sexta-feira, 13 de julho de 2018

SEXTA POÉTICA: SÓ QUER VRAU


Sexta poética traz hoje para ser recitada um grande hit da atualidade, versão de uma antiga música que faz sucesso hoje na ´serie "La casa de papel" a música também serve hoje como uma homenagem ao fim da copa na Rússia . A linda canção "Só quer vrau" gravada pelo Mc MM


Declamação


Música


Sexta poética volta mês que vem com mai um clássico da MPB.


Essa malandra, assanhadinha..

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FESTA NO APÊ

quinta-feira, 12 de julho de 2018

SOBE O SOM: ADELE & BRUNO MARS


Adele Laurie Blue Adkins MBE (Londres, 5 de maio de 1988), mais conhecida como Adele, é uma cantora, compositora e multi-instrumentista britânica.

Nasceu em Tottenham, Londres e foi criada no sul da cidade. Começou a cantar aos quatro anos de idade e iniciou sua carreira no cenário artístico em 2006, após se graduar na BRIT School for Performing Arts and Technology e assinar um contrato com a XL Recordings. Adele foi descoberta pela gravadora através de demos musicais postadas em seu perfil no MySpace. Foi a primeira artista a receber o prêmio Critics' Choice do Brit Awards e foi nomeada Artista Revelação, em 2008, pelos críticos da BBC. Adele é membra da Excelentíssima Ordem do Império Britânico desde 2013, ao ser condecorada pelo príncipe Charles recebendo o título de Miss Adele Adkins, MBE por suas contribuições para a indústria fonográfica britânica. Entre os principais prêmios vencidos durante sua carreira estão quinze Grammy Awards, nove Brit Awards, um Golden Globe Award e um Oscar.

Em janeiro de 2008 lançou seu disco de estreia 19, o qual rendeu quatro singles e recebeu dois prêmios Grammys. Adele alcançou o auge da carreira ao lançar seu segundo álbum 21, com o qual bateu vários recordes e dominou as paradas de sucesso dos Estados Unidos e Reino Unido.

Peter Gene Hernandez (Honolulu, 8 de outubro de 1985, mais conhecido pelo nome artístico Bruno Mars, é um cantor, compositor, produtor musical, dançarino e multi-instrumentista americano, nascido e criado no Hawaí. É amplamente considerado como o artista pop mais relevante da atualidade.

Vindo de uma família com uma grande tradição musical, Mars começou a cantar e a se apresentar como um artista amador durante a infância. Depois de se formar no Ensino Médio, decidiu mudar-se para Los Angeles, na Califórnia, com o objetivo de investir cada vez mais em sua carreira musical. Em Los Angeles, ele formou a equipe de produtores The Smeezingtons, ao lado de Philip Lawrence e Ari Levine, trabalhando para a Motown Records.

Depois do seu fracasso com a gravadora Motown Records, Mars assinou com a Atlantic Records em 2009. Durante os primeiros meses como artista da editora, ele co-escreveu os arranjos e fez participações. Em Outubro de 2010, lançou o seu álbum de estúdio de estreia, Doo-Wops & Hooligans. O álbum atingiu o seu pico na terceira colocação da tabela musical Billboard 200 nos EUA.,

Então vamos lá!!


Sobe o som Adele & Bruno Mars


Rolling in the deep (Adele)


When we were young (Adele)


Set fire to the rain (Adele)


Send my love (To your new lover) (Adele)


Someone like you (Adele)


One and only (Adele)


Make you feel my love  (Adele)


When I was your man (Bruno Mars)


Talking to the moon (Bruno Mars)


That`s what I like (Bruno Mars)


The lazy song (Bruno Mars)


Locked out of heaven (Bruno Mars)


Grenade (Bruno Mars)


Finesse (Bruno Mars)


Bem. Aí estão as obras desses dois grandes artistas da nova geração. Semana que vem tem dois grandes artistas de todas as gerações. Tem Ivan Lins & João Bosco.


Enquanto isso te dou um olá..


Porque gosto de você do jeito que você é..


SOBE O SOM ANTERIOR:

VALE TUDO 30 ANOS

quarta-feira, 11 de julho de 2018

TROCANDO EM ARTES: SELVA DE PEDRA


Trocando em artes fala hoje de uma novela histórica, um folhetim em sua mais completa essência que conseguiu a façanha de alcançar 100% de audiência.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Selva de Pedra
Selva de Pedra é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 10 de abril de 1972 a 23 de janeiro de 1973, substituindo O Homem Que Deve Morrer e sendo substituída por Cavalo de Aço. Foi a 11ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Janete Clair,com colaboração de Dias Gomes e dirigida por Daniel Filho, Reynaldo Boury e Walter Avancini, com supervisão de Daniel Filho, Selva de Pedra contou com 243 capítulos, exibidos em preto-e-branco.

Contou com Francisco Cuoco, Regina Duarte, Glória Pires, Carlos Eduardo Dolabella, Gilberto Martinho, Mário Lago, Ana Ariel, Edney Giovenazzi, Heloísa Helena, Dorinha Duval, Álvaro Aguiar, Arlete Salles, Carlos Vereza e Dina Sfat nos papéis principais.

Em janeiro de 2013 é lançada em DVD pela Globo Marcas


Produção e exibição




Janete Clair se inspirou no romance Uma Tragédia Americana, de Theodore Dreiser, que também serviu de referência anteriormente para a telenovela Seu Único Pecado, da RecordTV em 1969. Selva de Pedra foi a última de uma série de quatro novelas que a autora escreveu para o horário nobre da Rede Globo entre 1969 e 1973, ininterruptamente: Véu de Noiva, Irmãos Coragem (a segunda novela mais longa da emissora) e O Homem Que Deve Morrer, todas com grande sucesso, demonstrando o tamanho da capacidade da autora em desenvolver suas tramas e a sua dedicação ao trabalho.

Daniel Filho esteve à frente da produção até o capítulo 20, quando entregou a direção a Reynaldo Boury, que, por sua vez, foi substituída, a partir do capítulo 90, por Walter Avancini, que estreava na Rede Globo. Marcou a estreia de Glória Pires - com oito anos de idade, na época - e Kadu Moliterno na Rede Globo, sendo o primeiro de oito trabalhos na televisão em que atuam juntos. A novela teve um remake em 1986, com Tony Ramos, Fernanda Torres e Christiane Torloni nos papéis que foram de Francisco Cuoco, Regina Duarte e Dina Sfat, respectivamente.

Foi reapresentada pela primeira vez entre 25 de agosto e 22 de novembro de 1975, no lugar da então censurada Roque Santeiro, de Dias Gomes, e substituída por Pecado Capital, de Janete Clair. Foi novamente reapresentada em uma versão compacta de 1h30, em 1980, como atração do festival de 15 anos, apresentada por Francisco Cuoco. Os capítulos entre 150 a 157 foram exibido as 23 horas por causa da censura. Foi reexibida em pequenas partes pelo Vídeo Show, no quadro Novelão, entre 20 e 24 de agosto de 2012, em 5 capítulos.

Em 4 de outubro de 1972, durante o capítulo 152, em que a personagem de Regina Duarte é desmascarada, atingiu a marca de 100% dos televisores cujo tinham a aparelhagem de medição de audiência ligados na novela, um recorde histórico.


