quarta-feira, 28 de junho de 2017

CINEBLOG: O OLHO MÁGICO DO AMOR


Cineblog fala hoje de um filme polêmico, de forte conotação sexual da primeira metade dos anos 80. Filme que fez a alegria de muitos adolescentes.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


O olho mágico do amor



No início da década de 80, uma dupla de estudantes recém-graduados na USP, formada por Ícaro Martins e José Antonio Garcia, surgiu como voz distinta dentro da cena da Boca do Lixo paulistana. O trabalho de estreia dos cineastas, O Olho Mágico do Amor, ainda que seguisse as exigências do mercado das pornochanchadas em relação ao combo nudez/sexo, já apresentava um olhar autoral diferenciado, que viria a flertar ainda mais com o experimentalismo nos longas seguintes: Onda Nova (1983) e o ótimo Estrela Nua (1984). Esses primeiros trabalhos, todos estrelados por Carla Camurati, compõem uma espécie de trilogia informal, constituindo também toda a obra conjunta de Martins e Garcia, que depois seguiriam caminhos separados.


Sinopse



Carla Camurati é uma jovem em São Paulo em busca de emprego. Após várias tentativas, acaba conseguindo uma vaga como secretária em um escritório, no centro antigo da cidade. Seu patrão, Sérgio Mamberti lhe confia as chaves do recinto e todas as tarefas do dia. O serviço parece enfadonho, até ela descobrir que sua sala fica ao lado de um prostíbulo, onde trabalha a prostituta vivida por Tânia Alves. Através de um olho mágico improvisado, que dá título ao filme, ela observa os encontros amorosos e sexuais na casa vizinha o que lhe atiça as mais profundas fantasias.


Elenco



Tito Alencastro
Tânia Alves
Hércules Barbosa
Arrigo Barnabé
Carla Camurati
Casagrande
Luiz Felipe
Luis Roberto Galizia
José Antonio Garcia
Ênio Gonçalves
Maria Helena
Ismael Ivo
Nelson Jacobina
Leonor Lambertini
Sérgio Mamberti

Prêmios



Gramado

Melhor atriz - Carla Camuratti


Em duas semanas Cineblog volta com o inesquecível Ghost.


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APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU

terça-feira, 27 de junho de 2017

A NOVA RÁDIO GLOBO



Quem me acompanha sabe que sou um cara que cresceu ouvindo rádio e o quanto ele é importante na minha vida.

 No fim dos anos 80 adorava ouvir as transmissões esportivas da Rádio Globo e com os anos passei a ouvir boa parte da programação. O rádio foi meu grande companheiro quando me mudei para o Mato Grosso e queria ter um pouco de contato com o Rio de Janeiro em uma era pré internet. Ficava com meu radinho sintonizando mal a emissora carioca de madrugada matando as saudades de minha terra.

Com o tempo veio a internet, a tv a cabo e diminuí meu ritmo com o rádio, mas sempre acompanhando. Levei isso para minha vida adulta até os tempos atuais e esse ano tive a emoção de participar de um programa da rádio Globo como convidado do PopBola, mas alguma coisa mudou.

Três semanas atrás para ser mais exato.

Surgiu uma nova Rádio Globo com um lema que chega ao extremo da cafonice "Para quem é bom de orelha". Uma rádio onde boa parte dos seus comunicadores foram afastados, entre eles a lenda Antonio Carlos e vários globais renomados foram contratados.


Otaviano Costa, Léo Jaime, Claudio Manuel, Adriane Galisteu, Felipe Andreolli, Monica Martelli, Marcelo Barreto entre vários outros foram contratados fazendo da Rádio Globo uma mistura de Multishow com Sportv. A Rádio agora é uma tv sem vídeo indo contra uma das maiores virtudes do rádio que é ser diferente da televisão até porque se eu quiser ver televisão eu ligo a minha que tem imagem, não preciso do rádio para isso.

Não sou um expert em rádio, apenas em ouvir rádio e acredito que tenham feito inúmeras pesquisas para essa mudança brusca na emissora, mas a mim causa muita estranheza. Querem o público jovem e por isso contrataram esse monte de famosos, mudaram as vinhetas, o estilo musical, mudaram tudo tentando se aproximar mais do estilo de rádios pops FMs e se afastando de tradicionais como sua eterna concorrente Tupi.

