sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SEXTA POÉTICA: DEU ONDA


Sexta poética traz hoje para ser recitada uma linda poesia, um já clássico da música brasileira feito ano passado. A canção "Deu onda" gravada por Mc G15 em duas versões, uma mais comercial e outra hard. Claro que nossa versão é a mais pesada.


Declamação


Música


Sexta poética encerra assim seu ano de 2017 desejando um Feliz Natal e próspero ano novo.


Meu pensamento tá em você..

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ATOLADINHA

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

SOBE O SOM: SÉRIE A 2018


Hoje o "Sobe o som" começa com uma tradição de todos os anos de nosso blog. Vem mostrar os sambas de enredo do carnaval carioca.

Começa hoje com a cada vez mais importante Série A que no jargão esportivo seria a "segunda divisão", mas que de segunda divisão não tem nada. São escolas fortes, algumas tradicionais e já campeãs do grupo principal que se enfrentam em busca do tão sonhado título que a levaria para a elite. A situação delas esse ano não é fácil devido o corte de verbas da prefeitura, mas essas escolas são aguerridas. valentes e com certeza farão em belíssimo espetáculo para suas comunidadese o público em geral.

Treze escolas em busca de um sonho. Treze escolas que começarão com o maior espetáculo da Terra no dia 9 de fevereiro de 2018 continuando no dia seguinte.

Então vamos lá!!


Sobe o som Série A 2018!!


Viradouro


Estácio


Unidos de Padre Miguel


Porto da Pedra


Rocinha


Império da Tijuca


Cubango


Inocentes


Renascer


Sossego


Santa Cruz


Alegria da Zona Sul


Unidos de Bangu


Bem, Aí estão as treze obras da série A para o carnaval de 2018, boa sorte para as agremiações. Semana que vem tem mais, tem as escolas do grupo especial.


Enquanto isso o samba campeão de 2017.


SOBE O SOM ANTERIOR:

ERASMO CARLOS

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

TROCANDO EM ARTES: AVENIDA BRASIL


Trocando em artes fala hoje de um fenômeno recente. A última grande novela feita no Brasil.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Avenida Brasil



Avenida Brasil é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 21 horas de 26 de março a 19 de outubro de 2012, em 179 capítulos, substituindo Fina Estampa e sendo substituída por Salve Jorge. Foi a 3ª "novela das nove" exibida pela emissora. Escrita por João Emanuel Carneiro, teve a colaboração de Antonio Prata, Luciana Pessanha, Alessandro Marson, Márcia Prates e Thereza Falcão, tendo direção de Gustavo Fernandez, Thiago Teitelroit, Paulo Silvestrini, André Câmara e Joana Jabace, com direção geral de José Luiz Villamarim e Amora Mautner e direção de núcleo de Ricardo Waddington.

Contou com as participações de Débora Falabella, Adriana Esteves, Murilo Benício, Cauã Reymond, Alexandre Borges, Débora Bloch, Camila Morgado e Carolina Ferraz.

Em apenas seis meses, a novela teve seus direitos de exibição licenciados em 106 países e, posteriormente, em mais 24 nações, somando 130 países. A novela já foi licenciada por 150 países, e dublada em 19 línguas, como espanhol, árabe, grego, russo e francês. Se tornou a novela brasileira mais vendida para o exterior. Avenida Brasil se tornou um fenômeno em todo o mundo e foi líder de audiência em vários países, como Argentina, Uruguai, Venezuela, Paraguai, Portugal, Chile, Marrocos, e em seu país de origem Brasil, ficando diariamente nos trending topics desses países.

O sucesso de Avenida Brasil foi tanto que a novela apareceu na revista Forbes dos Estados Unidos como um verdadeiro fenômeno da televisão mundial e como a novela mais rentável da história. No geral, Avenida Brasil é a terceira novela mais exitosa de todos os tempos, depois da novela colombiana Yo soy Betty, la fea (1999) e a venezuelana Kassandra (1992), que foram vendidas para mais de 180 países e dubladas em mais de 25 idiomas.


Enredo



A novela se inicia em 1999. Genésio (Tony Ramos) é um viúvo solitário que acaba de se casar com Carminha (Adriana Esteves), uma mulher aparentemente simples e sem maldade, mas que esconde ser um demônio de ambição que só pensa em se aproveitar de Genésio e planeja um golpe. O plano estaria nos conformes, se não fosse Rita (Mel Maia), a filha de Genésio que, esperta, descobre todo o plano de Carminha e a desmascara para seu pai. Mas, é tarde demais, e o pior acontece, Genésio morre atropelado em plena Avenida Brasil pelo craque do futebol Jorge Tufão (Murilo Benício), que acabou de vencer o campeonato carioca. Este, cheio de culpa pela morte de Genésio decide se aproximar da recém-viúva Carminha para confortá-la, e ela, mesmo entendendo tudo, vê a oportunidade perfeita para se casar com Tufão e enfim se tornar rica. Além disso, depois de ficar com todo o dinheiro de Genésio, Carminha - com a ajuda de seu amante e cúmplice Maxwell (Marcello Novaes) - leva Rita para um lixão, onde ela cresce alimentando um desejo insaciável de vingança.

No lixão, Rita sofre nas mãos de Nilo (José de Abreu), um homem ambicioso e cruel que se aproveita dos menores para conseguir dinheiro com o lixo coletado. Mas, ela se aproxima de Lucinda (Vera Holtz), uma mulher humilde e carinhosa que acolhe as crianças do lixão como seus próprios filhos. É lá que ela conhece Batata (Bernardo Simões), um garoto que foi abandonado ainda bebê no lixão, e os dois acabam se tornando muito amigos, vivendo um lindo relacionamento infantil, inocente, porém muito significativo para os dois. O destino, porém, os separa quando Rita é adotada por um rico casal argentino, e ela, depois de mudar seu nome para Nina, cresce querendo cada vez mais se vingar da mulher que destruiu sua vida.

Carminha consegue se casar com Tufão, depois de separá-lo de Monalisa (Heloísa Périssé), dona de um salão de beleza com quem até então Tufão estava comprometido. Carminha passa a morar numa luxuosa mansão no fictício bairro suburbano do Divino, na zona norte do Rio de Janeiro. Pouco tempo depois que Rita sai do lixão, Carminha adota Batata, que na verdade é o filho biológico dela com Max, e que ela abandonou no lixão quando ele acabou de nascer já que não tinha condições de criá-lo. O garoto é muito bem recebido na casa de Tufão, e inclusive passa a ser chamado de Jorginho. Ele, porém, jamais se esqueceu de Rita, assim como esta jamais se esqueceu de Jorginho.


Produção



Eliane Giardini chegou a ser chamada para viver a vilã Carminha. Aliás, Fabíula Nascimento, que interpreta Olenka na trama, seria a Carminha jovem. A atriz foi cotada para o papel por se parecer com Eliane. A direção da novela, no entanto, resolveu chamar uma única atriz para viver a vilã da história, nas duas fases. Nesta fase, a emissora trabalhou com dois nomes: Alessandra Negrini e Adriana Esteves. Como já havia interpretado uma vilã das nove, a primeira foi descartada pela direção, restando Adriana.