Enredo


Cristiano Vilhena (Francisco Cuoco) leva uma vida simples e pacata, sem grandes perspectivas, em Campos, uma cidade do interior do Rio de Janeiro, e é obrigado a tocar bumbo na praça da cidade durante os sermões do pai, Sebastião (Mário Lago), um pastor evangélico pobre. Sua família sobrevive do pouco dinheiro que ganha vendendo medalhas e flores artificiais durante os sermões, tornando Cristiano alvo de zombaria dos demais rapazes. Cristiano acaba brigando com um deles, Gastão Neves (Jorge Caldas), que puxa uma arma e, durante a briga, acaba sendo vítima de sua própria arma. A única testemunha do incidente é a jovem artista plástica Simone Marques (Regina Duarte). Sabendo que Cristiano é inocente, Simone acoberta o rapaz, abrigando-o em sua casa, e ele, receoso e com medo de ser acusado pela morte do rapaz, deixa a cidade para morar na cidade do Rio de Janeiro, na época, pertencente ao Estado da Guanabara, e Simone o acompanha, vislumbrando um futuro melhor para a sua carreira artística.

Cristiano e Simone apaixonam-se e se casam, indo morar na Pensão Palácio, de propriedade da alegre Fanny (Heloísa Helena), uma ex-vedete. Enquanto Simone investe na carreira de artista plástica, Cristiano se torna amigo do malandro Miro (Carlos Vereza), um aproveitador que, ao perceber em Cristiano a ambição de vencer na vida, estimula-o a entrar em contato com o tio rico, Aristides Vilhena, irmão do pai de Cristiano, Sebastião. Os dois irmãos receberam um estaleiro, Celmu, como herança do pai, e Sebastião, decidido a tornar-se um pregador evangélico, doou a sua parte para instituições de caridade, enquanto Aristides (Gilberto Martinho) prosperou como dono do estaleiro, embora tenha tentado ajudar o irmão, seu auxílio sempre foi recusado.

Graças a um plano de Miro, Cristiano consegue conhecer o tio. Os dois simulam um assalto na saída de uma festa, no qual o colar da mulher de Aristides, Laura (Arlete Salles), é roubado. Fingindo enfrentar os assaltantes, Cristiano e Miro recuperam a joia e a devolvem, ganhando a simpatia do empresário. Aristides, ao descobrir que Cristiano é seu sobrinho, filho de Sebastião, contrata-o para trabalhar no estaleiro. Cristiano começa a se destacar no trabalho e a frequentar a casa de Aristides, estreitando os laços com seu tio, seu primo, Caio, e a noiva dele, Fernanda.

Fernanda se interessa por Cristiano, e os dois se envolvem, já que Cristiano esconde de todos que é casado. Sabendo que o noivado de Fernanda e Caio vai mal e está prestes a chegar ao fim, Aristides vê com bons olhos a perspectiva de um casamento da moça com seu sobrinho, pois Fernanda detém 46% das ações do estaleiro, e seu marido seria o acionista majoritário da empresa. Cada vez mais confuso e seduzido pelo poder, Cristiano chega a colocar sua felicidade em risco ao romper seu casamento com Simone, sem saber que ela está grávida. Decepcionada, Simone o abandona na pensão, indo morar na casa que usa como estúdio, em Petrópolis.

Miro vê em Simone o principal obstáculo à ascensão de Cristiano e, por tabela, à sua própria, e sugere que Cristiano deva eliminá-la. Cristiano se revolta com a proposta, e os dois brigam. Enquanto Cristiano sai decidido a pedir perdão a Simone e disposto a abandonar o emprego no estaleiro, Miro envia, para o estúdio dela, uma carta endereçada ao amigo, na qual afirma que Cristiano pretende matar a própria esposa.

Depois de decidir falar pessoalmente com Cristiano, Simone lê a carta, e passa a acreditar que Cristiano está planejando seu assassinato. Desesperada, ela foge, junto com a empregada da casa, Madalena, que entra no carro preocupada com o estado de Simone. Neste exato momento, Miro surge de táxi, e acreditando que Cristiano está fugindo dele com Simone, inicia uma perseguição. Durante a fuga, o carro de Simone capota na estrada, se incendeia e explode. Madalena (Tamara Taxman) morre e Simone escapa com vida, mas perde a criança. Simone deixa que todos acreditem que está morta e vai embora do país.

Cristiano, se sentido responsável pela morte de sua mulher, abandona Fernanda no altar. Humilhada e naturalmente vingativa, ela perseguirá Cristiano obsessivamente, buscando vingança. Aristides morre e deixa a maior parte de suas ações para o sobrinho, que se torna o presidente do estaleiro, e Fernanda reata o noivado com Caio, a quem ela abandonou para se casar com Cristiano. E sua primeira providência é encomendar a Cristiano a entrega de um navio, tentando atrapalhar, durante o processo, o projeto de todas as formas, chegando a contar com a ajuda de Miro para roubar o estaleiro.

Após ganhar o desprezo de Cristiano, por ter participação na morte de Simone e ser investigado pelo envolvimento nos roubos do estaleiro, Miro decide se refugiar durante algum tempo em Teresópolis, no sítio de Maria Amélia (Lícia Magna), avó de Fernanda. No início, ele se aproveita da sua imagem de marginal para intimidá-la, mas acaba se afeiçoando à senhora e ao seu jeito doce, que preenche a enorme necessidade de carinho que carrega desde a infância, devido ao desprezo que recebia dos pais. Quando o convívio com Maria Amélia parecia estar começando a humanizar Miro, a polícia fica sabendo do seu paradeiro e aparece para prendê-lo. Avisado a tempo por Fernanda, Miro foge de carro, mas a gasolina do veículo acaba no meio da estrada, e ele começa a andar a pé, entre os carros, perturbado pelas lembranças dos pais, até ser atropelado por um caminhão e morrer.

Depois de se consagrar como artista plástica na França, Simone retorna ao Brasil sob a identidade de Rosana Reis, sua suposta irmã gêmea. Cristiano a reconhece, mas ela se recusa a revelar sua identidade. Simone é chamada para depor pelo delegado responsável por investigar o desaparecimento de Madalena, a empregada que estava no carro com ela no dia do acidente. Confrontada pelos pais da empregada e com uma testemunha ocular do desastre, ela admite ter-se aproveitado do ocorrido para forjar uma nova identidade, e paga uma fiança pelo crime de falsidade ideológica, respondendo ao processo pela morte de Madalena.

Cristiano tenta várias vezes provar sua inocência a Simone, mas ela o rejeita, fazendo questão de dizer que quer viver exclusivamente para sua arte. Embora ainda o ame, ela não consegue se convencer de que ele não planejou sua morte. Fernanda, que se aproximou de Simone quando ainda achava que ela era Rosana Reis, contribui para essa atitude, estimulando a escultora a desprezar o ex-marido. O pai de Simone, Francisco (Arnaldo Weiss), também não gosta de Cristiano.

Quando Cristiano e Simone finalmente se entendem e reafirmam seu amor um pelo outro, os pais do jovem que morreu durante a briga com ele reaparecem e dão queixa contra o empresário, que é preso e levado à corte para ser julgado. Instruídos pelo advogado de defesa e por Caio, Simone e Cristiano fingem continuar separados e se odiando. Assim, no dia do julgamento, o depoimento de Simone ganharia mais credibilidade para provar a inocência do marido. Francisco, pai de Simone, fica inconformado diante da perspectiva de que Cristiano e sua filha reatem, e revela para Fernanda a verdade sobre o estratagema.