Dai vem a estranheza. Abandonar o seu público, o taxista, porteiro, a dona de casa, aqueles que tem o rádio como companheiro acho um grande erro, ir atrás do público jovem outro grande erro. O jovem não ouve a FM ODia, Mania, etc porque tem apresentadores famosos, isso nunca existiu em rádio muito pelo contrário, o rádio que exportava talentos para a TV. Os jovens gostam dessas rádios pelo estilo delas, por se identificarem com esse estilo, programas, apresentadores e mais do que isso, jovem gosta mesmo é de SPORTFY, Youtube e outros aplicativos que lhes permite baixar as músicas que quer ouvir sem depender de programação de rádio.

A Globo perdeu sua identidade, eu não consigo reconhecer a minha Rádio Globo que ouço há trinta anos e não consigo reconhecer ali algo que vá atrair o público jovem, a nova Rádio Globo me parece o cinquentão que quer posar de gatinho e a galera acha ridículo. A emissora passa pelo caminho que eu vi a 98 fazer quando virou Beat 98. De começo até pareceu dar certo, mas depois deu no que deu.

Quem pode se dar bem com isso é a Tupi que levou o Antonio Carlos, outros grandes nomes e agora é absoluta em seus segmento. Apesar de seus problemas financeiros a Tupi se mantém, tem ouvintes fiéis e a esses ouvintes agora se somarão os órfãos da Globo. Ainda sairão as primeiras pesquisas sobre a nova Globo, mas o que me passa é uma emissora que ficou no meio do caminho.


Vai ver não gostei porque não sou bom de orelha.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

SEXTA POÉTICA: PIMPOLHO


Sexta poética traz hoje para ser recitada uma linda poesia, um clássico da música brasileira. Pimpolho do grupo Art Popular.


A música



Mês que vem teremos mais uma "Sexta poética".


Ela tá dançando e o Pimpolho tá de olho...

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EDIÇÃO I

quinta-feira, 22 de junho de 2017

SOBE O SOM: ANITTA


Larissa de Macedo Machado (Rio de Janeiro, 30 de março de 1993),] mais conhecida pelo nome artístico Anitta, é uma cantora, compositora, apresentadora e atriz brasileira.

Larissa na sua infância chegou a participar do coral de uma igreja católica em seu bairro. Na sua adolescência, depois de cursar administração, foi chamada para estagiar na Vale. Em 2010, depois de postar um vídeo no YouTube, o então produtor da gravadora independente Furacão 2000, Renato Azevedo mais conhecido como Batutinha a chamou para assinar contrato com o selo. Devido ao sucesso assinou um contrato com a gravadora Warner Music Brasil no ano seguinte.

Seu primeiro álbum de estúdio, Anitta, foi lançado em julho do mesmo ano.O álbum bateu a marca de 170 mil cópias vendidas, sendo lançado também em Portugal. Ritmo Perfeito, seu segundo álbum de estúdio, foi lançado em 4 de junho de 2014 e as vendagens no primeiro mês somaram 45 mil cópias vendidas. No mesmo dia foi lançado o primeiro álbum ao vivo, Meu Lugar, que estreou em #1 lugar no iTunes Brasil; permanecendo no topo por uma semana. Em 2015, lançou seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Bang, que foi certificado com disco de platina e gerou quatro singles. O álbum debutou na terceira posição na parada de álbuns da ABPD Top Álbuns e vendeu 300 mil cópias.

Então vamos lá!!


Sobe o som Anitta!!


Paradinha


Sim ou não


Bang


Essa mina é louca


Momento da sanfoninha


Na batida


Deixa ele sofrer


Cobertor - Com Projota


Blá blá blá


No meu talento - Com Mc Guimê


Ritmo perfeito


Você partiu meu coração - Com Nego do Borel e Wesley Safadão


Bem, aí está um pouco da obra da grande artista pop do momento. Semana que vem tem a obra de uma de uma artista pop imortal. Tem Witney Houston.


Enquanto isso prepara que é hora


SOBE O SOM ANTERIOR:

BON JOVI

quarta-feira, 21 de junho de 2017

TROCANDO EM ARTES: PANTANAL


Trocando em artes versão novela traz hoje uma das maiores novelas de nossa história. Novela que assustou a Rede Globo.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Pantanal



Pantanal é uma telenovela brasileira produzida pela extinta Rede Manchete e exibida originalmente às 21:30, de 27 de março a 10 de dezembro de 1990, em 216 capítulos, substituindo Kananga do Japão e sendo substituída por A História de Ana Raio e Zé Trovão. Foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, Carlos Magalhães, Marcelo de Barreto e Roberto Naar.

A trama apresentou Claudio Marzo, Marcos Winter, Jussara Freire, Antonio Petrin, Luciene Adami, Marcos Palmeira, Paulo Gorgulho, Sérgio Reis, Almir Sater, Angelo Antonio, Cássia Kis Magro e Cristiana Oliveira nos papéis principais.

