quinta-feira, 19 de julho de 2018

TROCANDO EM VERSOS: UM AMIGO


(Versão de You`ve got a friend eternizada por James Taylor)

Quando o Sol não brilhar
E o céu escurecer
A esperança 
No teu peito aos poucos morrer

Quando sentir que vai cair
Um abismo te puxar
Não se esqueça 
Precisando é só me gritar  

Se quiser chame por mim
Qualquer hora chame por mim
Que eu irei, te confortar 
Seja qual for a estação
Estou aqui pra te ajudar
Poderá sempre contar comigo
Tem um amigo

Uma vez foi comigo
Esteve aqui quando precisei
Lembro no teu ombro
Quanto eu chorei

Mas que bom que é assim
Tenho a você e você a mim
Então não esqueça
Precisando é só me gritar

Se quiser chame por mim
Qualquer hora chame por mim
Que eu irei, te confortar 
Seja qual for a estação
Estou aqui pra te ajudar
Poderá sempre contar comigo

É sim baby..você tem um amigo
Pra poder rir e chorar
Um presente que a vida deu
Amor que vem da amizade
Entre você e eu

Se quiser chame por mim
Qualquer hora chame por mim
Que eu irei, te confortar (Digo de coração)
Seja qual for a estação
Estou aqui pra te ajudar
Poderá sempre contar comigo
Tem um amigo


TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

JUNTO A ELA

SOBE O SOM: IVAN LINS & JOÃO BOSCO


Ivan Guimarães Lins (Rio de Janeiro, 16 de junho de 1945) é um cantor, pianista e compositor brasileiro, e um dos artistas brasileiros de maior sucesso no mundo.

Filho do militar Geraldo Lins, foi muito influenciado por diversos gêneros musicais como jazz, bossa nova e soul e tem como principal instrumento o piano, que toca desde os 18 anos. Formou-se em química industrial no final dos anos 60, quando iniciou a carreira musical em festivais se classificando em segundo lugar no V Festival Internacional da Canção.

Contratado pela gravadora Forma/Philips (que posteriormente transformou-se em Polygram até chegar ao nome atual Universal Music) pelo então produtor, o compositor Paulinho Tapajós, grava três discos pelo selo: Agora, Deixa o trem seguir e nesse período, compôs músicas com Ronaldo Monteiro de Souza, mas depois teve em Vítor Martins o mais frequente parceiro. A primeira composição entre ambos se deu quando do lançamento do quarto LP, Modo livre, pela RCA (depois BMG, em seguida Sony BMG e hoje Sony Music), gravadora esta que lançaria também o álbum subsequente, Chama acesa. Nessa mesma década lançou alguns discos que o projetaram.

João Bosco de Freitas Mucci, mais conhecido como João Bosco, (Ponte Nova, 13 de julho de 1946) é um cantor, violonista e compositor brasileiro

Filho de pai libanês, João Bosco começou a tocar violão aos doze anos, incentivado por uma família repleta de músicos. Suas primeiras influências foram Ângela Maria, Cauby Peixoto, Elvis Presley e Little Richard, integrou a banda X-Gare (inspirada na canção "She's got it" de Richard).Alguns anos depois, iniciou na Escola de Minas em Ouro Preto cursando Engenharia Civil.[Apesar de não deixar de lado os estudos, dedicava-se sobremaneira à carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como jazz e bossa nova e pelo tropicalismo. Foi em Ouro Preto, em 1967, na casa do pintor Carlos Scliar, que conheceu Vinícius de Moraes, com o qual compôs diversas canções.

Em 1970 conheceu aquele que viria a ser o mais frequente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções: Aldir Blanc. Primeira gravação saiu no disco de bolso do jornal O Pasquim: .No ano seguinte, selou contrato com a gravadora RCA, lançando o primeiro disco, que levava apenas seu nome. Em 1972 conheceu Elis Regina, que gravou uma parceria sua com Blanc:

Então vamos lá!!


Sobe o som Ivan Lins & João Bosco!!


Vitoriosa (Ivan Lins)


Lembra de mim (Ivan Lins)


Vieste (Ivan Lins)


Depende de nós  (Ivan Lins)


Madalena (Ivan Lins)


Desesperar jamais (Ivan Lins)


Ai, ai, ai, ai, ai (Ivan Lins)


O amor é o meu país (Ivan Lins)


Papel marchê (João Bosco)


De frente pro crime (João Bosco)


O mestre sala dos mares - Com Chico Buarque (João Bosco)


A paz (João Bosco)


São dois pra lá, dois pra cá (João Bosco)


Quando o amor acontece (João Bosco)


Corsário (João Bosco)


Kid Cavaquinho (João Bosco)


Aí estão as obras de duas grandes lendas de nossa MPB. Semana que vem tem duas lendas internacionais. Tem Joe Cocker & Eric Clapton.


Enquanto isso vamos começar de novo.


Enquanto a tarde cai como um viaduto.


SOBE O SOM ANTERIOR:

ADELE & BRUNO MARS

quarta-feira, 18 de julho de 2018

CINEBLOG: O EXORCISTA


Cineblog fala hoje de um grande sucesso mundial. Um dos filmes mais aterrorizantes já feitos.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


O exorcista


O Exorcista (no original, The Exorcist) é um filme norte-americano de 1973 do gênero terror sobrenatural dirigido por William Friedkin e escrito por William Peter Blatty, baseado no livro homônimo de sua autoria. O filme aborda a possessão demoníaca de uma garota de 12 anos. O livro de Blatty teve inspiração no exorcismo de um garoto de 14 anos de idade, documentado em 1949.

O filme tornou-se um dos mais lucrativos filmes de terror de todos os tempos, arrecadando o equivalente a U$ 441.306.145,00 em todo o mundo, sendo lançado pela Warner Bros. Pictures no dia 26 de dezembro de 1973 nos Estados Unidos.


Enredo


Num sítio arqueológico em Hatra, próximo a Nínive, no Iraque, o arqueólogo e padre Lankester Merrin (Max von Sydow) visita uma escavação onde foi encontrada uma pequena escultura de pedra de uma criatura bestial e horrível. Merrin depois encontra uma estranha estátua de Pazuzu, que tem uma cabeça similar àquela anteriormente encontrada.

Enquanto isso, Damien Karras (Jason Miller), um jovem padre da Universidade de Georgetown, começa a duvidar de sua fé ao lidar com a doença terminal de sua mãe.