Marjorie Estiano foi convidada pessoalmente pela diretora Amora Mautner para dar vida a periguete Suélen, porém, por ter terminado as gravações da novela A Vida da Gente, e por já ter sido escalada para Lado a Lado antes do convite, recusou. Isis Valverde foi a escalada para o papel, sendo muito elogiada pela crítica. Por este personagem, Isis ganhou diversos prêmios de "Melhor Atriz Coadjuvante".

Fernanda Montenegro e Regina Duarte foram convidadas para o papel de Lucinda, mas ambas recusaram o convite. O papel acabou sendo assumido por Vera Holtz.

Mariana Ximenes daria vida a Débora, mas o autor optou para um rosto mais jovem, com um tom mais "adolescente", já que a mesma faria par romântico com o personagem de Cauã Reymond. Milena Toscano e Nathália Dill entraram em questão, sendo Natália a escolhida. A novela teve um grande números de atores cotados, mas que acabaram recusando ou sendo colocados fora de questão, por estarem engajados em outros projetos ou já terem sido escalados para outros papéis, em outras telenovelas. Juliana Paes foi convidada para viver o papel cômico de Noêmia, a bióloga hippie, uma das mulheres de Cadinho, mas recusou, e o papel foi assumido por Camila Morgado.


Elenco



Ator/Atriz Personagem
Débora Falabella Nina García Hernández / Rita Fonseca de Souza 
Adriana Esteves Carmem Lúcia Moreira de Araújo (Carminha)
Murilo Benício Jorge Araújo (Tufão)
Cauã Reymond Jorge Araújo Filho (Jorginho) / Cristiano Moreira / Batata
Marcello Novaes Maxwell Pereira Oliveira (Max)
Vera Holtz Lucinda Pereira Oliveira 
José de Abreu Nilo Oliveira 
Heloisa Périssé Monalisa Barbosa
Eliane Giardini Muricy Araújo 
Marcos Caruso Leleco Araújo 
Juca de Oliveira Santiago Moreira 
Alexandre Borges Cadinho (Carlos Eduardo de Souza Queirós)
Débora Bloch Vêronica Magalhães Queirós 
Camila Morgado Noêmia Buarque Queirós 
Carolina Ferraz Alexia Bragança Queirós
Nathalia Dill Débora Magalhães Queirós
Ísis Valverde Suellen
Betty Faria Pilar Albuquerque 
Aílton Graça Paulo Silas
Fabíula Nascimento Olenka Cabral
Otávio Augusto Diógenes
Paula Burlamaqui Dolores Neiva (Soninha Catatau)
Thiago Martins Leandro
Débora Nascimento Tessália das Graças Mendonça 
Juliano Cazarré Adauto ]
Bruno Gissoni Iran Barbosa
Letícia Isnard Ivana Araújo Oliveira 
Bianca Comparato Betânia de Almeida
João Henrique Gago Valdo 
José Loreto Darkson Silas 
Emiliano D'Ávila Lúcio
Daniel Rocha Roniquito "Roni" 
Ana Karolina Lannes Ágatha Moreira Araújo
Ronny Kriwat Tomás Buarque
Luana Martau Maria da Purificação (Beverly Hills)
Carol Abras Begonia García Hernández
Bruna Griphao Paloma Bragança
Cláudia Missura Janaína
Cacau Protásio Zezé 
Felipe Abib Jimmy Bastos
André Luiz Miranda Valentim

Repercussão



A novela notavelmente foi um sucesso de crítica e de público; durante a trama, vários personagens se sobressaíram. Foram os casos da periguete Suélen (Ísis Valverde); das empregadas Zezé (Cacau Protásio) e Janaína (Cláudia Missura); do divertido Adauto (Juliano Cazarré); do casal Leleco e Muricy, formado pelos veteranos Marcos Caruso e Eliane Giardini; do dançarino Darkson (José Loreto); da cabeleireira Beverly (Luana Martau); do pai do lixão Nilo (José de Abreu); além da própria vilã da novela, Carminha (Adriana Esteves).

A novela virou assunto preferido nas redes sociais na internet, principalmente, quando da reviravolta na trama, na qual Nina/Rita começou a humilhar Carminha na mansão da família de Tufão (seu marido), na cena em que Carminha enterra viva Nina/Rita ou naquela em que a família de Tufão desmascara Carminha após saber de sua traição com Max (Marcelo Novaes).

Dentre os profissionais da própria Rede Globo, vários se manifestaram por meio das redes sociais sobre a novela, como o editor e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, se disse "viciado" na trama de João Emanuel, além do apresentador Luciano Huck, que foi outro que se disse "grande fã da novela", chegando, inclusive, a visitar os estúdios de gravação da trama.

Outro destaque da telenovela, também ficou por conta da atriz inciante Mel Maia, que viveu Rita/Nina na infância, a atriz-mirim contou que Adriana Esteves a ajudou durante as cenas, afirmando que "tinha medo de contracenar com ela. Era uma bruxa má" em referência a personagem da atriz, Carminha, que foi sua madrasta que a maltratava.

Segundo a imprensa, o último capítulo de Avenida Brasil, "parou" o país. Ainda segundo a mesma imprensa, o desfecho da trama fez com que ruas de grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Manaus e Belém ficassem desertas.

Tanto o Jornal Nacional, como o Globo Repórter, em seus roteiros, tiveram pautas exclusivas sobre a novela. Pela mesma imprensa, foi noticiada a possibilidade de haver um apagão em grande parte do país, em vista da audiência do capítulo final. Segundo os jornais, haveria risco da ocorrência de um fenômeno conhecido como "rampa de carga", que ocorreria logo após a exibição da novela, pela sobrecarga de energia dos aparelhos doméstico utilizados, pelo hábito, após a exibição, uma vez que as pessoas retomam suas atividades rotineiras: abrem a geladeira, vão tomar banho, acendem a luz, ..., a sobrecarga deixaria o país no escuro, fato que não ocorreu. Outra questão, que também foi notícia internacional, foi o fato da presidente Dilma Rousseff mudar sua agenda de compromissos, reagendando um evento por conta do último capítulo de Avenida Brasil.

Segundo a crítica televisiva, as personagens Carminha e Flora (esta última de A Favorita, do mesmo autor de "Avenida Brasil") seriam as maiores vilãs da história da teledramaturgia brasileira, ganhando da personagem "Odete Roitman" da novela Vale Tudo, interpretada pela atriz Beatriz Segall, alegando que o jeito "povão" de Carminha a fez se "familiarizar" com o público.

De acordo com a revista estadunidense Forbes, a novela foi a mais bem sucedida de toda a história e teria faturado cerca de R$ 2 bilhões, sendo o maior faturamento já alcançado por uma produção televisiva da América Latina. Ainda segundo a publicação norte-americana, a telenovela foi um grande sucesso pelo fato de a Rede Globo ter apresentado a "Classe C" como protagonista da trama, tendo assim conquistado 46 milhões de telespectadores brasileiros.

