sexta-feira, 21 de outubro de 2016

DINASTIA: CAPÍTULO XXIX - ENTRE ERROS E ACERTOS


Cheguei na casa ainda vazia e subi para o meu quarto. Deitei, não consegui dormir e fui para a janela ver a Lua. Ver e lembrar de Luciana tendo uma infantil esperança que ela descesse da Lua e viesse até a mim.

No dia seguinte desci as escadas e vi Pepe Granata e Ricardo discutindo. Meu bisavô reclamava que meu tio Ricardo já se casara há dois anos e nada de lhe dar um bisneto. Ricardo tentava se defender, disse que fazia o possível e Pepe exigia um bisneto para a continuar a família.

Naquele momento, sentado na escada vendo a discussão, lembrei-me que eu era o primeiro bisneto Granata. Sinceramente eu não pensava muito nessa história de herdeiro, que um império seria meu. Eu estava mais preocupado em comprar o cd mais recente do Skank ou tirar nota boa em geografia e não ficar em recuperação.

Vendo a discussão entre Pepe e Ricardo e as pessoas em casa agindo normalmente no dia seguinte do enterro de meu pai percebi que a morte já era uma coisa costumeira em nossa família. Isso me assustava como podiam tratar a morte como trivial, ainda mais uma morte violenta como aquela, como uma coisa comum.

E sentado naquela manhã sozinho me vi sem Luciana e percebi que minha vida teria que continuar sem ela.

E isso não seria fácil.

Nunca descobriram os assassinos de meu pai. Um monte de gente entrou pra lista de suspeitos, até meu tio Ricardo, mas nada comprovado.

No ano seguinte o Barão fez uma grande festa pelos cem anos da chegada da família Granata ao Brasil. A festa foi realizada em São Paulo, cidade que recebeu os Granata, em um galpão de propriedade da família.

O galpão ficava no local exato que funcionava a hospedaria de dona Gioconda e lá eu conseguia sentir a atmosfera do local. Parecia que conseguia ouvir as gargalhadas de dona Gioconda e Salvatore com as palhaçadas de Manolo.

Chegou o ano 2000, o terceiro milênio e de tanto insistirem Ricardo e sua esposa fizeram exames para saber porque da mulher não engravidar. Descobriram que Ricardo era estéril. O homem não se conformou com o resultado, separou-se da mulher culpando-lhe, casou com outra e também não conseguiu o filho. Minha mãe, cheia de rancor pela forma que meu tio tratou meu pai debochava e espalhava que Ricardo “era oco”.

Adriana, a filha de Domenico, casou com um chinês e foi morar lá. Deu bisnetos ao Pepe, mas com pouco convívio. Da mesma forma era com o filho de Enrico. A viúva do policial não quis muito contato com a família Granata e mudou-se para lugar não sabido.

Meu bisavô tinha outros netos, bisnetos, mas com o problema de Ricardo eu ficava cada vez mais absoluto como herdeiro e eu não fazia questão nenhuma disso.

Terminei o fundamental, fui pro ensino médio e a vida continuava sem notícias de Luciana. Minha mãe decidiu seguir os conselhos de meu pai e abriu-se de novo ao amor. Casou com um advogado chamado Cássio de Oliveira. Um dos homens mais éticos que já conheci e que acabou virando uma espécie de pai para mim.

Xande decidiu morar na Califórnia e por lá ficou de vez. De vez em quando mandava postais ou trocávamos emails onde ele falava de sua vida e eu da minha. Casou com um surfista californiano e finalmente encontrou a paz.

Minha avó Isabela comandava a mansão e Pepe e Beatriz viviam seu conto de fadas, mesmo com Beatriz apresentando seus primeiros sinais de Alzheimer.

A mulher as vezes esquecia nossos nomes, até de meu bisavô esquecia, mas nunca esquecia o passado remoto e as vezes se via saída da adolescência no convento ou encontrando Pepe as escondidas. Meu bisavô tinha grande paciência e amor por ela.