Foi reexibida na íntegra pelo SBT de 9 de junho de 2008 a 13 de janeiro de 2009, às 22h, em 187 capítulos.

Em 2016, a revista Veja elegeu Pantanal como a quarta "Melhor Telenovela Brasileira" de todos os tempos, ficando atrás apenas de Roque Santeiro (1985), que ficou na terceira posição, e de Vale Tudo (1988) e Avenida Brasil (2012), que ficaram empatadas em primeiro lugar.


Enredo



A novela conta a história de José Leôncio, um peão de comitiva que chegou com o Pai Joventino ao Pantanal, onde compraram uma fazenda e começaram a criar gado de corte. José Leôncio e seu pai caçavam marruás, um tipo de boi selvagem que vivia solto pelas matas da região, aumentando, assim, o rebanho na fazenda. Um certo dia, Zé Leôncio viajou com os peões em comitiva e pediu para que seu pai não fosse caçar marruá sozinho. Entretanto, o velho Joventino acabou indo caçar e desapareceu na imensidão do Pantanal. Zé Leôncio voltou de viagem e procurou pelo pai sem sucesso. Nesse dia, ele prometeu que ia trazer um marruá no laço todos os dias, só para ter a esperança de encontrar o pai.

Passado algum tempo, Zé Leôncio se tornou um fazendeiro rico e foi para o Rio de Janeiro cobrar uma dívida, onde conheceu e se apaixonou por uma jovem fútil e mimada, de nome Madeleine. A família de Madeleine era da classe alta carioca, porém seu pai era viciado em jogo, acabando aos poucos com o status da família, e os deixando perto da falência. Antero, pai de Madeleine, aceita que José Leôncio se case com sua filha, recebendo, dele, um bom dinheiro para tentar resgatar o status da família. Ele a leva para o Pantanal e a engravida. Mulher da cidade grande, Madeleine não se adapta ao mundo rural, à rude vida pantaneira e à rotina de peão do marido. Durante uma das viagens de Zé Leôncio em comitiva, levando gado para a venda, ela foge com o amigo Gustavo que vai buscá-la no Pantanal e o filho de poucos dias, para a cidade do Rio de Janeiro.

Amargurado, Zé Leôncio tenta em vão recuperar o menino, que acabara de nascer, mas acaba concordando em deixá-lo com a mãe na cidade grande. Passa a viver então com Filó, sua empregada, que já tinha um filho, Tadeu. Ele reconhece Tadeu como seu afilhado considerando ele seu filho. Vinte anos depois, o filho legítimo, Jove (Joventino), finalmente decide ir conhecer o pai. Mas o choque cultural é grande e os dois têm sérias dificuldades para se entender.

Sentindo-se rejeitado pelo pai, que acha que o filho é afeminado, e ridicularizado pelos peões por causa de seu jeito de moço da cidade, Joventino decide retornar ao Rio, mas leva, consigo, Juma Marruá, moça criada como selvagem pela mãe até a morte desta, assassinada por encomenda numa trama paralela de vingança entre posseiros de terras e vítimas de grilagem, fatos esses ocorridos no início da novela na cidade de Sarandi, no estado do Paraná. Tal como a mãe, comenta-se no Pantanal que Juma se transforma em onça-pintada. Passado um tempo no Rio, onde o choque cultural é agora sofrido por Juma, Joventino retorna ao Pantanal para não ter que se separar de sua "onça" amada. Desta vez, ele está disposto a se adaptar ao estilo de vida local. Joventino começa a se acertar com o pai e com Juma e vai se transformando num autêntico peão pantaneiro, surpreendendo a todos continuamente.

A história tem ainda um lado sobrenatural, baseado no fascinante folclore da região Pantaneira: os principais personagens, com exceção de José Leôncio, frequentemente se deparam com uma figura conhecida como "O Velho do Rio", um curandeiro idoso que cuida das pessoas atacadas pela jararaca boca-de-sapo, uma cobra venenosa, ou que simplesmente se perdem na extensão do Pantanal. Todos comentam que o Velho do Rio é o Pai de todas as sucuris, que ele se transforma em sucuri, também sendo ele a maior de todas. O povo acredita que O Velho do Rio se trate do pai de José Leôncio, o desaparecido peão Joventino, de quem o neto Joventino, herdou o nome. Além do Velho do Rio e da história de Juma Marruá como onça-pintada, uma terceira trama sobrenatural enriquece a novela: a figura do misterioso peão Trindade, que teria um pacto com o diabo, ou seria ele próprio a encarnação do diabo.

