domingo, 31 de dezembro de 2017

2017


E mais um ano acabou...

Não tenho do que me queixar dele. Pode não ter sido um ano "revolucionário" como foram os anos de 2014, 2015 e 2016. Não mudei de ramo no carnaval, não fundei escola de samba, não fui campeão com ela. Nada disso, mas quem disse que todos os anos tem que ser assim?

Não aconteceram grandes situações, arroubos, revoluções por minuto porque as coisas já estão nos trilhos, no caminho que eu queria e dentro desse caminho as coisas prosseguem bem. Não vão em uma grande velocidade, nem de tartaruga, mas vão contínuas, evoluindo sempre. Tive que abrir mão de algumas coisas que causaram estranhamento em pessoas, mas eu sempre faço isso, não sei ficar parado. Sou um cara que chega já querendo ir embora.

Comecei saindo de um programa de carnaval que ajudei a criar e pus no SRZD por não concordar com a forma que as coisas eram conduzidas, mas ainda estava no site Carnavalesco, o maior do ramo. Participei de todos os ensaios técnicos e do carnaval pelo site como seu analista de samba-enredo e foi muito bacana. Mas no meio do ano achei que não conseguiria conciliar o trabalho no site com o que vinha fazendo no teatro e me desliguei.

Não me arrependi até porque acho que saí bem do site, com as "portas abertas" tanto que fui convidado pelo mesmo a fazer parte do juri da imprensa na feijoada da Mocidade que daria voto para o samba campeão da escola e fiz parte do juri que deu notas para os sambas da série A para o Carnavalesco.

Desde 1997 foi o ano que menos participei de carnaval, depois de fevereiro fiz quase nada e acho que foi bom, estava precisando disso. Ainda fiz um samba com parceiros irmãos como Cadinho e Alexandre Valle e vencemos no Tupy de Brás de Pina, foi meu centésimo concurso e trigésima e terceira vitória, nada mal para um compositor que quase sempre teve que contar moedas para suas disputas. Deixei o carnaval? Não, só dei um tempo. Pode ser que volte a compor esse ano, pode ser que volte para a mídia de carnaval me integrando a algum site ou posso também continuar de fora. Acredito que irei voltar um dia, mas não sei quando. O bom de você sair por cima é deixar saudades nas pessoas. O pior que tem é se sentir sobrando em algo ou verem sua decadência.

Mesmo me afastando do carnaval em fevereiro ainda participei dele em dois momentos de forma curiosa porque eu levei para o samba as atividades que hoje tomam o meu tempo. Em abril na festa do Site Carnavalesco de melhores do carnaval levei um trecho de Dona Carola. Foi muito legal ver minha cia de teatro encenando na quadra do Acadêmicos do Salgueiro lotado. No fim do ano veio outro projeto que integrou o samba com outra paixão minha. A literatura.

Era para ter lançado "Na passarela do teu coração" no começo do ano, mas uma série de problemas fizeram ser lançado em dezembro e posso dizer que foi na época certa. No fim do ano em que completei 20 anos de samba, no dia nacional do samba e em um momento em que o samba precisa de carinho, da reação daqueles que gostam dele contra tudo que o prefeito do Rio vem fazendo contra o mesmo. Veio a calhar a história central ser de um bar de sambistas que está para fechar dando lugar a uma igreja evangélica. História escrita quatro anos atrás, junto com seus contos, para o blog "Ouro de Tolo" sem imaginar que em 2017 se tornaria mais atual que nunca.

O livro foi muito bem recebido. Vendeu bem esgotando sua primeira edição e conseguindo parceria com o selo Indie para a segunda. O maior orgulho desse livro é sua parte final com mais de trinta depoimentos de pessoas importantes do carnaval falando de como surgiu seu amor pela folia. Ter o depoimento dessas pessoas mostra que o que eu fiz nesses 20 anos de samba foi bom.  

Mas o ano foi da dramaturgia mesmo, o que eu amo e estou cada vez mais envolvido. Em março de 2017 veio a primeira temporada de Dona Carola em um local. Ficamos quatro semanas na Arena Renato Russo e foi muito bom para convivermos mais e deixarmos a peça ainda mais ajeitada. Começou com pequeno público, o que nos surpreendeu negativamente, mas foi crescendo a cada semana até acabar com casa cheia. Comemoramos um ano da primeira apresentação fazendo uma no Polo Cultural e na semana seguinte o primeiro grande desafio.