Chris MacNeil (Ellen Burstyn), uma atriz que está filmando em Georgetown, percebe dramáticas e perigosas mudanças de comportamento em sua filha de 12 anos, Regan MacNeil (Linda Blair). A menina tem uma convulsão e demonstra poderes sobrenaturais como levitação e grande força. Regan fala palavrões e blasfêmias com uma voz demoníaca masculina. Inicialmente, Chris pensa que as mudanças de Regan estão relacionadas à sua entrada na puberdade, mas os médicos suspeitam de uma lesão em seu cérebro. Regan é submetida a uma série de exames médicos desagradáveis que não acusam nada de anormal, e o médico recomenda Regan a um psiquiatra, a quem Regan ataca violentamente. Ocorrências paranormais continuam a ocorrer, incluindo a cama sacudindo, barulhos estranhos e movimentos inexplicáveis.

Esgotados os recursos científicos, um dos médicos recomenda um exorcismo, sugerindo que os sintomas de Regan são resultado de uma possessão demoníaca, devendo ser resolvida por um padre. Em desespero, Chris consulta o padre Karras, uma vez que ele, além de padre, é psiquiatra. Durante o período em que este observa Regan, ela constantemente refere-se a si própria como o demônio. Karras inicialmente acredita que a menina sofre de psicose, até que ele lembra dela falando em um idioma estranho, que é de fato inglês de trás para frente. Apesar de suas dúvidas, ele decide pedir permissão à Igreja para conduzir um exorcismo.

O padre Merrin, um exorcista experiente, é chamado a Washington às pressas para ajudar. Merrin e Karras tentam espantar o espírito maligno de Regan. O demônio ameaça e agride ambos padres, verbal e fisicamente, inclusive usando a voz da mãe de Karras para perturbá-lo, e Merrin tem um infarto. Karras tenta socorrer Merrin, mas ele morre. Karras então agarra o pescoço da menina e desafia o demônio a deixar Regan e entrar nele. O demônio o faz, e Karras comete suicídio se jogando pela janela. Lá embaixo, devastado, o padre Dyer (William O'Malley) administra a extrema unção a Karras.

Regan, sem a presença do demônio, tem sua saúde recuperada e não lembra de nada que aconteceu, e vai embora de Georgetown com sua mãe.


Elenco


Ellen Burstyn como Chris MacNeil
Jason Miller como Padre Damien Karras
Max von Sydow como Padre Lankester Merrin
Linda Blair como Regan MacNeil
Eileen Dietz como o rosto associado ao demônio, visto apenas em vislumbres e cortes rápidos.
Mercedes McCambridge providenciou a voz do demônio, Pazuzu.
Lee J. Cobb como Tenente William Kinderman
William O'Malley como Padre Joseph Dyer
Kitty Winn como Sharon Spencer
Jack MacGowran como Burke Dennings
Barton Heyman como Dr. Klein
Peter Masterson como Barringer
Rudolf Schündler como Karl
Gina Petrushka como Willi
Robert Symonds como Dr. Taney
Thomas Birmingham como Reitor da Universidade


Produção


Os aspectos do livro foram inspirados por um exorcismo realizado em uma jovem de Cottage City, Maryland, em 1949 pelo padre jesuíta, Pe William S. Bowdern, que anteriormente tinha ensinado em ambas Universidade de St. Louis e St. Louis University High School. A família católica da Hunkeler estava convencida de que o comportamento agressivo da criança era atribuível a possessão demoníaca, e chamou os serviços do Padre Walter Halloran para realizar o ritual de exorcismo.

Embora Friedkin admite que é muito relutante em falar sobre os aspectos fatuais do filme, ele fez o filme com a intenção de imortalizar os acontecimentos que tiveram lugar no Cottage City, Maryland em 1949, e apesar das mudanças relativamente pequenas que foram feitas, a película descreve tudo o que pode ser verificado por aqueles que estão envolvidos. Foi um dos três exorcismos sancionados pela Igreja Católica nos Estados Unidos naquela época. A fim de fazer o filme, foi permitido para Friedkin o acesso aos diários dos padres envolvidos, bem como os médicos e enfermeiros; Ele também discutiu os eventos com a tia do menino em grande detalhes. Friedkin não acredita que a "cabeça rodando" realmente tenha ocorrido, mas isso foi contestado. Friedkin não é cristão de qualquer denominação.

Embora inspirado em fatos reais, o livro de ficção de William Peter Blatty mudou vários detalhes, como transformar o sexo da vítima supostamente possuída de menino em uma menina, bem como alterar a idade da suposta vítima. Uma análise posterior por céticos paranormais do caso original de 'Roland Doe' (ou 'Robbie Mannheim') acreditam que era provável que o caso fosse um adolescente doente mental atuando. Os eventos reais que possam ter ocorrido (como palavras sendo esculpidas na pele) poderiam ser simplesmente falsas, embora o caso tenha atraído uma grande quantidade de notoriedade.

Para produzir o grunhido do demônio no filme, foram captados sons de porcos e vacas sendo levados para o abate em uma fazenda. A ligação entre porcos e demônios também foram relatadas pelos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren no mesmo local onde ocorreu o caso de Amityville. A filha da família Lutz dizia brincar com um amigo imaginário que ela descreveu como um porco de olhos vermelhos chamado Jodie, que poderia transformar não só a forma, mas o tamanho, por vezes sendo maior do que a casa. O uso de porcos também foi relatado nos evangelhos, em Jesus exorcizando o geraseno. No qual uma legião (conjunto) de demônios é transferida para 2 mil porcos.


Imagem subliminar alegada



O Exorcista esteve também no centro da controvérsia devido ao seu alegado uso de imagens subliminares. Wilson Bryan Key escreveu um capítulo inteiro sobre o filme em seu livro de mídia Sexploitation alegando múltiplos usos de imagens subliminares e semi-subliminares e efeitos sonoros. Key observou o uso da face Pazuzu (em que Key erroneamente assumiu que era Jason Miller que em uma composição de máscara de morte) e afirmou que os suportes verticais dos cantos da cama estavam em forma de sombras fálicas na parede e que a cara de um crânio é sobreposta em uma nuvem da respiração do padre Merrin. Key também escreveu muito sobre o design de som, identificando o uso de guinchos de suínos, por exemplo, e elaborando sobre sua opinião sobre a intenção subliminar de tudo. Um artigo detalhado na edição de vídeo Watchdog de julho/agosto de 1991 analisou o fenômeno, fornecendo ainda molda a identificação de vários usos de subliminares que "piscam" ao longo do filme.

Em uma entrevista da mesma edição, Friedkin explicou, "eu vi cortes subliminares em uma série de filmes antes de eu colocá-los em The Exorcist, e eu pensei que era um dispositivo de contar histórias muito eficaz ... A edição subliminar em The Exorcist foi feita para criar o efeito dramático, alcançar e sustentar uma espécie de estado de sonho", No entanto, estes flashes assustadores rápidos foram rotulados com "[não] realmente subliminares" e "quasi" ou "semi-subliminare". Uma imagem subliminar verdadeira deve ser, por definição, abaixo do limiar de consciência. Em uma entrevista em um livro de 1999 sobre o filme, o autor de The Exorcist Blatty abordou a controvérsia, explicando que, "Não há imagens subliminares. Se você pode vê-las, não é subliminar."


