quarta-feira, 25 de abril de 2018

CINEBLOG: SE BEBER NÃO CASE


Cineblog fala hoje de um dos filmes mais engraçados dos últimos tempos e que também teve continuações hilárias.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Se beber não case



The Hangover (no Brasil, Se Beber, Não Case!; em Portugal, A Ressaca) é um filme de comédia estadunidense, co-produzido e dirigido por Todd Phillips e escrito por Jon Lucas e Scott Moore. O filme é estrelado por Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Heather Graham, Justin Bartha e Jeffrey Tambor. The Hangover conta a história de Phil Wenneck, Stuart Price e Alan Garner, que viajam para Las Vegas para uma despedida de solteiro e celebrar o casamento do seu amigo Doug Billings. No entanto, Phil, Stu e Alan não têm memória de eventos da noite anterior e devem encontrar Doug antes do casamento começar.

O filme custou 35 milhões de dólares, e estreou no topo das bilheterias americanas com 44 milhões de dólares em três dias, se mantendo no posto na semana seguinte.The Hangover superou There's Something About Mary como comédia censurada para menores de 18 anos nos Estados Unidos mais lucrativa da história, com 275,9 milhões de dólares na América do Norte e 458 milhões no mundo. Também estreou no topo das bilheterias brasileiras e já atraiu mais de 1,4 milhão de espectadores.O sucesso levou o filme a ter uma continuação, chamada The Hangover: Part II, lançado em 2011.


Sinopse



Quando Doug está prestes a se casar, seus amigos Phil e Stu decidem que a despedida de solteiro será inesquecível. Para isso, eles organizam uma viagem em que os três passarão uma noite juntos em Las Vegas, onde qualquer coisa pode acontecer. Cansado da vida de casado, Phil aproveita para tirar férias da esposa e do filho, enquanto Stu sofre por largar a possessiva namorada, e ainda mentindo, já que ela nunca permitiria que ele fosse para um lugar como este com tão más companhias. Aos três, se junta Alan, o desajustado irmão de Tracy, a noiva de Doug. De malas prontas, o noivo ainda recebe uma surpresa: seu sogro permite que eles viajem em seu valioso e intocável Mercedes-Benz. Rumo a Las Vegas, o quarteto já imagina as loucuras que os esperam naquela noite, mas não fazem ideia do que possa acontecer. Quando percebem, eles acordam de uma grande ressaca no dia seguinte, sem lembrar de absolutamente nada do que aconteceu após um brinde que fizeram ao chegar ao hotel.

Logo depois, a situação do quarto demonstra que a noite não foi nada calma, e ninguém sabe dizer onde está o noivo. No quarto está uma grande bagunça. O dentista Stu está sem um dos dentes, no armário há um bebê que ninguém sabe de quem é, e no banheiro tem nada menos do que um tigre vivo. Não bastasse tudo isso, quando os três vão buscar o carro no estacionamento, ao invés do Mercedes, eles encontram uma viatura policial. Chegando o momento do casamento, o trio terá que tentar lembrar o que aconteceu naquela noite, para enfim conseguir descobrir onde Doug pode estar. Com mafiosos atrás deles, Stu, Phil e Alan percebem cada vez mais que eles passaram dos limites.


Elenco




Personagem Ator/Atriz Dublagem 

Phil Wenneck Bradley Cooper Philippe Maia
"Stu" Stuart Price Ed Helms Duda Ribeiro
Alan Garner Zach Galifianakis José Leonardo
Doug Justin Bartha Christiano Torreão
Tracy Garner Sasha Barrese Mariana Torres
Jade Heather Graham Sylvia Salustti
Leslie Chow Ken Jeong Sérgio Cantú
Sid Garner Jeffrey Tambor Alfredo Martins
Melissa Rachael Harris Mabel Cezar
Stephanie Wenneck Gillian Vigman Maíra Góes
Mike Tyson Mike Tyson Mauricio Berger
Doug Negro Mike Epps Jorge Lucas
Leonard Jernard Burks Jorge Vasconcellos
Oficial Franklin Rob Riggle Marcelo Torreão
Oficial Garden Cleo King Carmen Sheila
Eddie Palermo Bryan Callen Samir Murad
Dr. Valsh Matt Walsh Bruno Rocha


Recepção da crítica e inspiração



Hangover tem recepção favorável por parte da crítica especializada. Com tomatometer de 79% em base de 225 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: “Com um roteiro inteligente e hilariante interação entre o elenco, Hangover agarra apenas o tom certo de humor atrevido e os risos sem parar ofuscam qualquer falha”. Tem 84% de aprovação por parte da audiência, usada para calcular a recepção do público a partir de votos dos usuários do site.