No decorrer da trama, José Leôncio descobre a existência de um terceiro filho seu, na verdade o primeiro dos três: José Lucas de Nada, fruto do primeiro relacionamento sexual dele com a prostituta Generosa, em um prostíbulo de Goiás para o qual fora levado pelo pai ao completar quinze anos de idade a fim de "mostrar que era macho". O sobrenome de José Lucas era De Nada, pois o mesmo não tinha pai para lhe dar um sobrenome. Assim que Zé Leôncio o reconheceu como filho, ele passou a ser chamar José Lucas Leôncio.

A saga da família Leôncio inclui, finalmente, o complicado relacionamento com o fazendeiro vizinho, Tenório, cujo passado como grileiro de terras o liga às tragédias familiares de Juma e seus pais, bem como de outros peões e agregados tanto da fazenda de José Leôncio, como da do próprio Tenório. O mau-caratismo deste e sua inclinação a vinganças covardes colocarão em risco em diversas circunstâncias a família de José Leôncio. Por sua vez, Tenório também estará na mira de forasteiros que vieram de longe em busca de vingança contra o homem que destruiu a vida e os bens de seus pais.


Produção


A telenovela foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, Carlos Magalhães, Marcelo de Barreto e Roberto Naar.

Durante anos, a novela ficou engavetada na Central Globo de Produções, chegando a entrar em pré-produção no final de 1984 para o horário das 18hs, em substituição à novela Livre Para Voar, com o título de Amor Pantaneiro. Porém, a região do Pantanal estava em época de chuvas, o que inviabilizou a produção. Sendo assim, a mesma foi cancelada e Ivani Ribeiro foi convocada, às pressas, para enviar uma sinopse para uma nova novela e, por fim, entrou, em produção, a novela A Gata Comeu.

Em 1990, a Manchete contrata seu escritor, Benedito Ruy Barbosa, que finalmente realiza seu sonho, obtendo estrondoso sucesso e superando a até então imbatível Rede Globo. Além disso, a Manchete contrata também uma grande leva de atores globais, como Cláudio Marzo, Cássia Kiss, entre outros, e a mistura com revelações da teledramaturgia brasileira, como Cristiana Oliveira e Marcos Winter.

Depois de provar que suas histórias também mobilizavam a audiência no horário nobre, o autor Benedito Ruy Barbosa, que na Globo só recebia o horário das 18 horas, retornou à casa em 1993 para escrever, finalmente, uma novela das oito global: Renascer, outro grande sucesso.

Uma das atrizes do elenco não queria atuar na novela. Carolina Ferraz só foi atuar na novela após ser ameaçada de demissão pela emissora.

Como em todas as novelas, o roteiro sempre muda no meio da exibição. Ítala Nandi havia pedido, ao autor, uma licença para atuar em um filme, e ele resolveu, então, matar a sua personagem, Madeleine. Já Almir Sater saiu para protagonizar Ana Raio e Zé Trovão. Adriana Esteves esteve cotada para o papel de Juma, assim como Deborah Bloch.

As filmagens da telenovela começaram em 15 de Dezembro de 1989, e tinham 60% das filmagens no Pantanal e 40% em São Paulo e Rio de Janeiro. A grande maioria das cenas internas foi gravada em estúdio localizado no bairro de Vista Alegre, na zona norte carioca. As cenas internas, casa do Zé Leôncio e casa do Tenório eram gravadas nos estúdios da Rede Manchete em Água Grande, no bairro de Irajá, no Rio de Janeiro.

Em 1989, Cristiana Oliveira começou a gravar Pantanal, no papel de Juma, que inicialmente seria para a atriz Glória Pires. Mas Cristiana se ofereceu para fazê-lo, já que havia se apaixonado pelo papel ao ler a sinopse. A telenovela foi um grande sucesso, derrubando a audiência da TV Globo e virando um marco na teledramaturgia brasileira. Cristiana Oliveira, com este trabalho, ganhou prêmios no Brasil e no exterior.

O personagem do Roberto, filho de Tenório, inicialmente seria gravado por Livingstone Trobilio, afilhado da então "primeira-dama" da Rede Manchete, Ana Bentes Bloch. Porém, por motivos de estudos, ele foi substituído por Eduardo Cardoso, que por sua vez desempenhou o personagem com mérito. Ambos estudavam na mesma escola na vida real.


Exibição


A novela foi exibida originalmente no Brasil pela extinta Rede Manchete entre 27 de março e 10 de dezembro de 1990 às 21h30.