Principais prêmios e indicações


Ganhou os Oscars de melhor roteiro adaptado e melhor som. Foi ainda indicado em outras oito categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Ellen Burstyn), melhor ator coadjuvante (Jason Miller), melhor atriz coadjuvante (Linda Blair), melhor edição, melhor fotografia e melhor direção de arte.

Ganhou quatro Globos de Ouro nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor actriz coadjuvante (Linda Blair). Recebeu ainda outras três indicações: melhor actriz - drama (Ellen Burstyn), melhor actor coadjuvante (Max von Sydow) e melhor revelação feminina (Linda Blair).

Foi indicado ao BAFTA na categoria de melhor som.

Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films - ganhou nas categorias de melhor filme de terror, melhor maquiagem, melhores efeitos especiais e melhor roteiro.

Foi o primeiro filme de terror a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme.


Cineblog volta em duas semanas com o sucesso nacional "Até que a sorte nos separe".


CINEBLOG ANTERIOR:

SIMONAL - NINGUÉM SABE O DURO QUE EU DEI

segunda-feira, 16 de julho de 2018

AS MULHERES DE ADÃO: CAPÍTULO VII - FLÁVIA


Posso dizer sem medo de errar que fui uma vítima direta dos ataques da Al Qaeda às torres gêmeas. Se eu tivesse nos Estados Unidos teria sido um dos que foi pra frente da Casa Branca comemorar a morte do Osama Bin Laden.

Por falar em morte..

..não podemos esquecer, eu morri.

Meu triste..triste pra mim porque as pessoas se divertiam..enfim, meu triste velório prosseguia. Já acontecera tanta coisa no mesmo que as pessoas se perguntavam o que faltava acontecer, qual era a próxima atração.

Enquanto as pessoas riam e brincavam se perguntando qual era a próxima situação inusitada tio Freitoca olhou pra porta e apontou incrédulo “show de transformistas”.

Todos olharam. Se eu tivesse vivo com certeza levantaria e olhava também.

Olharam entrar na capela um grupo de travestis. Uma grande quantidade de travestis de todos os tipos passou pelo povo pedindo “licença” com aquela voz que não consegue falar “chiclete” e chegou perto do caixão.

Aquela que liderava o grupo (em todas essas situações se você reparar tinha líderes) ficou a frente das outras “meninas”, olhou pra mim e disse “pronto”.

Era o sinal. Naquele exato momento todas começaram a chorar copiosamente me molhando todo.
O silêncio tomava conta do local enquanto os travestis choravam. Meu avô com medo de perguntar chegou perto, se encheu de coragem e perguntou de onde me conheciam.

A tal líder do grupo se apresentou como Grace Kelly e que eu tinha sido muito importante na vida delas todas.

Nesse momento Bia olhou pra mim e meu sorriso mudou de feição virando um sorriso constrangido. Eva ria e falava que não era a única “diferente” da família.

Meu avô ajeitou o cinto e pediu que os travestis se explicassem. Grace Kelly contou que eu fui um nome muito importante pro movimento LGBT no Rio de Janeiro, enquanto falava meu constrangimento aumentava no caixão. Se eu pudesse saia dali. Meu avô perguntou o que queria dizer LGBT e Grace respondeu que era Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros. Meu avô ficou com medo de perguntar o que era “Transgêneros”.

Os travestis estenderam uma bandeira com as cores do arco íris, símbolo de movimento e estenderam no meu caixão. Grace reuniu as “meninas” e disse que era a hora da homenagem.

Começaram a cantar “I will survive”, confesso que lacrimejei no túmulo. Tio Freitoca se aproximou falando que eu era adepto de siricuticos, parecia que dava “ré no quibe”, mas era um bom menino e cantou junto.

No fim me aplaudiram e Grace reclamou que no aplauso quebrou sua unha.

Grace se recompôs e falou pra todos que eu era muito especial desde menino. Que se lembrava de nossas saídas, farras, do tanto que ficávamos juntos no quarto conversando quando dividimos o mesmo teto ou quando tomávamos banho juntos.

Posso dizer que a perplexidade tomava conta do ambiente. Até Bia pela primeira vez parou de olhar pra mim e olhou pra Grace. Minha avó botou as mãos no rosto e falou “nosso menino era baitola!!”.
Nisso Eva se aproxima de Grace e grita..”Edu!!”.

Grace se vira pra Eva e diz “Para menina, Edu já morreu, eu sou Grace!! Grace!!”.

Pois é amigos, a tal Grace Kelly era meu amigo Edu.

Depois entro em detalhes dessa situação, agora vou contar como revi Edu.

Voltei dos EUA e encontrei meu amigo de fé irmão camarada Edu tomando um vinho na sala do apartamento de Ipanema com um loiro do tipo atlético. Edu apresentou como Romão, seu personal trainer. Romão deu um abraço apertado em Edu e contou que de manhã estaria lá pra malharem.

Despedi-me de Romão achando estranho aquele abraço e me sentei no sofá. Edu sentou a minha frente e perguntou como foi em Nova York. Contei tudo pra ele e meu amigo ria falando que essas coisas só ocorriam comigo. Perguntei por Bia.

Edu contou que ela estava bem. Abriu escritório de direito como queria e conseguiu seus primeiros clientes. Fiquei feliz por ela e perguntei se estava namorando. Edu silenciou por um tempo e contou que ela estava saindo com um cara sim.

Como diria Maysa “meu mundo caiu”, mas mantive a classe e só respondi com um “legal”.
Os dias passaram e não procurei Bia, achei melhor deixá-la em paz com seu novo amor. Matava saudade do Rio de Janeiro, das cariocas especialmente e dessa paisagem linda que Deus nos deu.
Corria na praia, ia a barzinhos com amigos, mas o tempo passava e eu não curtia ficar parado tinha que fazer algo.

Conversando com Eva ela perguntou por que eu não começava uma faculdade. Eu não pensava na ideia, mas a dica de Eva me despertou e comecei a procurar cursos com o qual me identificasse.
Achei comunicação. Fiz minha inscrição no vestibular e comecei a estudar com afinco, nunca estudei tanto na vida. As pessoas estranhavam porque não me viam mais na rua, só vivia pros estudos e saía com no máximo três mulheres por semana.

Bia foi ao apartamento reclamar que eu sumi e nem lhe procurei quando voltei ao Brasil e respondi que estava atarefado com os estudos. Ela então me ofereceu ajuda.