O enredo de The Hangover foi inspirado em fatos reais, que aconteceu com Tripp Vinson, um produtor e amigo do produtor executivo Chris Bender. Vinson tinha desaparecido de sua própria despedida de solteiro em Las Vegas. Sobre o acontecido Vinson relata: "Fui separado de meus amigos, e logo depois desmaiei. Quando me acordei, também não sabia de nada e estava em clube de strip. Não foi uma experiência divertida na época, mas foi uma história engraçada."

Jon Lucas e Scott Moore venderam o roteiro original de The Hangover para a Warner Bros Pictures por mais de U$ 2 milhões de dólares. Tendo história de três amigos que foram para uma despedida de solteiro e perdem o noivo em Las Vegas e, em seguida, tentam refazer seus passos para descobrir o que aconteceu na noite anterior. Em seguida Jeremy Garelick e o diretor Todd Phillips reescreveram o roteiro e adicionaram elementos adicionais, tais como Mike Tyson, seu tigre e um subtrama envolvendo um bebê e roubos de carros da polícia.


Prêmios



Ano                                    Categoria Indicado(s)                                      Resultado
2010 Golden Globe Award de melhor comédia ou musical               Venceu
American Cinema Editors Awards de melhor filme - comédia ou musical Venceu
MTV Movie Awards de melhor performance de comédia Zach Galifianakis Venceu
MTV Movie Awards de melhor filme                                                        Indicado
MTV Movie Awards de melhor momento WTF Ken Jeong                        Venceu
Empire Awards de melhor comédia                                                        Indicado
People's Choice Awards de melhor filme de comédia                                Indicado
People's Choice Awards de melhor filme                                                              Indicado


Cineblog volta em duas semanas com o documentário "Ninguém sabe o duro que dei".


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A FORMA DA ÁGUA

terça-feira, 24 de abril de 2018

A MORTE QUE CELEBRA A VIDA


Semana passada duas notícias de mortes me chamaram atenção.

Uma envolveu o Papa Francisco. Ele ouvia algumas pessoas que lhe fizeram perguntas de ordem pessoal. Um menino de oito anos chamado Emanuele lhe fez uma pergunta que comoveu a tal ponto que o pontífice pediu autorização para contar ao público o teor da pergunta.

O menino autorizou e o Papa disse que o pai de Emanuele era ateu, mas mesmo sendo ateu lhe batizou e fez sua primeira comunhão. Esse pai morreu e o menino perguntou se ele estava no céu ou inferno.

O Papa se emocionou e respondeu que estava no céu, o céu era o lugar de pessoas boas e com certeza aquele homem era uma pessoa boa por mesmo sendo ateu mostrar ao filho o valor da fé.

Fé, fé pra mim é uma coisa muito séria. Eu sou agnóstico, mas mesmo assim me comovo com a devoção que fazem a São Jorge em seu dia e a fé que as pessoas tem nele. Eu sempre digo que o que mantém esse mundo em pé é a fé e que se um dia alguém provar que Deus não existe o mundo acaba porque o temor e o amor a Deus que mantém esse mundo em pé. Amor, respeito que fazem um ateu ensinar o valor da fé a um filho.

Valor, amor e respeito que tantos mostraram pela segunda notícia relacionada a morte que vi na semana, a de Dona Ivone Lara. Mesmo aos 97 anos uma morte sentida.  Por ser aos 97 anos e tendo sido uma existência tão poderosa uma morte que celebrou a vida. Uma pessoa que cantou o amor e a alegria de viver, que tanto ensinou com sua músicas e força de vontade e exemplos.

Samba não é religião, pelo menos na frieza das palavras, mas a forma que o sambista trata a morte sempre me impressionou e comoveu. Toca-se um surdo fazendo minuto de silêncio e depois vem os aplausos.  Morte de sambista é chorada sim, mas também tem cachaça, cerveja, batucada e cantoria.