Avenida Brasil também foi sucesso em Portugal. A trama repetiu o sucesso no Brasil e foi uma verdadeira febre em terras europeias. Não faltaram elogios para a trama, tanto por parte do público quanto da crítica. O mesmo caso aconteceu na Argentina.

José Marmeleira, do jornal português “Público”, afirmou que a novela de João Emanuel Carneiro é a melhor série de ficção exibida naquele ano pela televisão do país.


Trocando em artes versão novelas encerra seu ano de 2017 desejando a todos Feliz Natal e um próspero ano novo.


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

CATS 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

NO REINO ENCANTADO: CAPÍTULO IV - O REINO


Bia viu um lugar colorido, muito colorido. Era uma cidade como a que ela morava, como qualquer outra, mas o que sobressaía eram as cores. O cavalo azul, as casas roxas, o Sol com amarelo tão forte como nunca tivera visto além das nuvens branquinhas de algodão doce. As pessoas pareciam felizes, animadas, andando de um lado para outro como com pressa, mas também como se saboreando e aproveitando a vida.

Bia desceu da charrete e disse “Oi cavalo azul”, o mesmo  respondeu “Oi moça branca” e ela tomou um susto perguntando “Você fala?”. O bicho respondeu o mesmo que o para quedas “Se você fala por quê eu não posso?”

Nisso um menino se aproximou, desconfiado perguntou o que ela queria e Bia se assustou com a fisionomia dele. Era seu irmão Gabriel. Ela disse “Gabriel” e o menino perguntou como ela sabia seu nome. O cavalo comentou que ela devia ser uma bruxa como a bruxa da floresta.

Foi o bicho pronunciar o nome “bruxa da floresta” para os dois fazerem sinal da cruz. Bia, indignada, disse que era bruxa nenhuma e o menino pediu que ela provasse que não era. Deu uma vassoura pra ela e mandou que voasse, se voasse era bruxa.

Bia montou em cima da vassoura e falou “Viu? Ela não voa. Não sou bruxa”. No mesmo instante a vassoura deu partida e foi ao céu com Bia sobre ele. A menina, desesperada, pedia que ela descesse e que não aguentava mais voar. A vassoura voou por cima de todos, passando rente a cabeça de pessoas, entre árvores, até em janelas de prédios onde em um a menina tampou os olhos por ter gente se trocando.

Irritada, ela ordenou a vassoura que queria descer até que a mesma foi direto ao feno. De novo a menina parava no feno.

Depois de uns segundos Bia surgiu tirando feno da boca e comentando “Preciso melhorar minha aterrissagem”. Naquele momento o menino tirou uma garrucha da charrete e gritou “Bruxa!!”. Ela ainda argumentou que não era quando o garoto atirou. Era espingarda de pimenta.

Bia coçou os olhos dizendo que aquilo ardia quando o menino continuou atirando e lhe chamando de bruxa. Bia pulou da charrete e saiu correndo gritando “Para Gabriel” enquanto o menino corria atrás atirando e mandando que a “bruxa” esquecesse seu nome.

Bia correu bastante até que conseguiu se afastar do menino. Cansada, encostou-se em um poste arfando quando ouviu uma voz dizendo “Hei, você!! Não encoste em mim!!”.

Ela olhou pra cima e viu que era o poste falando. A menina riu e disse “não morri, to louca, isso sim”. O poste perguntou se ela queria atravessar a rua, mas os carros passavam a toda velocidade e era impossível atravessar. Bia ainda argumentou isso, mas o poste respondeu “te ajudo” empurrando a menina para a rua.  

Bia deu um grito e se encolheu temendo o atropelamento quando percebeu que tudo ficara em silêncio. Com medo levantou a cabeça para olhar e percebeu que todos os carros tinham parado quase que imediatamente para que ela atravessasse.

Sem jeito a menina agradeceu, atravessou e andou pela cidade.

Andou muito tentando encontrar explicação para o que ocorria, alguém que lhe desse uma luz até que anoiteceu e ficou cansada. A noite naquele reino também era linda. O céu escuro contrastava com as estrelas branquinhas e uma Lua cheia que quando surgiu desejou bom descanso ao Sol e deu boa noite para os habitantes do reino com os mesmos respondendo.

Bia sentou-se em um banco e pensava em tudo que ocorria quando viu uma figura conhecida. O homenzinho de verde.

Antes que ela pudesse perguntar o que ocorria o homenzinho perguntou. “O que é o que é por quê o boi sobe o morro?”. Bia pensou e disse não saber a resposta. O homem dando pulinhos de alegria respondeu “Porque não pode passar por baixo”.

Antes que a menina pudesse ter alguma reação o homenzinho tirou a cartola, botou uma touca, pegou um esfregão e comentou “Com licença, vou tomar banho”. Ao lado do banco tinha uma fonte e ela perguntou se seria ali. O homem nem respondeu pulando na fonte.

Pulou, mergulhou e sumiu. Bia esperou que ele voltasse e vendo a demora comentou “Você é bom em ficar debaixo da água, eu só consigo ficar um minuto”. Percebendo que ele não voltava foi até a fonte e percebeu que ele desaparecera.

Curiosa, resolveu entrar na fonte. Botou um pé, depois outro, falou consigo mesmo “Coragem Ana Beatriz” e mergulhou. Não sumiu, apenas conseguiu ficar toda molhada e quase se afogar.

Saiu da fonte irritada e dizendo “Além de não saber onde estou, não ter onde dormir ainda vou ficar molhada”. Nisso um forte vento surgiu e a menina teve que segurar no banco para não ser levada. Com o fim do vento que veio e foi embora do nada a menina comentou “Pelo menos estou seca”.

Bia se deitou, pegou um pedaço de jornal que tinha no chão e se cobriu. Sentiu medo por estar em um lugar estranho, sozinha e saudades de sua família. Lembrou de sua mãezinha, seu irmão e de seu pai que contava histórias e cantava com o violão antes de dormir.

Seu pensamento foi longe e a levou até sua cama na vila onde deitadinha ouvia seu pai cantar “Valsa para uma menininha” de Vinicius de Moraes e Toquinho. Música que tinha os versos “Menininha do meu coração / eu só quero você a três palmos do chão”. No fim ele dizia “Boa noite bibica cara de penica, te amo mais que pizza de camarão”. A menina respondia que amava o pai mais que pizza de calabresa e assim se despediam.

Bia deixou uma lágrima cair pela face lembrando da família quando ouviu uma voz comentando “Ih, ela ta triste”, uma outra voz respondeu perguntando “Por quê ela ta triste? Menina tão bonitinha!!?” até que uma terceira voz disse a ela “Fica triste não menina de cachinhos”.

Bia abriu os olhos e não viu quem falava, perguntou quem era e ouviu uma voz dizer “Aqui em cima!!”.

A menina olhou pra cima e ouviu um coro de “oooooiiii”. Eram as estrelas.

Bia não se assustou, sorriu e perguntou como elas falavam. Todas as estrelas de uma só vez responderam “Você fala, por quê não podemos falar?”.

