram música e letra do casal de compositores, Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, que já haviam trabalhado na Disney em Winnie the Pooh (também produzido por Del Vecho, que em seguida, os contratou para Frozen  e, antes disso, nos parques da Disney em Procurando Nemo - The Musical (2007).

Cerca de 23 minutos do filme são dedicados a seus números musicais. Como o casal vive em Nova York, para uma colaboração estreita com a equipe de produção em Burbank, foram necessárias duas horas de videoconferências transcontinentais quase todos os dias úteis durante cerca de 14 meses. Para cada canção que compuseram, eles gravaram um demo no seu estúdio em casa (com os dois cantando e Lopez acompanhando no piano), depois enviaram para discussão na próxima videoconferência.Lopez e Anderson-Lopez estavam cientes de que seu trabalho seria comparado com os de Alan Menken e Howard Ashman da era do Renascimento da Disney, e sempre que eles sentiam-se perdidos perguntavam-se: "O que Ashman faria?"; no final, eles escreveram 25 canções para o filme, das quais oito aparecem na versão final. Uma canção (For the First Time in Forever) teve um reprise e outra (Let it Go) foi cantada por Demi Lovato durante os créditos finais, num total de dez músicas. Sete das 17 que não estiveram no filme, mais tarde foram liberadas na trilha sonora da edição de luxo.

Em fevereiro de 2013, Christophe Beck foi contratado para fazer a parte orquestral do filme, após seu trabalho em Paperman, um curta-metragem de animação da Disney lançado no ano anterior à Frozen. Foi revelado em 14 de setembro de 2013, que o músico norueguês, Frode Fjellheim, teria composto Vuelie, a música de abertura do filme, que contém elementos da música tradicional do povo sami. Os produtores da trilha sonora recrutaram um linguista em norueguês, para ajudar com as letras de uma canção em nórdico antigo escrita para a coroação de Elsa, e viajaram para Trondheim, Noruega, para gravar um Cantus apenas de mulheres para uma peça inspirada pela música sámi tradicional.

Sob a supervisão do engenheiro de som, David Boucher, os membros do elenco principal começaram a gravar as faixas vocais do filme em outubro de 2012, no estúdio Sunset Sound em Hollywood, antes das músicas terem sido orquestradas, o que significa que só ouviram a demonstração no piano de Lopez em seus fones de ouvido quando eles cantaram.] A maior parte do diálogo foi gravado no Roy E. Disney Animation Building, em Burbank, sob a supervisão do mixador de diálogos, Gabriel Guy, que também mixou os efeitos sonoros do filme. Alguns diálogos foram gravados após a gravação das músicas, tanto no Sunset Sound Studios e no Capitólio. Para as cenas envolvendo Anna e Elsa, ambos estúdios ofereceram cabines de isolamento vocais, onde Menzel e Bell podiam ler os diálogos uma com a outra, evitando "falhas" entre suas respectivas faixas. O diálogo adicional foi gravado em um lote da Walt Disney Studios, em Burbank (do outro lado da rua do edifício da Disney Animation) e no estúdio em Nova York, porque a equipe de produção teve que contornar as agendas lotadas de membros do elenco como Fontana, que vive em Nova York.

Os Lopez enviaram as partituras e demos das músicas para Dave Metzger fazer o arranjo e orquestração; Metzger também orquestrou uma parcela significativa da música de Beck.

Para a trilha sonora orquestral, Beck homenageou a música norueguesa, empregando instrumentos regionais, como o bukkehorn e técnicas vocais tradicionais como kulning. Beck trabalhou com Lopez e Anderson-Lopez na incorporação das suas canções em arranjos da partitura. O objetivo do trio "foi a de criar uma viagem musical coesa do início ao fim."  Da mesma forma, o mixador da trilha de Beck, Casey Stone (que também supervisionou a gravação), trabalhou com Boucher para alinhar suas configurações de microfone, e garantir que as transições entre as canções e orquestra fossem "costuradas", apesar de terem sido gravadas em datas diferentes e separadamente. As orquestrações finais de ambas canções e orquestral foram todas gravadas no Eastwood Scoring Stage da Warner Bros., Burbank, com uma orquestra de 80 peças, 32 vocalistas, incluindo cantores noruegueses. Boucher supervisionou a gravação das canções dos Lopez, entre 22 a 24 de julho de 2013, depois Stones realizou este trabalho na trilha orquestral de Beck entre 3 a 6 de setembro, e nas regravações em 9 e 10 do mesmo mês. Boucher fez a mixagem das músicas no Eastwood, enquanto Stone mixou o orquestral no estúdio pessoal de Beck em Santa Monica, Califórnia.


Repercussão



Frozen arrecadou $ 400 738 009 dólares na América do Norte, e uma estimativa de $ 873 481 milhões de dólares em outros países, para um total mundial de $ 1 274 219 009 dólares.[É a quinta maior bilheteria, e a animação de maior bilheteria, o filme de maior bilheteria em 2013, a maior bilheteria da Walt Disney Pictures, e o segundo filme de maior bilheteria distribuído pela Disney. O filme arrecadou $110 600 000 dólares mundialmente em sua semana de estreia. Em 2 de março de 2014, no dia 101 do seu lançamento, Frozen superou a marca de um bilhão de dólares, entrando para o seleto grupo de: décimo-oitavo filme na história do cinema a alcançar a marca, o sétimo filme distribuído pela Disney, o quinto filme a não ser uma sequência, o segundo filme da Disney em 2013 (depois de Homem de Ferro 3), e o primeiro filme de animação desde Toy Story 3 a alcançar um bilhão.

A revista BusinessWeek informou em março de 2014, que os analistas tinham projetado o custo total do filme em torno de $ 323 milhões de dólares a 350 milhões na produção, comercialização e distribuição, e também haviam previsto que o filme iria gerar 1,3 bilhões de dólares em receitas de vendas em ingressos nas bilheterias, downloads digitais, discos e direitos para televisão.


Cineblog volta semana que vem com o hoje cult "Cinderela Baiana".


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