sexta-feira, 21 de julho de 2017

TROCANDO EM VERSOS: FATUMBI (MEU CONCORRENTE)


Ainda nas comemorações da semana dos meus 20 anos do primeiro concurso de samba relembro meu primeiro samba concorrente para "Fatumbi, a Ilha de todos os Santos". Samba que compus sozinho.

FATUMBI - A ILHA DE TODOS OS SANTOS
Carnaval 1998
Concorrente Nº 48
Autor: Aloisio Villar

Ilha
Ilha de todos os Santos
Mostra hoje seus encantos
Aqui na Sapucaí
Francês, lutou pela igualdade
Exemplo de liberdade
Que saudades de ti Fatumbi
Navio negreiro chegou ao Brasil
Com um povo varonil
Nascia o afro brasileiro
Corpo acorrentado, mas na alma não tem algema
Miscigenação é o nosso lema
A África o seduziu, Jubiabá o encantou
Na Bahia ele aportou

Viveu na África se apaixonou pela Bahia
Filho de Mãe Senhora, Devoto de Mãe Menininha
Filho de Ifá, filho do destino
Percorreu um sublime caminho
Lutou por um sonho divino

Fez uma ponte cruzando todo atlântico
Aprendeu todos os cânticos
Virou Oju Oba no Candomblé
Fotografou, a beleza, a riqueza ele mostrou
Me conta o segredo meu Babalaô
O mundo vamos mudar com nossa fé
Pierre Verger, a Ilha desfila pra você
O Sol para todos nasceu
Sangue negro em sua veia correu
África na alma, Bahia no coração
Vamos todos celebrar nossa "União"

Canta meu amor, é dia de folia
Abre alas avenida para a escola simpatia 


TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

UMA ESTRELA

quinta-feira, 20 de julho de 2017

SOBE O SOM: BLITZ


Blitz é uma banda de rock brasileiro. É uma das bandas precursoras do chamado "BRock". O grupo foi formado no Rio de Janeiro, em 1982. Originalmente foi formado por Evandro Mesquita (voz e guitarra), Fernanda Abreu (backing vocal), Marcia Bulcão (backing vocal), Ricardo Barreto (guitarra), Antônio Pedro Fortuna (baixo), William "Billy" Forghieri (teclados) e Lobão (bateria).

Em 1982, o primeiro compacto, "Você Não Soube Me Amar" alcançou um sucesso estrondoso, logo seguido pelo álbum "As Aventuras da Blitz", consolidando a banda como fenômeno de massa. Em 1984 a Rede Globo leva ao ar o musical "Blitz contra o Gênio do Mal", representado por Oswaldo Loureiro (Kid Babalu, o Gênio do Mal) e com Patricya Travassos (Rapsódia Blue, comparsa de Kid Babalu). Nesse musical são executadas algumas músicas dos primeiros dois discos da banda. Dois anos ocorreu o lançamento do terceiro LP, "Blitz 3", de 1984.

Com um rock leve, letras bem-humoradas e performance teatral no palco, a Blitz tocou no Rock In Rio de 1985 e, logo após, se desfez, realizando reuniões esporádicas. Em 1994 teve música como tema da novela A Viagem, da personagem interpretada por Fernanda Rodrigues. Em 1997, alguns ex-integrantes se reuniram e gravaram o CD "Línguas". Em 2009 a banda retornou definitivamente e lançou os álbuns "Blitz – Ao Vivo e a Cores" e "Eskute Blitz".

Então vamos lá!!


Sobe o som Blitz!!


A dois passos do paraíso


Biquini de bolinha amarelinha


Betty Frígida


Babilônia maravilhosa


Mais uma de amor


Malandro agulha


Dali de Salvador


Weekend


A verdadeira história de Adão e Eva


Egotrip


Cruel, cruel, esquizofrênico blues


Greg e sua gang


Bem. Ai está um pouco da história de uma das bandas brasileiras mais populares. Semana que vem tem banda gringa popular. Tem KC and The Sunshine Band.


Enquanto isso eu preferia que você estivesse...


SOBE O SOM ANTERIOR:

CLÁSSICOS DO SESSÃO DA TARDE

quarta-feira, 19 de julho de 2017

TROCANDO EM ARTES: DANCIN` DAYS


Trocando em artes traz hoje uma novela produzida nos anos 70 que se tornou um marco da teledramaturgia nacional.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Dancin`Days



Dancin' Days é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 10 de julho de 1978 e 27 de janeiro de 1979, substituindo O Astro e sendo substituída por Pai Herói, em 174 capítulos. Foi a 21ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dennis Carvalho e Marcos Paulo, com direção geral de Daniel Filho.

Contou com Sônia Braga, Joana Fomm, Glória Pires, Reginaldo Faria, Lídia Brondi, José Lewgoy, Cláudio Corrêa e Castro, Pepita Rodrigues, Milton Moraes, Mário Lago, Ary Fontoura, Beatriz Segall, Lauro Corona e Antônio Fagundes nos papéis centrais da trama.


Produção



O enredo veio de uma ideia de Janete Clair, chamada A Prisioneira. Para escrever Dancin' Days, Gilberto Braga usou do romantismo e sarcasmo, dois elementos característicos de seu universo ficcional, abordando os temas relacionados a discussão dos valores da classe média e das elites urbanas, que inauguraram o estilo do autor. Outra inspiração foi do filme estadunidense Os Embalos de Sábado à Noite, filme de 1977 de John Badham e estrelado por John Travolta que impulsionou o sucesso das discotecas em todo o mundo.