Assim Bia, Eva e Edu viraram professores particulares meus e me “tomavam” sempre a matéria.
Passei no vestibular da UFRJ e tirando o fato de terem me pintado todo e mandado pedir dinheiro em sinal de trânsito eu gostei.

Faculdade é um ambiente legal. Tem muita gente doida, bebuns, outros que gostam de queimar uma erva, politizados, mulheres deliciosas, bares, shows..é, mas tem estudo também nada é perfeito.
Fiz amigos tanto entre alunos quanto professores. Saía com todos pra beber. Transei com mais da metade das mulheres da sala..e de outras salas também.

Já estava totalmente integrado.

Tinha um professor muito bacana de técnica de redação chamado João Victor. Devia ser um pouco só mais velho que eu, usava óculos e era do tipo “playboy”. Mas amigo dos estudantes e sempre saía com a gente.

Uma noite ele dava aula e vi a Bia na porta. Fiquei surpreso e feliz por ela me esperar. Quando a aula acabou e fui de encontro a ela João chegou antes e eles se beijaram, Ele era o namorado da Bia. Fiquei ali com cara de bunda enquanto a via se despedir de mim e sair com ele.

Mas eu não era do tipo de curtir fossa por mulher e já tinha elegido uma musa. A professora Flávia de filosofia. Flávia era uma loira de uns quarenta e poucos anos. Saí com  muitas mulheres na vida, mas até então nunca com uma com tanta diferença de idade. A aula dela era chata, mas a professora era estonteante.

Eu nunca curti muito filosofia e a aula dava sono. O que me impedia de dormir era Flávia, mas eu só conseguia prestar atenção nela, não na disciplina.

Acabou que com isso fiquei pra exame final precisando de oito pra passar de período. Eu e mais quatro alunos ficamos pro exame final e Flávia era uma professora rígida, nunca daria margem pra investidas minhas nem eu tentaria.

Fiz, entreguei pra ela e dois dias depois fui até a sala dos professores saber minha nota. Flávia estava sozinha e mandou que eu entrasse. Passou-me a prova corrigida, tirei sete.

Argumentei que precisava de oito pra passar e sete me reprovaria. Ela sem olhar pra mim corrigia outras provas e falava que sentia muito, mas era a regra e que eu me empenhasse mais no período seguinte.

Desesperado perguntei se não podia fazer nada pra mudar aquela situação. Flávia então pela primeira vez olhou pra mim e disse que talvez tivesse como sim. Levantou, trancou a porta, virou-se pra mim e começou a desabotoar a blusa falando que queria sexo e sexo do bom pra me passar.

Só consegui esboçar um “hein”. Flávia me puxou da cadeira, derrubou no chão tudo que tinha sobre a mesa, me jogou sobre a mesma e me possuiu ali mesmo.

Posso dizer que fui abusado sexualmente.

No fim Flávia colocava sua roupa e falava que daria o oito necessário pra que eu passasse. Eu envergonhado me tampava com minhas roupas e com olhar de choro agradeci.

O problema todo amigos é que sou um caro desavergonhado e gostei daquele abuso de poder. Tanto gostei que virei amante da Flávia. Começamos um caso naquele dia que se estendeu pelas férias chegando ao período letivo seguinte. Como por um milagre virei um grande entendedor de filosofia. Sabia tudo sobre Aristóteles, Platão, Francis Bacon, Gabriel.. enfim tudo que era pensador. Só isso pra explicar um cara que quase se reprovou no período anterior passar com dez no seguinte.

Ou então eu era muito bom de cama.

A faculdade toda já sabia da situação e como no terceiro período ela não dava mais aulas pra mim acabou que assumimos namoro. Era curioso Bia namorar com um professor e eu com uma professora.
Saíamos um pouco. Íamos a bares, restaurantes, teatro, cinema, na Lapa, feira de São Cristóvão, mas era bem pouco mesmo porque a maior parte do tempo passávamos na cama.

Flávia era insaciável, um vulcão que me deixava acabado. Não era raro eu encontrar com amigos com olheiras no rosto e eles brincarem comigo. Eu não aguentava mais e pedi ajuda a Edu que me arrumou uma daquelas pílulas azuis. Tomei no dia que fomos a um motel. Flávia se arrumava no banheiro enquanto eu batia na porta pra ela vir logo. Ela reclamou que já estava indo e pra eu não ficar nervoso.

Respondi que nervosa ficaria ela quando descobrisse com o que eu batia na porta.

Flávia também curtia fantasias eróticas. Tinha vez que ela se vestia de enfermeira, policial, outras eu de bombeiro ou stripper. Nossa imaginação era muito fértil.

Um dia estávamos na cama nos refazendo quando Flávia falou que já podia me apresentar a sua família. Respondi que me sentia honrado e que seria um prazer só tendo medo deles não gostarem de mim. Ela falou para que eu não me preocupasse. Era só eu não ser flamenguista porque ela pertencia a uma família de vascaínos fanáticos.

Eu ri e ela disse que era sério. Eles nunca aceitariam que ela namorasse um flamenguista, só vascaínos e ela mesma não tolerava os “favelados”.Era esse o modo que ela se referia aos torcedores do Flamengo.

E eu só pensava assim “Houston, temos um problema”, porque eu era torcedor do Flamengo.

Aconselhei-me com Edu e Bia sobre o que fazer. Edu mandou que eu me livrasse dela porque nunca se poderia na vida renegar o Mengão. Bia perguntou se eu gostava de Flávia e respondi que sim. Ela então mandou que eu escolhesse o amor porque futebol levava a nada.

Edu olhou pra ela com cara de islâmico vendo Maomé ser renegado, mas o pior pra ele foi me ver concordar com ela.

O Flamengo que me perdoasse, mas eu não podia perder aquela mulher. Ela marcou que eu os conhecesse justo no primeiro jogo da final do estadual entre Flamengo x Vasco.

Cheguei à casa de seus pais e a família toda estava reunida. Mais de trinta pessoas e todas com camisa do Vasco, incluindo ela, menos eu. Rolava churrasco lá com muita cerveja e assim que eu entrei o pai dela veio em minha direção me dando um forte abraço, me dando um copo cheio de cerveja e perguntando pela minha camisa do Vascão.

Falei que estava lavando e ele mandou que o irmão de Flávia que tinha o corpo parecido com o meu buscasse uma camisa do Vasco no seu armário e trouxesse pra mim. Assim fui obrigado a vestir a camisa do Vasco, um dia triste e pra se esquecer na minha vida.