Pantanal foi reexibida em duas ocasiões: às 19h30, de 17 de junho de 1991 a 18 de janeiro de 1992, e às 21h30 na íntegra, de 26 de outubro de 1998 a 14 de julho de 1999. Esta segunda reexibição tem uma particularidade interessante: entrou no ar em substituição à novela Brida, que acabou com os recursos da emissora. A Rede Manchete seria vendida pouco depois da reestreia de Pantanal. Sendo assim, essa reprise foi concluída pela RedeTV!.

Reexibição no SBT

A exemplo do que já havia sido feito com Xica da Silva, o SBT comprou as fitas da novela arrematadas no leilão da massa falida da Manchete e passou a reexibir Pantanal às 22 horas, desde o dia 9 de junho de 2008 até 13 de janeiro de 2009. A Rede Globo contestou a reexibição, pois detinha os direitos do texto, adquiridos do autor Benedito Ruy Barbosa.

O SBT não anunciou a novela com antecedência. A emissora só a anunciou como sendo sua "arma secreta". Também foram exibidas enquetes sobre as novelas preferidas pelo público e, curiosamente, na edição, Pantanal era a preferida do público. A emissora de Silvio Santos só começava a exibir a novela Pantanal quando a então novela das oito da Rede Globo A Favorita, acabava. A emissora paulista chegou a exibir chamadas apelando para o público dizendo: "Quando acabar a novela da Globo, A Favorita, troque de canal e veja a novela Pantanal". A estratégia resultou na migração dos telespectadores e na liderança de audiência.

O SBT exibiu a trama de segunda a sábado, na faixa das dez da noite. Nesta reexibição foi apresentada na íntegra, ou seja, o SBT conseguiu apresentar a telenovela Pantanal completa em 187 capítulos, uma vez que, no seu início, o SBT apresentava três capítulos completos em um, apresentando a novela em full time. Também foi criada uma nova abertura e, nesta, quem aparecia nua era a modelo Glenda Santos.

A apresentadora Nani Venâncio, na época modelo, aparece nua se metamorfoseando em onça na primeira versão da abertura da novela, exibida pela Rede Manchete.

Nas chamadas de Pantanal no SBT, a emissora dizia "Amanhã, depois que terminar a novela da Globo, A Favorita, troque de canal e veja Pantanal".

Em 2008, assim que começou a reprise da trama pelo SBT, a Rede Globo ameaçou processar a emissora de Sílvio Santos. Ela alegava ser dona da história e das imagens, e que elas foram adquiridas diretamente do autor Benedito Ruy Barbosa e portanto, a reprise da telenovela era ilegal. Já o SBT rebateu, afirmando que as fitas da telenovela foram compradas de um empresário, que adquiriu as fitas em um leilão da massa falida da TV Manchete.

Em primeira instância, a Justiça condenou o SBT por agir de má-fé, em relação a ter reprisado a trama. Além disso, o canal paulistano também foi proibido de reprisar novamente a trama de Benedito Ruy Barbosa.

Porém o SBT recorreu das decisões e, em 2014, venceu o processo em segunda instância. Mesmo podendo recorrer da decisão, o autor Benedito Ruy Barbosa resolveu desistir do processo contra a emissora paulistana, que corria desde 2008.


Elenco



Ator Personagem

Cláudio Marzo José Leôncio / Joventino Leôncio (Velho do Rio)

Marcos Winter Joventino Leôncio Neto (Jove)

Cristiana Oliveira Juma Marruá Leôncio

Jussara Freire Filó (Filomena Aparecida)

Marcos Palmeira Tadeu Aparecido Leôncio

Elaine Cristina Irma Braga Novaes

Ângela Leal Maria "Bruaca"

Ângelo Antônio Alcides

Luciene Adami Guta (Maria Augusta)

Tarcísio Filho Marcelo

Sérgio Reis Tibério

Andréa Richa Muda (Maria Ruth)

Ítala Nandi Madeleine Braga Novaes

José de Abreu Gustavo

Flávia Monteiro Nalvinha

Ernesto Piccolo   Renato "Reno"

Eduardo Cardoso Roberto "Beto"

Almir Sater Xeréu Trindade

Rômulo Arantes Levi

Marcos Caruso       Tião

Ewerton de Castro Quim

Giovanna Gold   Zefa

João Alberto Pinheiro Zaqueu

Ivan de Almeida Orlando (chalaneiro)

Lana Francis Teca (Empregada da casa de Dona Mariana)

Participações especiais

Ator Personagem

Carolina Ferraz Irma jovem

Cássia Kiss Maria Marruá

Ingra Liberato Madeleine jovem

José Dumont Gil

Oswaldo Loureiro Chico (taxista)