Pela primeira vez Dona Carola se apresentou fora da Ilha, na Zona Sul. Fizemos uma apresentação em um pequeno teatro no Humaitá sendo a primeira peça totalmente insulana a se apresentar na Zona Sul em anos. O ano de Dona Carola estava agitado. Além da apresentação já citada no Salgueiro fizemos um trecho da peça no aniversário de um ano do Polo Cultural. Em agosto veio o nosso maior desafio até agora.

Fizemos uma apresentação em um dos grandes teatros do Rio de Janeiro, o teatro Vanucci no Shopping da Gávea. Fizemos apresentação para o Festival Rio In Cena para o qual fomos selecionados. Uma excelente experiência com uma de nossas maiores apresentações. Não ganhamos nenhum prêmio, mas fomos indicados a quatro, entre eles juri popular.

Mas também ganhamos prêmios. Ganhamos seis prêmios Elbe de Holanda no fim do ano e em agosto reabrimos o Teatro Lemos Cunha para peças insulanas. Uma grande glória, grande conquista. Depois de agosto fizemos muito pouco, mas o ano de 2018 promete para Dona Carola e quem sabe em várias mídias?

Como eu disse em agosto ela se apresentou no Lemos Cunha e foi pelo Festart, primeiro festival de todas as artes do teatro Lemos Cunha. Foi criado o COLC (Coletivo Lemos Cunha) comandado pela Adelaide Pontual e mesmo com alguns problemas, naturais de uma primeira vez e feito por um grupo pequeno, foi uma experiência muito bacana. O Lemos tem um dos melhores teatros do Rio de Janeiro, precisa de reformas, mas apresentar nele dá um orgulho imenso. Outro orgulho veio no começo de outubro. Fazer parte do livro "Um olhar insuLar" que comemorava os 450 anos da Ilha do Governador. Coletânea comandada por Giano Azevedo e no qual participei com uma crônica sobre a Freguesia. Ainda falando dos 450 anos fui homenageado com uma charge considerado como um dos grandes artistas do bairro. Chique demais.

O teatro me levou mais duas vezes a Ribeirão Preto. A primeira em abril para ver uma adaptação de minha peça "Comédia em seis atos", a segunda em setembro para "Folhetim", essa bastante especial.

Especial que fui com minha parceria e grande amiga Jeane Fontes e com ela foram meus filhos Bia e Gabriel. Minha primeira viagem com eles o que tornou tudo muito especial. Como sempre fui muito bem tratado em Ribeirão e meus filhos puderam ver e sentir isso. Bia e Gabriel viram mais de dez apresentações teatrais esse ano. Bia diz que quer ser escritora e isso me faz muito feliz.

Foi o ano de Zonaide Spencer também, de "Confissões de uma velha senhora". Depois de um ano de ensaios, de muito afinco, profissionalismo estreou em agosto na Arena Renato Russo. Peça engraçada, comovente, emocionante que me levou as lágrimas algumas vezes mesmo sabendo o que ocorreria. Johnny Lima, Celso Lopes, Evandro SRocha, Victor Veiga e Roberto Moraes me deram um dos melhores presentes de 2017. A peça ficou linda, melhor que o texto que escrevi e com um fim impactante, uma verdadeira celebração.

Foram seis apresentações da Velha Senhora em 2017 e ela já tem duas apresentações marcadas para 2018. Tenho muita confiança no futuro dessa peça, tem tudo a ver com temas em voga e a sensibilidade que levam a mesma tem cheiro de sucesso.

Ano de Zonaide brindando e dançando ao som de Ronaldo Resedá, ano que o bordão "Ai meu Deus do céu" pegou de uma forma impressionante. Em todos os lugares pessoas que viram Dona Carola, dos mais velhos até as crianças, repetem, ano também de "O poder da xana".

Não conseguimos estrear Folhetim em 2017 devido a vários problemas, mas estrearemos em 2018 e foi um ano forte, intenso da peça onde pude redescobri-la e ver como é boa. Vendo os ensaios do Rio e a apresentação em Ribeirão me deu um orgulho de Folhetim que eu não tinha ainda. É uma das minhas melhores peças e eu ainda não tinha percebido. Tem romance, drama, comédia, intensidade, surpresas fugindo do "clichê" e do "previsível". Um verdadeiro folhetim.