Nos reunimos todos na frente da TV e fui obrigado a gritar com eles “casaca! Casaca! Casaca Saca! Saca! A turma é boa! É mesmo da Fuzarca! Vasco! Vasco!”. Esse e outros gritos de pior espécie que ofendiam o Flamengo.

 O jogo transcorria e eu por dentro torcia pelo Flamengo enquanto eles berravam reclamando do juiz e xingando meu time.  No decorrer do segundo tempo o Vasco fez um gol e eu puto tive que comemorar com eles enquanto meu cunhado soltava fogos.

O jogo acabou 1x0 pro Vasco e no domingo seguinte seria a segunda partida. Meu sogro chamou todos os familiares e disse que alugaria uma van pra todos irem ao maracanã ver o Vasco ser campeão. Tentei sair de fininho quando ele me puxou e disse “inclusive meu dileto e querido genro estará presente”.

Amigo, tem horas na vida que só nos resta estufar o peito e dizer com toda pompa e circunstância “fodeu”.

Tentei fugir no domingo seguinte, mas antes que eu saísse do apartamento Flávia já estava lá pra me buscar. Fomos pra casa de seus pais e de lá saímos de caravana pro Maracanã. Lá dei de cara com Edu vestido com o “manto sagrado” do Mengão. Meu amigo me viu com a camisa do Vasco e fez cara de desapontado. Mandei que ele circulasse antes que os outros vascaínos o vissem lá com camisa do Flamengo e sobrasse pra ele.

Fomos pra dentro do Maracanã e pra minha “felicidade” pro meio da torcida organizada Força Jovem do Vasco.

O jogo corria igual com chances pros dois lados. Os familiares de Flávia vibravam e cantavam músicas de apoio ao Vasco e

xingando o Flamengo enquanto eu ficava quieto. Flávia perguntava o que eu tinha e só respondia que estava nervoso com o jogo. Chegou o segundo tempo e o Flamengo precisava de um gol pra ser campeão. Atacava o tempo todo o que fez Flávia e seus familiares ficarem mudos. O jogo estava perto do fim, eu não conseguia mais ficar sentado.

Até que aos quarenta e oito minutos do segundo tempo, no último lance do jogo o Flamengo fez um gol. O jogo acabou logo depois com o Flamengo campeão.

Eu comecei a gritar feito um doido, entre gritos de Mengo e “Vai tomar no cu Vasco” eu gritava que era “rubro-negro, mulambo e favelado com muito orgulho”. Até que me dei conta da sandice que fazia. Olhei pro lado e vi Flávia, seus familiares e a torcida toda do Vasco olhando pra mim com olhares insatisfeitos. Só consegui falar “ops”.

Nunca corri tanto na minha vida. Eu corria do lado de fora do Maracanã com milhares de vascaínos atrás de mim. Corria rindo e gritando “campeão”.

Fiquei uns dias sem notícias de Flávia achando que nosso caso terminara até que um dia a campainha tocou e era ela. Perguntei se estava tudo bem com ela e Flávia respondeu que sim perguntando por que eu sumira. Respondi que fiquei sem graça de ir atrás dela depois do episódio do Maracanã.

Flávia me beijou e respondeu que aquilo era besteira, era apenas futebol e nosso amor era mais importante.

Os beijos foram aumentando de intensidade e eu puxei Flávia pela mão pra irmos ao quarto. Ela disse que não, queria realizar uma fantasia. Perguntei qual era e Flávia se lembrou de nossa primeira vez e queria que fosse o contrário agora, eu fosse o estuprador. Gostei da ideia e já ia pegando em seus braços com força quando ela se soltou e disse que não era assim.

Ela pediu que eu tirasse a roupa e saísse pela janela ficando no parapeito. Falei que não faria aquilo,porque estávamos no oitavo andar e era muito arriscado. Flávia usou de seu poder de sedução e disse que se eu topasse faria “aquilo” que eu sempre quis e ela recusava.

Pronto, era a senha. Rapidamente tirei a roupa, fiquei peladão e passei pela janela ficando no parapeito. Perguntei se já podia entrar quando ela fechou a janela.

Comecei a bater na janela, não conseguia entrar. Ela fez sinal feio pra mim e disse que aquilo era pelo Vasco e saiu.

Fiquei ali peladão, no oitavo andar de um prédio encostado na parede quase caindo. Flávia lá debaixo gritou “grita campeão agora urubu!!” e foi embora pra sempre.

Uma aglomeração se formava, a imprensa chegou pra noticiar e polícia com os bombeiros.Algumas pessoas embaixo faziam sinal da cruz e me chamavam de tarado outras faziam o mesmo sinal e lamentavam que eu tão jovem chegasse ao ato extremo de tentar “me matar” e eu só pensava na vergonha da situação.

Os bombeiros inflaram um colchão e mandaram que eu pulasse. Respondi que sim, mas antes queria saber o time de cada um deles. Dois responderam que eram Flamengo, um Fluminense e um Botafogo. Fiquei aliviado e respondi “tá bem, sem vascaínos eu pulo”.

E pulei pensando no caminho até o chão que mulher e futebol eram uma péssima mistura.


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ELLEONOR

sexta-feira, 13 de julho de 2018

SEXTA POÉTICA: SÓ QUER VRAU


Sexta poética traz hoje para ser recitada um grande hit da atualidade, versão de uma antiga música que faz sucesso hoje na ´serie "La casa de papel" a música também serve hoje como uma homenagem ao fim da copa na Rússia . A linda canção "Só quer vrau" gravada pelo Mc MM


Declamação


Música


Sexta poética volta mês que vem com mais um clássico da MPB.


Essa malandra, assanhadinha..

SEXTA POÉTICA ANTERIOR:

FESTA NO APÊ

quinta-feira, 12 de julho de 2018

SOBE O SOM: ADELE & BRUNO MARS


Adele Laurie Blue Adkins MBE (Londres, 5 de maio de 1988), mais conhecida como Adele, é uma cantora, compositora e multi-instrumentista britânica.

Nasceu em Tottenham, Londres e foi criada no sul da cidade. Começou a cantar aos quatro anos de idade e iniciou sua carreira no cenário artístico em 2006, após se graduar na BRIT School for Performing Arts and Technology e assinar um contrato com a XL Recordings. Adele foi descoberta pela gravadora através de demos musicais postadas em seu perfil no MySpace. Foi a primeira artista a receber o prêmio Critics' Choice do Brit Awards e foi nomeada Artista Revelação, em 2008, pelos críticos da BBC. Adele é membra da Excelentíssima Ordem do Império Britânico desde 2013, ao ser condecorada pelo príncipe Charles recebendo o título de Miss Adele Adkins, MBE por suas contribuições para a indústria fonográfica britânica. Entre os principais prêmios vencidos durante sua carreira estão quinze Grammy Awards, nove Brit Awards, um Golden Globe Award e um Oscar.