E eu? Eu crescia. Estudava com afinco. Era um bom rapaz, de caráter, comprometido com minhas responsabilidades, mas também sabia viver minha juventude. Tinha uma turma bacana de amigos e com eles viajávamos, íamos a praia, pra serra, jogava bola..

..Ninguém se preocupava com meu sobrenome, se eu tinha um sobrenome controverso e herdeiro de um império. Ali era eu, era o Chico e me sentia muito feliz com isso.

Claro, também namorava, ninguém é de ferro.

Mas deixei tudo de lado para estudar. Queria seguir meu tio avô Domenico e entrar para a faculdade.

Queria fazer direito como o Cássio, ser um grande advogado como ele.

Virei noites, estudei, vivi apenas para isso, mas valeu a pena. Passei no vestibular.

Quando vi o resultado vibrei muito, comemorei de emoção. Fui direto para a mansão e contei ao meu bisavô. Pepe me olhou sério e comentou que achava faculdade bobagem, não era necessária para os negócios. Frustrei-me com a resposta do Barão. Ele percebeu e me pediu desculpas dando um abraço.

Pedir desculpas nunca foi tarefa fácil para o grande Barão de Feital. Beatriz adoçara o coração de meu bisavô e eu sabia que ele gostava muito de mim. Tinha o mesmo carinho por ele e imenso respeito por tudo que construiu.

No primeiro dia de aula me deslumbrei com aquele entra e sai de gente, o tamanho da faculdade e pensei “aqui é meu lugar, vou sair um grande homem”. O ano era de 2004 e eu com apenas dezessete anos entrava naquele novo mundo para poder transformar o meu. Não me interessava ser bicheiro, me interessava o direito, ajudar as pessoas.

Procurei por minha sala e não conseguia achar. Encontrei um grupo de alunos e perguntei se sabiam onde ficava a 101D. Um dos alunos perguntou se eu era calouro e respondi que sim. Ele completou dizendo “vem comigo”.

Acompanhei o grupo até uma sala. Comentei que aquela não era a 101D, mas me empurraram pra dentro. Na sala tinha dezenas de alunos, música alta e um dos que me levou gritou “calouro”.

Pegaram-me, rasparam minha cabeça, me pintaram todo e mandaram que eu pedisse dinheiro no trânsito. Sim, eu era calouro e caí no trote.

Mas não liguei, eu estava feliz por ser universitário e até mesmo pelo trote. Fui para o meio do trânsito pedir dinheiro e até que consegui algum. Quando peguei de um carro sem querer esbarrei em uma moça, virei pra ela e pedi desculpas. A moça loira não me deu atenção e fui em direção a um carro.

Só alguns segundos depois do choque que caí em mim e pensei “não, não pode ser”. Fui até a moça e puxei seu braço, ela reclamou perguntando se eu era doido e eu confirmei. Sim, era ela.

Abri um largo sorriso e perguntei se ela não lembrava de mim. A moça se irritou e respondeu que não continuando a caminhar. Percebi que estava todo pintado e realmente não seria fácil o reconhecimento e enquanto ela andava gritei “você levou algo meu ao partir de Feital Luciana!!”.

Sim, era Luciana.

Luciana parou, virou para mim e caminhou em minha direção. Por dentro eu comemorava por não ter levado sessenta anos e ela se aproximou de mim. Na minha frente arregalou os olhos, sorriu e disse “não pode ser”. Perguntei “tudo bem menina chorona?” e ela me deu um abraço gritando “Chico, que saudades!!”.

Depois de sete anos encontrava aquela que foi meu primeiro amor.

Saímos dali e fomos até um fast food. Pintados e atraindo atenção de todos em voltaríamos e brincávamos lembrando dos velhos tempos. Luciana contou de sua vida em Minas e da vontade de voltar ao Rio, que fez com que ela prestasse vestibular na cidade e eu contei de minha vida desde o dia que ela me deixou pra trás com a bicicleta.

