sábado, 27 de junho de 2015

TROCANDO EM VERSOS: AMEI VOCÊ



Amei você
Desesperadamente eu amei você
Suportei o tempo porque amei você
Mesmo esperando um dia te perder

Amanhã..
Não existirá um novo amanhã
Pois só me resta agora recordar
Me lembrar..
Que amei você

Há tantas lembranças
Eu amei você
Amei você, não conseguiu me amar

Um verão..
Guardado no meu peito para sempre
O outono só me fez chorar
No amargo olhar
De´um último adeus

Amei você
Não conseguiu me amar 



TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

DIA DOS NAMORADOS

sexta-feira, 26 de junho de 2015

SOBE O SOM: MARVIN GAYE





Marvin Gaye (Washington, 2 de abril de 1939Los Angeles, 1 de abril de 1984), nascido Marvin Pentz Gay , Jr., foi um cantor popular de soul e R&B, arranjador, multi-instrumentista, compositor e produtor. Ganhou fama internacional durante os anos 60 e 70 como um artista da gravadora Motown.

O início da carreira do cantor foi em 1961, na Motown, onde Gaye rapidamente se tornaria o principal cantor da gravadora e emplacaria numerosos sucessos durante os anos sessenta, antes de mudar sua própria forma de se expressar musicalmente. Gaye é importante por sua luta por produzir seus sucessos, mas criativamente restritivo - no processo de gravação da Motown, intérpretes, compositores e produtores eram geralmente mantidos em áreas separadas.

Com seu bem-sucedido álbum What's Going On, de 1971, e outros lançamentos subsequentes - includindo Trouble Man, de 1972, e Let's Get It On, de 1973, Gaye, que vez ou outra compunha canções para artistas da Motown no início da sua carreira, provou também que poderia tanto escrever quanto produzir seus próprios discos sem ter de confiar no sistema da Motown. Ele é também conhecido por seu ambientalismo.

Então vamos lá!!

Sobe o som Marvin Gaye!!



Ain`t no mountain high enough - Com Tammi Terrell


Sexual Healing


Let`s get it on


I heard it through the grapevine


Got to give it up


You are everything - Com Diana Ross


Mercy mercy me (The ecology)


Trouble man


Stand by me


Stop, look, listen (To your heart) - Com Diana Ross


I`m falling in love with you - Com Diana Ross


Falling in love again 



God is Love


Bem. Aí está um pouco da grande obra desse imortal artista da black music. Semana que vem tem outro imortal. Tem moleque Gonzaga. Tem Gonzaguinha. 

Enquanto isso vamos refletir mais sobre o que está acontecendo no mundo.



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ZECA PAGODINHO

quinta-feira, 25 de junho de 2015

CINEBLOG: O MÁGICO DE OZ




Cineblog fala hoje de um dos maiores filmes de todos os tempos e que há mais de setenta anos encanta crianças de todas as idades.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


O MÁGICO DE OZ


The Wizard of Oz (no Brasil, O Mágico de Oz; em Portugal, O Feiticeiro de Oz) é um filme americano de 1939, produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer. É baseado no livro infantil homônimo de L. Frank Baum, no qual a garota Dorothy é capturada por um tornado no Kansas e levada a uma terra fantástica de bruxas, de leões covardes, de espantalhos falantes e de muito mais. Estrelado por Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr, Billie Burke e Margaret Hamilton.

Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor (como muitos acreditam), O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica; as sequências no Kansas possuem um preto-e-branco com tons em marrom, enquanto as cenas em Oz recebem as cores do Technicolor.

Enredo

Em Kansas, Dorothy (Judy Garland) vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrissam na terra de Oz, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. 

Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela será ameaçada pela Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho (Ray Bolger) que quer ter um cérebro, um Homem de Lata (Jack Haley) que anseia por um coração e um Leão covarde (Bert Lahr) que precisa de coragem. Será que o Mágico de Oz conseguirá ajudar todos eles?  

Elenco principal


Ator
Papel



Judy Garland
Dorothy Gale



Frank Morgan
O Mágico de Oz/Professor Marvel/O Condutor da Carruagem/O Porteiro



Ray Bolger
Hunk/Espantalho



Bert Lahr
Zeke/Leão Covarde



Jack Haley
Hickory/Homem de Lata



Billie Burke



Margaret Hamilton
Elmira Gulch/Bruxa Malvada do Oeste/Bruxa Malvada do Leste





Premiações


Ano
Prêmio
Categoria
Resultado
1939
 Festival de Cannes
Palma de Ouro
Indicado
1940
Oscar
Melhor trilha sonora
Vencedor
1940
Oscar
Melhor canção original
Vencedor
1940
Oscar
Melhor filme
Indicado
1940
Oscar
Melhor direção de arte
Indicado
1940
Oscar
Melhor fotografia
Indicado
1940
Oscar
Melhores efeitos especiais
Indicado



Semana que vem tem clássico nacional. Vamos sair pela estrada afora com “Bye bye Brasil”.