Janete Clair prestou uma colaboração informal a Gilberto Braga, Janete leu os capítulos durante a preparação da novela, balançou a cabeça com ar de reprovação e disse: "Aqui no capítulo 16, o mocinho tem de encontrar a mocinha e começar um romance, senão a novela não agarra." Os personagens principais, Júlia e Cacá, papéis de Sônia Braga e Antônio Fagundes, só se encontrariam depois do capítulo 25. Então Gilberto escreveu uma cena que acabou encaixada, para que os dois se conhecessem, se olhassem, se beijassem e se separassem.

O título Dancin' Days foi emprestado da boate do produtor musical Nelson Motta, a Frenetic Dancing Days Discotheque, uma casa de shows que foi citada na música Tigresa, de Caetano Veloso, gravada por Gal Costa antes da novela estrear. A discoteca juntamente com a New York City Discotheque, lançou a música disco no Brasil. A casa foi mantida pelo produtor musical durante quatro meses de 1976, no recém-inaugurado Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro. Algumas gravações externas foram realizadas na discoteca Hippopotamus, no Rio de Janeiro. A novela também foi a primeira experiência de Marcos Paulo como diretor, vindo de Nova York, onde fizera um curso de direção de cinema. Daniel Filho convidou Marcos Paulo e passou a integrar a equipe de diretores da novela ao lado de Dennis Carvalho e José Carlos Pieri. Daniel dirigiu a novela até o capítulo 26, passando a ser supervisor e entregando a direção a Gonzaga Blota. Mais tarde, Blota seria substituído por Denis Carvalho e Marcos Paulo, para trabalhar na novela substituta de Dancin' Days, Pai Herói. José Carlos Piéri era assistente de direção.

Inicialmente, Gilberto Braga queria Betty Faria para o papel de Júlia Matos. Mas Betty estava prestes a estrear o programa musical Brasil Pandeiro e não quis fazer a personagem. Para o papel de Hélio, Gilberto havia pensado no próprio diretor de Dancin' Days, Daniel Filho. Norma Bengell interpretaria Yolanda Pratini, mas a atriz se desentendeu com Daniel Filho, e Joana Fomm, que faria Neide, assumiu o papel, e a personagem Neide ficou com Regina Vianna. Num erro de edição, numa cena externa do capítulo 6, Norma Benguell aparece quando Yolanda deixa Marisa de carro na porta da escola de sapateado.

Dancin' Days foi a estreia na Rede Globo de Sura Berditchewsky e Lauro Corona, a qual seu personagem Beto fazia par romântico com Marisa, interpretada por Glória Pires, que tinha 15 anos na época, e de Reginaldo Faria, Cláudio Corrêa e Castro, que vinha da Rede Tupi de São Paulo, e de Beatriz Segall, que aparecia creditada na abertura como "Beatrix" Segall, o "x" veio de uma sugestão de Daniel Filho à atriz, que retornava a televisão depois de muitos anos. Numa entrevista à revista Amiga, Beatriz disse que havia pedido à produção da novela que voltassem a grafar seu nome de maneira correta. Eri Johnson e Cláudia Ohana participaram como figurantes na novela. Inês Galvão aparece rapidamente como uma modelo. O então iniciante Jorge Fernando, também apareceu fazendo uma figuração, na escola de copeiragem de Alberico, papel de Mário Lago.

A Novela marcou a estréia do ator Cláudio Correia e Castro na Rede Globo vinda na Rede Tupi (recém-saído na primeira versão na novela O Profeta (1977).

Enredo



Júlia de Souza Matos é uma ex-presidiária, que ganha liberdade condicional após onze anos de prisão. Ela foi presa por atropelar acidentalmente um homem durante a fuga a um assalto a um banco. Sua filha, com apenas 4 anos, é enviada a um orfanato e meses depois, vai morar com sua milionária tia, irmã de Júlia. Após sair da cadeia, onde sofreu muito, ela tenta se reaproximar da filha, Marisa de Souza Matos, tendo como principal obstáculo a irmã, Yolanda de Souza Matos Pratini, que criou a menina cercada de luxos e mimos, já que ela teve dois filhos que morreram recém-nascidos, ficou com um grande trauma de ter filhos novamente e viu na sua sobrinha a filha que ela sempre quis ter. Yolanda é uma socialite que optou por se casar por interesse para subir na vida, sempre teve inveja da irmã, e desde que Júlia foi presa, ela faz de tudo para afastar Marisa da mãe, já que ela acha que Júlia poderá influenciar negativamente a filha. Ela queria que Marisa e a irmã trilhassem o mesmo caminho de sucesso, luxo e poder, assim como ela mesma fez. Júlia, corajosa e determinada, tenta, sem muito sucesso, se restabelecer fora do presídio, tentando arranjar emprego, enquanto faz das tripas coração para ser aceita pela filha. Marisa é uma adolescente de temperamento rebelde, não se lembra do pai, e é dominada pela tia, que a criou. Ela é a única que consegue conter o jeito brigão e encrenqueiro de Marisa, assim como a mãe. Em meio a tudo isso, Júlia acaba se envolvendo amorosamente com Cacá, um diplomata desiludido com a profissão. Tudo o que ela quer é o amor e o perdão de sua filha. Júlia vai morar com Cacá e arranja um emprego temporariamente.

Ao aproximar-se da filha com outra identidade, ela se disfarça e passa a conviver com a filha como uma garota da idade dela, sendo que Marisa nem desconfia de que a amiga é sua mãe. Júlia luta para que Marisa, à beira de um casamento precoce, tome decisões maduras perante a vida. Marisa é influenciada pela tia a casar por interesse e aceita casar com Beto, filho de boas famílias, e passa a seduzi-lo e acaba engravidando para dar o golpe da barriga, nada do que ela queria, mas o que ela fez para agradar à tia.