Luciana pegou minha mão e comentou “muito bom ver você Chico”, eu nas nuvens respondi “é maravilhoso”. Ficamos em silencio e pra quebrar o clima contei que faria direito e perguntei qual seria seu curso. Luciana riu e comentou que era o mesmo. Perguntou minha sala e respondi “101D”.

Luciana então gargalhou e eu entendi o motivo perguntando “é a sua né?”. Ela vermelha de tanto rir respondeu com a cabeça que sim e eu comentei “você terá que me aturar muito”. Luciana se recompôs e disse “que bom”.

Voltei pra casa e encontrei meu bisavô na sala ouvindo as suas músicas italianas. Sentei ao seu lado e ele me perguntou se eu queria beber. Respondi ao Barão que eu não bebia e ele riu comentando que eu era o único Granata que não gostava de beber. Perguntei a ele se estava triste e Pepe respondeu que não, apenas resignado.

Pepe bebeu um pouco de uísque e contou que Beatriz não lhe reconhecera àquela noite. Fiquei em silêncio e ele completou que ambos já estavam muito velhos então aquilo era mais que o esperado.

Vi a tristeza de meu bisavô e lhe convidei para sair. Levantei, estendi a mão a ele e falei “vamos”. O Barão perguntou aonde e respondi “para a Lua”.

Fomos ao jardim e sentamos no banco para ver a Lua. Comentei com Pepe que a Lua estava linda naquela noite e ele concordou comigo, mas completou “não existe Lua mais bonita que a Lua de Nápoles”.

No dia seguinte entrei atrasado em sala de aula, pedi desculpas ao professor e logo vi Luciana sentada com um caderno sobre a mesa. Ao lado vi uma cadeira vazia e me encaminhei a ela. Sentei ao lado enquanto ela dizia “guardei pra você”.

Sentei ao seu lado não só naquele dia como em todos os dias. Voltamos a ser unha e carne e não demorou muito para darmos o primeiro beijo. Rapidamente começamos a namorar.

Levei Luciana até a mansão e todos aprovaram de cara minha namorada. Pepe deu boas vidas à família e Beatriz disse que ela era linda como sua amiga Giuliana. No fim Beatriz convidou Luciana a entrar para o convento com ela.

Beatriz piorava a cada dia e meu bisavô como um leão, que sempre foi, não saía de seu lado. Ele sabia que o fim estava próximo, mas queria aproveitar ao máximo aquele amor.

Assim como eu e Luciana queríamos. Decidimos morar juntos. Aluguei um apartamento ali mesmo em Feital para morar. Meu bisavô torceu um pouco o nariz para aquela “modernidade” de morar junto sem casar e eu discretamente lembrei a ele de sua história com Janete na Lapa. Pepe fez o sinal da cruz e respondeu baixinho “nem me lembre daquela doida”.

Construímos um lar bacana e recebíamos nossos amigos lá, os que mais frequentavam eram minha mãe e Cássio. Continuávamos a estudar e não desgrudávamos um segundo sequer. O amor era muito grande.

Três anos se passaram e tínhamos uma relação bem estável. Um dia eu jogava videogame quando Luciana entrou em casa. Eu disse “oi amor” sem olhar para ela e Luciana jogou sobre mim um papel. Parei o jogo e perguntei o que era. Luciana mandou que eu abrisse pra ver.

Abri e era um exame de gravidez. Luciana estava grávida. Levantei e dei um abraço em minha namorada sorrindo e dizendo “seremos pais”. Luciana me afastou e perguntou qual era o motivo de minha alegria. Respondi que a chegada de uma criança sempre era um motivo de felicidade, ainda mais num lar que existia amor como o nosso.

Luciana irritada argumentou que não era um motivo de felicidade. Eles eram jovens ainda, apenas vinte anos, ela tinha todo um futuro pela frente e não estava na hora de ser mãe.

Perguntei o que faríamos e ela respondeu que iria abortar. Irritei-me, gritei que não admitia isso e ela gritou de volta dizendo que o corpo era dela e ela que decidiria.