Como devia ser. A gente sofre com uma coisa que é inevitável, todos nós vamos morrer um dia então pra que sofrer?  Todos que já tem uma certa vivência já passaram por uma morte dolorosa ou mesmo pequeninos como o novo amigo do Papa.

Mas a morte não devia ser vista como uma coisa ruim e sim uma passagem. A passagem que fez o pai de Emanuele e Dona Ivone Lara. Pessoas que ensinaram seja a um povo seja a seu querido filho. Quem faz a diferença assim em vidas ou uma vida apenas não pode ir para um lugar ruim. Vão para o céu.

São vidas para celebrar porque cumpriram suas missões na Terra. O Papa deu conforto a uma criança, a música aos órfãos de Dona Ivone Lara e por mais que sejam universos completamente diferentes os dois casos se assemelham no mais importante.

No valor do amor.

São mortes que celebram a vida.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

QUE SEJA ETERNO ENQUANTO DURE


Amor..

Palavrinha mágica que todos buscam na vida. Todos sonham com um amor para a vida inteira, daqueles de cinema onde a mulher está indo embora, o homem chega, puxa seu braço, faz aquela declaração de amor e ficam juntos para sempre.

Juntos para sempre. .Isso infelizmente não existe porque não vivemos eternamente então se o casal não morrer junto um vai ficar e com ele o peso da saudade. Trágico isso, não? Que texto pessimista.

Não, não é trágico nem pessimista porque parafraseando Vinicius de Moraes "Que seja eterno enquanto dure". Se não existe o "para sempre" o que fazemos? Desistimos?

Não, aproveitamos. Temos que aproveitar enquanto durar esse amor. Seja aquele que só a morte separa ou mesmo aquele que a vida separa. Sim, isso acontece muitas vezes. Nos apaixonamos, vivemos aquele amor e a maior probabilidade é que um dia acabe. Hoje em dia ninguém é obrigado mais a ficar juntos o resto da vida para dar satisfação a sociedade. Hoje nós permitimos sempre buscar ser felizes.

Dói acabar uma relação por mais que esteja desgastada, por mais que o fim seja necessário ou mesmo a vida tenha afastado as pessoas mesmo ainda existindo o carinho e afeto. Sim, casais podem não ficar juntos mesmo existindo o carinho recíproco. Já passei por isso.


O bom da vida moderna é que hoje sabemos que não precisamos necessariamente ter apenas um amor na vida. Somos capazes de amar intensamente várias pessoas durante nossa existência e isso traz um pouco de paz em momentos de separação, ainda mais para aquele que se separou amando.

Eu já amei algumas vezes, parte dessas vezes fui correspondido, outras não. Tive muitas relações e todas deram certo. Esquisito dizer isso porque se deram certo por que terminaram? De novo volto a Vinicius e o "Que seja eterno enquanto dure". Deram certo no tempo que deveram existir e todas me fizeram crescer como homem.

Tive relações felizes, conheci, convivi e trago no coração mulheres maravilhosas. Mais recentemente conheci Belém sem nunca ter ido lá. Já é uma das cidades mais importantes da minha vida porque me deu uma das pessoas mais importantes que cruzaram meu caminho nesses 41 anos. Me deu um amor eterno que me ensinou a nunca criar juízo. Uma menina que nunca cansa de ensinar um velho como eu.

Gosto de criar histórias de amor seja na ficção ou vida real. Coração aberto para tudo que o amor pode me oferecer e vem me oferecendo nesse momento. A vida é surpreendente, pode te dar um presente na próxima esquina e vem me dando. Ah a vida...Ela me faz tão bem e eu também quero fazer isso por ela...

Quanto tempo vai durar? Não me importa, será eterno.


Que seja eterno enquanto dure.


quinta-feira, 19 de abril de 2018

SOBE O SOM: DONA IVONE LARA


Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara (Rio de Janeiro, 13 de abril de 1922 – Rio de Janeiro, 16 de abril de 2018), foi uma cantora e compositora brasileira, conhecida como Rainha do Samba de raiz e Grande Dama do Samba.

Dona Ivone Lara nasceu em 13 de abril de 1922, na rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Foi a primeira filha da união entre a costureira Emerentina Bento da Silva e João da Silva Lara. Paralelamente ao trabalho, ambos tinham intensa vida musical: ele era violonista de sete cordas e desfilava no Bloco dos Africanos; ela era ótima cantora e emprestava sua voz de soprano a ranchos carnavalescos tradicionais do Rio de Janeiro, como o Flor do Abacate e o Ameno Resedá – nos quais seu João também se apresentava. Formada em enfermagem e serviço social, com especialização em terapia ocupacional, foi uma profissional na área até se aposentar em 1977. Nesta função trabalhou em hospitais psiquiátricos, onde conheceu a dra. Nise da Silveira.