Em janeiro de 2008 lançou seu disco de estreia 19, o qual rendeu quatro singles e recebeu dois prêmios Grammys. Adele alcançou o auge da carreira ao lançar seu segundo álbum 21, com o qual bateu vários recordes e dominou as paradas de sucesso dos Estados Unidos e Reino Unido.

Peter Gene Hernandez (Honolulu, 8 de outubro de 1985, mais conhecido pelo nome artístico Bruno Mars, é um cantor, compositor, produtor musical, dançarino e multi-instrumentista americano, nascido e criado no Hawaí. É amplamente considerado como o artista pop mais relevante da atualidade.

Vindo de uma família com uma grande tradição musical, Mars começou a cantar e a se apresentar como um artista amador durante a infância. Depois de se formar no Ensino Médio, decidiu mudar-se para Los Angeles, na Califórnia, com o objetivo de investir cada vez mais em sua carreira musical. Em Los Angeles, ele formou a equipe de produtores The Smeezingtons, ao lado de Philip Lawrence e Ari Levine, trabalhando para a Motown Records.

Depois do seu fracasso com a gravadora Motown Records, Mars assinou com a Atlantic Records em 2009. Durante os primeiros meses como artista da editora, ele co-escreveu os arranjos e fez participações. Em Outubro de 2010, lançou o seu álbum de estúdio de estreia, Doo-Wops & Hooligans. O álbum atingiu o seu pico na terceira colocação da tabela musical Billboard 200 nos EUA.,

Então vamos lá!!


Sobe o som Adele & Bruno Mars


Rolling in the deep (Adele)


When we were young (Adele)


Set fire to the rain (Adele)


Send my love (To your new lover) (Adele)


Someone like you (Adele)


One and only (Adele)


Make you feel my love  (Adele)


When I was your man (Bruno Mars)


Talking to the moon (Bruno Mars)


That`s what I like (Bruno Mars)


The lazy song (Bruno Mars)


Locked out of heaven (Bruno Mars)


Grenade (Bruno Mars)


Finesse (Bruno Mars)


Bem. Aí estão as obras desses dois grandes artistas da nova geração. Semana que vem tem dois grandes artistas de todas as gerações. Tem Ivan Lins & João Bosco.


Enquanto isso te dou um olá..


Porque gosto de você do jeito que você é..


SOBE O SOM ANTERIOR:

VALE TUDO 30 ANOS

quarta-feira, 11 de julho de 2018

TROCANDO EM ARTES: SELVA DE PEDRA


Trocando em artes fala hoje de uma novela histórica, um folhetim em sua mais completa essência que conseguiu a façanha de alcançar 100% de audiência.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Selva de Pedra
Selva de Pedra é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 10 de abril de 1972 a 23 de janeiro de 1973, substituindo O Homem Que Deve Morrer e sendo substituída por Cavalo de Aço. Foi a 11ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Janete Clair,com colaboração de Dias Gomes e dirigida por Daniel Filho, Reynaldo Boury e Walter Avancini, com supervisão de Daniel Filho, Selva de Pedra contou com 243 capítulos, exibidos em preto-e-branco.

Contou com Francisco Cuoco, Regina Duarte, Glória Pires, Carlos Eduardo Dolabella, Gilberto Martinho, Mário Lago, Ana Ariel, Edney Giovenazzi, Heloísa Helena, Dorinha Duval, Álvaro Aguiar, Arlete Salles, Carlos Vereza e Dina Sfat nos papéis principais.

Em janeiro de 2013 é lançada em DVD pela Globo Marcas


Produção e exibição




Janete Clair se inspirou no romance Uma Tragédia Americana, de Theodore Dreiser, que também serviu de referência anteriormente para a telenovela Seu Único Pecado, da RecordTV em 1969. Selva de Pedra foi a última de uma série de quatro novelas que a autora escreveu para o horário nobre da Rede Globo entre 1969 e 1973, ininterruptamente: Véu de Noiva, Irmãos Coragem (a segunda novela mais longa da emissora) e O Homem Que Deve Morrer, todas com grande sucesso, demonstrando o tamanho da capacidade da autora em desenvolver suas tramas e a sua dedicação ao trabalho.

Daniel Filho esteve à frente da produção até o capítulo 20, quando entregou a direção a Reynaldo Boury, que, por sua vez, foi substituída, a partir do capítulo 90, por Walter Avancini, que estreava na Rede Globo. Marcou a estreia de Glória Pires - com oito anos de idade, na época - e Kadu Moliterno na Rede Globo, sendo o primeiro de oito trabalhos na televisão em que atuam juntos. A novela teve um remake em 1986, com Tony Ramos, Fernanda Torres e Christiane Torloni nos papéis que foram de Francisco Cuoco, Regina Duarte e Dina Sfat, respectivamente.

Foi reapresentada pela primeira vez entre 25 de agosto e 22 de novembro de 1975, no lugar da então censurada Roque Santeiro, de Dias Gomes, e substituída por Pecado Capital, de Janete Clair. Foi novamente reapresentada em uma versão compacta de 1h30, em 1980, como atração do festival de 15 anos, apresentada por Francisco Cuoco. Os capítulos entre 150 a 157 foram exibido as 23 horas por causa da censura. Foi reexibida em pequenas partes pelo Vídeo Show, no quadro Novelão, entre 20 e 24 de agosto de 2012, em 5 capítulos.

Em 4 de outubro de 1972, durante o capítulo 152, em que a personagem de Regina Duarte é desmascarada, atingiu a marca de 100% dos televisores cujo tinham a aparelhagem de medição de audiência ligados na novela, um recorde histórico.


Enredo


Cristiano Vilhena (Francisco Cuoco) leva uma vida simples e pacata, sem grandes perspectivas, em Campos, uma cidade do interior do Rio de Janeiro, e é obrigado a tocar bumbo na praça da cidade durante os sermões do pai, Sebastião (Mário Lago), um pastor evangélico pobre. Sua família sobrevive do pouco dinheiro que ganha vendendo medalhas e flores artificiais durante os sermões, tornando Cristiano alvo de zombaria dos demais rapazes. Cristiano acaba brigando com um deles, Gastão Neves (Jorge Caldas), que puxa uma arma e, durante a briga, acaba sendo vítima de sua própria arma. A única testemunha do incidente é a jovem artista plástica Simone Marques (Regina Duarte). Sabendo que Cristiano é inocente, Simone acoberta o rapaz, abrigando-o em sua casa, e ele, receoso e com medo de ser acusado pela morte do rapaz, deixa a cidade para morar na cidade do Rio de Janeiro, na época, pertencente ao Estado da Guanabara, e Simone o acompanha, vislumbrando um futuro melhor para a sua carreira artística.