Fernanda (Dina Sfat), cada vez mais obcecada em se vingar de Cristiano, e mostrando sinais claros de seu desequilíbrio mental, sequestra Simone e a aprisiona num casarão abandonado que pertenceu ao seu avô, cujo endereço todos desconhecem. Ela, imitando a voz de Simone, liga para o advogado de Cristiano e diz que desistiu de testemunhar a seu favor no julgamento. Cristiano entra em desespero, mas, apesar da ausência de Simone, os depoimentos a seu favor são bons o bastante para que o advogado consiga o relaxamento da prisão e Cristiano passe a aguardar o pronunciamento do juiz em liberdade. Profundamente decepcionado, ele acredita que a mulher o abandonou de vez e começa a entrar em franco estado de decadência, perdendo o rumo nos negócios e acumulando dívidas. O prazo para a entrega do navio de Fernanda se esgota, ele não consegue terminar as obras e Caio (Carlos Eduardo Dolabella) assume a presidência da empresa.

Simone fica prisioneira de Fernanda durante dois meses. E, no dia do julgamento de Cristiano, seu paradeiro é finalmente descoberto por Caio, que está indo para a casa acompanhado pela polícia e encontra Fernanda, completamente louca, vestida com um véu de noiva e pronunciando frases desconexas no jardim da casa. Simone é encontrada amordaçada e amarrada numa cama, muito pálida e quase sem forças, tendo de ser levada de cadeira de rodas até o tribunal a tempo de dar seu testemunho da inocência de Cristiano. Ao seu depoimento soma-se, na última hora, a voz do empresário José Neves (Francisco Dantas), pai do jovem morto, confirmando que a arma do crime pertencia ao filho, e Cristiano é declarado inocente. Depois do sequestro de Simone, Fernanda termina internada num hospital psiquiátrico, esperando para se casar com Caio e, como forma de o compensar pelos transtornos causados por Fernanda, Caio dá a Cristiano um dos navios do estaleiro para que ele recomece a vida. Na cena final, Cristiano e Simone se abraçam e se beijam no convés do navio.


Elenco




Ator Personagem

Francisco Cuoco Cristiano Vilhena
Regina Duarte Simone Marques / Rosana Reis
Dina Sfat Fernanda Arruda Campos
Carlos Vereza Miro (Argemiro Tavares)
Carlos Eduardo Dolabella Caio Vilhena
Gilberto Martinho Aristides Vilhena (Tide)
Arlete Salles Laura Vilhena
Sônia Braga Flávia Moreno
Ângela Leal Joana Magalhães (Jane)
Mário Lago Sebastião Vilhena (Sessé)
Ana Ariel Berenice
Edney Giovenazzi Jorge Moreno
Heloísa Helena Fanny Marlene
Dorinha Duval Diva
Álvaro Aguiar Mestre Pedro
Arnaldo Weiss Seu Chico (Francisco Marques, pai de Simone)
Célia Coutinho Cíntia Vilhena
Emiliano Queiroz Marcelo
Lídia Mattos Vivian Arruda (Vivi)
Neuza Amaral Walkíria Moreno
João Paulo Adour Guido
Ida Gomes Madame Heloise Katzuki
Maria Cláudia Kátia
Hildegard Angel Beatriz
Rogério Fróes Roger Martin
Suzana Faini Olga
Tessy Callado Zelinha (Zélia)
Antônio Ganzarolli Pipoca
Agnes Fontoura Irene
José Steinberg Isaac
Germano Filho Abud
Glória Pires Fátima (Ma. de Fátima)
Louise Macedo Clarisse
Francisco Dantas José Neves (pai de Gastão)
Jurema Penna Sofia
Roberto Bomfim Zé (José Ambrósio)
Francisco Milani Hélio Sales
Lícia Magna Maria Amélia Arruda
Léa Garcia Elza
Denise Emmer Monique
Buza Ferraz Junior
Kadu Moliterno Oswaldo
Luiz Armando Queiroz Beto
Mary Daniel Dona Otávia
Antônio Victor Bartolomeu (Bartô)
Lourdinha Bittencourt Nina
Isaac Bardavid Promotor público
Rogério Pitanga Tico
Marcos Waimberg César
Samantha Rainbow Lúcia Rangel
Fábio Mássimo Mirinho
Jorge Caldas Gastão Neves
Tamara Taxman Lena (Madalena Ribeiro)
Tony Ferreira Delegado de polícia Lima
Urbano Lóes Dr. Feliciano D'Avilla

Trilha Sonora




Marcos Valle & Paulo Sérgio Valle produziram e compuseram os temas nacionais da novela. Rock and Roll Lullaby, de B. J. Thomas, tema de Simone e Cristiano nesta versão, fez tanto sucesso, que foi o tema da abertura da segunda versão da novela exibida em 1986.

Nacional

"Capitão de Indústria" - Djalma Dias (tema de Aristides)
"Mandato" - Osmar Milito e Quarteto Forma (tema de Simone e Cristiano)
"Simone" - Ângela Valle e Eustáquio Sena (tema de Simone)
"Corpo Sano em Mente Sã" - Osmar Milito e Quarteto Forma (tema de Fernanda)
"Selva de Pedra" - Orquestra e Coral Som Livre (tema de abertura)
"Rhythmetron Op. 27" - Marlos Nobre
"O Beato" - Marcos Valle (tema de Sebastião)
"Ligação" - Orquestra e Coral Som Livre (tema de Diva)
"América Latina" - Osmar Milito e Quarteto Forma
"Corpo Jovem" - Luís Roberto (tema de Flávia)
"Longo de Dior" - João Luiz (tema de Laura)
"Ritual" - Marlos Nobre

Internacional 

"Rock And Roll Lullaby" - B. J. Thomas (tema de Simone e Cristiano)
"Jesus" - Billbox Group (tema de Sebastião)
"Floy Joy" - The Supremes (tema de Rosana Reis)
"Ain't No Sunshine" - Michael Jackson (tema de Fernanda)
"Son Of My Father" - Giorgio
"A Taste Of Excitement" - Carnaby Street Pop Orchestra and Choir (tema de Cristiano)
"La Question" - Françoise Hardy (tema de Flávia)
"Mary, Blind Mary" - Laurent & Mardi Grass (tema de Miro)
"If You Want More" - Free Sound Orchestra (tema de Fernanda)
"Feel The Need" - Damon Shawn (tema de Laura)
"Let It Ride" - Hard Horse (tema de Caio)
"Frightened Girl" - Silent Majority (tema de Fernanda)

Prêmios




Prêmio APCA (1972):

Melhor atriz: Dina Sfat
Troféu Imprensa (1973):

Melhor novela
Melhor atriz - Regina Duarte
Melhor ator - Francisco Cuoco


Trocando em artes versão novelas volta mês que vem com "Top Model"


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

O FANTASMA DA ÓPERA

segunda-feira, 9 de julho de 2018

AS MULHERES DE ADÃO: CAPÍTULO VI - ELLEONOR


Voltei para o Brasil deixando Ruben chorando na Argentina e com alfajor pra distribuir pros amigos. Nunca mais vi o casal portenho, melhor assim.

No meu enterro não tinha nada que lembrasse a Argentina, mas apareceram coisas que lembravam a Jamaica.

De tanto falarem em Bob Marley, Bob Marley.. apareceram uns seguidores dele.

Um grupo com dreads na cabeça, touca, barba por fazer e roupas esquisitas apareceu no velório chamando atenção de todos. Não sei por que ainda se surpreendiam com o que ocorria naquela tarde.
Encontraram meus pais e logo deram um abraço lamentando por minha partida, depois perguntaram onde eu estava e meu avô ríspido respondeu “no caixão obviamente”.

Chegaram perto de mim e conversaram..”Não tão achando o pequeno Adão meio morto não?”,

“Verdade, mas ele tá rindo”, “na certeza fumou um..” e o grupo todo riu.