A pequenina deu uma gargalhada enquanto as estrelas não paravam de falar com ela, uma falando por cima da outra perguntando porque ela estava triste, que ela era muito bonita para ser triste e que parecia uma princesa.

Uma das estrelas sugeriu que ela fosse até o céu dançar com eles. A menina respondeu que não sabia voar e não saberia chegar até o céu. Uma estrela maior disse “Use a sua imaginação. Não existe nada mais forte que a imaginação. O que ela quer que a gente faça a gente faz”.

Bia fechou os olhos e disse “Eu quero voar”. Nisso um grupo de estrelas desceu do céu e ficou em volta de Bia. A menina sorrindo perguntou o que estavam fazendo até perceber que estava indo para o céu com elas em volta. A menina se juntou a todas as outras estrelas que dançavam a sua volta pedindo para que não ficasse triste.

Bia voava, mergulhava entre as estrelas, nadava, estava feliz e as estrela cantavam que o maior poder que existia era o da imaginação. Ficaram um bom tempo nessa situação até perceberam que ela bocejava.

Bia adormeceu no céu e a estrelas levaram a menina de volta até o banco onde dormiu o sono dos anjinhos.

Acordou com o andar das pessoas que caminhavam sem parar, os carros de cores berrantes e o Sol dando bom dia ao reino. Quando despertou notou que em vez do jornal uma coberta estava sobre seu corpo. Curiosa perguntou quem tinha lhe colocado até que um menino respondeu “Eu”.

Ela olhou para o menino e ele era diferente de todas as pessoas que tinham ali. Ele era verde, tão verde quanto a roupa do homenzinho estranho e também vestia roupas pobres. Era mirradinho, cara de triste, de abandonado. A menina agradeceu e disse que realmente sentira frio. O menino estranhou e perguntou “Você não vai ter nojo de mim?”.

Naquele momento quem estranhou foi Bia que perguntou porque ela teria nojo. O menino respondeu “porque sou verde”.

A menina riu e comentou que já tinha visto tantas coisas e cores estranhas ali que estranhava mais nada. O menino se aproximou dela e disse “É verdade, mas repare uma coisa, repare as pessoas”. Bia reparou e disse não ver nada demais, o menino respondeu “Aqui tem muitas cores, mas todas as pessoas são brancas. Só eu sou verde”.

Bia não notara isso, vai ver porque nunca percebera que pessoas podem ter cores diferentes. O menino continuou “As pessoas não gostam de mim por causa da minha cor, só eu sou verde. Por isso vivo na rua e fingem que não existo”.

Ela comentou que isso devia ser impressão dele quando um homem parecendo ser um guarda perguntou se o menino estava lhe importunando. Bia respondeu que não, mas quando olhou para o lado o menino sumira.

A menina revirou a cidade chamando “verdinho, verdinho” querendo saber onde o garoto estava até que sem olhar acabou se chocando com Gabriel.    

O menino viu Bia e gritou “bruxa” apontando a garrucha para ela. A garota já tentava se proteger de levar um tiro de pimenta quando ouviu uma voz dizendo “Não faça isso Gabriel”.

Quando ela olhou o autor do grito estampou um sorriso no rosto e gritou:

Papai!!!


CAPÍTULO ANTERIOR:

O QUE É, O QUE É

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

TRADUÇÃO EM MIÚDOS: NE ME QUITTE PAS


Seguindo uma tradição antiga dos programas de flashback das rádios FMs o "Trocando em miúdos" traz uma emocionante recordação para seu público, uma linda tradução.


A música é um clássico da música francesa. Ela se chama "Ne me quitte pas" do grande compositor, cantor, ator e diretor francês Jacques Brel e foi regravada por muitos grandes artistas entre eles Édith Piaf e Maysa.


Tradução



A música


Em breve voltaremos com mais uma bonita tradução.


Diga olá para o seu coração..

TRADUÇÃO EM MIÚDOS ANTERIOR:

I LOVED YOU

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

SOBE O SOM: ERASMO CARLOS


Erasmo Esteves (Rio de Janeiro, 5 de junho de 1941), mais conhecido como Erasmo Carlos, é um cantor, compositor, músico multi - instrumentista e escritor brasileiro, famoso por suas parcerias com o cantor Roberto Carlos.

Nasceu no bairro da Tijuca na Zona Norte do Rio de Janeiro, sua mãe saiu da Bahia grávida de um homem que não quis assumir a paternidade. Erasmo só veio a conhecer seu pai aos 23 anos de idade. Erasmo conhecia Sebastião Rodrigues Maia (que mais tarde seria conhecido como Tim Maia) desde a infância, entretanto a amizade só viria na adolescência por conta da febre do Rock and Roll. Em 1957 Tim Maia montou a banda The Sputniks, sendo os membros da banda Tim, Arlênio Lívio, Wellington Oliveira e Roberto Carlos.

Após uma briga entre Tim e Roberto, o grupo foi desfeito, Wellington desistiu da carreira musical, o único remanescente era Arlênio que no ano seguinte resolveu chamar Erasmo e outros amigos da Tijuca, Edson Trindade (que tocou violão no grupo Tijucanos do Ritmo, onde Tim Maia tocava bateria) e José Roberto, conhecido como "China" para formarem o grupo vocal "The Boys of Rock". Participou efetivamente junto com Roberto Carlos e com Wanderléa do programa Jovem Guarda onde tinha o apelido de Tremendão, imitando as roupas e o estilo de seu ídolo Elvis Presley.

Então vamos lá!!


Sobe o som Erasmo Carlos!!


Gatinha manhosa


Sentado à beira do caminho


Mais um na multidão- Com Marisa Monte


Mesmo que seja eu - Com Roberto Carlos


Qualquer jeito


Sementes do amanhã


Vem quente que eu estou fervendo


Sou uma criança, não entendo nada


Mulher


Pega na mentira


Dá um close nela


Minha fama de mau - Com Luiz Melodia


Minha superstar


Filho único - Com Frejat


Bem. Aí está a obra e um dos grandes cantores e compositores de nossa história. Semana que vem tem mais, tem os sambas enredo da série A do carnaval do Rio de Janeiro.


Enquanto isso vejam só que festa de arromba.


SOBE O SOM ANTERIOR:

THRILLER 35 ANOS

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

CINEBLOG: MOULIN ROUGE


Cineblog fala hoje de um filme que encantou multidões no começo desse século seja por sua história, músicas ou interpretações.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Moulin Rouge


 Moulin Rouge! (br: Moulin Rouge: Amor em Vermelho / pt: Moulin Rouge!) é um filme australiano-estadunidense de 2001, do gênero romance musical, dirigido por Baz Luhrmann.

O enredo do filme é essencialmente inspirado em três óperas/operetas: La bohème de Giacomo Puccini, La traviata de Giuseppe Verdi, e Orphée aux enfers de Jacques Offenbach (esta inspirada no mito grego antigo de Orfeu e Eurídice).