Tânia Alves Filó jovem

Sérgio Britto Antero Novaes

Atores convidados

Ator Personagem

Nathália Timberg Mariana Braga Novaes

Rosamaria Murtinho Zuleika

Antônio Petrin Tenório

Paulo Gorgulho José Leôncio (jovem) / José Lucas de Nada

Outras participações especiais

Alexandre Lippiani - Raimundo (filho de Maria e Gil)

José Rodrigues Pereira - Barra Mansa (Locutor dos rodeios)

Andrea Cavalcanti - Amiga de Madeleine

Antônio Gonzalez - Bruno

Antônio Pitanga - Túlio

Buza Ferraz - Grego (caminhoneiro)

Carlos Gregório - Expedito (caminhoneiro)

Enrique Diaz - Chico (filho de Maria e Gil)

Fátima Freire - Prostituta que conversa com Joventino

Giuseppe Oristânio - Paraquedista (amigo de Jove)

Gláucia Rodrigues - Matilde (secretária de José Leôncio)

Haroldo Costa - Padre Antônio (Sarandi)

Jairo Lourenço - Otávio (amigo de Madeleine)

Jece Valadão - coureiro que tem a orelha comida por Juma

Jofre Soares - Padre no último capítulo

Júlio Levy - Davi (secretário de José Leôncio)

Kátia D'Angelo - Generosa (prostituta, mãe de José Lucas)

Kito Junqueira - Pistoleiro

Leandra Leal - Maria Marruá Leôncio (filha de Jove e Juma)

Luiz Armando Queiroz - Empresário Carioca

Maurício do Valle - Caseiro de uma das fazendas de "Zé Leôncio"

Rubens Corrêa - Deputado Ibrahim Chaguri

Sérgio Mamberti - Dr. Arnaud (Advogado de José Leôncio)

Totia Meirelles - Vedete

Zaira Zambelli - prostituta que rouba o caminhão de José Lucas


Impacto na TV Brasileira



Pelo público, a telenovela será para sempre lembrada como a que bateu a audiência da Rede Globo. Seu sucesso foi estrondoso, ao ponto de a emissora de Roberto Marinho esticar a novela das oito (então Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu) para que os telespectadores não mudassem de canal, e lançar uma novela com os maiores nomes da casa (Araponga) para competir no mesmo horário, cancelando boa parte da linha de shows, tirando do ar programas consagrados como o TV Pirata.

Pantanal também foi a primeira telenovela não global, desde a falência da TV Tupi, - única emissora até então a superar a Globo com várias novelas ao longo dos anos 1970 - , em 1980, que conseguiu ultrapassar frequentemente a marca de 50 pontos de audiência, muito além do esperado. O que foi uma proeza fora dos domínios da TV Globo ao longo dos anos 1980. E, de quebra, o avassalador sucesso da telenovela rural pôs a emissora de Adolpho Bloch de vez entre as grandes produtoras de telenovelas da América Latina. Todavia, a Rede Manchete nunca mais repetiria tal façanha nos nove anos que lhe restariam de vida.

Após dezoito anos, na reexibição de Pantanal pelo SBT, a novela voltou a bater a Rede Globo na audiência. No capítulo de quinta-feira, 3 de julho de 2008, a novela da Manchete exibida pelo SBT chegou a 19 pontos de pico, conquistando a liderança por quinze minutos. Desde este dia, em alguns capítulos, a novela atinge, por alguns minutos, a liderança de audiência e em boa parte do horário de exibição, a vice-liderança em audiência.

Pelo que se dizia, devido à boa audiência de Pantanal, o SBT já estaria negociando as fitas de A História de Ana Raio e Zé Trovão, novela produzida pela Rede Manchete após Pantanal, para uma possível reprise após o término da novela. Porém Silvio Santos mudou de ideia, e transformou o horário das 22 horas em horário fixo para novelas brasileiras que eram produzidas pelo SBT, começando pela novela Revelação.


Prêmios e indicações



APCA (1990):

Melhor Novela
Melhor Atriz - Jussara Freire
Melhor Ator - Cláudio Marzo
Revelação Masculina - Ângelo Antônio
Melhor Diretor - Jayme Monjardim

Troféu Imprensa (1990):

Melhor Novela
Melhor Atriz - Jussara Freire
Melhor Ator - Cláudio Marzo
Revelação do Ano - Cristiana Oliveira


Trocando em artes versão novela volta com Dancing Days


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

ROQUE SANTEIRO

terça-feira, 20 de junho de 2017

AMAR DE NOVO: CAPÍTULO XVI - A PRAIA (Final)


To cansado, Rio de Janeiro faz calor como em todo o ano, mas é verão e nessa estação evidente que piora, é um Sol para cada um.