Furioso mandei que ela ficasse lá com o corpo dela que eu não dormiria em casa. Peguei uma jaqueta e saí batendo a porta deixando Luciana pra trás chorando.

Rodei de carro pela cidade toda pensando naquela briga, a nossa primeira briga e acabei parando no apartamento de minha mãe pedindo para dormir lá.

No dia seguinte Cássio me chamou para conversar e alegou que eu não estava agindo certo, tinha que estar ao lado de minha namorada. Argumentei que ela queria abortar e eu não concordava com abortos. Cássio respondeu que a melhor maneira de evitar aquele aborto era estando ao seu lado, não brigando com ela.

Pensei bem no que Cássio disse e voltei pra casa. Abri a porta e Luciana dormia no chão, com cabeça encostada no sofá na mesma posição que eu lhe deixara na noite anterior. Aproximei-me, sentei no chão ao seu lado e fiz carinho em seu cabelo. Luciana acordou e ao me ver chorou dizendo que não queria brigar comigo, respondi que também não queria e nos abraçamos.

Luciana desistiu do aborto e prosseguimos nossa vida esperando por nosso bebê. Começamos a comprar o enxoval e dividíamos essa nova vida que vinha com o tempo de provas na faculdade. Mas alguma coisa estava estranha entre nós. Não era mais a mesma coisa com um distanciamento existindo.

Uma noite cheguei em casa e encontrei Luciana gritando de dor. Corri até o banheiro de onde ouvia a voz e encontrei minha namorada caída ao lado do vaso sanitário. Luciana ao me ver pediu ajuda dizendo que sangrava.

Levei Luciana a uma clínica perto onde ela foi imediatamente levada por médicos. Sentado na recepção lembrei de Salvatore Granata e o drama de sua perda dupla e temi. O médico, alguns minutos, depois apareceu e me disse “sinto muito, mas sua mulher perdeu o bebê”.

Fiquei triste e perguntei como ela estava. O médico respondeu que bem, mas que arriscara muito a vida tomando “aqueles comprimidos”. Perguntei que comprimidos eram e o médico respondeu “comprimidos fortes, tarja preta, altamente abortivos”.

Fiquei furioso e perguntei se ela estava acordada. O médico respondeu que não, precisava descansar e completei que eu precisava também.

Saí da clínica e fui beber pela primeira vez na vida. Bebi muito em um bar e certa hora uma moça sentou-se em minha mesa comentando que eu “estava muito mal”. Olhei pra ela sem reconhecer e ela sorrindo disse “Ta tão mal que nem lembra de mim”. Era a Patricia, de nossa turma.

Eu estava muito bêbado e muito irritado com a “traição” de Luciana. Não demorou muito e entrei em um motel com Patricia e transamos a noite toda.

Minha relação com Luciana não ia bem. Brigamos violentamente ao chegar em casa e eu “jogar em sua cara” a traição cometida e brigávamos quase todos os dias. Enquanto isso comecei um caso com Patrícia e vivia vida dupla.

No fim do oitavo período fomos a uma festa de aniversário na casa da Patrícia. Luciana e eu brigamos horas antes e minha namorada chegou irritada na casa me dizendo “não gosto dessa garota”. Mandei que ela parasse de bobagem e curtisse a festa.

Pela segunda vez na vida bebi e acabei deixando Luciana de lado e curtindo a festa com meus amigos. Em determinado momento Patrícia me puxou e disse que eu devia conhecer sua sacada. Fui até o local com ela e Patrícia me agarrou dando um beijo. Falei que ela era louca, Luciana estava ali perto e ela respondeu que “com perigo era mais gostoso”.

Começamos a nos beijar até que ouvi o grito “Chico!!” olhei e era Luciana nos flagrando. Pensei “ferrou” e tentei argumentar, mas não tinha o que falar.