Sinopse


A história se passa em 1899 e gira em torno de um jovem poeta, Christian, que desafia a autoridade do pai ao se mudar para Montmartre, em Paris, considerado um lugar amoral, boêmio e onde todos são viciados em absinto. Lá, ele é acolhido por Toulouse-Lautrec e seus amigos, cujas vidas são centradas em Moulin Rouge, um salão de dança, um clube noturno e um bordel (mas cheio de glamour) de sexo, drogas, eletricidade e - o que é ainda mais chocante - de cancan. É então que Christian se apaixona pela mais bela cortesã do Moulin Rouge, Satine.


Elenco


Nicole Kidman .... Satine
Ewan McGregor .... Christian
John Leguizamo .... Henri de Toulouse-Lautrec
Jim Broadbent .... Harold Zidler
Richard Roxburgh .... Duque de Monroth
Jacek Koman .... Argentino Narcoléptico
Kylie Minogue.... A Fada Verde
Caroline O'Connor.... Nini


Recepção da crítica


Moulin Rouge! tem recepção favorável por parte da crítica especializada. Com tomatometer de 76% em base de 192 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: “Uma experiência que faz você amar-la ou odiá-la, Moulin Rouge é todo o estilo, tudo tonto por cima do espetáculo. Mas também é ousado em sua visão e extremamente original”. Tem 90% de aprovação por parte da audiência, usada para calcular a recepção do público a partir de votos dos usuários do site.


Principais prêmios e indicações


OSCAR 2002

Melhor Filme Indicado
Melhor Atriz Nicole Kidman Indicado
Melhor Som Andy Nelson, Anna Behlmer, Roger Savate & Guntis Sics Indicado
Melhor Direção de Arte Catherine Martin & Brigitte Broch Venceu
Melhor Fotografia Donald McAlpine Indicado
Melhor Maquiagem Maurizio Silvi & Aldo Signoretti Indicado
Melhor Figurino Catherine Martin & Angus Strathie Venceu
Melhor Edição Jill Bilcock Indicado

BAFTA 2002 (Reino Unido)

Venceu nas categorias de melhor som e melhor ator coadjuvante (Jim Broadbent).
Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor figurino, melhores efeitos visuais, melhor edição, melhor filme, melhor maquiagem, melhor desenho de produção, melhor roteiro original e melhor diretor.

Festival de Cannes 2001 (França)

Indicado à Palma de Ouro.

Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro 2002 (Brasil)

Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Prêmio César 2002 (França)

Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Globo de Ouro 2002 (EUA)

Venceu nas categorias de melhor filme - musical / comédia
Melhor trilha sonora original - cinema
Melhor atriz em cinema - comédia/musical (Nicole Kidman).
Indicado nas categorias de melhor diretor - cinema (Baz Luhrmann)
Melhor canção original - cinema (Come What May)
Melhor ator em cinema - comédia/musical (Ewan McGregor).


Curiosidades


As filmagens de Moulin Rouge! tiveram que ser interrompidas por duas semanas, devido a uma fratura de costela sofrida pela atriz Nicole Kidman, após rodar uma cena de dança do filme.

Após a recuperação de Kidman, ela ainda sofreu outro problema físico durante as filmagens: ao realizar uma cena de dança, escorregou e caiu de joelhos, rompendo o menisco, o que a obrigou a tomar analgésicos até o término das filmagens de Moulin Rouge!.

Foram necessários quase dois anos para o término das filmagens de Moulin Rouge!.

Moulin Rouge foi o primeiro musical em 23 anos a ser indicado para o Oscar de melhor filme. A última indicação nesta categoria que o gênero recebera foi em 1979, com O Show Deve Continuar.

Curiosamente, a canção The Show Must Go On (O show deve continuar) da banda inglesa Queen é utilizada no filme Moulin Rouge!.

O filme ocupa a 25ª colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

A canção Come What May está em 85º lugar no ranking da AFI's 100 Years… 100 Songs.

O personagem Toulouse-Lautrec (John Leguizamo) é na verdade um pintor; há muitas pinturas no Moulin Rouge pintadas por ele.

Há outro filme com mesmo nome, Moulin Rouge, de 1952, dirigido por John Huston.

O clipe da canção Mr. Brightside, da banda The Killers, foi inspirado em Moulin Rouge.


Trilha sonora


1. Nature Boy - David Bowie
2. Lady Marmalade - Lil Kim / Christina Aguilera / Pink / Mya
3. Because We Can - Fatboy Slim
4. Sparkling Diamonds - Nicole Kidman / Jim Broadbent / Caroline O'Connor/ Natalie Mendonza / Lara Mulcahy
5. Rhythm of the Night - Valeria
6. Your Song - Ewan McGregor / Alessandro Safina
7. Children of the Revolution - Gavin Friday / Bono / Maurice Seezer
8. One Day I'll Fly Away - Nicole Kidman
9. Diamonds Dogs - Beck
10. Elephant Love Medley - Ewan McGregor / Nicole Kidman / Jamie Allen / Plácido Domingo
11. Come What May - Ewan McGregor / Nicole Kidman
12. El tango de Roxanne - Ewan Mcgregor / Jose Feliciano / Jacek Koman
13. Complainte de la butte - Rufus Wainwright
14. Hindi Sad Diamonds - John Leguizamo / Nicole Kidman / Alika Yagnik
15. Nature Boy - Massive Attack / David Bowie
16. Your Song (instrumental - da cena Rehearsal Montage)- Craig Armstrong
17. Sparkling Diamonds (versão original do filme) - Nicole Kidman / Jim Broadbent / Caroline O' Connor / Natalie Mendonza / Lara Mulcahy
18. One Day I`ll Fly Away (Tony Phillips Remix) - Nicole Kidman
19. The Pitch (Spectacular Spectacular) (versão original do filme) - Ewan Mcgregor / John Leguizamo / Nicole Kidman / Jim Broadbent / Richard Roxburgh / Jacek Koman / Garry Macdonald / Matthew Whittet
20. Come What May (versão original do filme) - Ewan Mcgregor / Nicole Kidman
21. Like a Virgin (versão original do filme) - Madonna / Jim Broadbent / Richard Roxburgh / Anthony Weigh
22. Meet Me in the Red Room (versão original do filme) - Amiel
23. Your Song (instrumental - da cena Depois da Tempestade) - vários
24. The Show Must Go On (versão original do filme)- Nicole Kidman / Jim Broadbent / Anthony Weigh
25. Ascension / Nature Boy (da cena da Morte e Ascensão) - Ewan Mcgregor
26. Bolero (versão original do filme) - Simon Standage
27. Pride (In The Name Of Love) - U2
28. Material Girl - Madonna
29. Don't Leave Me This Way - Thelma Houston
29. I Was Made for Lovin' You (Trecho da canção) - Paul Stanley/ Vincent Poncia/ Desmond Child.


Cineblog fecha seu ano com o clássico de Nelson Rodrigues "OS sete gatinhos".


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AS SETE VAMPIRAS

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

NO REINO ENCANTADO: CAPÍTULO III - O QUE É, O QUE É


Gabriel procurou a irmã por tudo que era canto e nada. Aos poucos chegavam outros ciclistas vasculhando a mata em volta. Nada de rastro. A noite quase todo o bairro procurava. Rebeca só chorava enquanto Anderson, desesperado, gritava por Bia.