Meus pais se aproximaram agradecendo a presença deles e o líder do grupo disse que ele não precisava agradecer, pois eu era um dos grandes nomes do movimento rastafári no Brasil. Meu avô também se aproximou e perguntou que palhaçada era aquela.

O grupo então mostrou fotos minhas com Jimmy Cliff, Ziggy Marley, Gilberto Gil e Bill Clinton, aquele que fumou e não tragou. Os caras contavam que a Jamaica e o mundo do reggae se enlutaram com minha partida pro reino de Jah.

Tudo parecia voltar ao normal com os convidados do velório conversando e debatendo do porque de meu passamento quando um cheiro estranho tomou conta do ambiente.

Quando foram olhar o grupo tinha acendido um cigarro de maconha que passava de mão em mão.
Até meus pais deram uma “puxada”.

Meu avô revoltado chegou ao grupo e ordenou que apagassem e que aquilo era uma afronta a minha memória. Meu pai mandou que meu avô relaxasse e desse “um tapinha” que iria gostar.

Meu avô revoltado brigava com meu pai quando se ouviu uma gargalhada no ambiente. Era minha avó que aceitou o oferecimento e fumou.

Meu avô perplexo via vários cigarros de maconha aparecerem e serem repassados de mão em mão. Gritava que era um absurdo até que minha avó entregou um em sua mão e que fumasse pra parar de frescura.

Meu avô então “puxou”, ficou com olhar sério e depois soltou uma gargalhada. Com o tempo o velório todo estava “emaconhado”, totalmente tomado pela “esquadrilha da fumaça”. Menos Bia que continuava com olhar triste e jeito sério.

Até eu entrei “na onda” e já estava com um cigarrinho na boca. No fim todo mundo curtiu a “maresia” cantando “woman no cry”.

Meu velório caminhava assim, no ritmo do reggae.

Reggae, tango, metal. Minha vida e morte eram uma grande trilha sonora e foi assim quando voltei ao Brasil. Decidi me dedicar a música já que estava em minhas veias e como na virada do milênio o pagode era o ritmo da moda montei um grupo de pagode, o “moleque maneiro”.

Eu, Edu e mais três doidos nos juntamos e fomos empresariados por meu pai. Seu Juninho Frota tinha uma grande entrada na mídia e não foi difícil que conseguíssemos uma gravadora e tocássemos na rádio.

Nosso cd foi um grande sucesso. Vendemos um milhão de cópias oficialmente, mais uns cinco milhões piratas nos camelódromos da vida. Tudo por causa de uma música que estourou.

A música era boa, se liga aí, o nome dela era “ligação a cobrar” ..

“Eu te bipei
Pra você ligar pro meu celular
Podia ser a cobrar
Depois a conta eu ia te mandar
Falei com o porteiro do teu prédio
Que você era meu remédio
Pedi a ele pra me deixar subir
Sem você não há razão de existir
Ele disse que era acima de seu domínio
Você devia ao condomínio
E não morava mais ali
Então chorando, eu parti”

O refrão é emocionante, leiam..

“Entrei em depressão
Vendi minhas correntes, meu carrão
Muito chorei
Nem gel no meu cabelo mais passei
Sou um pagodeiro abandonado
Canto e dou passinho para o lado
Liga pra mim, não faz assim
Meu querubiiiiiiiiiiim...”

Essa parte do “querubim” era assim mesmo, bem extensa pra mostrar toda minha potência vocal.

Fizemos vários shows e saí com muitas mulheres aproveitando minha súbita fama. Pintamos nossos cabelos de loiro, botamos óculos escuros na cabeça, roupas espalhafatosas e dávamos passinhos pro lado pra mostrar nosso lado dançarino.

Infelizmente o sucesso não durou muito, Quando estávamos pra gravar nosso segundo cd que teria como música de trabalho a divertida “não vem de pum que hoje to com diarréia” três de nossos integrantes tiveram que fugir do Rio por dever pensão alimentícia.

Sobraram só Edu e eu e como era um grupo de pagode, não dupla sertaneja acabou o sonho como disseram John Lennon e o Joaquim da padaria.

 Entrei numa fase meio depressiva. Várias meninas iam até meu apartamento consolar, mas não ajudava. Sentia falta de Bia e ficava horas com ela no telefone falando de minha vida triste e vazia transando com uma mulher diferente por dia e sem ter um rumo.

Então Bia me deu uma idEia.

Ela perguntou se eu tinha gostado do tempo que passei em Buenos Aires e respondi que sim, mas não poderia voltar à cidade por estar arriscado a Ruben se dar conta que ornamentei a “sua cabeza”.

Bia então respondeu que não era pra eu voltar pra Buenos Aires e sim pra encontrá-la em Nova York, ela estava com saudades de mim e eu podia tentar a vida lá.

Gostei da ideia.

Juntei um bom dinheiro com o sucesso do “moleque maneiro” então parti pra Big Apple, a terra das oportunidades, New York, New Yooooork..tatatanana(Onomatopéia pra música cantada por Sinatra).
Despedi-me de família, amigos, mulheres que alugaram um ônibus só pra me dar um último adeus no aeroporto e em poucas horas cheguei aos Estados Unidos. Cheguei no inverno, um frio do cacete e Bia me esperava no saguão.

Linda, cada vez mais linda. Tempo que não a via e parecia que a vida no exterior fez um grande bem a ela. Bia me viu e deu um forte abraço matando toda nossa saudade.

Depois me puxou pela mão dizendo que tinha muito de Nova York pra me mostrar.

Bia morava em um pequeno e confortável apartamento perto do Central Park com uma vista linda. Eu olhava pela janela encantado por estar lá quando ela me puxou.

Perguntei o que ela queria e Bia respondeu que iríamos pro seu quarto transar.

Não deu tempo nem de me assustar com seu jeito direto. Entramos no quarto, tiramos a roupa e transamos a noite toda.

De manhã levantei antes dela e sem fazer barulho preparei um delicioso café da manhã. Levei ao quarto e dando beijinhos em sua orelha a acordei. Bia me olhou com jeito sonolento ainda perguntando o que significava aquilo.

Respondi que era nosso primeiro café da manhã juntinho e dei um beijo em seu pescoço.
Bia então me afastou e com jeito zangado falou “Merda Adão, você sempre tem que estragar tudo com romantismo”.

Entendi nada e ela continuou “eu só queria trepar com você, você é muito safado não dá pra namorar, me passa a manteiga por favor”.

Eu sempre fui mais romântico e Bia mais fria, prática.

E assim foi indo nossa vida. Dois amigos que transavam de vez em quando e que tinham seus parceiros. Algumas vezes ela levava algum homem lá e eu morria de ciúmes, quase todas as noites eu levava uma mulher e não sei o que ela pensava.

Apesar de ter um dinheiro reservado eu não queria ficar parado, precisava trabalhar pra espantar a ociosidade. Bia fazia faculdade de direito e eu “coçava o saco” o dia todo então fui a luta.

Conheci um bar de brasileiros de um cara chamado Nestor. Sujeito gente boa e bem humorado. Um dia tomei coragem e perguntei se tinha algo lá pra eu fazer porque precisava trabalhar.

Ele perguntou se eu sabia servir mesas e eu disse que não, sabia fazer drinks e também não. Perguntou se eu sabia fazer alguma coisa. Olhei o cara que imitava Freddie Mercury em um pequeno palco e rindo disse que sabia imitar o Sidney Magal. Nestor botou a mão na cabeça e falou “é isso!”.