No dia do casamento da filha, Júlia revela ser sua mãe e tenta impedir a cerimônia, sabendo que a filha vai sofrer por ter agido impulsivamente, mas não obtém sucesso. Ela bebe muito na festa e passa a dar escândalos. Ela é o oposto da irmã: sincera, mas brigona e escandalosa. A irmã é falsa, mas chique e discreta. Marisa morre de vergonha da mãe, e diz que sua tia é sua mãe. Durante a recepção da festa, acaba por agredir com palavras e pancadas, sem nenhum motivo, completamente embriagada, Franklin, o pai do noivo de Marisa, Beto que irá se casar porque a engravidou e não teria como escapar. Graças à atitude precipitada de uma convidada, Áurea, de chamar a polícia, Júlia acaba novamente presa, bêbada e gritando muito e xingando, para desgosto da filha, que chora de raiva da mãe.

Júlia é jogada alcoolizada e maltrapilha num camburão e condenada a mais seis meses de prisão. Ao entrar no camburão, Júlia promete vingança, considerando isso mais uma humilhação por conta da irmã e da filha e diz que as duas são iguais e se merecem. Ela jura a si mesma que ninguém mais a humilhará pelo seu passado.

Após sair da cadeia, Júlia passa a se tratar e para de beber. Ela conhece um milionário - Ubirajara - e eles passam a namorar, pois ela foi abandonada por Cacá. Após meses sem falar nada a irmã e a filha que ela saiu da cadeia, ela aceita se casar com o milionário Ubirajara somente por dinheiro a princípio. Ele é um homem muito solitário e se revela totalmente apaixonado por ela, redescobrindo os prazeres da vida. Julia tem por ele um grande carinho, mas no fundo não pretendia se casar com ele e protela o casamento ao máximo.

Ubirajara paga uma viagem internacional à Julia, na companhia de Solange. Após um providencial banho de loja nas capitais europeias, retorna exuberante, moderna, se transformando numa mulher chique e poderosa, que ninguém pisará mais. Ela volta numa limousine cara e importada, no dia da inauguração da discoteca Dancin' Days, sob a direção de Hélio, surpreendendo a todos — principalmente a Yolanda e a Marisa —, marcando assim a virada da personagem. Ela chega dançando muito, rebolando ao som alto das músicas modernas. Ela tira o roupão que vestia e passa a dançar com roupas curtas em cima das mesas, com um copo de whisky junto. Mais uma vez Marisa sente vergonha da mãe, que dá um show de sensualidade. Os homens gritam pedindo mais. Yolanda se choca e diz que a irmã virou prostituta e deu um golpe milionário. Júlia quer mais é aparecer e causar muitas polêmicas, além de envergonhar a irmã e a filha.

Após um show de sensualidade na pista de dança, nas mesas e balcões, Júlia dá início ao seu plano de vingança: pisar nas pessoas que a fizeram sofrer - Cacá, que, ao reencontrá-la, não teve coragem de se separar da noiva, além de tê-la abandonado na cadeia, a filha, Marisa, que sempre a rejeitou. Também se vingará de Yolanda, que se encontra separada de Horácio está totalmente falida, sofrendo na pobreza e pagando pelas maldades que fez.

Júlia convence Ubirajara que deviam viver separados, mesmo depois de casados. O namorado aluga para ela um apartamento de frente para o mar e o decora com luxo. Júlia passa a frequentar a alta sociedade e se torna uma mulher admirada por todos. Yolanda, em plena decadência, tenta humilhar a irmã de todos os modos, sem sucesso, a humilhada é sempre ela mesma.

Após muito protelar o casamento, Júlia acaba rompendo com Ubirajara. Ela irá então lutar pelo grande amor de sua vida - Cacá, querendo também aproximar-se da filha, Marisa, que continua a rejeitá-la. No final, Júlia conseguirá o perdão de sua filha, que entretanto se separa de Beto, e irá se aproximar de sua irmã, Yolanda, que começa a trabalhar numa revista e sofre uma reviravolta na sua vida, tornando-se compreensiva com todos. A novela termina com Júlia reconquistando o grande amor de sua vida, Cacá.

Elenco



Ator Personagem

Sônia Braga       Júlia de Souza Matos
Joana Fomm       Yolanda de Souza Matos Pratini
Antônio Fagundes Carlos Eduardo Souza Prado Cardoso (Cacá)
Reginaldo Faria         Hélio Castro Ferreira
Pepita Rodrigues Carmem Lúcia Santos (Carminha)
Cláudio Corrêa e Castro Franklin Cardoso
Yara Amaral     Áurea Santos
José Lewgoy     Horácio Pratini
Glória Pires     Marisa de Souza Matos
Lauro Corona      Paulo Roberto Souza Prado Cardoso (Beto)
Lídia Brondi       Vera Lúcia (Verinha)
Milton Moraes        Jofre da Silva Maia
Ary Fontoura        Ubirajara Martins Franco
Sura Berditchevsky Inês Santos Fragoso
Eduardo Tornaghi Raul de Castro Mello
Beatriz Segall        Celina Souza Prado Cardoso
Ivan Cândido       Aníbal Fragoso
Cleyde Blota        Emília de Castro Mello
Gracinda Freire        Alzira da Silva Maia Neves
Mário Lago        Alberico Santos
Lourdes Mayer         Ester Santos
Chica Xavier         Marlene
Mauro Mendonça Arthur Meireles Steiner
Jacqueline Laurence Solange Rocha
Regina Vianna         Neide
Renato Pedrosa Everaldo
Neuza Borges        Madalena de Jesus (Madá)
Mira Palheta         Bibi Nascimento Leal
Osmar de Mattos Ricardo
Suzana Queiroz         Leila
Rejane Schumann Luciana


Lançamento e repercussão



Dancin' Days fez com que se espalhassem discotecas pelo país. Por causa dessa influência, a novela foi citada no documentário Muito Além do Cidadão Kane como um exemplo do poder da Rede Globo sobre o Brasil. Os telespectadores confundiam a realidade da ficção. Joana Fomm recebia quase diariamente insultos e até propostas indecorosas por telefone, por conta das maldades de sua personagem, Yolanda. Em entrevista na época, Gilberto Braga confessou que até sua cozinheira havia batido o telefone na cara da atriz. “Ela possui um arsenal de informações que teoricamente a impediriam de fazer essa confusão. Ela me vê escrever a novela, dá uma olhadinha no final do capítulo às escondidas, conversa comigo”, contou o autor. “No entanto, quando tentei sugerir que a Joana não tinha nada a ver com a Yolanda, ela respondeu: ‘Sei que o senhor é que escreve aquilo tudo, não sou burra. Bati o telefone outro dia por causa da cara de nojenta que ela fez quando a Júlia entrou no camburão da polícia. A cara não foi o senhor que escreveu, era dela mesma.’”