Pude conhecer a peça, conhecer pessoas maravilhosas como a grande atriz e amiga Ana Cristina Sá e aumentar ainda mais meu grau de amizade com pessoas especiais como Gilberto D´Alma e Jeane Fontes. Só pelas amizades já valeu a pena, só pela foto impactante produzida em Ribeirão Preto já valeu a peça. Mas Folhetim reserva ainda mais.

Ano de conquistas. Ano de meu primeiro roteiro para o youtube. Um roteiro que escrevi para o famoso canal "Parafuso solto" que rendeu mais de 80 mil visualizações. Nada que escrevi até hoje teve tantas visualizações quanto esse roteiro.  Algumas pessoas não entenderam o roteiro, outras acharam "blasfêmia" e eu acho isso ótimo porque eu vim a esse mundo para incomodar.

Ano intenso de trabalho, de coisas que eu fiz. Ano que me aproximei ainda mais de Bia e Gabriel saindo bastante com eles. Bia com oito anos virando uma pré adolescente pelo menos em seus gostos. Bia ama youtubers, artistas da moda, mas ama cultura e as coisas que eu escrevo..Gabriel com quatro anos pede toda hora para ver Dona Carola na internet e foi ao futebol comigo duas vezes esse ano. Ano que convivi mais com Lucas. Que menino bonito é Lucas, bonito fisicamente, calminho, inteligente, um doce. Agora em janeiro já fará dois anos. Não é fácil ser pai de três crianças, mas é muito bom ser pai desses três, que filhos maravilhosos Deus me deu.

Deus me deu novas e queridas amizades em 2017, me afastou de outras pessoas também, tudo normal como em todos os anos. Tive a oportunidade de ver a Fê em julho, mesmo pouco tempo, mas especial como sempre. Pude ver minha avó em outubro e fico feliz dela estar tão bem na medida do possível. Ela mostra os livros que escrevi para as amigas dizendo feliz que sou seu neto. Isso me dá orgulho demais.    

Orgulho..Talvez a palavra que tenha usado mais nessa crônica, mas de forma sincera porque tenho muito orgulho de tudo que fiz em 2017. É, não revolucionei, mas de novo fiz bastante barulho em 2017. Não preciso mais transformar nada, sim confirmar e essa confirmação está acontecendo.

Por fim o blog. Melhor do blog com mais de 190 mil visualizações em 180 postagens. Seções novas como "Trocando em artes"versão teatro e novelas, "Sexta poética", "Tradução em miúdos" se juntaram às antigas. Livros como "Amar de novo", "Quinze anos" e "No reino encantado" foram publicados e o blog chega ao fim de dezembro com 16 mil acessos só esse mês,


Só posso, mais uma vez, agradecer a todos vocês que acompanharam o blog ao longo desse ano. Como em todos os anos desde 2013 o blog entra em recesso agora e volta após as retrospectivas para comemorar seus cinco anos. Muito obrigado de coração, pela amizade e companheirismo.


Feliz 2018 a todos, um ano de muitas realizações e alegrias, Um ano maravilhoso!!


Vem 2018!!


LINKS RELACIONADOS: 

2016                       2015                     2014                                2013

sábado, 30 de dezembro de 2017

BATALHA MUSICAL: OS GRANDES SUCESSOS DE 2017


Olhe quem está de volta depois de longo e tenebroso inverno!! Essa seção delicinha que tanto sucesso fez no fim do ano passado e esse ano está de volta com mais uma grande batalha. Uma batalha feroz, sangrenta onde só os fortes sobrevivem. O tema hoje é sucesso. Sim, os sucessos de 2017..

Nada mais justo que premiar esses artistas maravilhosos e populares com suas melodias bem elaboradas, letras profundas capazes de dar inveja em qualquer poeta de nossa história. O ano de 2017 foi célebre em fazer canções que se eternizarão em nossas memórias até que o Alzheimer nos salve.


Quatro grandes canções, quatro grandes artistas e vamos escolher qual a melhor música das quatro.