Com a morte do pai, com menos de três anos de idade, e da mãe aos dezesseis, foi criada pelos tios e com eles aprendeu a tocar cavaquinho e a ouvir samba, ao lado do primo Mestre Fuleiro; teve aulas de canto com Lucília Guimarães e recebeu elogios do marido desta, o maestro Villa-Lobos.Casou-se em 4 de dezembro de 1947 com Oscar Costa, filho de Alfredo Costa, presidente da escola de samba Prazer da Serrinha, com quem teve dois filhos, Alfredo e Odir. Foram casados durante 28 anos, até a morte de Oscar. Foi no Prazer da Serrinha onde conheceu alguns compositores que viriam a ser seus parceiros em algumas composições, como Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira.

Então vamos lá!! Sobe o som para a saudade!!


Sobe o som Dona Ivone Lara!!


Sonho meu


Enredo do meu samba


Acreditar


Alguém me avisou - Com Gilberto Gil e Caetano Velloso


Sorriso negro - Com Diogo Nogueira


Nasci pra sonhar e cantar


Tendência - Com Fundo de Quintal


Mas quem disse que eu te esqueço


Minha verdade


Candeeiro da vovó


Os cinco bailes da história


Adeus de um poeta


Juízo final


Bem, aí está. Com esse "Sobe o som" faço uma pequena homenagem a uma das maiores artistas da história do Brasil que já deixa um enorme vazio em todos nós Semana que vem voltamos com o prometido Phill Collins.


Enquanto isso uma homenagem a nossa escola. A artistas preciosos e uma joia rara..


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SANDRA DE SÁ

quarta-feira, 18 de abril de 2018

TROCANDO EM ARTES: KANANGA DO JAPÃO


Trocando em artes versão novelas fala hoje de uma das mais importantes novelas feitas pela Rede Manchete e que retratava o Rio de Janeiro da primeira metade do século XX.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Kananga do Japão



Kananga do Japão é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Manchete, cuja exibição ocorreu entre 19 de julho de 1989 e 25 de março de 1990, totalizando 208 capítulos. Escrita por Wilson Aguiar Filho, foi produzida por Jayme Monjardim com a colaboração de Rodrigo Cid, Sérgio Perricone, Gil Haguenauer, Guto Graça Mello, Colmar Diniz e Guilherme Arantes, sob a direção de Wilson Solon, Carlos Magalhães e Tizuka Yamasaki.

Cristiane Torloni e Raul Gazolla interpretaram as personagens principais Dora e Alex, respectivamente, numa trama que narra fatos ocorridos no Brasil durante a década de 1930, tais como a revolução de 1930 e 1932, o integralismo e a intentona comunista. Giuseppe Oristanio, Tônia Carrero, Zezé Motta, Cristiana Oliveira, Cláudio Marzo, Carlos Eduardo Dolabella, Tamara Taxman, Elaine Cristina, Carlos Alberto, Haroldo Costa e Paulo Castelli desempenharam os demais papéis principais da história.

A cantora Misty executou o tema de abertura, "Minha", presente em um CD lançado paralelamente ao folhetim, o qual contou com canções de Elis Regina, Evandro Mesquita, entre outros. O título "Kananga do Japão" é uma referência ao nome da casa noturna na qual a personagem Dora encontra seu grande amor, Alex. Por sua vez, o nome da casa noturna é uma referência à flor conhecida como cananga-do-japão. A telenovela ainda abrangeu temas como homossexualidade e adultério.

Voltada para o público adulto, foi recebida positivamente pela mídia e imprensa. Desta forma, foi condecorada por seis categorias vencidas no troféu APCA, da Associação Paulista dos Críticos de Arte.