Nada foi encontrado. Um pedaço da bicicleta, um tênis da menina. Nada. A família voltou pra casa desolada. Rebeca tomara remédio para descansar e os policiais conversavam com Anderson, que sentado no sofá, parecia com a cabeça longe abraçado a Gabriel. A noite seria longa para a família.

Mas e Bia? Onde a menina estava?

Ninguém sabia. Nem mesmo ela.

Bia estava deitada em um gramado com a bicicleta ao lado. Ao poucos foi abrindo os olhos e tentando lembrar o que ocorrera. Olhou o céu e viu um Sol lindo no céu azul e nuvens que pareciam algodão doce. Levantou e se tocou ficando feliz que não tinha nenhum arranhão. Apenas lembrou “pelo tombo no barranco era pra estar bem pior”.

Aí que ela se tocou, olhou para cima e se assustou perguntando “cadê o barranco?”. Não tinha barranco nenhum ali, na verdade tinha nada ali, apenas o gramado.

Bia “espichou” os olhos e não conseguia ver nada no horizonte, apenas o gramado sem fim. Assustada se perguntou “será que eu morri?”. Se beliscou e deu um grito respondendo a própria
pergunta “não morri e isso dói”.

Olhou a bicicleta completamente destruída e se preocupou “Como vou voltar pra casa agora? Aliás, pra que lado é minha casa?”. Pegou a bicicleta olhando para a mesma tentando achar uma solução quando uma pessoa passou correndo por ela.

Bia se assustou e gritou “Hei você!!”.  A pessoa ouviu e se virou. Era um homem da altura de Bia, chapéu estilo cartola verde, casaco verde, bermuda branco e cabelos ruivos. Uma figura estranhíssima. Ele não mostrava muita atenção com Bia e só repetia para si a frase “O que é O que é?”.

Bia se aproximou perguntando quem era ele e onde ela estava. O homem não lhe dava atenção repetindo “O que é o que é? O que é o que é?”. Bia se irritou e perguntou gritando “O que é o que é o que?”.

O baixinho animado respondeu perguntando “O que é o que é? Tem no meio do coração?”. Bia se assustou e perguntou se aquilo era uma charada. O homem, ainda mais animado, começou a dar pulinhos no gramado respondendo que sim. Bia pensou, pensou e respondeu que não sabia. O homem muito feliz respondeu “a letra A”.

A menina pensou o quão idiota era aquilo e perguntou se ele poderia ajudá-la. O homem olhou pra ela sério e perguntou “Mantém o mesmo tamanho não importa o peso”. Ela nada entendeu e ele repetiu “O que é o que é mantém o mesmo tamanho não importa o peso?”.

Bia coçou a cabeça, pensou e disse que não sabia. O homem deu novos pulinhos de felicidade e respondeu “a balança”. Bia, muito irritada gritou “Chega, não quero mais brincar disso!!”. Quando o homem perguntou se ela tinha fome.

Bia perguntou se era uma nova charada e ele respondeu que não, perguntava se realmente ela tinha fome. A menina respondeu que sim e o homenzinho de verde olhou pro céu e fez sinal com a mão como se chamasse as nuvens.

No momento que Bia perguntou o que ele estava fazendo uma das nuvens desceu do céu e foi até a mão do homem. A menina, assustada, perguntou como ele fizera aquilo e o homem perguntou “Gosta de algodão doce?”.

Bia respondeu que sim. O homem arrancou um pedaço da nuvem, pôs na boca e disse “Come também, ta uma delícia”. Bia, com todo cuidado, pegou na nuvem, com o homem incentivando e arrancou um pedaço. Ficou olhando para a nuvem com medo de comer enquanto ele dizia “Vai, não tenha medo, coma!!”.

A menina botou o pedaço na boca, mastigou lentamente e sorriu dizendo “é algodão doce!!. O homem pulando feliz respondeu que era e a menina completou “Eu sempre disse pro papai que nuvens eram de algodão doce!!”.

Os dois sentaram no gramado e se esbaldaram no algodão doce comendo toda a nuvem. No fim já estavam empanturrados. Bia dizia que não aguentava comer mais nada quando o homem perguntou “O que é o que é que cai de pé e corre deitado?”. Bia respondeu que não sabia e o homem levantou feliz dizendo “chuva”.

O homem completou dizendo que era um prazer conhecer tão esperta menina. Tirou um relógio do bolso e disse “Faltam cinco minutos para daqui a pouco. Preciso ir”.  

Enquanto ele se afastava Bia perguntou para onde ele iria e como ela sairia de lá. O homem sem olhar pra trás e andando dando pulinhos respondeu “pegue o trem”. Bia gritou “Que trem? Aqui só tem grama!!”.

Foi quando ouviu um apito próximo e com o susto se jogou no chão pulando para o lado. Quando olhou para cima viu um trem enorme ao seu lado. O maquinista olhou para ela e perguntou para onde iria. Bia respondeu “Não sei” e o maquinista disse “Entre!! É para lá que vou!!”.

Bia entrou no primeiro vagão atrás do maquinista e o mesmo gritou para ela “Se segure que esse bicho voa!! O trem que tinha rosto respondeu “Voo mesmo!!” e Bia sem entender nada, olhando pela janela teve que se segurar quando o trem voou literalmente.

Ela estava sozinha no vagão e depois que se recompôs voltou a olhar pela janela. Ficou maravilhada com aquele trem voando. O gramado verdinho lá embaixo. As nuvens tão próximas que seria capaz de tocar. Os raios de sol tocando seu rosto e o iluminando. Bia fechava os olhinhos, abria um sorriso com dentinhos faltando e deixava que os raios lhe tocassem.

Depois de um tempo foi até a cabine do maquinista e ao seu lado encontrou o homenzinho de verde. Espantada perguntou como ele parara ali dentro e o homem perguntou “O que é o que é? Por quê os loucos nunca estão em casa?”. Bia respondeu que não sabia e ele respondeu “Porque sempre estão fora de si”.

O maquinista ria e Bia comentou “você é louco.”. O homenzinho respondeu que não era, pois estava em casa. Ela respondeu que era loucura, ele estava na frente dela quando o homem pegou um telefone do bolso, entregou para a menina e mandou “ligue pra mim”.

Bia, sem entender, pôs o telefone no ouvido e respondeu que não sabia o seu número. O homem comentou que já estava ligando quando do outro lado da ligação atenderam ao telefone com uma voz idêntica a do homenzinho perguntando “O que é o que é?”.

Bia desligou o telefone e o homenzinho perguntou se ela já acreditava nele. A menina perguntou para o maquinista aonde iam e ele perguntou para onde ela queria ir. Novamente Bia respondeu “não sei” e o maquinista respondeu “Pra lá que nós vamos.”

Bia lembrou de seus pais, Gabriel, a preocupação que deviam estar e a situação da casa e disse “quero ir pra casa”. O maquinista perguntou para qual lado ficava sua casa e ela respondeu “Não sei”. O maquinista respondeu “Já estamos chegando lá”.