Minha análise:


As músicas: 

Amante não tem lar (Marília Mendonça)


Check-in (Luan Santana)


K.o. (Pablo Vittar)


Vai malandra (Anitta)


E  a vencedora..


Bem, essas são as canções. Espero que tenham gostado e se sintam representados nesse ano de 2017 por tão maravilhosas canções; Batalha musical volta em 2018 e deseja a todos um feliz ano novo com muitas alegrias e realizações.


Que seja um gol de placa...


BATALHA MUSICAL ANTERIOR:

CLÁSSICOS DO É O TCHAN

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

TROCANDO EM ARTES: CONFISSÕES DE UMA VELHA SENHORA


Hoje "Trocando em artes" versão teatro encerra seu ano falando de uma peça muito especial para mim, uma peça que escrevi e estreou em 2017.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Confissões de uma velha Senhora



Confissões de uma velha senhora é uma peça de teatro escrita pro Aloisio Villar em 2014 por encomenda de um amigo que gostaria de voltar a atuar e que estreou com direção de Johnny Lima em 2017. A peça fez temporada na Arena Cultural Renato Russo e depois passou por espaços como o Teatro Lemos Cunha e o Polo Cultural da Ilha do Governador. Em 2018 a peça já tem apresentações marcadas para Ribeirão Preto em abril participando da "Amostra teatral do TPC".

Peça sobre diversidade, que toca no tema LGBT de uma forma engraçada e comovente.


Sinopse



Zonaide Spencer é um velho transformista que mora no Retiro dos Artistas, Rio de Janeiro e no local enquanto espera uma visita lembra da história de sua vida desde a infância até a atualidade. Lembra das amizades, amores, família, dissabores e alegrias que teve a vida mostrando que a vida é feita de todos os tipos de sentimentos. A vida é a soma de tudo aquilo pelo que passamos.


Ficha técnica e atores




Autor - Aloisio Villar
Direção - Johnny Lima
Figurino - Celso Lopes
Zonaide Spencer - Evandro SRocha
Memória de Zonaide - Victor Veiga
Show final - Roberto Moraes.


"Trocando em artes" encerra seu ano desejando a todos um feliz 2018 com muitas alegrias e realizações.


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

ÓPERA DO MALANDRO  

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

SOBE O SOM: SGT PEPPERS 50 ANOS


Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é o oitavo álbum de estúdio da banda britânica de rock The Beatles. Lançado a 26 de maio de 1967 no Reino Unido e a 2 de junho nos Estados Unidos, tornou-se imediatamente um enorme sucesso comercial e crítico, permanecendo durante 27 semanas no topo das tabelas de álbuns do Reino Unido e 15 semanas na primeira posição nos Estados Unidos.

Na altura em que foi lançado, o álbum foi louvado pela vasta maioria dos críticos pela sua inovação na produção musical, escrita e design gráfico, e por criar uma ponte que divide a musica popular e a arte legitima, bem como dar uma representação musical da geração do seu tempo e a contra-cultura contemporânea. A revista Time o considerou "uma evolução histórica no progresso da música" e a New Statesman elogiou a sua elevação da música pop ao nível de arte. O trabalho conquistou quatro Prêmios Grammy em 1968, incluindo a categoria Álbum do Ano, o primeiro LP de rock a receber tal honra.

Sgt. Pepper é considerado pelos musicólogos como um álbum conceitual, que desenvolveu o uso da forma usual na música popular enquanto continuava a maturação artística vista nos álbuns anteriores dos Beatles. Desde então, tem sido descrito como um dos primeiros LPs de art rock, auxiliando o desenvolvimento do rock progressivo, e creditado como marco inicial da ‘Era do Álbum’. Em 2003, a Biblioteca do Congresso Americana inseriu Sgt. Pepper no Registo Nacional de Gravações, honrando o trabalho como "culturalmente, historicamente, ou esteticamente significante". No mesmo ano, a revista Rolling Stone colocou-o em primeiro lugar na lista dos "500 Melhores Álbuns de Sempre" Em 2014, já tinham sido vendidas mais de 30 milhões de cópias mundialmente, fazendo de Sgt. Pepper um dos álbuns mais vendidos da história da música.


Então vamos lá!!


Sobe o som Sgt Pepper`s Lonely Hearts Club Band!!