Na noite seguinte lá estava eu com roupinha branca apertada, peruca e requebrando no palco ao som de “Oh! Eu te amo! Oh eu te amo meu amor! Oh eu te amo! O meu sangue ferve por você”.
Bia foi ver minha estréia e adorou, não só ela como outras mulheres foram, gostaram e quiseram conhecer mais a fundo o “amante latino”.

Entre elas uma ruiva branquinha com sardas no rosto chamada Elleonor, Ellen para os íntimos. Ela achava que meu nome era mesmo Sidney Magal e só me chamava de Sidney.

Uma noite saí do bar e lá estava Ellen em um carrão me esperando. Abriu a porta pra mim e mandou que entrasse, queria saber mesmo até onde ia aquele “amante latino”.

Entrei, fomos ao seu apartamento e fizemos amor.

Comecei assim um caso com aquela mulher. Bia falava nada sobre. Ela sempre foi uma “rocha” então nunca sabia o que ela sentia, como no enterro. O tempo foi passando e eu cada vez mais adaptado aos Estados Unidos. Um ano se passou e chegou a virada de 2000 pra 2001. Eu e Bia passamos juntos em Times Square e emocionados víamos a maçã descer cantando abraçados.

Depois ela disse que estava próxima de se formar e iria voltar ao Brasil perguntando o que eu faria.
Pensei um pouco e falei que minha missão em Nova York ainda não estava plena e eu ficaria mais um pouco. Bia perguntou se tinha a ver com Elleonor e eu respondi que sim, estava gostando dela.

Foi a primeira vez que vi Bia um pouco abalada em relação a mim, mas forte como ela sempre foi rapidamente se recompôs e falou que era uma boa mesmo pra mim e queria que eu fosse feliz.

Bia se formou e eu com muito orgulho participei de sua formatura. Levei minha amiga, amor, sei lá o que ao aeroporto e me despedi dela com um beijo na testa. Meu coração apertou ao vê-la partir. Mais uma despedida nossa.

Não foi a única despedida. Semanas depois Ellen me procurou e disse que passaria seis meses na França a trabalho.

Bia partiu, Ellen partiu e eu fiquei sozinho naquele apartamento. A solidão é algo muito triste, posso dizer que foi a meia hora mais triste até então na minha vida. Meia hora sim porque correndo no Central Park pra esfriar a cabeça conheci uma japonesa que logo estaria na minha cama.

Prossegui minha vida. Continuava como cover de Sidney Magal até Nestor descobrir que eu tinha caso com uma garçonete parecida com a Rita Cadilac e me demitir. Digamos que eu e Nestor éramos sócios e eu não sabia.

Fui trabalhar então como entregador de pizzas. Troquei o apartamento que morava por um menor e segui na América.

O tempo passou e chegou a época de Ellen voltar aos Estados Unidos. Ela me ligou dizendo que estava de volta e fui correndo a seu apartamento.

Bati na porta com roupa de entregador de pizzas e uma de calabresa na mão perguntando se era dali que tinham pedido. Ellen me puxou pra dentro, deixou a pizza no sofá e fomos pro quarto transar.
No fim estávamos mortos de fome e comíamos a pizza na cama. Ellen virou pra mim e disse que eu era muito inteligente, esperto e não podia ficar lá entregando pizzas. Perguntei o que ela sugeria. Ellen então respondeu que veria com um amigo dela pra eu trabalhar em sua firma e que eu mudasse pra lá.

Topei. Peguei minhas coisas em meu apartamento e me mudei de mala e cuia pro apartamento de Ellen. Seu amigo me entrevistou e passei no emprego na firma.

Fui trabalhar em um prédio alto, bonito, bem diferente do bar e da pizzaria.

Ellen era uma mulher maravilhosa, que me colocava pra cima e queria me ver bem. Nos dávamos muito bem e eu não tinha vontade nenhuma de voltar ao Brasil, mais uma vez eu me via apaixonado.
Ligava para Bia no Brasil e ficávamos um bom tempo no telefone contando nossas novidades. Ela abrindo um escritório de advocacia, eu trabalhando numa firma grande e apaixonado.

Estávamos felizes e o curioso que a situação se invertera, agora eu em Nova York e ela no Brasil.
Pra você verem como Ellen e eu nos levávamos a sério fui com ela até o Texas conhecer seus pais. Uma viagem grande. Seus pais gostaram de mim e até falaram em casamento, Ellen sem graça só sorria.

Mas eu sabia que essa era a vontade dela sim e em um jantar logo depois que voltamos escondi um anel dentro de sua comida. Jantávamos a luz de velas, violinos tocando e eu ansioso por meu amor notar o anel.

Só que ela não notou, deu uma colherada e o pôs na boca ficando com o mesmo entalado. Foi um desespero. Paramos numa emergência parecida com aquele seriado E.R. e lá ela acabou engolindo o anel.

Deixamos a mãe natureza agir e assim que ela acabou eu limpei o anel, fiquei de joelhos na sua frente e lhe pedi em casamento.

Um momento romântico.

Só que tinha um grave problema, eu adorava mulheres.

Um dia subia o elevador do prédio onde a firma ficava e entrou uma mulata estonteante. Ela ficou bem na minha frente olhando os números pra ver se chegava a seu andar e eu atrás só conseguia olhar pra sua bunda. Espalmei a mão chegando perto como se quisesse apertar quando chegou seu andar e ela desceu.

Desci atrás.

Tirei meu anel de compromisso e me apresentei. Tentei usar todo meu poder de sedução, mas a mulata era difícil. Alguns dias tentando, insistindo e a recompensa veio, ela topou sair comigo.
Combinamos de na manhã seguinte em vez de ir pro prédio nos encontrarmos. Ela me deu o endereço de seu apartamento e mandou que eu fosse pra lá.

No dia seguinte tomei café com Ellen e me despedi de minha noiva. Ela me desejou um bom dia de trabalho e logo depois foi pro seu. Entrei no carro e em vez de ir pra firma fui pro apartamento da mulata.

E amigo..a mulata era um espetáculo no estilo Amanda. Transei muito com a mulher aproveitando aquela manhã maravilhosa de sexo selvagem.

Cansado demos um intervalo e meu celular tocou, era Ellen. Atendi e do outro lado minha noiva chorava desesperada perguntando onde eu estava. Respondi “ué amor, onde eu poderia estar? Na firma trabalhando”.

Esqueci de comentar com vocês. Minha firma ficava no World Trade Center, em uma das torres gêmeas e aquela manhã era de 11 de setembro de 2001.

Tomei um pé na bunda de Ellen e voltei ao Brasil com o rabo entre as pernas, pelo menos não tinha terroristas no meu avião.

Maldito Bin Laden..


CAPÍTULO ANTERIOR:

DAYA 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

SOBE O SOM: VALE TUDO 30 ANOS


Vale Tudo é uma telenovela brasileira que foi produzida pela Rede Globo e exibida originalmente de 16 de maio de 1988 a 6 de janeiro de 1989, no horário das 20h, substituindo Mandala e sendo substituída por O Salvador da Pátria, tendo 204 capítulos originais. Foi a 39ª "novela das oito" exibida pela emissora.

Escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, com direção de Dennis Carvalho e Ricardo Waddington, com direção geral de Dennis Carvalho. A trama abordou, segundo um de seus autores, Gilberto Braga, "até que ponto valia ser honesto no Brasil", na época de sua exibição. Contou com as participações de Regina Duarte, Glória Pires, Antônio Fagundes, Renata Sorrah, Reginaldo Faria, Carlos Alberto Ricelli, Cássio Gabus Mendes e Beatriz Segall. Em 2016, foi eleita (junto com Avenida Brasil) pela revista Veja a "melhor telenovela brasileira" de todos os tempos,

Em 2018 esse marco da televisão brasileira faz 30 anos e em homenagem a data o canal Viva reprisa pela segunda vez. Grande novela, grandes sucessos musicais.