Sônia Braga com sua personagem Júlia, influenciou a moda no Brasil, com suas roupas de cetim e meias soquetes de lurex. As meias eram meio fosforescentes, listradas e coloridas, com sandálias de tiras e salto alto, que viraram mania nacional. Para a marcante cena da volta triunfal de Júlia, no capítulo 79, a figurinista Marília Carneiro criou uma calça jogging vermelha de cetim com listas laterais. Completando o visual, a personagem usava as sandálias de salto fino sobre as tais meias de lurex. Dancin’ Days foi tema, em 1978, de uma reportagem da revista americana Newsweek que destacou a influência da novela sobre os hábitos de consumo dos telespectadores. Além de lançar modismos, como meias coloridas de lurex, ícones de uma geração, a novela promoveu produtos como água-de-colônia e sandália de salto fino.

Foram vendidas 400 mil bonecas Pepa, brinquedo da personagem Carminha (Pepita Rodrigues). Por causa da novela, os voos de asa-delta, praticados pelo personagem Beto de Lauro Corona, deixaram de ser um hobby apenas da zona sul carioca.

O produtor musical Nelson Motta, graças ao sucesso de Dancin' Days, reabriu sua discoteca em 1978 - dessa vez no alto do Morro da Urca. Ela narra em seu livro Noites Tropicais: "Todas as sextas e sábados três mil pessoas lotavam os bondinhos (...) Muita gente que confundia a novela com a discoteca, que imaginava 'estar' na novela, que esperava encontrar a Sônia Braga dançando na pista."


Legado e prêmios



Em 2010, Sônia Braga e Antônio Fagundes se reencontraram em cena no episódio A Adúltera da Urca da série As Cariocas, inspirada no livro homônimo de Sérgio Porto. Seus personagens foram batizados de Júlia e Cacá, assim como em Dancin’ Days, numa homenagem do diretor Daniel Filho à novela de Gilberto Braga.

Em 2011 um longa chamado A Novela das 8 foi feito em homenagem à telenovela e para retratar o quanto a mesma que influenciou os jovens, foi produzido pela Querosene Filmes, dirigido por Odilon Rocha e distribuído comercialmente pela Universal Pictures em 2012 para todo o Brasil. Em outubro do mesmo ano, foi lançada em DVD, num box com 12 discos.

Com a volta de Dancin' Days no Canal Viva em 2014, o portal Ego das Organizações Globo mostrou como estão os atores da novela.

Em 2014, durante a reprise da telenovela no Viva, a atriz Sônia Braga entrou com uma ação contra a Rede Globo na 10.ª Vara Cível do Rio de Janeiro, onde cobra, entre outras coisas, uma indenização, uma vez que a novela foi ao ar sem que a rede a procurasse para lhe pagar pelos direitos de imagem, em valores atualizados. Em resposta, o Viva disse que licencia conteúdo da Globo e de outras produtoras nacionais e internacionais e que esses fornecedores é que são responsáveis pelo pagamento dos direitos a seus contratados. Já por parte da Globo, de acordo com seus contratos, o elenco de novelas reexibidas no Canal Viva recebe pagamento pelas reprises. Assim, a atriz Sônia Braga, que processa a emissora pelo pagamento de direitos de imagem da reexibição de Dancin’ Days no canal, não será uma exceção.

Ano               Recipiente        Categoria                                         Resultado
1979      Joana Fomm Televisão: Melhor Atriz *            Venceu
                     Gracinda Freire                                                          Venceu
                      Yara Amaral                                                           Venceu
                      Lauro Corona Televisão: Melhor Ator Revelação   Venceu
                      Glória Pires          Televisão: Melhor Atriz Revelação    Venceu


Trocando em artes versão novela volta em quatro semanas com Beto Rockfeller.



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DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA

terça-feira, 18 de julho de 2017

QUINZE ANOS: CAPÍTULO III - FEVEREIRO


Além da saudade que já sentia de Fabíola e Maceió outra coisa afligia minha cabeça.

Quem matou Odete Roitman?

Sim porque minha mãe e minha avó decidiram voltar ao Rio de Janeiro justamente na noite do último capítulo da novela “Vale Tudo” e o Brasil inteiro se perguntava quem tinha matado a velha ruim.
Em 1989 não existia notebook, tablet, smartphone, nem mesmo um daqueles celulares “tijolão” para ligar a alguém e perguntar.

Assim a dúvida persistia de madrugada dentro do ônibus enquanto o país todo já sabia.

Descemos na parada e fui correndo a uma banca de jornais tentar descobrir o assassino. Procurei nos jornais já expostos e vi a foto da atriz Cássia Kiss. Embaixo a legenda “Leila é a assassina de Odete Roitman”. Eu olhava e decepcionado perguntava “Como assim a Leila?”.