A day in the life


Good morning, good morning


Lonely Rita


When I`m sixty-four


Within you, Without you


Being for the benefit of Mr Kite


She`s leaving home


Fixing a hole


Getting better


Lucy in the sky with diamonds


With a little help from my friends


Bem. Aí está a trilha de um dos maiores discos da história da música. Sobe o som se despede de 2017 desejando a todos um feliz ano novo com muitas alegrias e realizações.


Enquanto isso vamos curtir mais um pouco a banda do Sargento Pimenta.


SOBE O SOM ANTERIOR:

UMA NOITE EM 67

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

CINEBLOG: OS SETE GATINHOS


Hoje "Cineblog" encerra seu ano com um clássico de Nelson Rodrigues.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Os sete gatinhos



Os Sete Gatinhos é um filme brasileiro de 1980, do gênero comédia, dirigido por Neville d'Almeida e com roteiro baseado na obra de Nelson Rodrigues.


Sinopse


O filme e o livro contam a história da família Noronha e, em especial, de Silene. Ela é a caçula das cinco filhas de Aracy e Seu Noronha. Seu Noronha, um contínuo da Câmara de Deputados, mora no Grajaú com a mulher, D. Aracy, e suas filhas Aurora, Hilda, Débora, Arlete e Silene, de apenas 16 anos. Esta, a caçula, é a mais mimada de todas e, por ser a única "pura", tem o direito a uma boa educação em um colégio interno. Mas logo a vida deles toma um rumo diferente, quando a garota é acusada, no colégio, de matar a pauladas uma gata grávida. A família Noronha parece tão normal quanto qualquer outra, mas, por trás das aparências, esconde segredos inconfessáveis. As quatro filhas mais velhas se prostituem para garantir a castidade e a boa educação de Silene. A partir do incidente ocorrido na escola, descobre-se a jovem não é pura como todos pensam.


Elenco


Lima Duarte.... Noronha
Telma Reston.... Aracy (Gorda)
Cristina Aché.... Silene
Antônio Fagundes.... Bibelô
Ana Maria Magalhães.... Aurora
Regina Casé.... Arlete
Sura Berditchevsky.... Hilda
Sônia Dias.... Débora
Ary Fontoura.... dr. Portela
Cláudio Corrêa e Castro.... dr. Bordalo
Sadi Cabral.... Saul
Maurício do Valle.... deputado
Guará Rodrigues.... dr. Barbosa Coutinho
Luiz Fernando Guimarães.... Carlão
Sandro Solviatti.... motorista de táxi


Curiosidades



O filme possui alguma das frases mais marcantes da história do cinema nacional. Uma delas é pronunciada quando o personagem "Noronha" vê o banheiro de sua casa pichado: "Eu quero saber quem foi que desenhou caralhinhos voadores na parede do banheiro?". Outra frase é dita durante a discussão entre os personagens de Ary Fontoura (Dr. Portela) e o de Lima Duarte (Noronha) sobre a acusação de Silene, filha de Noronha, ter matado uma gata grávida. Em certo momento da discussão Noronha diz:

"- Quando eu fui matricular Silene na escola eu disse que era funcionário da Câmara, mas eu sou é contínuo! Diz aí, me chama de contínuo!
- Por quê?
- Porque eu quero! Me chama de contínuo!
- …contínuo…
- Contínuo… Eu sou contínuo e você é um filho da p***!"
A frase "Me chama de contínuo" ficou imortalizada desde então, e é citada até hoje..


"Cineblog" encerra seu ano desejando a todos um feliz 2018.


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MOULIN ROUGE

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

NO REINO ENCANTADO: CAPÍTULO VI - O CLANDESTINO


Bia disfarçou e foi escondendo o clandestino até que chegassem a casa. Ao chegar todos desceram da charrete menos a menina. Ao perceber que todos entraram vasculhou o feno e perguntou quem era ele e o que estava fazendo ali.

O menino desceu da charrete, tirou o feno da roupa e agradeceu a Bia que insistiu dizendo que se ele não contasse logo gritaria por Anderson. O menino então se apresentou. Era o príncipe do reino.

Bia espantada disse “O que fugiu!!” e o menino pediu que ela falasse baixo, pois ninguém poderia saber. Nisso Gabriel e verdinho saíram da casa e perguntaram se algo ocorria. Bia respondeu “O príncipe fujão ta aqui”. O príncipe resmungou e comentou “Mulheres..não sabem guardar segredo por trinta segundos”.