Parei o carro e andei até o calçadão de Copacabana. Com bermuda, camisa e suando sento em um banco e observo as pessoas na praia. Algumas tomam banho de Sol, outras se divertem na água, jogam bola, frescobol, usam a ciclovia, tomam água de coco, namoram, vivem.

Eu estou ali, mas não estou. Pareço em um universo paralelo. Sabe amigo, a vida não andou fácil para mim. Fiquei cansado, rosto sofrido, andar meio curvado e volta e meia perguntei a Deus se Ele realmente gostava de mim, se não me abandonou.

Não. Ele não me abandonou, não posso me queixar. Deus me deu uma vida bacana, uma trajetória em que me orgulho.  Enriqueci e tudo que conquistei foi com suor do meu rosto. Não sou perfeito. Sou falho, fraco, muitas vezes errei com pessoas que eu amo, mas sou do bem. Isso Ele sabe e vocês já sabem também.

Tive perdas, mas tive ganhos. Ah meu amigo, que ganhos!! Sou um cara intenso, vivo tudo com intensidade. A amizade, a família, o amor..

Sim, eu sou todo amor, todo feito de amor e respiro amor, vivo amor, meus poros exalam amor. Pelo amor me jogo do precipício, enfrento chamas, me dilacero, tenho meus sentimentos rasgados, esquartejados e gosto, vibro, porque preciso disso pra viver.

O amor me deu tudo, mas também me tirou. Não me arrependo. Viveria tudo de novo mil anos, mil vezes e com mil mulheres.

Desde que as mil mulheres fossem elas.

Elas...


Estou aqui sentado olhando a areia, me lembrando da vida, tudo que vivi. Vivi bem meus cinquenta anos e ainda tenho uma vida inteira pela frente. Vale a pena? Evidente que sim.

Na areia vejo meu neto Bentinho, ele tem cinco anos. Faz castelinho de areia com a babá e se diverte alheio ao mundo e a tudo que lhe envolve. São tantas coisas..

A babá me vê olhar para eles e me mostra para Bentinho dizendo “Olha é vovô”. Bentinho sorri e diz “Vovô!!”. Ela o pega pela mão e começam a caminhar na areia em minha direção. Eu sentado dou um sorriso largo, de imensa felicidade.

Bentinho. Um dos meus motivos de felicidade é você.

Deixe-me apresentar. Ah, você já me conhecem bem. Meu nome é Antonio, mas somos íntimos, podem me chamar de Toninho. Nesses dois livros vocês conheceram meus dramas, amores, sorrisos, lágrimas, amigos, família.

A minha história.

Se pudesse resumir para vocês resumiria tudo em uma palavra.

Amor.

Amor que minha mãe e Pinheiro me ensinaram desde pequeno. Amor que aprendi a ter por meu pai. Amor pelos melhores amigos que a vida poderia dar a um homem. Bia, Samuel, Guga e Jessé. Os mosqueteiros. Amor por seus cônjuges, nossos filhos e netos que perpetuaram nossas vidas prosseguindo com nossas dinastias.

Amor que foi a tônica dessa história o tempo todo. Da minha infância até meus cinquenta anos e com certeza me acompanhará até o fim.

Amor por Camila.

Amor por Fernanda.

Camila me ensinou como era o amor entre homem e mulher. Amor perfeito de chama intensa, companheirismo, amor que beirou o heroísmo e conto de fadas muitas vezes. Amor que lembrou histórias de cinema. Meio que Romeu e Julieta do Arpoador.

Camila é o amor da minha vida.

Fernanda o amor do meu renascimento.

Fernanda me fez gostar novamente de sorrir, de brincar, de deixar o tempo passar sem fazer esforço para impedir. Me ensinou coisas idiotas como beijo de lesma que fazem toda a diferença.

Menina mulher, doce e tagarela. Companheira. A pessoa que eu sempre corro pra contar minhas novidades, divido meus sonhos e quero que seja a primeira a ver ao acordar e a última antes de dormir. Fernanda me fez gostar novamente de viver. Fernanda me fez gostar novamente de mim.

O toque macio de suas mãos, seu corpo pesando em cima do meu. Fernanda Jardim da Silva. No "jardim" que você nasceu eu quero ser o seu beija-flor.

Camila, Fernanda. Feliz o homem que teve duas mulheres como essas em sua vida. E pensar que cheguei a duvidar que Deus gostasse de mim.

Que tolo eu fui.

Dei um abraço em Bentinho e dispensei a babá, disse que passaria o dia com meu neto. Ela foi embora e ele perguntou "Vamos fazer o quê vovô?”.

Respondi "Não sei, pergunta pra eles".