Depois de um tempo de viagem Bia ficou com sono e voltou ao vagão que entrara. Encontrou uma coberta, se cobriu e deitou comentando baixinho “Isso tudo é um sonho. Quando acordar estarei em casa”.

Dormiu logo depois.

Um tempo após o trem freou bruscamente. Bia caiu no chão e se recompôs dizendo “Ainda to no sonho”. Ao levantar viu o maquinista e o homenzinho de verde com para quedas nas costas. O maquinista disse pra ela “Obrigado por viajar conosco. Volte sempre”. Ele abriu a porta do trem e a menina percebeu que ainda estavam no ar e bem alto.

Bia perguntou como desceria e o maquinista respondeu “Use a imaginação”. Os dois pularam e a menina desesperada gritava por eles.

Ela estava sozinha no vagão sem saber como descer quando começou a falar sozinha “use a imaginação, use a imaginação”. Nisso apareceu um para quedas perto de um banco. A menina abriu um sorriso e quando foi botar nas costas o para quedas disse reclamando “Hei, me coloque com cuidado que machuca.”

Bia se assustou e perguntou “Você fala?” o para quedas respondeu “Você fala, por que eu não posso falar?” e ela desistiu de tentar entender.

Foi até a porta aberta do trem, viu que estava alto e teve medo. O para quedas reclamou “Vamos logo que não tenho o dia inteiro”. Ela tomou coragem e pulou.

Só que a descida não foi normal. O para quedas levava a menina pra cima e pra baixo, acelerado, rodopiando e gritava se divertindo. Ela pedia que ele parasse, pois iria vomitar e ele respondia “Para de frescura!! Isso ta divertido!!”.

Bia implorava para que ele parasse até que ele respondeu “Menina chata, por isso prefiro meninos”. Acelerou e levou a menina até um monte de feno que tinha em cima de uma charrete.

Bia se espatifou ali caindo dentro do feno. Depois de um tempo conseguiu sair de dentro dele tossindo e tirando feno da boca.

Reclamava com o para quedas que não falava mais nada e tomou um susto percebendo que o cavalo que estava preso a charrete era azul.

Olhou em volta e tomou um susto maior ainda com o local que estava.

Era um reino encantado.


CAPÍTULO ANTERIOR:

O MÁGICO

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

TROCANDO EM VERSOS: CÍRIO DE NAZARÉ (CONCORRENTE)


Semana que vem uma data muito importante para mim completa 20 anos. No dia 5 de dezembro completam-se 20 anos que disputei a minha primeira final de samba-enredo e ela foi no Boi da Ilha para o carnaval de 1998.

O enredo chamava-se "Círio de Nazaré" do carnavalesco Guilherme Alexande e foi apenas o segundo samba que compus na vida. O enredo tratava-se da famosa festa do Círio de Nazaré realizada no mês de outubro em Belém do Pará e tratava se toda sua religiosidade e principalmente a parte festiva. Compus junto com meus grandes e eternos parceiros Paulo Travassos, Cadinho e o saudoso e a quem sou eternamente agradecido Dãozinho que foi o primeiro cara a acreditar em mim e ganhar um samba meu.

Perdi aquele samba, mas depois vieram mais 62 finais e 33 vitórias. Aquela noite de 5 de dezembro de 1997 não representava o fim e sim o começo de tudo.

Com vocês o nosso concorrente



G.R.E.S. BOI DA ILHA DO GOVERNADOR
Carnaval 1998
Presidente: Eloy Eharaldt
Carnavalesco: Guilherme Alexandre
Enredo: Círio de Nazaré
Compositores: Aloisio Villar, Paulo Travassos, Cadinho e Dãozinho


Tristeza, por favor, vá embora
Porque já chegou a hora
Eu vou desfilar
Caminhando com a minha fé
Círio de Nazaré 
É a história que vamos contar
Em outubro no Pará
Por terra e mar
Em romaria vou rezar
Pedindo ao céu por caridade
Que ilumine o caminho da humanidade

Com a explosão da minha emoção
Na Berlinda
Vou seguindo a procissão, estou com muita fé
E amor no coração

Oh que legal tem arraial
Rodas gigantes e balões
A culinária não pode faltar
Tem muçuá, pato no tucupi
Tem açaí e biribá (biribá)
As girândulas vem abrilhantar
O Recírio de tristeza e devoção
A nossa escola é ginga pura nessa oração

Toda avenida eu vou desfilar
Sou Boi da Ilha nessa festa popular


TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

PENSAMENTOS  

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

SOBE O SOM: THRILLER 35 ANOS


Thriller é o sexto álbum de estúdio em carreira solo do artista estadunidense Michael Jackson, lançado em 30 de novembro de 1982, através da Epic Records.

Assim como o álbum anterior do cantor, Off the Wall (1979), que foi aclamado e bem sucedido comercialmente, Thriller foi inteiramente produzido por Quincy Jones e co-produzido por Jackson. As gravações do projeto ocorreram entre 14 de abril a 8 de novembro de 1982 nos estúdios Westlake Recording. O orçamento total da produção do disco foi de 750 mil dólares, financiados por Jones. Jackson compôs e co-produziu quatro das nove faixas do disco. Musicalmente, Thriller explora gêneros semelhantes aos usados em Off the Wall, incluindo o pop, o pop rock, o pós-disco e o funk, além de estilos suaves, como a música contemporânea e o R&B.

O álbum foi aclamado por fãs e pela mídia especializada, e é considerado por muitos "o maior e melhor álbum da história". Consequentemente, venceu um recorde de oito Grammy Awards em 1984, incluindo o de Album of the Year. Thriller foi bem sucedido comercialmente, liderando as tabelas do Canadá, dos Estados Unidos, do Reino Unido e de outras sete nações, enquanto listou-se entre as dez melhores posições em todas as tabelas em que entrou. Em um ano, tornou-se — e continua sendo — o álbum mais vendido de todos os tempos, com vendas em mais de 105 milhões de cópias ao redor do mundo. Adicionalmente, converteu-se no álbum mais vendido de todos os tempos nos Estados Unidos, vendendo mais de 33 milhões de cópias no país. Todos os sete singles do disco classificaram-se entre as dez melhores posições nos Estados Unidos.

Então vamos lá!!


Sobe o som Thriller 35 anos!!


Billie Jean


Beat It


The girl is mine - Com Paul McCartney


Human nature


Baby be mine


Wanna be startin`Somethin


P.Y.T


The lady in my life


Bem. Aí estão as faixas desse que é um dos grandes discos lançados na história e que me influenciaram e influenciam até hoje por ser gravado por um de seus maiores ídolos. Semana que vem tem mais, tem o Tremendão, Erasmo Carlos.


Enquanto isso aquele clipe...


SOBE O SOM ANTERIOR:

LEANDRO & LEONARDO

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

TROCANDO EM ARTES: CATS


Trocando em artes versão teatro volta hoje com um dos grandes musicais já produzidos pela Broadway.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Cats


Cats é um musical composto por Andrew Lloyd Webber que teve sua estréia em Londres em 1981, mas que se consagrou por dezoito anos em cartaz na Broadway. Para realizar esse espetáculo, Llyod Webber musicou uma série de poemas de T. S. Eliot sobre gatos, onde Memory foi a música de maior sucesso.