Os meninos perguntaram o que ele fazia ali e porque tinha fugido. Nisso Anderson começou de dentro da casa a gritar pelas crianças enquanto Gabriel pegava a mão do menino e dizia “Vamos sair daqui, ta perigoso”.

Os quatro foram até um galpão abandonado que tinha na rua. Gabriel comentou que ali estariam seguros, pois ninguém entrava por medo de fantasmas e Bia vibrou perguntando aonde poderia encontrar um. Verdinho interrompeu a menina dizendo que aquele não era o momento e pedindo que o príncipe contasse a história.

O menino comentou que sempre foi muito feliz no castelo. O rei, seu pai, era um homem bom, amado pelo povo e sua mãe, a rainha, muito amorosa. Os dois sempre abriam o castelo para o povo e davam de comer, beber e festas para comemorar a boa colheita, a melhoria de vida da população ou simplesmente celebrar a vida.

Bia perguntou “Se a vida é tão boa assim por quê você fugiu?”. O menino abaixou a cabeça e respondeu “Por causa do mago ruim”. Nisso ouviu-se uma trovoada do lado de fora e as crianças se assustaram. O príncipe continuou “Ele é ruim, ele é muito ruim”.

Mago ruim era o conselheiro de irmão, que vinha a ser irmão do rei. Irmão ao contrário do rei não era um sujeito feliz e amoroso. Vivia reclamando pelos cantos, mal humorado e nem gostava de crianças. O Sol quando surgia no reino dizia “Bom dia a todos, inclusive a você irmão”. O homem resmungava e respondia que gostava mais de chuva.

Irmão era soturno, tinha inveja do rei e encontrou em mago ruim, sujeito estranho, careca, de cavanhaque e cara de mau alguém que alimentasse sua ambição. Os dois viviam pelo castelo cochichando e fazendo planos maquiavélicos. A rainha percebia e tentava alertar o rei que respondia “Ele é meu irmão, não posso virar as costas para ele”.

Um dia mago ruim deu uma sugestão a irmão que foi até o rei e disse “Está na hora do príncipe casar e começar a se preparar pra comandar o reino”. Não se sabia o motivo para que a sugestão fosse dada, mas o rei acatou e achou que realmente estava chegando a hora do menino virar rei. O príncipe não aceitava, dizia que era muito novo para isso, mas o rei estava firme eu seu propósito.

Procurou pelo reino uma noiva, várias candidatas surgiram, em outros reinos também até que achou uma que considerava ideal. Uma princesa de um reino distante.

O rei acertou com o pai da princesa todos os trâmites para o noivado mesmo com o príncipe não conhecendo sua futura noiva e acertou a ida da corte real vizinha até o reino. Eles foram e quando o príncipe deu de cara com a princesa, que tentou lhe dar um beijo, fingiu desmaiar, foi levado ao quarto e de lá fugiu.    

Bia, curiosa como só ela, perguntou porque o menino fugira e se ela era muito feia. O príncipe fez cara de assustado e respondeu “A menina devia ter uns cento e cinquenta quilos, parecia uma bola de futebol” fazendo o gesto de algo grande. Verdinho caiu na gargalhada e percebendo que todos estavam sérios pediu desculpas.

Gabriel ainda argumentou que o príncipe não poderia se esconder para sempre, estavam todos no reino lhe procurando e o menino pediu apenas alguns dias, para pensar no que fazer. Bia levantou e disse “Fique aqui escondido que vamos dar um jeito”.

Os três voltaram pra casa enquanto o príncipe ficou escondido no galpão. Rebeca perguntou onde estavam. Gabriel respondeu que foram brincar perto do lago e a mãe brigou “Podem ir, mas me avisem que fico preocupada. Não viram o príncipe que sumiu?”.

As crianças naquele dia ficaram mais sérias que o normal, eram cúmplices naquela história e quando jantaram perguntaram a Anderson e Rebeca se podiam preparar um prato com lanche e levar ao quarto. Os dois não entenderam o motivo e Gabriel respondeu “caso a gente sinta fome de noite”. Verdinho completou que tinha medo de fantasmas e não queria levantar de madrugada pra comer. Anderson e Rebeca estranharam, mas liberaram.