Cristiano e Simone apaixonam-se e se casam, indo morar na Pensão Palácio, de propriedade da alegre Fanny (Heloísa Helena), uma ex-vedete. Enquanto Simone investe na carreira de artista plástica, Cristiano se torna amigo do malandro Miro (Carlos Vereza), um aproveitador que, ao perceber em Cristiano a ambição de vencer na vida, estimula-o a entrar em contato com o tio rico, Aristides Vilhena, irmão do pai de Cristiano, Sebastião. Os dois irmãos receberam um estaleiro, Celmu, como herança do pai, e Sebastião, decidido a tornar-se um pregador evangélico, doou a sua parte para instituições de caridade, enquanto Aristides (Gilberto Martinho) prosperou como dono do estaleiro, embora tenha tentado ajudar o irmão, seu auxílio sempre foi recusado.

Graças a um plano de Miro, Cristiano consegue conhecer o tio. Os dois simulam um assalto na saída de uma festa, no qual o colar da mulher de Aristides, Laura (Arlete Salles), é roubado. Fingindo enfrentar os assaltantes, Cristiano e Miro recuperam a joia e a devolvem, ganhando a simpatia do empresário. Aristides, ao descobrir que Cristiano é seu sobrinho, filho de Sebastião, contrata-o para trabalhar no estaleiro. Cristiano começa a se destacar no trabalho e a frequentar a casa de Aristides, estreitando os laços com seu tio, seu primo, Caio, e a noiva dele, Fernanda.

Fernanda se interessa por Cristiano, e os dois se envolvem, já que Cristiano esconde de todos que é casado. Sabendo que o noivado de Fernanda e Caio vai mal e está prestes a chegar ao fim, Aristides vê com bons olhos a perspectiva de um casamento da moça com seu sobrinho, pois Fernanda detém 46% das ações do estaleiro, e seu marido seria o acionista majoritário da empresa. Cada vez mais confuso e seduzido pelo poder, Cristiano chega a colocar sua felicidade em risco ao romper seu casamento com Simone, sem saber que ela está grávida. Decepcionada, Simone o abandona na pensão, indo morar na casa que usa como estúdio, em Petrópolis.

Miro vê em Simone o principal obstáculo à ascensão de Cristiano e, por tabela, à sua própria, e sugere que Cristiano deva eliminá-la. Cristiano se revolta com a proposta, e os dois brigam. Enquanto Cristiano sai decidido a pedir perdão a Simone e disposto a abandonar o emprego no estaleiro, Miro envia, para o estúdio dela, uma carta endereçada ao amigo, na qual afirma que Cristiano pretende matar a própria esposa.

Depois de decidir falar pessoalmente com Cristiano, Simone lê a carta, e passa a acreditar que Cristiano está planejando seu assassinato. Desesperada, ela foge, junto com a empregada da casa, Madalena, que entra no carro preocupada com o estado de Simone. Neste exato momento, Miro surge de táxi, e acreditando que Cristiano está fugindo dele com Simone, inicia uma perseguição. Durante a fuga, o carro de Simone capota na estrada, se incendeia e explode. Madalena (Tamara Taxman) morre e Simone escapa com vida, mas perde a criança. Simone deixa que todos acreditem que está morta e vai embora do país.

Cristiano, se sentido responsável pela morte de sua mulher, abandona Fernanda no altar. Humilhada e naturalmente vingativa, ela perseguirá Cristiano obsessivamente, buscando vingança. Aristides morre e deixa a maior parte de suas ações para o sobrinho, que se torna o presidente do estaleiro, e Fernanda reata o noivado com Caio, a quem ela abandonou para se casar com Cristiano. E sua primeira providência é encomendar a Cristiano a entrega de um navio, tentando atrapalhar, durante o processo, o projeto de todas as formas, chegando a contar com a ajuda de Miro para roubar o estaleiro.

Após ganhar o desprezo de Cristiano, por ter participação na morte de Simone e ser investigado pelo envolvimento nos roubos do estaleiro, Miro decide se refugiar durante algum tempo em Teresópolis, no sítio de Maria Amélia (Lícia Magna), avó de Fernanda. No início, ele se aproveita da sua imagem de marginal para intimidá-la, mas acaba se afeiçoando à senhora e ao seu jeito doce, que preenche a enorme necessidade de carinho que carrega desde a infância, devido ao desprezo que recebia dos pais. Quando o convívio com Maria Amélia parecia estar começando a humanizar Miro, a polícia fica sabendo do seu paradeiro e aparece para prendê-lo. Avisado a tempo por Fernanda, Miro foge de carro, mas a gasolina do veículo acaba no meio da estrada, e ele começa a andar a pé, entre os carros, perturbado pelas lembranças dos pais, até ser atropelado por um caminhão e morrer.

Depois de se consagrar como artista plástica na França, Simone retorna ao Brasil sob a identidade de Rosana Reis, sua suposta irmã gêmea. Cristiano a reconhece, mas ela se recusa a revelar sua identidade. Simone é chamada para depor pelo delegado responsável por investigar o desaparecimento de Madalena, a empregada que estava no carro com ela no dia do acidente. Confrontada pelos pais da empregada e com uma testemunha ocular do desastre, ela admite ter-se aproveitado do ocorrido para forjar uma nova identidade, e paga uma fiança pelo crime de falsidade ideológica, respondendo ao processo pela morte de Madalena.

Cristiano tenta várias vezes provar sua inocência a Simone, mas ela o rejeita, fazendo questão de dizer que quer viver exclusivamente para sua arte. Embora ainda o ame, ela não consegue se convencer de que ele não planejou sua morte. Fernanda, que se aproximou de Simone quando ainda achava que ela era Rosana Reis, contribui para essa atitude, estimulando a escultora a desprezar o ex-marido. O pai de Simone, Francisco (Arnaldo Weiss), também não gosta de Cristiano.

Quando Cristiano e Simone finalmente se entendem e reafirmam seu amor um pelo outro, os pais do jovem que morreu durante a briga com ele reaparecem e dão queixa contra o empresário, que é preso e levado à corte para ser julgado. Instruídos pelo advogado de defesa e por Caio, Simone e Cristiano fingem continuar separados e se odiando. Assim, no dia do julgamento, o depoimento de Simone ganharia mais credibilidade para provar a inocência do marido. Francisco, pai de Simone, fica inconformado diante da perspectiva de que Cristiano e sua filha reatem, e revela para Fernanda a verdade sobre o estratagema.