Luciana se aproximou, deu um tapa em meu rosto e saiu correndo. Saí atrás, mas ela entrou em um táxi e não consegui alcançar.

Quando cheguei em nosso apartamento minhas coisas já estavam do lado de fora com um bilhete “Não me procure mais”. Bati na porta a noite toda em vão. Não me atendeu, peguei as minhas coisas e fui pra mansão.

Era o último ano de faculdade. Eu e Luciana estagiávamos no escritório de Cássio, mas com o ocorrido ela abandonou. Ainda estudávamos na mesma sala e por um bom tempo tentei uma reaproximação em vão. Luciana não me dava ouvidos e nem olhava em meu rosto.

Nos últimos meses de faculdade ainda tive a dor de ver Luciana começar a namorar Rafael, um rapaz que estudava conosco. Ela parecia feliz, apaixonada e aquilo me doía demais. Eu já torcia para que a faculdade acabasse e eu me livrasse daquele martírio.

A formatura chegou e enquanto o orador discursava eu não tirava os olhos de Luciana. Minha ex-namorada linda com aquela beca só olhava para frente, para os convidados, de mãos dadas com Rafael.

No fim recebemos os diplomas. Os chapéus foram jogados para o alto e enquanto todos festejavam Luciana e Rafael se beijaram.  

Descemos do palco e em um momento que ela ficou sozinha me enchi de coragem e me aproximei dizendo seu nome. Luciana me olhou e perguntou o que eu queria. Fiquei sem reação e com muito esforço lhe desejei muita sorte. Luciana me olhou por uma última vez e respondeu “pra você também Francisco”.

Virou as costas pra mim e foi se encontrar com Rafael lhe dando um caloroso beijo.

Toda minha turma foi para uma boate comemorar a formatura, menos eu. Eu tirei a beca, peguei uma mochila e me encaminhei para o aeroporto. Não estava com clima de Rio de Janeiro, não queria ficar ali e decidi como mochileiro conhecer a América do Sul. Era o ano de 2009, eu tinha apenas vinte e dois anos, recém formado e não estava na hora de morrer de amor.

Viajei pela Argentina, Uruguai, Colômbia, Bolívia..Apenas com uma mochila nas costas e a Luciana no coração. Não adiantava estar longe do Brasil se não conseguia me afastar dela. Lembrava de todos os momentos. Conhecendo a Lu no casamento de Pepe, nossa infância juntos, o beijo na hora dela ir embora do Rio, nosso reencontro na faculdade, todo o amor que vivemos juntos..

..E eu joguei tudo fora, tudo por intempestividade, por um tesão babaca que homem tem que faz com que ele queira conquistar uma mulher por dia quando o certo é conquistar “a mulher” todos os dias.

Viajava por Machu Picchu, no Peru quando meu celular tocou. Atendi e era minha mãe contando que Beatriz falecera.

Na cidade perdida dos Incas descobri que meu bisavô perdera de novo o amor de sua vida, dessa vez de forma definitiva e decidi que tinha que voltar ao Rio de Janeiro. Beatriz já tinha noventa e quatro anos, um pouco mais nova que Pepe e sofrera muito no fim da vida, tinha que descansar..

Tentei voltar a tempo do enterro, mas não consegui nenhuma passagem. Só consegui para depois e chegando ao Rio de Janeiro fui direto à mansão Granata.

Entrando na mansão encontrei meu bisavô ouvindo músicas alegres italianas e cantando junto enquanto bebia uísque. Estranhei, coloquei minha mochila em cima de uma cadeira e me aproximei do Barão. Meu bisavô me olhou e disse “oi bambino, beba comigo!!”.

Naquele dia não recusei. Peguei um copo de uísque, enchi e sentei próximo dele. Olhei meu bisavô por alguns segundos e curioso perguntei “Não está triste pela morte?”.

Pepe olhou pra mim sorrindo e respondeu.

“Não, estou feliz pela vida”.


CAPÍTULO ANTERIOR:

CRESCENDO NO FURACÃO

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