Antecedentes



O setor de teledramaturgia da Rede Manchete estreou dois anos após sua inauguração, em 1985, com a adaptação de Geraldo Vietri, Antônio Maria, inspirada na telenovela homônima de Walther Negrão. Esta não obteve muito sucesso e Wilson Aguiar Filho foi contratado para escrever Dona Beija, cujo texto é inspirado nos romances Dona Beija, a Feiticeira do Araxá, de Thomas Leonardos e A Vida em Flor de Dona Beija, de Agripa Vasconcelos. Essa produção teve um maior investimento e obteve um grande êxito, chegando a 24 pontos de audiência na estreia e sendo considerada uma das "50 melhores novelas de todos os tempos", segundo o portal Terra. Logo, foi produzido Novo Amor e Tudo ou Nada, as quais não repetiram o êxito anterior.

Mania de Querer, então, foi escrita em 1986 e continuou registrando índices insatisfatórios, assim a emissora investiu em erotismo para conquistar o público em Corpo Santo. O tema foi bem avaliado e a audiência aumentou consideravelmente. Na busca de manter o público, Helena, original de Machado de Assis e Carmem, de Glória Perez, foram exibidas e mantiveram o sucesso. Em 1988, José Louzeiro e Geraldo Carneiro escreveram Olho por Olho, porém os números da emissora diminuíram novamente. Assim, o presidente da Rede Manchete decidiu que iria recontratar Aguiar Filho para escrever um texto cujo cenário seria a casa de festas Kananga do Japão.


Produção


Adolpho Bloch, presidente da Rede Manchete, deu a ideia de produzir um folhetim que mostrasse o Grêmio Recreativo Familiar Kananga do Japão, um famoso cabaré da década de 1930. Com isso, contratou Aguiar Filho, que já produziu Marquesa de Santos e Dona Beija, maior sucesso da teledramaturgia da emissora, desde então. Esse projeto seria uma forma de suprir os prejuízos pela produção anterior, Olho por Olho.

Para desenvolver o texto de Wilson Aguiar Filho, a equipe investiu em material fotográfico, livros e documentos do Museu da Imagem e do Som, Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional. A emissora gastou 20 milhões de dólares com a produção da obra, cujas filmagens se iniciaram em 15 de maio de 1989.

Para a história, o elenco teve de aprender dança de salão, samba de gafieira, maxixe e foxtrote, além de capoeira, sinuca, etiqueta e noções de judaísmo. Uma maneira utilizada pela Manchete para conquistar o público foi narrar, dentro da história, partes do governo de Getúlio Vargas e Washington Luís e a prisão de Olga Benário. Conforme comentário do diretor artístico Jayme Monjardim, "se essa novela não der certo, a Manchete desistirá da dramaturgia".

Escolha do elenco

A escolha do elenco foi feita pela própria direção de teledramaturgia da emissora. Maitê Proença foi a primeira a ser escolhida para a trama, porém ela recusou a proposta. Uma forma adquirida pela Rede Manchete foi contratar atores da Rede Globo que faziam sucesso, tais como Glória Pires, Joana Fomm, Cláudia Raia e Marcos Paulo, entretanto não obteve muito êxito, porque vários decidiram ficar na emissora adversária. Por outro lado, para escolherem o intérprete de Alex foi feito um teste com Ernesto Piccolo, Mário Gomes e José de Abreu, porém Raul Gazolla ficou com o papel.


Enredo



A história se passa durante a revolução de 1930 e 1932, a intentona comunista, o integralismo e a Segunda Guerra Mundial.

O Wilson escreveu a melhor sinopse de TV que já li na vida. Ele desenvolveu toda a história da novela, que conta a saga de dez anos de uma família, como um conto. Isso permite a composição de seu personagem, como no cinema, porque você já tem o todo na cabeça [... a personagem] Dora é 'um quê' de Scarlett O'Hara de ... E o Vento Levou.

Na praça Onze, localiza-se o Grêmio Recreativo Familiar Kananga do Japão, uma casa noturna repleta de danças, eventos e confraternizações. Dora é uma moça fina cuja família perdeu tudo após a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Desde então, a mulher passa a frequentar a casa de danças e conhece Alex, um homem com poucas virtudes. À primeira vista, ela se apaixona, porém deseja desfrutar do mesmo luxo quando era rica e se casa com o dançarino milionário Danilo e Alex, com Lisete.