Então vamos lá!!


Sobe o som Vale Tudo 30 anos!!


Tá combinado - Maria Bethânia


Pense dance - Barão Vermelho


Todo sentimento - Verônica Sabino


É - Gonzaguinha


Isso aqui o que é - Caetano Veloso


Faz parte do meu show - Cazuza


Um mundo só para nós - Gáz


Father figure - George Michael


Where do broken hearts go? - Whitney Houston


Lost in you - Rod Stewart


Piano in the dark - Brenda Russell


Free is a bird - Supertramp


Paradise - Sade


Baby can I hold you - Tracy Chapman


Bem. Aí está um pouco da obra musical dessa grande novela brasileira. Semana que vem tem mais. Tem Adele & Bruno Mars.


Enquanto isso continuam não nos convidando para essa festa pobre.


SOBE O SOM ANTERIOR:

CLÁSSICOS DO BREGA

LINK RELACIONADO:

TROCANDO EM ARTES: VALE TUDO

quarta-feira, 4 de julho de 2018

CINEBLOG: SIMONAL - NINGUÉM SABE O DURO QUE EU DEI


Cineblog fala hoje de um documentário sobre um dos maiores artistas que o Brasil já teve.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Simonal - Ninguém sabe o duro que eu dei



Simonal - Ninguém sabe o duro que dei é um documentário brasileiro de 2009, dirigido por Micael Langer, Calvito Leral e Cláudio Manoel.


Sobre o filme



É contada a história de Wilson Simonal, cantor brasileiro de grande sucesso nacional e internacional durante os anos de 1960 e início de 1970. Quando estava no auge, viu-se envolvido em um crime contra seu ex-contador (Raphael Viviani que dá um depoimento sobre o seu sequestro e tortura nas dependências do DOPS em 1971), e em função disso teria sido acusado de ser "informante" dos orgãos de repressão da Ditadura Militar que governava o país à época. Isso levou a sofrer um boicote de mais de 20 anos da classe artística e intelectual do país, contrária a ditadura, o que o levou a praticamente encerrar sua carreira.

Além das imagens de antigos shows, programas e noticiários de televisão, que incluem cenas raras como duetos com Elis Regina e Sarah Vaughan, a trajetória do artista é contada por pessoas que o conheceram de perto, tais como Pelé, Chico Anysio, Toni Tornado, Nelson Motta, além de seus filhos Simoninha e Max de Castro e sua segunda mulher, Sandra Cerqueira, que relata os últimos anos de debilidade física e dificuldades do cantor e a luta para limpar o seu nome.


Enredo


 O filme começa contando a infância pobre de Wilson Simonal, cuja mãe era empregada doméstica no Rio de Janeiro. Ele entrou para o Exército e chegou a cabo, com o estímulo de sua mãe que queria que seguisse carreira militar e não tentasse a vida artística. Luís Carlos Miele lembra de quando o levou para o Beco das Garrafas, onde Simonal conseguiu se destacar mesmo se apresentando com artistas famosos. Nelson Motta fala de seu mentor Carlos Imperial, que teria idealizado com o cantor o estilo musical conhecido por A Turma da Pilantragem. Chico Anysio relata o domínio de palco de Simonal, que tinha total controle da platéia em suas apresentações durante os programas de televisão que apresentou na década de 1960. Toni Tornado conta de como o artista era popular e fala de seu sucesso em show no Maracanãzinho, quando foi aplaudido por cerca de 40 mil pessoas. Boni também fala do show, que era para ter como artista principal Sérgio Mendes, celebrizado por ter ganho um Prêmio Grammy nos Estados Unidos. Sérgio convidara Simonal para a primeira parte do show, mas com a reação do público chegou a pensar em não subir ao palco (e teria sido vaiado quando o fizera). Pelé também conta de quando o encontrou às vésperas da Copa do Mundo de Futebol de 1970 no México, e de sua surpresa com a popularidade do cantor também naquele país.

Outros depoimentos são sobre como Simonal enfrentava o racismo e de como algumas pessoas influentes se incomodavam com sua imensa popularidade, que no final da década de 1960 chegara ao ponto de rivalizar com Roberto Carlos, o maior vendedor de discos do país. O lado comercial é enfatizado pelo próprio cantor, que em entrevista gravada afirmava dar muita importância ao dinheiro. Seu contrato com a Shell também é destacado. Outro desconforto provocado pelo cantor foi quando regravou a canção "País Tropical", de Jorge Ben, no início da década de 1970. A propaganda do regime militar era considerada "ufanista" e essa canção ajudava a levar essa mensagem enganosa ao povo, segundo os críticos.

A partir daí é contado o caso do sequestro e tortura do ex-contador, acusado por Simonal de tê-lo roubado. Em seu depoimento, o profissional alega que o artista perdera o contrato com a Shell e que seu dinheiro com os shows e discos não era suficiente para bancar seu extravangante estilo de vida. O ex-contador conta ter sido levado por duas pessoas ao DOPS, clandestinamente, onde teria sido torturado e forçado a assinar uma confissão sobre o roubo. Simonal foi levado a uma delegacia para prestar esclarecimentos, quando então teria alegado ser "informante" do DOPS. A Imprensa divulgou a informação e logo a seguir, o cantor foi vaiado em uma aparição em público no Teatro Opinião, local de resistência artística e intelectual à Ditadura, e devido a isso não teria conseguido se apresentar.

A campanha contra o cantor teve ainda a participação do jornal "O Pasquim", comentada por Jaguar e Ziraldo, que teria publicado charges sobre o "dedodurismo" do cantor. A partir daí, vários artistas se negaram a participar de shows e programas aos quais o cantor comparecesse. Simonal foi banido da Rede Globo e, segundo Boni, convidá-lo seria certeza de problemas pois outros artistas se negavam a participar com ele. A situação perdurou por mais de 20 anos, até que a Imprensa noticiou sobre os problemas de saúde decorrentes do alcoolismo, que o teria levado a ser internado em estado grave em um hospital. Após se recuperar, houve uma certa abertura para Simonal, que voltou à televisão quando então prestou diversos depoimentos alegando que a história de ser um "informante" era mentira. Sua segunda esposa, Sandra Cerqueira, fala dos últimos anos do cantor, quando ele ficava orgulhoso de ir aos shows dos filhos mas que se escondia do público por temer prejudicar a carreira deles. E que Simonal se angustiava ao se achar um "fantasma" e que ele "simplesmente não existia na história da música popular brasileira".

O cantor faleceu em 2000, vítima de doença causada por alcoolismo.


Prêmios e indicações



Prêmios

 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

Melhor longa-metragem documentário: 2010
Melhor montagem de documentário (Karen Akerman e Pedro Duran): 2010
Melhor som (Denilson Campos e Paulo Ricardo Nunes): 2010
Melhor trilha sonora original (Berna Ceppas): 2010

 É Tudo Verdade

Menção honrosa: 2008

 Festival do Rio

Hours Concours: 2008

 Festival de Paulínia

Melhor filme - Júri oficial: 2008
Melhor filme - Júri popular: 2008

  Brazilian Film Festival of Toronto

Melhor filme: 2009

Indicações
 San Francisco International Film Festival

Golden Gate Awards: 2010
 Vancouver Latin American Film Festival

Melhor documentário: 2010


Cineblog volta em duas semanas com "O exorcista".