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DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL







quarta-feira, 24 de junho de 2015

MALAFAIA, BOECHAT E A ROLA



 
Só se fala em Ricardo Boechat, ele é o novo herói do Brasil e se tivesse uma eleição para presidente da República venceria. Ok, não seria difícil alguém se eleger tendo como adversários a patética oposição do país e a presidente Dilma, mas ele venceria.

E o maior mérito de Boechat foi seu maior erro. Curioso isso, mas vamos aos fatos.

Que ta todo mundo de saco cheio do Silas Malafaia e de seu fundamentalismo religioso isso é certo. De saco cheio e preocupado. Como eu já disse algumas vezes a religião é uma das melhores e das piores coisas que o homem já inventou. Graças a ela temos fé, esperança, acreditamos, temos devoção e irmandade. Graças a ela tivemos as piores guerras e atrocidades de nossa história. Isso sempre ocorre quando uma quer prevalecer sobre a outra. Esquece-se a irmandade, fica o ódio.

Malafaia é perigoso. Ele dissemina o ódio, o preconceito. Ele e outros líderes religiosos se aproveitam do vazio de esperança que as últimas trapalhadas do governo PT deixam. Nunca é demais lembrar que Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha em uma situação parecida. No meio da desesperança ele prometeu a luz e a auto estima. Coisas que gente como Malafaia faz hoje usando a palavra de Cristo a seu bel prazer.

Em tempos de ataques terroristas de Ala Qaeda e do Estado Islâmico o fundamentalismo religioso chega ao Brasil. Pessoas são atacadas nas ruas apenas por terem outra fé. O discurso do ódio impera e acirra ânimos já exaltados, repito, por culpa do vazio do poder.

Os cegos enxergam em Malafaia a luz, os mais esclarecidos se revoltam e preocupam. Assim a "rola" do Boechat acaba dando o desafogo, o grito contra tudo isso que ocorre.

Ele disse o que muitos queriam. Mas não era ele que tinha que dizer. Não aonde falou.

Ricardo Boechat é um dos melhores jornalistas do Brasil e como grande jornalista que é não pode ofender, cair no popularesco, bater boca em rede nacional como fez. Jornalista informa e se for pra desconstruir que faça mostrando fatos, não com linguajar chulo e indo ao nível de abutres.

Ricardo Boechat foi cidadão, mas não foi jornalista. Evidente que paciência tem limites e Silas Malafaia vem testando a nossa. Boechat fez um golaço que soltou nosso grito da garganta. Mas ele era o juiz.

Sabemos como é nossa imprensa e como são os donos de empresa e seus interesses, que ele não saia prejudicado dessa história. Precisamos de mais Ricardos Boechats na imprensa e no país. Mesmo que erre, mas que erre acertando.
Quanto ao Silas Malafaia..

..Que ele continue procurando uma rola.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

AMOR: CAPÍTULO XII - RETOMADA




Saí daquele aeroporto abraçado com Camila e fomos direto ao nosso cantinho. Não falo de nossa casa e sim do Arpoador.

Local onde ocorre tudo entre a gente.

Ficamos um bom tempo lá abraçadinhos vendo o mar em silêncio. Depois de muito tempo Camila disse “senti saudades”. Perguntei se era do Arpoador e ela respondeu “da gente”.

Ficamos mais um tempo em silêncio. Ela virou pra mim e perguntou “me ama?”, respondi “pra sempre” e nos beijamos. Depois de um tempo nos beijando ela interrompeu e perguntou “e se um dia você deixar de me amar?”.

Não esperava aquela pergunta. Ri e respondi que aquilo era impossível. Ela insistiu dizendo que amores acabam, temos vários exemplos disso por aí. Sério olhei para ela e disse “o meu não, se eu deixar de te amar é porque morri”.

Camila se aconchegou em meus braços, voltou a olhar o mar e comentou “Pois eu não vou deixar de te amar mesmo depois de morta”.