Decepção parecida quando, por exemplo, a gente conhece uma super gata, rola carinho, beijinhos e quando chegamos no motel descobrimos que era um travesti. Não..nunca aconteceu comigo essa situação acima, nem sei porque fiz essa comparação..coisa esquisita. Minha mãe e minha avó chegaram por trás de mim e respondi que a assassina era a Leila. Minha avó reclamou que era uma opção muito sem graça do autor e era como se empolgar com um homem e descobrir que ele não era bem dotado.

Minha mãe e eu olhamos pra ela que respondeu que nunca passara por isso e nem sabia por que fez tal comparação.

Família de loucos..

Lanchamos e voltamos ao ônibus prosseguindo a viagem. Algumas horas depois chegamos ao Rio de Janeiro. Não avisamos a ninguém que chegaríamos. Pegamos um taxi na rodoviária e fomos pra Ilha. Chegando na frente de casa minha avó percebeu que algo não ia bem.

Uma grande algazarra tomava conta da casa. Batista e Mauro estavam no terraço soltando pipa com as crianças da rua. Minha avó furiosa subiu as escadas gritando, minha mãe atrás lhe pedia calma e eu no portão ria. Minha avó deu uma bronca descomunal nos dois que pediram desculpas enquanto minha mãe beijava Pinheiro, que voltara de viagem e dizia estar com saudades.

Assim a situação se normalizava em seu dia a dia.

O carnaval se aproximava e infelizmente a volta as aulas também. Eu não estava muito animado, o que me fazia ir às aulas feliz era a Raquel. Uma menina baixinha, loirinha e de voz rouca da minha turma que eu era apaixonado, mas me declarei e não quis nada comigo.

Mas com o carnaval me animava. Já comprara minha roupa de bate-bola e decorado o samba da União da Ilha. O samba era muito bom e tinha certeza que a escola seria campeã. O enredo da escola chamava-se “Festa Profana” e o samba tinha versos como “Eu vou tomar um porre de felicidade/vou sacudir eu vou zoar toda cidade”.

Mas antes do carnaval algumas coisas ainda aconteceriam.

Uma era que minha avó cismou que eu tinha que fazer regime dizendo que eu estava muito gordo. Detalhe eu era magro quando criança e minha avó reclamava que eu era muito magro e tinha que engordar.
Deu-me abridor de apetite e ele nunca mais fechou. Levou-me a uma médica japonesa chamada Makuko Kubota, especialista em obesidade infantil. Odeio essa palavra “obesidade”, faz a pessoa ser ainda mais gorda.

Cheguei ao consultório e ela com cara séria parecendo que pegaria uma espada milenar de samurais para me cortar e pegou foi uma caneta, papel e escreveu o nome de todos os alimentos que eu não poderia ingerir. A lista era extensa e cada nome que surgia ali destroçava meu coração.

No fim pediu para que eu tirasse a roupa e me examinou. Eu ali peladão e ela mexendo em meu corpo. Tive que pensar na “bruxa” professora de Aritmética para não dar vexame.

Fiz a dieta durante duas semanas e graças a ela perdi quatorze dias.

Algumas coisas ocorridas nesse período me fizeram sair da dieta. Na verdade uma coisa que ocorreu.
Estava eu em casa jogando vídeo game ainda tentando bater meu recorde no river raid enquanto minha avó ouvia Julio Iglesias na vitrola, sim na época ainda eram LPs e vitrolas, quando ouvimos barulho de helicópteros.

Minha avó parou de ouvir a música e chamou minha atenção para a barulheira. Também estranhei porque me acostumara a ouvir ali apenas aviões, devido proximidade com o aeroporto, mas helicópteros não.
Minha avó ainda brincou dizendo que minha mãe devia estar envolvida com o problema. Eu ri e decidimos ligar para seu celular pra saber se estava tudo bem, mas depois lembramos que o celular só chegaria ao Brasil alguns anos depois e nem tínhamos ideia do que era um..é brincadeira viu?

Minha avó voltou ao Julio Iglesias e eu ao atari. Algumas horas depois minha mãe chegou. Ao mesmo tempo com cara de assustada e animada. Perguntamos o motivo e ela respondeu que ocorrera um sequestro no bairro e ela ajudou nas negociações.

Eu e minha avó sentamos abismados no sofá enquanto minha mãe contava tudo. Ela contou que voltava do presídio quando viu grande movimentação de carros da polícia e curiosa decidiu ir atrás. Chegaram a uma residência onde uma família fora tomada como refém. A polícia tentava negociar com os assaltantes e não
conseguia êxito.

A mulher de um dos sequestradores chegou e minha mãe doida como sempre foi se oferecer a ir com a mulher até a frente da casa tenta negociar porque era assistente social. Assim minha mãe abraçou a mulher e foi até a frente da casa sendo alvo de uma bateria de fotos e filmagens da imprensa. Chegaram à frente e minha mãe gritou que se entregassem, pois, era o melhor para eles e a mulher do assaltante pedia pelo amor de Deus que ele não fizesse nenhuma besteira.

Nesse momento ele mandou uma rajada de tiros que acertaram próximo aos pés da minha mãe e da mulher e o homem mandou que a mulher ficasse de fora daquilo. O delegado achou melhor que elas saíssem dali e ordenou a saída.

Mas minha mãe continuou acompanhando tudo e os assaltantes, três no total, desceram com reféns, colocaram em um carro e partiram em disparada. O delegado pelo rádio da patrulha deu a ordem que fechassem a saída da Ilha, na época apenas uma ponte ligava a Ilha do Governador ao continente.
Os carros da polícia saíram em disparada e minha mãe foi atrás. A polícia alcançou os bandidos na ponte e trocaram tiros conseguindo matar os três assaltantes.

E minha mãe contava essa história entusiasmada enquanto eu e minha avó estávamos boquiabertos.
Comentei que esse devia ser o motivo dos helicópteros e minha mãe respondeu que sim. Ela perguntou como não sabíamos de nada se a imprensa toda estava lá e devia estar passando tudo
na televisão. Minha avó respondeu que como sempre eu jogava vídeo game.