CINEBLOG ANTERIOR:

PEQUENO DICIONÁRIO AMOROSO

terça-feira, 3 de julho de 2018

AS MULHERES DE ADÃO: CAPÍTULO V - DAYA


Acho que peguei trauma depois dessa história, pois nunca mais pintei na vida. Soube que a Carla foi condenada pelo assassinato de Dirceu, mas não corri atrás pra saber mais detalhes.

Só uma vez recebi uma carta e nela dizia “Saudades delícia”.

Deu medo..

Entre as muitas coroas de flores que recebi uma era dela. Cada vez chegava mais coroas, telegramas, mais gente. Estava emocionado, se eu pudesse levantava e agradecia um a um.

Minha mãe mostrava aos “convidados da festa” minhas fotos criança, várias pelado e com o pinto de fora. Eu sempre tive vergonha que ela mostrasse. Minha mãe fazia questão de mostrar as fotos sempre que chegavam visitas em casa, pior, sempre que eu levava alguma menina que conheci.

Quando ela mostrou pra Bia morri de vergonha e me tranquei no banheiro, meu pai foi atrás e bateu na porta falando “Adão isso não é hora de punheta”.

A imprensa estava no velório, mas não ligava muito pra mim. A imprensa dos programas vespertinos aproveitava a presença de minha irmã, uma celebridade para explorar ao máximo a “tragédia”. Imagens da capela passavam ao vivo na TV intercaladas com imagens da carreira da minha irmã (como se ela que tivesse morrido) e propaganda de filmadora que custa um real por dia.

Em determinado momento entrou um grupo estranho na capela. Mais um pra dizer a verdade.
Eram cinco pessoas, três homens e duas mulheres com roupas pretas, cabelos coloridos, piercings, tatuagens e óculos escuros.

Todos pararam pra olhar, menos eu evidente. Chegaram perto do caixão e um deles que era o líder do grupo começou a falar.

“Adão parceiro, como você pôde fazer isso com a gente?? Você era o cara, o maluco que revolucionou o movimento punk no Brasil!! Vai fazer falta pra caralho!!”.

Todos olhavam sem entender. Em um determinado momento um deles pegou uma bandeira com os rostos das bandas Black Sabbath, Kiss e Iron Maiden e colocou em cima do meu caixão dizendo que os caras estavam consternados e mandaram a bandeira autografada em agradecimento a tudo que ensinei a eles.

Nesse momento um deles lamentou que eu não tivesse acabado “a música”, minha irmã perguntou que música era essa e o rapaz contou que eu estava compondo um heavy metal que iria revolucionar a sociedade, mas não deu tempo pra compor o refrão.

Os convidados se olhavam com cara de nada entender enquanto os punks se lamentavam. Um começou a cantar a música baixinho como se pedisse uma ajuda minha dos céus pra acabá-la.
Nesse instante uma das mulheres do grupo virou pra mim e disse que eu estava rindo. Os outros viraram e comentaram “é, ele tá rindo, mas tá rindo do quê?”.

O líder do grupo deu um pulo e gritou “é isso!!” ninguém entendeu nada então ele ordenou que pegassem as guitarras no carro.

Os outros integrantes foram e buscaram as guitarras. Plugaram as mesmas e começaram a cantar a música. Na hora do refrão inacabado o líder mandou “Tá rindo do quê?? Tá rindo do quê palhaço!! O sistema é o quê? Um circo com seus palhaços!!”.

Não é que a música ficou boa?

Todos na capela começaram a cantar e o líder dos punks batia em mim no caixão gritando “Você é foda Adão!! Mesmo morto acabou a música!!”.

E meu sorriso aumentava no caixão.

Eu sempre fui um cara muito musical. Com certeza por causa da influência de meus pais metidos até a cabeça na música. Não era raro ter um grande artista da MPB lá em casa puxando uma erva com eles.

E meu gosto era eclético, ia do punk rock até o tango.

Sim tango, vocês duvidam? Vou contar uma história então..

Andava meio depressivo com a história da Carla, depressivo é modo de falar na verdade andava com pânico pelas ruas e decidi consultar uma analista.

Não deu certo porque transei com ela. Assim como transei com a segunda que procurei, terceira..enfim, minha vida sexual ia muito bem. Mas o medo não passava.

Edu então sugeriu que eu fizesse uma viagem. Saísse um pouco do país. Meus pais me surpreenderam e me deram uma passagem pra Buenos Aires.

Até tinha vontade de conhecer a Argentina, os bifes de lá, alfajor..que doce maravilhoso..mas eu nunca viajei sozinho e nem pra muito longe por um motivo muito simples.

Morria de medo de avião.

Ninguém sabia. Sempre me fiz de durão e tentei arrumar mil desculpas pra não aceitar a passagem, mas não teve jeito. Lá ia eu ter que encarar meu inimigo mais pesado que o ar, movido a explosão e inventado por brasileiro.

Tudo pra dar errado.

Tomei uma dose de uísque no saguão e subi ao avião. Sentei na minha poltrona e uma mulher maravilhosa sentou ao lado. Eu tinha que disfarçar meu “cagaço” e fiz cara de controlado, mas na hora que o avião começou a andar veio o pavor.

Ela andou rápido, cada vez mais rápido. Eu me segurava na poltrona e senti uma pressão com o corpo indo pra trás ao decolar. Meu rosto esticou todo e eu só queria minha mãe.

No céu olhei pela janela e só via nuvens. Fechei rapidamente a mesma imaginando que se aquele “troço” desse defeito só tinha oficina lá embaixo. A aeromoça entregou os lanches e as vezes eu olhava pro lado e trocava sorrisos com a moça que sentou junto a mim.

E eu rezava para aquela viagem acabar logo.

De repente começou uma turbulência. O avião parecia um daqueles jipes de rally e veio o pânico. Comecei a gritar apavorado que iria todo mundo morrer. Um menininho que devia ter uns oito anos e sentava numa poltrona próxima olhou pra mim e começou a rir.

Segurei firme na mão da moça ao meu lado e comecei a rezar até que ela sorrindo disse que eu já poderia soltar sua mão que a turbulência passara.

Sorrindo sem graça soltei. Um tempo depois fui ao banheiro, precisava trocar a cueca. Ao sair do mesmo dei de cara com a moça que me empurrou pra dentro falando que eu tinha uma mão forte.
Transamos ali mesmo.

Ao sairmos do banheiro dei de cara com uma aeromoça e sem graça falei que passava mal e minha companheira de poltrona muito solidária me acompanhou.

Sentei de volta à poltrona constrangido enquanto a minha companheira de “rapidinha” colocou um fone no ouvido e ficou com olhos fechados cantando como se nada ocorrera.

Um tempo depois voltei ao banheiro. Ao abrir a porta pra entrar a aeromoça entrou junto falando que iria cuidar de mim dessa vez.

Fechou a porta e o resto vocês já sabem.

Que viagem..perdi meu medo de avião..

Em Buenos Aires me hospedei em um hotel perto do Obelisco e fiz programação de todo turista normal. Conheci a Casa Rosada, sede do governo argentino, me diverti em Puerto Madeiro onde conheci algumas argentinas mais a fundo. Fui até o museu de Carlos Gardel e ao cemitério onde está enterrada Evita Perón.

Conheci o bairro de Boca também, estava curioso pra conhecer principalmente o Boca Juniors.  Tirei fotos com estátuas do Maradona e até pisei no campo. O guia nos levava pra conhecer as dependências do clube e fiz amizade com uma brasileira do grupo e a coitada perdeu a máquina fotográfica.