Os três pediram pra deitarem mais cedo alegando sono. De novo os adultos estranharam, mas liberaram. Anderson foi ao quarto contar historinha, mas em menos de cinco minutos os três roncavam. Ele saiu do quarto, Bia abriu os olhos e disse “Vamos”.

Pularam a janela e levaram lanche ao príncipe que já estava morrendo de fome e devorou tudo.

Enquanto isso o castelo estava em polvorosa. A rainha não parava de chorar e o rei preocupado mandava que funcionários do castelo procurassem pelo príncipe. Todos muito abalados, menos duas pessoas. Irmão e mago ruim.

Irmão na verdade estava furioso que seu plano dera errado e reclamava com mago ruim “Deu tudo errado mago!! Tudo errado!! Era pro meu sobrinho ter beijado a gorda e virado um sapo como foi combinado no encantamento!! Mas também!! Você tinha que ter arrumado uma gorda tão gorda?”.

Mago só ouvia a tudo, pensativo, até que irmão perguntou “Você só caminha e coça o queixo. Tem nada a dizer?”. Mago respondeu “Duas coisas. A primeira que você reclama demais, a segunda que a coisa saiu melhor que a encomenda”.

Irmão perguntou o que mago ruim queria dizer com aquilo e o malvado respondeu “Na hora certa você vai saber, tenho que falar com minha irmã antes, a bruxa da floresta. Só te adianto uma coisa. Você vai virar rei antes que a gente imaginava”.

Irmão abriu um sorriso e estufou o peito enquanto caminhava com mago ruim.

Enquanto isso os dias passavam e o príncipe continuava escondido no galpão. As crianças iam todos o dias visitá-lo, contar como estava o reino e levar comida. Rebeca e Anderson estranhavam o apetite repentino das crianças, mas até aquele momento o segredo estava seguro.

Um dia Bia notou o príncipe triste e perguntou o que ele tinha. O menino respondeu “Tenho saudade de minha família, de papai e mamãe e fico o dia todo preso nesse galpão sem fazer nada. Queria muito brincar e pensei que fugindo do castelo conseguiria já que lá eu também não brincava”.

Bia ficou sensibilizada com aquilo, também sentia saudade dos seus e de noite contou aos amiguinhos. Disse que tinham que dar um jeito, levar o menino para brincar. Gabriel respondeu que era impossível, todos procuravam por ele e Bia respondeu “Impossível não existe quando usamos isso aqui” apontando para a cabeça.

Na ensolarada tarde seguinte apareceram andando em bicicletas e dessa forma entraram no galpão. O príncipe abriu um sorriso enquanto verdinho lhe entregou um óculos escuros e um boné. O menino agradeceu e perguntou para o que era aquilo. Gabriel respondeu que tinha uma bicicleta do lado de fora esperando por ele quando o príncipe respondeu que tinha um problema.

Ele não sabia andar de bicicleta.

Os quatro foram para o lado de fora e Bia, Gabriel e verdinho tentavam ensinar o menino a andar. Príncipe tomou muitos tombos até que conseguiu se equilibrar e andar.

Os quatro andavam a toda velocidade pelo gramado que cercava o lago e príncipe sentia uma sensação de liberdade na qual nunca passara na vida. Abria os braços e fechava os olhos deixando que o vento acariciasse seu rosto.

Depois de um tempo andando pararam e ficaram olhando um local. A floresta.

Verdinho e Gabriel ficaram olhando com medo e Bia perguntou qual era o problema. Verdinho respondeu que o local guardava muitos mistérios e já ouvira histórias muito ruins de lá. Gabriel completou “Inclusive lá mora a bruxa da floresta”. Os dois fizeram sinal da cruz enquanto o príncipe ria e mandava os meninos pararem de besteiras que a bruxa não existia.

Bia sugeriu que os quatro entrassem na floresta para ver o que realmente tinha lá quando Gabriel e verdinho numa voz só gritaram “nunca” , subiram nas bicicletas e saíram correndo. Bia e o príncipe riram, subiram nas suas e foram atrás.

Enquanto isso no castelo rainha e rei eram uma desolação só com o sumiço do príncipe e mago ruim chegou com duas taças saindo fumaça de cada uma. O rei perguntou para o que servia aquilo e o mago respondeu “Consultei minha irmã que mora no interior do reino e ela me passou esse encantamento que serve para revelar a verdade”.