Minha mãe ligou a TV enquanto minha avó esbravejava que minha mãe era louca e não podia se arriscar assim tendo um filho adolescente para ser criado em casa. Mas a fisionomia de minha avó mudou quando viu as imagens na televisão e minha mãe aparecendo.

Minha avó exclamou “você tá famosa Regina!!”. Pegou o caderno de telefones e ligou para todos os conhecidos mandando que ligassem a TV.

E minha mãe apareceu em todas as emissoras e em todas as capas de jornais no dia seguinte. Única coisa que lhe deixou revoltada é que em alguns jornais lhe tratavam como mulher de um dos bandidos e em outros como policial. Ninguém colocava como assistente social.

Minha mãe sempre foi uma pessoa corajosa. Nós brincávamos e apelidamos a ela de “Kate Mahoney”, nome da personagem principal da série “Dama de ouro” que era um grande sucesso na época. Uma policial que tinha medo de nada.

Assim era minha mãe.

No dia seguinte minha avó nos chamou para irmos a uma churrascaria famosa da cidade que íamos de vez em quando comemorar “o sucesso” de minha mãe, respondi que não dava, pois, estávamos de dieta. Minha avó também entrara em regime. Ela respondeu que o regime estava suspenso e nem estava adiantando porque eu não conseguia emagrecer.

O problema era bem eu não. Minha avó comia e bebia as escondidas e não aguentava mais aquela dieta e assim fomos felizes comer carne sangrando e eu me livrei da Makiko Kubota e sua cara de samurai assassina.

Até porque o carnaval se aproximava e ninguém merece passar carnaval em dieta.

Eu era fascinado por carnaval. Gostava de sair de bate bola pelas ruas com meus amigos assustando os outros, hoje fico pensando como conseguia vestir aquelas fantasias tão quentes no calor do verão carioca e gostava também de ir de noite à praça perto de minha casa onde ocorria o melhor carnaval da Ilha do Governador.

Pinheiro junto com um amigo chamado Zé tinha uma barraca nesse carnaval da praça que seria de comidas baianas. Chamava-se Baranijé e era o local mais procurado nos quatro dias de festa.

Mas o que me fascinava mesmo eram as escolas de samba. Eu devia ser o único menino que conhecia da minha idade que decorava todos os sambas e passava a noite em claro assistindo os desfiles. Tá certo que até então eu sempre dormia na última e não conseguia ver tudo. Mas era um apaixonado e me concentrava naquela missão de ver as escolas e torcer pela União da Ilha.

A União da Ilha do Governador é uma das escolas mais tradicionais do nosso carnaval. Mesmo até então sem ganhar títulos era a escola dos sambas mais populares tendo em sua história sambas como “Domingo” que contém os versos “ vem amor, vem na janela ver o Sol nascer, na sutileza do amanhecer/um lindo dia se anuncia”. “É hoje” com seu famoso refrão “Diga espelho meu/se há na avenida alguém mais feliz que eu” e “O Amanhã” “Como será o amanhã/responde quem puder/o que irá me acontecer/o meu destino será como Deus quiser”.  

E algo me dizia que aquele samba de 1989 também faria história.

Minha história com escolas de samba ia além. Meu pai era ótimo passista e portelense doente. Desfilava todos os anos pelo Boi da Ilha do Governador, outra escola do bairro e que teria importância grande na minha vida. O carnaval chegou e eu todo animado saí com meus amigos. A fantasia era linda e eu gostava de assustar mesmo. Não sei se era por causa da máscara que escondia meu rosto, mas a minha personalidade mudava vestido de bate-bola e batendo aquela bexiga pelo chão. Eu me sentia mais confiante.

Saíamos pelas ruas da Freguesia e chamamos atenção de um fotógrafo do jornal do bairro que nos viu e tirou uma foto nossa que estampou capa no domingo seguinte. A farra estava muito boa, mas não durou muito pra mim. Fui atropelado por uma bicicleta rasgando assim a fantasia e ficando com o braço bem roxo.
Voltei pra casa e não vesti mais a fantasia.

Até porque no dia seguinte já tinha desfile das escolas de samba no Rio e eu viraria a madrugada assistindo não aguentando assim ficar acordado de manhã para sair de bate-bola. Fui com minha família na praça e ficamos na barraca do Pinheiro. Meus familiares ficariam ali a noite toda, mas eu só esperava a hora da União da Ilha para ir embora.

Nem precisei esperar. Uma chuva torrencial caiu e minha mãe e minha avó acharam melhor sairmos de lá. Um primo da minha mãe, o Flavinho, nos convidou para assistir o desfile na sua casa e fomos. Chegando lá sua família tinha visitas e uma menina bem bonitinha estava junto. Chamava-se Danielle. Branquinha, cabelo preto escorrido e grande. A menina pareceu me dar bola e fizemos uma boa amizade naquela noite, mas eu estava mais interessado nos desfiles.

A União da Ilha desfilou muito bem e o samba arrebentou como eu imaginava. Um desfile sem defeitos que me deixou com esperanças que a escola pudesse ser campeã. Estava com sono e o Flavinho sugeriu que eu deitasse enquanto a última escola não entrasse, era o Salgueiro. Concordei um cochilo não me faria mal.

Deitei e só acordei horas depois. Mais uma vez não consegui ver todos os desfiles.

Na segunda de carnaval fiz operação de guerra para poder assistir todas as escolas. Dormi o dia todo, não fui à praça e tomei café forte quando começava a primeira escola. Assim fui assiiitndo uma a uma e me impressionei com a Imperatriz Leopoldinense que estava luxuosíssima, com um samba que eu gostava muito e nunca saiu da minha mente a imagem de um cara em cima de um cavalo altíssimo que se caísse dali era pra ir direto ao cemitério.