Eu como sou um rapaz prestativo ajudei a procurar, não achamos, mas descobri que o banheiro do clube era ótimo pra uma rapidinha.

É, eu adoro banheiros.

De tarde fui ao Caminito, no bairro de Boca.  Uma rua com casas colorida e alguns restaurantes onde podia se comer um delicioso bife de lomo e ouvir um bom tango.

Lá comia meu bife e tomava um vinho enquanto via um casal contratado da casa dançado tango. O casal chamava homens e mulheres pra dançar com eles. Até que a moça me chamou.

Fiquei envergonhado e disse que não iria, mas ela insistiu e fui. Moça bonita, cabelos negros, branca, devia ter uns vinte e cinco anos. Peguei em sua mão e a conduzi ao som de “El dia que me queiras”.
Como eu já disse minha casa era muito musical e quando menino minha mãe me ensinou a dançar tango então dei um show como um legítimo argentino.

As pessoas aplaudiram minha performance e voltei ao meu lugar. No intervalo chamei o casal para sentar comigo.

Conversando descobri que não eram um casal de verdade, apenas dançavam juntos e o nome dela era Daya. Sua beleza me chamou atenção e ficamos papeando bastante tempo. O intervalo acabava ela voltava a dançar e depois voltava a minha mesa.

Acabou que fiquei até o restaurante fechar. Ela voltaria a pé pra casa, mas como eu tinha alugado um carro ofereci carona. Levei Daya até sua residência e quando ela abriu a porta pra descer tentei beijá-la.

Daya virou o rosto e disse que não podia, pois, era casada. Aquelas palavras me desapontaram, mas mantive a pose. Ela deu um beijo em meu rosto e desceu.

Acabei prolongando minha passagem por Buenos Aires. Ia todas as tardes ao Caminito ver Daya dançar e depois levá-la em casa. Até que uma tarde notei um senhor beijando sua boca e sentando pra vê-la dançar.

No intervalo Daya foi até minha mesa e pediu que a acompanhasse, levou até a mesa que estava o senhor e me apresentou. Seu nome era Ruben, devia ser uns quarenta anos mais velho que ela. Era seu marido.

Ruben me convidou para sentar com ele e constrangido aceitei. O homem era um boa praça, pessoa muito bacana e isso foi me deixando sem graça por desejar a mulher dele.

Ele me contou que era dono de um pequeno haras e adorava corrida de cavalos estando sempre no turfe. Comprou um recentemente a qual deu o nome de “El Diablo” e tinha esperanças que ganharia muito dinheiro com ele.

Eu gostava de corridas, meu avô quando vinha ao Rio me levava sempre ao hipódromo da Gávea e aceitei seu convite para ir ao hipódromo e conhecer El Diablo.

Fomos Ruben, Daya e eu ao hipódromo. Tempo que não ia a um e lá relembrei meus tempos de criança. Pessoas chiques, bem vestidas acompanhavam os cavalos correrem e faziam apostas. Apesar de gostar do que via também prestava atenção em Daya.

Tentava tirar aquela mulher de minha mente, mas não conseguia. Ruben me contava detalhes dos cavalos, dos páreos que aconteceriam e eu olhava pra ela, notando que também me olhava. Eu sentia que o desejo era recíproco.

Chegou o sexto páreo, o que El Diablo correria e a ansiedade tomou conta de nós. Foi dada a largada e o cavalo era bom mesmo dando uma disparada e vencendo com vários corpos de vantagem.

A festa foi grande e Ruben como proprietário ganhou um cheque de trinta mil dólares. Disse que nos levaria a uma churrascaria ótima perto dali pra comemorar.

Mas sua ambição era maior. Ruben estava de olho no grande prêmio das Américas que aconteceria em um mês e daria prêmio de quinhentos mil dólares pro vencedor. El Diablo era um grande cavalo tendo ganhado todos os páreos que correra até então. Uma mina de ouro pronta pra ser explorada.

O cavalo continuou vencendo páreos e a tensão entre Daya e eu aumentava. Eu já tinha certeza que ela me queria também. Eu tentava não pensar nela em respeito a Ruben, mas não dava era mais forte do que eu.

Chegou a semana do grande prêmio e eu decidi que era hora de voltar ao Brasil, minhas economias estavam no fim e eu precisava voltar e arrumar um emprego. Fui ao restaurante que Daya dançava em uma tarde que Ruben não foi e contei que iria embora.

Ela pediu para que eu não fosse porque sentiria minha falta e eu respondi que era preciso. Não ag4entava mais ver os dois juntos, não poder tocá-la, sentir seu beijo, seu corpo. Eu necessitava daquela mulher e como não podia tê-la o melhor era partir.

Daya deixou uma lágrima cair em seu rosto. Como um Carlos Gardel eu limpei e pedi para que ela não chorasse. Nesse momento ela confessou que me amava e eu pedi uma única vez.

Ela ficou sem entender e reafirmei que queria uma vez com ela, apenas uma para que eu levasse essa doce lembrança para o Brasil. Daya relutou dizendo que não poderia trair o marido e eu reforcei que seria só aquela vez e que não podíamos trair nossos sentimentos.

Daya então topou e disse pra nos encontrarmos na hora do grande prêmio. Ruben estaria no hipódromo com o pensamento longe e poderíamos ficar a vontade.

Eu concordei e assim montamos uma farsa. Contei ao homem que teria que voltar ao Brasil um dia antes do grande prêmio por problemas particulares.  Ruben lamentou, mas desejou boa
viagem e que eu voltasse a Buenos Aires.

Daya contou ao marido que trabalharia na hora da corrida e também não poderia ir. O homem disse “tudo bem “e pareceu não se abalar muito. Estava mais interessado no prêmio.

Fiz toda uma palhaçada, me despedi de Ruben no dia anterior ao páreo e fingi que fui pro aeroporto só mudando de hotel. O dia chegou. Daya na porta de casa deu um beijo no marido desejando boa sorte e ele saiu. Eu observava tudo atrás de uma árvore do outro lado da rua.

Assim que seu carro cruzou a esquina ela me chamou e eu entrei na casa.

Já entrei beijando, aquele beijo que eu tanto queria. Fomos arrancando nossas roupas enquanto íamos pro quarto.

Foi uma tarde maravilhosa. Eu desejava muito aquela mulher e ela era tudo que eu sempre imaginei. Daya me deu momentos de grande prazer e eu não ficava com remorso porque naquele momento Ruben se preparava pra se tornar um homem rico com El Diablo.

Eu só comemorava sua vitória antes.

Não conseguíamos nos largar, o tempo foi passando e não percebemos. Estávamos deitados na cama, Daya com a cabeça em meu peito lamentava que eu iria embora. Dei um beijo em sua cabeça e respondi que voltaria. Até que ela me perguntou que horas eram.

Olhei meu relógio deixado na mesinha ao lado da cama e respondi “oito horas”. Daya deu um pulo falando “o páreo já acabou”.

Antes que eu pudesse falar algo Ruben entrou no quarto. Eu dei um pulo da cama botando minha cueca e me aproximando dele dizendo que não era nada daquilo que ele pensava. Ruben só me olhava e eu nervoso pedia pra ele falar alguma coisa.

Naquele momento o homem começou a chorar e me abraçou dizendo que El Diablo perdera o páreo “por una cabeza”.

Eu abraçado ao homem chorando olhava Daya que me olhava também, os dois perplexos.

Aquela cena dava um tango.


CAPÍTULO ANTERIOR:

CARLA