No musical, os gatos jellicle, palavra que só eles sabem o seu significado, se reúnem uma vez ao ano para que seu líder escolha um e apenas um deles para ir a um lugar melhor. Entre os personagens mais marcantes estão Munkustrap, o narrador da história, Grizabela, the glamour cat e "Old Deuteronomy", o líder dos gatos jellicle.

Dirigido por Trevor Nunn e coreografado por Gillian Lynne , Cats abriu pela primeira vez no West End em 1981 e, em seguida, com a mesma equipe criativa na Broadway em 1982 e ganhou inúmeros prêmios, incluindo Melhor Musical em ambos os Prêmios Olivier Award e Tony Awards . A produção de Londres ficou em cartaz por 21 anos e a produção da Broadway em cartaz por 18 anos, ambos estabelecendo novos recordes. As Atrizes Elaine Paige e Betty Buckley ficaram associadas ao musical. Uma atriz, Marlene Danielle, atuou na produção da Broadway durante toda a sua execução (de 1982 até 2000).

Em 1998, o musical foi gravado em DVD, no Adelphi Theater de Londres, contando com a participação de artistas tais como: Elaine Paige, John Mills, Ken Page, Rosemarie Ford, Michael Gruber, John Partridge, Aeva May, Geoffrey Garratt, James Barron, Jo Gibb, entre outros.

Cats é o quarto show de maior duração na história da Broadway e West End, e era o mais antigo espetáculo da Broadway entre 1997-2006, superado pelo O Fantasma da Ópera, também de Lloyd Webber. Foi realizado em todo o mundo muitas vezes e foi traduzido para mais de 20 idiomas.


Sinopse


Composta por Andrew Lloyd Webber, a produção de Cats é baseada nos poemas de T. S. Eliot de 1939, que o compositor recordou como tendo sido seu favorito na infância. As canções do musical compreendem versos dos poemas musicados pelo compositor, sendo a principal exceção a mais famosa canção do musical, "Memory", que teve as letras escritas por Trevor Nunn após um poema de Eliot intitulado "Rhapsody on a Windy Night ".

Além disso, uma breve canção intitulada "The Moments of Happiness" foi feita a partir de uma passagem de Eliot chamada Quatro Quartetos. Andrew Lloyd Webber começou a compor as músicas no final de 1977 e estreou as composições no Festival Sydmonton em 1980. Os ensaios para o musical começou no início de 1981, no New London Theatre. Devido à ideia de não escrever nenhum roteiro e só usar os poemas originais como texto, o musical não tinha enredo durante o processo de ensaio, fazendo com que muitos atores estarem confuso sobre o que eles estavam realmente fazendo.

Um musical incomum em termos de sua construção, a abertura incorpora uma fuga e há ocasiões em que a música acompanha versos falados. O show é completamente cantado através da música com praticamente nenhum diálogo falado entre as músicas. A dança também é um elemento chave no musical especialmente durante os 10 minutos de sequência de dança Jellicle Ball. O cenário, que consiste em uma jarda de sucata de grandes dimensões, permanece o mesmo durante todo o show, sem quaisquer mudanças de cena. O ecletismo de Lloyd Webber é muito forte aqui; gêneros musicais variam do clássico ao pop, musica hall, jazz, rock e música electro-acústica, bem como canções hinos, como "The Addressing of Cats".


Números musicais



Abertura
Prólogo: Jellicle Songs for Jellicle Cats
The Naming of Cats
The Old Gumbie Cat
The Rum Tum Tugger
Grizabella, the Glamour Cat
Bustopher Jones: The Cat About Town
Mungojerrie & Rumpleteazer
Old Deuteronomy
The Awful Battle of the Pekes and the Pollicles
The Jellicle Ball
Memory
The Moments of Happiness
Gus: The Theatre Cat
Growtiger's Land Stand
The Ballad of Billy Maccaw
Gus: The Theatre Cat (Reprise)
Skimbleshanks: The Railway Cat
Macavity: The Mystery Cat
Mr. Mistoffelees
Memory (Reprise)
Journey to the Heaviside Layer
The Ad-dressing of Cats


Produção em língua portuguesa


Em Portugal, o musical esteve em cena em 2004, regressando em 2006 e voltou em Outubro de 2014.

No Brasil estreou no dia 4 de março de 2010 no Teatro Abril em São Paulo,e, no Rio de Janeiro no dia 16 de outubro de 2010 no Vivo Rio, contando no elenco dentre os atores e cantores: Paula Lima (Grizabella), Saulo Vasconcelose (Fernando Palazza na temporada do Rio de Janeiro) (Old Deuteronomy), Sara Sarres (Jellylorum/Grindlebone), Séfora Araujo (Demeter) e Andréia Vitfer (Gumbie Cat). A adaptação das letras ficou por conta de Toquinho.


Prêmios e indicações



Original Produção de Londres

Ano          Prêmio Categoria Nomeação Resultado

1981 Laurence Olivier Award Melhor Novo Musical Venceu
Melhor Direção em Musical Gillian Lynne Venceu

Original Produção da Broadway

Ano Prêmio Categoria Nomeação Resultado

1983 Tony Award Melhor Musical Venceu
Melhor libreto de Musical T. S. Eliot Venceu
Melhor Trilha Sonora Original Andrew Lloyd Webber e T. S. Eliot. Venceu
Melhor Ator Coadjuvante em Musical Harry Groener como Munkustrap Indicado
Stephen Hanan como Bustopher Jones/ Asparagus/ Growltiger Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante em Musical Betty Buckley Venceu
Melhor Direção em Musical Trevor Nunn Venceu
Melhor Coreografia Gillian Lynne Indicado
Melhor Direção de Arte John Napier Indicado
Melhor Figurino em Musical Venceu
Melhor Iluminação em Musical David Hersey Venceu


Fatos


A música "Memory" já foi gravada por mais de 170 artistas! As versões mais conhecidas foram gravadas por Elaine Paige, Barbra Streisand e Barry Manilow.

Entre os mais de 30 prêmios que já lhe foram atribuídos, contam-se sete Tony Awards e um Grammy.
A música "Memory" garantiu a Susan Boyle a vitória na primeira semi-final do show britânico Britain's Got Talent.

O palco de "CATS" possui em torno de 12 entradas e saídas para o palco contando com pequenas rampas de ligação do palco com a platéia, por onde os atores caminhavam ao lado dos espectadores, e também tubos abaixo do palco.

"CATS" é um dos poucos musicais que necessitam de Pit Singers. Cantores de cabine que ajudam o coro da peça, já que sua coreografia e música são muito complicados.

O segundo teaser trailer de Rio 2 mostra a capivara Clara cantando Memory.


"Trocando em artes" versão teatro fecha seu ano com o brasileiríssimo "A ópera do malandro".


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

DONA BEIJA