De manhã ganhei a companhia de minha avó para assistir a Beija-Flor. Ela era apaixonada pelo Joãosinho Trinta e ficou muito decepcionada quando viu um monte de desfilantes vestidos de mendigos perguntando o que era aquilo. Respondi que tinha a ver com o enredo que falava em ratos e urubus e minha vó contou que não era aquela Beija-Flor que gostava de ver. Gostava de ver a escola luxuosa, bonita e voltou pra cama dizendo que a escola não arrumaria nada.

Realmente não foi campeã, mas o desfile entrou pra história. Ela devia ter assistido comigo. Finalmente consegui ver todas.

Na noite seguinte fomos à entrada do Gala Gay no Scala assistir o povo entrar no baile. Eram fantasias muito engraçadas e um verdadeiro desfile. Depois voltamos a Ilha e ficamos na barraca do Pinheiro.
Eu sentado com um radinho de pilhas tentando descobrir algo sobre o desfile do Boi da Ilha. As pessoas me viam e deviam achar que eu era maluco.

E eu devo ser mesmo porque transformei as escolas de samba em algo importante da minha vida.
A União da Ilha também não foi campeã, foi a Imperatriz. Beija-Flor ficou em segundo e a Ilha em terceiro no seu melhor resultado que eu vira até então.

Assisti feliz pela televisão a Ilha desfilar no sábado das campeãs e ver ali algumas pessoas que eu tratava como ídolos e que alguns anos depois se transformaram em meus amigos e parceiros de samba.

E no fim das campeãs meu carnaval também chegou ao fim e eu sabia que ali o ano começava.

E segunda tinha aula.


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JANEIRO 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

SEXTA POÉTICA: PASSINHO DO VOLANTE


Sexta poética traz hoje para ser recitada uma linda poesia, um clássico da música brasileira. A canção "Passinho do volante" de "Mc Federado e os leleques", música também conhecida como "lelek lek".


Declamação


A música


Em semanas "Sexta poética" voltará com mais uma linda canção da MPB.


No passinho do volante...

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PIMPOLHO

quinta-feira, 13 de julho de 2017

SOBE O SOM: CLÁSSICOS DO SESSÃO DA TARDE


Sessão da Tarde é um programa de televisão brasileiro; uma sessão de filmes exibida pela Rede Globo de segunda a sexta-feira. É exibido às tardes da emissora desde o dia 11 de março de 1974, sendo uma das sessões de filmes mais duradouras e conhecidas da televisão brasileira, sucedendo a extinta Sessão das Duas.

Desde sua estreia, a Sessão da Tarde é exibida na faixa vespertina, sendo que desde 1980 passou a ser exibida logo após o Vale a Pena Ver de Novo mas, com a queda de audiência ao longo dos anos, o canal resolveu inverter a ordem dos dois programas, realizando testes em Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo, onde a audiência era mais crítica; até que em 17 de fevereiro de 2014, a mudança passou a vigorar na grade de programação da emissora de todo o país e o programa começou a ser exibido após Vídeo Show e antes de Vale a Pena Ver de Novo.

A Sessão da Tarde costuma ser cancelada durante uma semana, quando há o início da reexibição de uma outra telenovela no Vale a Pena Ver de Novo juntamente com os últimos cinco capítulos da telenovela em reexibição, o que faz com que a atração estenda-se desde o fim do Vídeo Show até o início de Malhação. Em geral, os filmes apresentados em Sessão da Tarde são de comédia, aventura e em alguns casos ação ou drama.

Então vamos lá com essa galera da pesada que apronta altas confusões!!


Sobe o som Clássicos do Sessão da tarde!!


Pretty woman (Uma linda mulher)


Twist and shout (Curtindo a vida adoidado)


Don`t you, Forget about me (Clube dos cinco)


Glory of love (Karatê kid)


Footloose (Footloose)


What a feeling (Flashdance)


Can`t take my eyes of you (10 coisas que eu odeio em você)


I will follow him (Mudança de hábito)


Take my breath away (Top Gun)


Everytime go away (Antes só que mal acompanhado)


Somewere in time (Em algum lugar do passado)


Johnny B. Goode (De volta para o futuro)


It might be you (Tootsie)


Time of my life (Dirty dancing)


The goonies "R" good enough (Os Goonies)


Stand by me (Conta comigo)


Ghostbusters (Ghostbusters)


Bem. Aí estão alguns dos clássicos que fizeram e fazem parte até hoje da "Sessão da tarde". Semana que vem tem mais clássicos. Tem Blitz.


Enquanto isso vamos curtir o clássico dos clássicos.


SOBE O SOM ANTERIOR:

NELSON CAVAQUINHO & CARTOLA

quarta-feira, 12 de julho de 2017

CINEBLOG: GHOST


Cineblog volta hoje com um dos filmes mais vistos dos anos 90. Uma história de amor que foi além da vida.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Ghost



Ghost (Ghost: Do Outro Lado da Vida (título no Brasil) ou O Espírito do Amor (título em Portugal)) é um filme norte-americano de 1990, do gênero drama e romance, dirigido por Jerry Zucker e com roteiro de Bruce Joel Rubin. O filme foi indicado a cinco Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Trilha Sonora e Melhor Montagem, ganhou os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante para Whoopi Goldberg e Melhor Roteiro Original.