Naquele instante apareceram Fernanda, grávida de seis meses e não me perguntem o sexo, quis passar pela surpresa de só saber ao nascer. Ela trazia um carrinho de bebê e nele nossa filha de dois anos.

Regina.

Bentinho tratou de mimar sua tia quando ouviu uma voz lhe chamando "Vai me dar um abraço não moleque?".

Era Gabriel. Seu pai. Meu filho.

Acompanhado de sua mãe. De Thais.

Sim, Thais se curara do câncer. Cinco anos já se passara da terrível doença e não havia mais nenhum sintoma dela em seu corpo. Thais estava bem, sadia, corada, feliz e junto com Gabriel estava na fila de adoção para dar um irmão a Bentinho.

Pois é. A borboleta errou. Uma eu tinha que vencer sobre essa doença maldita.

Caminhamos pelo calçadão. Na frente Bentinho guiava feliz o carrinho com Regina. Atrás de mãos dadas vinham Gabriel e Thais. Atrás deles andando abraçados eu e Fernanda.

Novamente andando pelo calçadão. No mesmo calçadão em que andei triste, depressivo e como se o mundo tivesse acabado de mãos dadas com Gabriel. Agora andava, mais de vinte anos depois, abraçado a Fernanda e com minha família toda reunida.

O mundo dá voltas. Que bom.

Fomos caminhando até minha segunda casa. O local onde vivi alegrias, tristezas, pensei, refleti, decidi como agir na minha vida e passei por momentos de amor inesquecíveis. O Arpoador.

Subimos eu, Fernanda, Gabriel, Thais, Bentinho e Regina para olhar o por do Sol. Bentinho ficou brincando com Regina enquanto eu e Fernanda sentamos e nos abraçamos, assim como Gabriel e Thais, para ver o começo da noite.

Naquele instante tive a impressão de ver Camila nos observando e sorrindo. Olhei de novo para ter certeza, mas não vi mais ninguém. Apenas balbuciei baixinho "Pra sempre".

Fernanda se abraçou mais forte a mim botando a cabeça no meu peito e ficamos os quatro em silêncio olhando aquela maravilha da natureza.

Não existe noite mais bonita que a do Arpoador.

Não existe noite mais bonita do que a que passamos cercados de amor.

Bem..Como eu já disse meu nome é Antonio, apelido Toninho e essa foi a minha história. Pelo menos a história dos meus primeiros cinquenta anos de vida.

O futuro eu não sei como será, o que me espera, mas encaro a tudo sorrindo. Viver sorrindo e com esperança torna a tudo muito mais fácil.

E parafraseando um livro que eu li me despeço de vocês com a mesma expressão que vi encerrar aquele livro.

“Na boa?

Eu merecia muito ser feliz..”


Começo, meio e fim


(Tavito /  Ney Azambuja / Paulo Sérgio Valle) 


A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa entender que um amor de verdade
É feito canção qualquer coisa assim
Que tem seu começo, seu meio e seu fim

A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção

Que fale de amor
Que faça chorar
Que toque mais forte esse meu coração

Ah! Coração
Se apronta pra recomeçar
Ah! Coração
Esquece esse medo de amar de novo 



FIM




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sexta-feira, 16 de junho de 2017

TROCANDO EM VERSOS: DANÇANDO



Dançando
Do meu jeito bonitinho
Esse samba maneirinho
Vou dançar agarradinho
Com o meu amor

Dançando
Do meu jeito devagar
São dois pra lá e dois pra cá
Vem que ensino a dançar
O samba de Iaiá

Ele
É um samba diferente
Vai pra trás e vai pra frente
Envolve toda essa gente
Em uma roda pra sambar

Menina, quero provar desse teu corpo
Teu jeito me deixa doido
Com vontade de pecar

Quero poder provar sua boca pequena
Me dê chamego minha morena
Que o bailão vai começar

Dançando
Eu refaço minha fé
Quando piso o cabaré
O meu corpo se desfaz
Do que deixei pra trás

Dançando
Alivio minha mente
Sorriso se faz presente
Alivio a minha dor
Encontro meu amor

Ele
É um samba diferente
Vai pra trás e vai pra frente
Envolve toda essa gente
Em uma roda pra sambar

Orquestra mande o tango, mande o samba
Que a noite é dos bambas
É de quem quiser chegar
Só irei sair daqui de dia
Assim refaço a alegria
Pra vida continuar

Menina, quero provar desse teu corpo
Teu jeito me deixa doido
Com vontade de pecar

Quero poder provar sua boca pequena
Me dê chamego minha morena
Que o bailão vai começar

TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

O HOMEM NA ESTRADA