Rei perguntou o que o mago queria dizer com aquilo e o mago respondeu “Alteza, acredito que essa bebida traga a resposta de onde está o príncipe”.

A rainha logo se levantou, disse “me dê isso logo” e bebeu. O rei fez o mesmo e como em um passe de mágica os dois viraram pássaros. Exultante o mago gritou “Eureca!! Deu certo!!” e mandou que dois homens entrassem com uma gaiola. Já estava tudo combinado e esses homens prenderam os pássaros na gaiola.

Naquela mesma tarde Anderson foi com as crianças ao centro do reino e se deparou com o homenzinho de terno verde andando muito abalado. Bia riu e disse “Oi homenzinho estranho, faça a pergunta”. O homem disse “Hoje não tem perguntas, o rei foi aprisionado e seu irmão é o novo rei”.

Anderson perguntou se aquilo era verdade e um guarda que estava ao lado do homenzinho respondeu que sim, nisso o homenzinho perguntou “O que é o que é que vai ser da gente?”. Bia percebeu a gravidade da situação, pegou Anderson pelo braço e disse “Precisamos voltar”.

A crianças levaram Anderson até o galpão e começaram a gritar pelo príncipe. O menino, assustado, apareceu e perguntou “Vocês trouxeram um adulto?”. Bia olhou muito séria para ele e comentou.

Você precisa voltar.


CAPÍTULO ANTERIOR:

A FAMÍLIA 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

SOBE O SOM: UMA NOITE EM 67


Sobe o som volta de forma especial no Natal para celebrar os 50 anos daquele que considero o maior festival da canção que já tivemos. O festival da Record de 1967 que consagrou artistas populares e importantes até hoje. Para dar nome a esse "Sobe o som" peguei o nome do documentário "Uma noite em 67" feito por Renato Terra e Ricardo Calil.

Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra do violão no palco e lançado para a platéia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura militar e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.

III Festival de Música Popular Brasileira

Local: Teatro Paramount, cidade de São Paulo
Data: outubro 1967
Prêmio Sabiá de Ouro

Classificação:
1º Lugar: "Ponteio" (Edu Lobo e Capinam) – intérpretes: Edu Lobo, Marília Medalha, Momento quatro e Quarteto Novo
2º Lugar: "Domingo no Parque" (Gilberto Gil) – intérpretes: Gilberto Gil e Os Mutantes
3º Lugar: "Roda Viva" (Chico Buarque) – intérpretes: Chico Buarque e MPB4
4º Lugar: "Alegria, Alegria" (Caetano Veloso) – intérpretes: Caetano Veloso e Beat Boys
5° Lugar: "Maria, Carnaval e Cinzas" (Luiz Carlos Paraná) – intérpretes: Roberto Carlos
6° Lugar: "Gabriela (Francisco Maranhão) – intérpretes: MPB4
Melhor Intérprete: Elis Regina – "O Cantador" (Dori Caymmi e Nelson Motta)
Melhor Letra: "A Estrada e o Violeiro" (Sidney Miller) – intérpretes: Sidney Miller e Nara Leão
Momento Marcante do III Festival de MPB
"Beto Bom de Bola" (Sérgio Ricardo) – intérprete: Sérgio Ricardo (irritado com as vaias, Ricardo quebrou o violão e jogou-o na plateia)


Então vamos lá!!


Sobe o som Uma noite em 67!!


Beto bom de bola - Sergio Ricardo


A estrada e o violeiro - Nara Leão e Sidney Miller


O cantador - Elis Regina


Gabriela - MBP4


Maria, carnaval e cinzas - Roberto Carlos


Alegria, alegria - Caetano Veloso e Beat Boys


Roda Viva - Chico Buarque e MBP 4


Domingo no parque - Gilberto Gil e Os Mutantes


Bem. Aí estão algumas músicas que brilharam no festival de 1967. Para encerrar o ano teremos outro grande momento de 1967, Os cinquenta anos de Sgt Peppers Lonely Hearts Club band.


Enquanto isso a campeã do festival para fechar esse "Sobe o som" com chave de ouro.


SOBE O SOM ANTERIOR:

GRUPO ESPECIAL 2018