Sinopse



Sam Wheat (Patrick Swayze), um bancário, e Molly Jensen (Demi Moore), uma ceramista de talento, são um casal muito apaixonado. Recém-casados, se mudam para um apartamento em Nova York que acabaram de comprar. No trabalho, Sam descobre uma grande diferença em um par de contas bancárias. Desconfiado que há algum estelionatário desviando dinheiro do banco, ele confia em seu colega de trabalho, Carl Bruner (Tony Goldwyn), para investigar o assunto, já que o mesmo se ofereceu para a atividade. Com o tempo, vendo que o dinheiro da conta de um cliente continua a ser extorquido, passa a desconfiar de Carl, mas ainda não tem como provar suas suspeitas, e então Sam decide investigar os dados bancários e as contas de todos os clientes.

Mais tarde, naquela noite, Sam e Molly, após voltarem do cinema, são atacados por um bandido armado chamado Willie Lopez (Rick Aviles). Após anunciar o assalto, Molly se desespera. Sam entra em luta corporal com o bandido para proteger Molly, mas acaba assassinado com um tiro, e Molly fica em pânico. O espírito de Sam, ainda desorientado, tenta bater no bandido, mas fica em estado de choque ao ver seu corpo sem vida e estirado na calçada. Espíritos de luz tentam levá-lo, mas com medo e sem nada entender, recusa. Aos poucos, após acompanhar seu enterro, ele percebe que agora é um fantasma, cuja presença não pode ser vista ou ouvida, e fica muito atormentado, o que o faz chorar. Aproveitando-se desta nova realidade, decide investigar sobre o desvio da conta bancária, assunto que deixou pendente em vida, e descobre que Carl mandou assassiná-lo por medo de ser descoberto, e que ele é o estelionatário do banco que trabalhavam. Revoltado, promete vingança, e seu objetivo maior é proteger Molly.


Elenco



Ator                                  Personagem

Patrick Swayze            Sam Wheat
Demi Moore                  Molly Jensen
Whoopi Goldberg          Oda Mae Brown
Tony Goldwyn                  Carl Brunner
Rick Aviles                  Willie Lopez
Gail Boggs                  Irmã de Oda Mae Brown
Armelia McQueen          Irmã de Oda Mae Brown
Vincent Schiavelli          Fantasma do Metrô
Bruce Jarchow                  Lyle Ferguson
Stephen Root                  Sargento
Laura Drake                   Policial


Recepção



Ghost recebeu avaliações favoráveis ​​e teve uma aprovação de "81%" no Rotten Tomatoes.[2] Ele tem uma média de 53/100 no site Metacritic. O filme tem sido criticado por apresentar o estereótipo vodu negro com Oda Mae Brown. No entanto, apesar disso, o desempenho de Goldberg foi muito elogiado. Janet Maslin em sua revisão para o The New York Times comenta, "Ms. Goldberg interpreta um personagem de espanto, irritação e grande presente para voltar falar com o punho. Esta é uma daquelas raras ocasiões em que a inclassificável Sra. Goldberg encontrou um papel que realmente combina com ela, e ela faz mais do mesmo". Goldberg ganhou um Oscar, BAFTA e Globo de Ouro por sua performance.


Premiações



Oscar 1991 (Estados Unidos)

Melhor Filme Ghost Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Whoopi Goldberg Venceu
Melhor Roteiro Original Bruce Joel Rubin Venceu
Melhor Edição Walter Murch Indicado
Melhor Trilha Sonora Maurice Jarre Indicado

Prêmio Saturno 1991 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)

Melhor Filme de Fantasia Ghost Venceu
Melhor Diretor Jerry Zucker Indicado
Melhor Atriz Demi Moore Venceu
Melhor Ator Coadjuvante Tony Goldwyn Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Whoopi Goldberg Venceu
Melhor Roteiro Bruce Joel Rubin Indicado
Melhor Música Maurice Jarre Indicado
Melhores Efeitos Sonoros Earle Smith Jr. Indicado

Academia Japonesa de Cinema 1991 (Japão)

1991 Melhor Filme Estrangeiro Ghost Venceu

BAFTA (Reino Unido)

Melhor Atriz Coadjuvante Whoopi Goldberg Venceu
Melhor Roteiro Original Bruce Joel Rubin Indicado
Melhor Maquiagem Aileen Josenwall Indicado
Melhores Efeitos Visuais Eric Stewart Indicado

Globo de Ouro 1991 (Estados Unidos)

Melhor Filme - Comédia ou Musical Ghost Indicado
Melhor Ator - Comédia ou Musical Patrick Swayze Indicado
Melhor Atriz - Comédia ou Musical Demi Moore Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Whoopi Goldberg Venceu


Curiosidades



A atriz Meg Ryan recusou o papel de Molly. Nicole Kidman chegou a fazer testes para o papel. Molly Ringwald também fez um teste para o papel mas perdeu para Demi Moore;

Bruce Willis, que na época era marido de Demi Moore, recusou o papel de Sam, pois achava que o filme não daria certo. Outros grandes atores, como Tom Hanks, Tom Cruise e Nicolas Cage foram reprovados para interpretar Sam;

O Diretor Jerry Zucker havia trabalhado anteriormente em comédias malucas, como Apertem os cintos... o Piloto Sumiu!;

Whoopi Goldberg só participou do filme graças à insistência de Patrick Swayze. Graças à sua atuação em Ghost, ela ganhou posteriormente o Oscar de melhor atriz coadjuvante;

Por uma estranha e mórbida coincidência, o ator Vincent Schiavelli, que interpretou o fantasma do metrô, morreu de câncer aos 57 anos, assim como Swayze.

O filme foi exibido pela primeira vez na televisão aberta, na Rede Globo, em Tela Quente - Especial, em 27 de dezembro de 1993. A audiência do longa foi histórica: bateu os 56 pontos e chegou a superar os índices da novela das oito da época, Fera Ferida, que a antecedeu na programação. Ghost entrou para a história, uma vez que nenhum outro filme registrou tamanha audiência até então, e nem posteriormente não foi superada.


Cineblog volta em duas semanas com "Dirty Dancing".


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