Juca, pai adotivo de Danilo, em consequência de um encontro inesperado com um rico industrial, Francisco Lima Viana, verdadeiro pai de Danilo e Alex, morre. Após ter conhecimento dos fatos verdadeiros, o jovem jura vingança da família Viana. Logo, Letícia, sua mãe, se apaixona por Alex e ficam juntos após a separação com Lisete. O rapaz se aproveita da ingenuidade da senhora e começa a se encontrar com Dora, agora, divorciada. Noronha, jornalista e membro do Conselho dos Sete, descobre o adultério e publica uma charge despeitosa em que a mulher era a personagem. Para se vingar, ela o mata com três tiros.

Dessa forma, Dora é presa por assassinato. Durante o julgamento, a moça é ajudada por seu amante e um advogado contratado pelo mesmo, assim, é absolvida e volta a frequentar a Kananga do Japão. Dias depois, viaja para a Europa e, após dezoito meses, volta ao Brasil com seu filho Duque e sua mãe Zulmira, nesse período, Alex inaugura o cassino Beira-Mar. Em consequência disso, líderes do Conselho dos Sete, em mando da política, começam a perseguir e torturar revolucionários e comunistas, entre eles, Dora, por se conspirar contra a intentona comunista. O policial nazista Olegário, mandante de todas as prisões, também tenta atacar Alex, com a ajuda de Letícia, amargurada pela traição.Na casa de detenção, Dora recebe cartas de Danilo e reconhece sua intolerância. Portanto, cede os desejos do ex-marido e volta a viver com ele. A pedido de Letícia, o cassino de Alex é incendiado.

Zazá, líder da Kananga do Japão, casa-se com Vado, primo de Dora. Olegário assume ser homossexual e foge com um homem. Danilo, com raiva da paixão de Alex por sua esposa, planeja matá-lo, entretanto, o homem fere Lisete. O rapaz é preso e a mulher pede para que Dora admita o amor por Alex. Portanto, Dora e Alex se casam.


Exibição


Inicialmente, a estreia estava prevista para 16 de junho de 1989, mas a data foi adiada por problemas no elenco e texto. Portanto, o primeiro capítulo de Kaganga do Japão foi exibido no dia 19 de julho do mesmo ano, na faixa da 21h30min pela Rede Manchete. No sábado da primeira semana de exibição, foi transmitido um resumo de todos os episódios apresentados. Apresentada de segunda a sábado, seu último capítulo foi mostrado em 25 de março de 1990, sendo substituída por Pantanal. Foi reapresentada duas vezes, na primeira ocasião, de 21 de maio de 1990 a 18 de janeiro de 1991, de segunda a sábado, sob 209 episódios e, na segunda, entre 18 de março e 10 de outubro de 1997 em 149 capítulos, de segunda a sexta. Em Portugal, foi exibida pela RTP2, somente aos domingos, por quatro anos.

Ao final de cada capítulo, era exibido, em três minutos, imagens documentais sobre a época. A vinheta de abertura foi produzida por Adolpho Rosenthal e dividida em quatro temas: porto, guerra, baile e campo, baseados na obra de Cândido Portinari, O Lavrador de Café. Ela representa as danças e os eventos feitos no cabaré Kananga do Japão, sob o som de "Minha", executado pela cantora Misty.


Elenco



Cristiane Torloni interpreta Dora Tavares, uma moça fina que perdeu tudo com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque e se apaixona por Alex Lima (Raul Gazolla), mas a mulher deseja o luxo e se casa com Danilo (Giuseppe Oristanio), filho verdadeiro de Letícia (Tônia Carrero) e Francisco Lima Viana (Carlos Alberto), adotado de Juca (Haroldo Costa) e irmão de Silvia (Júlia Lemmertz).

A casa de danças e eventos Kananga do Japão é liderada por Zazá (Tamara Taxman) e presenciada pelas dançarinas Lisete (Elaine Cristina), Suely (Elisa Lucinda), Ritinha (Solange Couto), Clotilde (Karen Acioly), a cantora Lulu Kelly (Zezé Motta) e o compositor Sinhô (Paulo Roberto Marques Barbosa). De outro lado, há o Conselho 7, um grupo de sensacionalistas antipáticos: o folclórico Caveirinha (Nélson Xavier), o sambista Saraiva (Ewerton de Castro), o policial Orestes (Carlos Eduardo Dolabella), o jornalista Noronha (Cláudio Marzo)[64] e sua esposa, Daisy (Lúcia Alves).