Fernanda (Dina Sfat), cada vez mais obcecada em se vingar de Cristiano, e mostrando sinais claros de seu desequilíbrio mental, sequestra Simone e a aprisiona num casarão abandonado que pertenceu ao seu avô, cujo endereço todos desconhecem. Ela, imitando a voz de Simone, liga para o advogado de Cristiano e diz que desistiu de testemunhar a seu favor no julgamento. Cristiano entra em desespero, mas, apesar da ausência de Simone, os depoimentos a seu favor são bons o bastante para que o advogado consiga o relaxamento da prisão e Cristiano passe a aguardar o pronunciamento do juiz em liberdade. Profundamente decepcionado, ele acredita que a mulher o abandonou de vez e começa a entrar em franco estado de decadência, perdendo o rumo nos negócios e acumulando dívidas. O prazo para a entrega do navio de Fernanda se esgota, ele não consegue terminar as obras e Caio (Carlos Eduardo Dolabella) assume a presidência da empresa.

Simone fica prisioneira de Fernanda durante dois meses. E, no dia do julgamento de Cristiano, seu paradeiro é finalmente descoberto por Caio, que está indo para a casa acompanhado pela polícia e encontra Fernanda, completamente louca, vestida com um véu de noiva e pronunciando frases desconexas no jardim da casa. Simone é encontrada amordaçada e amarrada numa cama, muito pálida e quase sem forças, tendo de ser levada de cadeira de rodas até o tribunal a tempo de dar seu testemunho da inocência de Cristiano. Ao seu depoimento soma-se, na última hora, a voz do empresário José Neves (Francisco Dantas), pai do jovem morto, confirmando que a arma do crime pertencia ao filho, e Cristiano é declarado inocente. Depois do sequestro de Simone, Fernanda termina internada num hospital psiquiátrico, esperando para se casar com Caio e, como forma de o compensar pelos transtornos causados por Fernanda, Caio dá a Cristiano um dos navios do estaleiro para que ele recomece a vida. Na cena final, Cristiano e Simone se abraçam e se beijam no convés do navio.


Elenco




Ator Personagem

Francisco Cuoco Cristiano Vilhena
Regina Duarte Simone Marques / Rosana Reis
Dina Sfat Fernanda Arruda Campos
Carlos Vereza Miro (Argemiro Tavares)
Carlos Eduardo Dolabella Caio Vilhena
Gilberto Martinho Aristides Vilhena (Tide)
Arlete Salles Laura Vilhena
Sônia Braga Flávia Moreno
Ângela Leal Joana Magalhães (Jane)
Mário Lago Sebastião Vilhena (Sessé)
Ana Ariel Berenice
Edney Giovenazzi Jorge Moreno
Heloísa Helena Fanny Marlene
Dorinha Duval Diva
Álvaro Aguiar Mestre Pedro
Arnaldo Weiss Seu Chico (Francisco Marques, pai de Simone)
Célia Coutinho Cíntia Vilhena
Emiliano Queiroz Marcelo
Lídia Mattos Vivian Arruda (Vivi)
Neuza Amaral Walkíria Moreno
João Paulo Adour Guido
Ida Gomes Madame Heloise Katzuki
Maria Cláudia Kátia
Hildegard Angel Beatriz
Rogério Fróes Roger Martin
Suzana Faini Olga
Tessy Callado Zelinha (Zélia)
Antônio Ganzarolli Pipoca
Agnes Fontoura Irene
José Steinberg Isaac
Germano Filho Abud
Glória Pires Fátima (Ma. de Fátima)
Louise Macedo Clarisse
Francisco Dantas José Neves (pai de Gastão)
Jurema Penna Sofia
Roberto Bomfim Zé (José Ambrósio)
Francisco Milani Hélio Sales
Lícia Magna Maria Amélia Arruda
Léa Garcia Elza
Denise Emmer Monique
Buza Ferraz Junior
Kadu Moliterno Oswaldo
Luiz Armando Queiroz Beto
Mary Daniel Dona Otávia
Antônio Victor Bartolomeu (Bartô)
Lourdinha Bittencourt Nina
Isaac Bardavid Promotor público
Rogério Pitanga Tico
Marcos Waimberg César
Samantha Rainbow Lúcia Rangel
Fábio Mássimo Mirinho
Jorge Caldas Gastão Neves
Tamara Taxman Lena (Madalena Ribeiro)
Tony Ferreira Delegado de polícia Lima
Urbano Lóes Dr. Feliciano D'Avilla

Trilha Sonora




Marcos Valle & Paulo Sérgio Valle produziram e compuseram os temas nacionais da novela. Rock and Roll Lullaby, de B. J. Thomas, tema de Simone e Cristiano nesta versão, fez tanto sucesso, que foi o tema da abertura da segunda versão da novela exibida em 1986.

Nacional

"Capitão de Indústria" - Djalma Dias (tema de Aristides)
"Mandato" - Osmar Milito e Quarteto Forma (tema de Simone e Cristiano)
"Simone" - Ângela Valle e Eustáquio Sena (tema de Simone)
"Corpo Sano em Mente Sã" - Osmar Milito e Quarteto Forma (tema de Fernanda)
"Selva de Pedra" - Orquestra e Coral Som Livre (tema de abertura)
"Rhythmetron Op. 27" - Marlos Nobre
"O Beato" - Marcos Valle (tema de Sebastião)
"Ligação" - Orquestra e Coral Som Livre (tema de Diva)
"América Latina" - Osmar Milito e Quarteto Forma
"Corpo Jovem" - Luís Roberto (tema de Flávia)
"Longo de Dior" - João Luiz (tema de Laura)
"Ritual" - Marlos Nobre

Internacional 

"Rock And Roll Lullaby" - B. J. Thomas (tema de Simone e Cristiano)
"Jesus" - Billbox Group (tema de Sebastião)
"Floy Joy" - The Supremes (tema de Rosana Reis)
"Ain't No Sunshine" - Michael Jackson (tema de Fernanda)
"Son Of My Father" - Giorgio
"A Taste Of Excitement" - Carnaby Street Pop Orchestra and Choir (tema de Cristiano)
"La Question" - Françoise Hardy (tema de Flávia)
"Mary, Blind Mary" - Laurent & Mardi Grass (tema de Miro)
"If You Want More" - Free Sound Orchestra (tema de Fernanda)
"Feel The Need" - Damon Shawn (tema de Laura)
"Let It Ride" - Hard Horse (tema de Caio)
"Frightened Girl" - Silent Majority (tema de Fernanda)

Prêmios




Prêmio APCA (1972):

Melhor atriz: Dina Sfat
Troféu Imprensa (1973):

Melhor novela
Melhor atriz - Regina Duarte
Melhor ator - Francisco Cuoco


Trocando em artes versão novelas volta mês que vem com "Top Model"


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

O FANTASMA DA ÓPERA