Com a queda da bolsa de valores, os familiares de Dora empobreceram: sua mãe Zulmira (Yara Lins), as irmãs Alzira (Ana Beatriz Nogueira) e Madalena (Via Negromonte), o tio Epílogo (Rubens Corrêa), sua esposa Josefina (Rosamaria Murtinho), seus filhos Júlio (Tarcísio Filho) e Vado (Ernesto Picollo). Seguidos por Odília (Danielle Daumerie), Hannah (Cristiana Oliveira), Eva (Riva Nimitz), Henrique (Paulo Castelli), Clotilde (Karen Acioly), Suelly (Elisa Lucinda), Torquato (Maurício do Valle) e Saraiva (Ewerton de Castro).


Música



O tema de abertura da telenovela, "Minha", é interpretado pela cantora Misty. A trilha sonora conta ainda com cantores como Elis Regina, por "Aquarela do Brasil" e Evandro Mesquita, por "Gago apaixonado" e a banda de rock progressivo Sagrado Coração da Terra, por "Passional". Tais canções foram incluídas em um CD, cuja produção recaiu a Guto Graça Mello, Tatiana Lohmann, Lia Sampaio e Celso Lessa.

Márcia Cezimbra, periodista do Jornal do Brasil, não gostou das canções escolhidas para a obra: "[as músicas] que leva ao ar não são da época em que se passa a novela, [é] uma trilha fora do ritmo".

N.º Título                                     Música        Duração
1. "Dorinha, meu amor"         Luiz Melodia          2:42
2. "Uma noite a mais"             Cláudya                  4:58
3. "Canção pra inglês ver"   Afrodite se Quiser 2:26
4. "My Funny Valentine"           Nouvelle cuisine 3:07
5. "Gago apaixonado"          Evandro Mesquita 3:05
6. "Minha"                                           Misty       1:31
7. "Gosto que me enrosco"    Mário Reis        3:57
8. "Passional"             Sagrado Coração da Terra 3:07
9. "Aquarela do Brasil"   Elis Regina                  3:45
10. "Pela décima vez"             Ângela Rô Rô          2:33
11. "Coisas nossas"           Garganta Profunda          3:39
12. "Fly Away and End Credits"   James Horner    6:02


Prêmios e indicações



O troféu APCA, premiação organizada pela Associação Paulista de Críticos de Arte indicou Kananga do Japão a seis categorias para a seção de televisão, as quais venceram. Rodrigo Cid, Sérgio Perricone e Gil Haguenauer foram selecionados à melhor cenografia, Guto Graça Mello à melhor trilha sonora, Colmar Diniz recebeu a condecoração de melhor figurino, Adolph Rosenthal e Tony Cid Guimarães foram escolhidos por melhor aberturae Cristiana Oliveira venceu na categoria de melhor revelação feminina. O troféu Imprensa, realizado anualmente, indicou-a como melhor novela e selecionou Raul Gazzola para concorrer à revelação, porém não venceram.


Trocando em artes versão novelas volta mês que vem com a linda "A viagem".


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

TRATE-ME LEÃO 

terça-feira, 17 de abril de 2018

NO REINO ENCANTADO: CAPÍTULO XI - A VOLTA (FINAL)



Continuando...

Em um rompante Bia abriu a porta do quintal e foi para o mesmo. Anderson gritou para que a menina voltasse, pois iria chover, mas em vão. A tempestade começou a cair e Bia sentou no balanço pedindo que pai lhe balançasse. O homem saiu de casa mandando que a menina entrasse e ela insistiu no pedido.

Anderson ordenou “Vamos entrar Bia, é perigoso” e Bia retrucou “Me balance pai. Chuva é coisa boa, é sinal de vida”. A menina se lembrava do reino quando todos iam pra fora de casa celebrar a chegada da chuva e de tanto insistir o pai acabou topando balançar.

Rebeca e Gabriel foram para a porta com a mulher mandando que os dois parassem de loucura e entrassem. Bia insistia para que o pai balançasse mais forte e Anderson atendeu.

Cada vez a menina ia mais rápido até que Anderson sentiu algo lhe acertar e reclamou “ai, ta chovendo granizo, vamos entrar Bia!!”. Bia pediu que ele continuasse e Anderson continuou sendo
acertado. A menina também começou a ser até que da porta Rebeca percebeu o que ocorria e gritou “Isso não é granizo!! É moeda!!”.  

Bia ria, gargalhava e molhada de chuva pedia para o pai continuar. Anderson continuava enquanto Rebeca e Gabriel saíram e começaram a recolher as moedas. Rebeca sorria e gritava para o marido que eram moedas de ouro enquanto Bia pedia para ele continuar balançando.

Foram muitas moedas, moedas demais. O suficiente para encher um saco enorme.

Mais tarde seu Portuga bateu na porta e Anderson atendeu. O homem perguntou pelo dinheiro do aluguel. Anderson abaixou a cabeça e respondeu que não pagaria. O português coçou o queixo e perguntou “Sabes o que fazer né gajo?”. Anderson, ainda de cabeça baixa respondeu que sim e pediu um instante para o homem. Voltou com Bia que carregava muitas moedas de ouro nos braços e falou pra seu Portuga “comprar a casa”.

Daquela forma a família de Bia comprou a casa e ainda sobrou dinheiro, muito dinheiro para viverem bem.

Bia não tinha certeza se tudo que viveu tinha sido de verdade ou não, mas o que é verdade ou não quando nosso sentimento é puro? O que é fantasia? O que é real? Nossa imaginação é maior que tudo isso. Nossa imaginação é livre de todas as amarras.

E foi isso que a princesa Bia aprendeu. Que não existia nada mais importante que a liberdade. Seja a liberdade de um reino, de sua família em poder morar onde sempre morou, a liberdade de ter
uma infância feliz, a liberdade de sonhar.

Bia era livre. Bia era feliz.

Uma tarde ela brincava de bola na frente de casa com o pai, Gabriel, pimpão e fofuxa enquanto a mãe preparava um bolo na cozinha quando alguns meninos apareceram em bicicletas. Eram meninos muito parecidos com Daniel, Miguel, verdinho e príncipe chamando os irmãos para andarem de bicicleta.

Bia olhou para o pai que concordou e pediu “tome cuidado com as curvas e não voltem tarde”.

Gabriel e Bia pegaram as bicicletas e foram andar com os meninos. Crianças felizes, que sabiam aproveitar a infância e que levariam a ela pra sempre no coração e na alma.

A princesa Bia estava crescendo. Logo seria adolescente, mulher, teria filhos, mas por mais que crescesse e se tornasse adulta para sempre seria a princesa Bia. A bibica cara de penica.

E assim a princesa Bia andou de bicicleta e dessa vez tomou cuidado fazendo direitinho a curva do barranco. Ao fazer a curva e prosseguir uma figura apareceu e deu um sorriso vendo a menina partir. Era mago bom.

E assim prosseguiu Bia com a bicicleta, abrindo os braços e fechando os olhos para receber o afago do vento. Assim Bia prosseguiu em sua estrada. Estrada ainda longe do fim, que ainda vai mostrar muitos percalços, fazer a menina sofrer, chorar, mas que com certeza levará a ela e seu irmão a um reino encantado.

Dizem que toda boa história começa com “Era uma vez” e toda boa história também tem uma frase no fim e essa frase é a que mais desejo que se concretize com os irmãos Bia e Gabriel.

E foram felizes para sempre.


 *Dedicado aos meus queridos e amados filhos Bia, Gabriel e Lucas.



 FIM

CAPÍTULO ANTERIOR:


A VOLTA (1º PARTE)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

TROCANDO EM VERSOS: ESSA FELICIDADE



Eu abro a janela
E me encosto no parapeito
São três da manhã
E a madrugada me sufoca o peito
Mas não é enfarte, nem ele quer a mim
Solitária a rua me vê
Calçadas e postes tentam entender
O que quero ali, eu também não sei

Poderia me jogar daquela janela
A notícia da minha morte chegaria nela
Mas do que adiantaria no fim ela saber
Provavelmente pediria a Deus pra me absolver
Mas se quero o perdão, eu também não sei

Melhor acender um cigarro
A nicotina me deixa mais forte
No espelho a fumaça me esconde 
Covarde, eu sei

Os dedos das minhas mãos são amarelos
O sorriso que escondo do rosto é amarelo
Sorriso sem graça de quem não quer sorrir
Será que ela já tem outro alguém
Que lhe dê todo amor que um dia eu dei

A chuva molhando meu rosto
A janela que não vou fechar
Enchente que teima em me
Inundar

Felicidade pra mim é morrer
De amor por quem me fez tanto bem
Cadê essa felicidade
Que não vem

TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

MEU FINAL