Senti um arrepio, reclamei do frio e comentei “a gente podia continuar esse papo em casa, to com saudades de lá”. Camila sorriu, me deu um beijo e partimos.

Chegamos em casa, olhei para ela e disse “enfim sós”. Camila respondeu que só faltava um vértice de nosso triângulo amoroso. Eu não sabia de triângulo nenhum e perguntei que história era aquela, quem era o terceiro.

Camila pegou o controle remoto, olhou pra mim e disse “Raspberries”. Apontou o som e ligou. Imediatamente começou a tocar “Don`t want to say goodbye”. A nossa música.

Sorri e comentei “Pensou em tudo”. Camila respondeu “Você ainda não viu nada”, pegou minha mão e conduziu até o quarto. Abrindo a porta dei com o quarto com luz apagada, mas cheio de velas acesas.

Minha mulher realmente voltara, era a Camila por qual me apaixonara e antes que eu me recuperasse do impacto daquilo tudo ela me jogou na cama e subiu em cima me beijando.

Fizemos amor como há muito tempo não fazíamos. Corpo, alma, coração, parecíamos uma pessoa só. Bocas, línguas, mãos, sexos, cada pedaço de nós percorria o outro sabendo exatamente o que fazer, como o outro ter prazer. Nos entendíamos por pensamento e por tesão.

Tudo ao som da nossa música que realmente era o terceiro vértice do triângulo. Éramos eu, Camila e Raspberries.

No dia seguinte nos aconchegávamos na cama. A cama que eu tanto senti saudade e perguntei como ela tinha tanta certeza que daria certo, eu a procuraria e teríamos uma noite daquelas. Ela sorriu e respondeu “Se você não fizesse isso eu ligava pro meu paquera do casamento e chamava pra vir aqui”.

Olhei indignado pra ela que começou a me fazer cócegas. Ficamos naquilo um tempo até que ela parou. Perguntei o que ocorria e ela respondeu “Agora que me toquei, uma vela podia ter caído e incendiado tudo”.

Nos olhamos depois desse comentário e não aguentamos. Começamos a gargalhar e fazer cócegas um no outro.

Estávamos felizes.

Mais gente estava feliz. Minha mãe vivia um caso de amor com Osmar. Os encontros eram quase diários e os dois mal disfarçavam o que sentiam. Osmar de tanto falar que iria fazer acabou cumprindo. Comprou o mercado e deu para minha mãe de presente.

O burburinho aumentava que algo ocorria com o dois, apenas eu não percebia. Um dia fui com Camila e Gabriel visitar minha mãe e quando entrei dei de cara com Osmar de bermuda e sem camisa.

Camila já sabia do caso e disse apenas “oi pai”. Eu fiquei estupefato com aquela situação e perguntei o que ocorria. Osmar, com naturalidade, respondeu “você já é bem grandinho, deve saber”. Olhei para eles, para Camila e apenas balancei a cabeça negativamente dizendo para minha esposa “vamos embora”.

Minha mãe pediu que esperasse, Camila que não era assim e insisti para irmos. Osmar pediu para conversarmos e virei para Camila afirmando “eu vou, se você quiser fica”.

Saí da casa em disparada. Camila olhou para os dois não sabendo o que fazer e Osmar mandou que fosse atrás de mim.

Eu já entrava no carro furioso quando ouvi a voz de Camila mandando que esperasse. Esperei e ela se aproximou dizendo “vai para o banco de carona, você não está em condições de dirigir”.

Entramos e fomos em silêncio até nossa casa. Chegando lá Camila pôs Gabriel para dormir enquanto eu sentei na sala. Minha esposa voltou e perguntou “podemos conversar agora?”.

Perguntei se ela já sabia daquela história toda e Camila respondeu que sim, algumas pessoas já sabiam. Me lamentei, achei que era um otário e virei para ela perguntando como poderia aprovar tal coisa.

Serena Camila respondeu “eu não tenho que aprovar ou desaprovar nada, a vida é da sua mãe”. Lembrei que a mãe dela era a traída da história e Camila retrucou “ela é casada com ele, não eu, eles têm que se entender, não eu. Além do mais meu pai nunca me abandonou, nunca nos abandonou. Não vou fazer isso com ele”.

Eu não aceitava. Levantei, fiquei andando pela sala e dizia “ta errado, isso não ta certo”. Camila continuava serena e argumentou que eles se amavam e o amor não conhecia certo ou errado. Sem querer aceitar disse que pediria demissão.

Camila olhou firme para mim e disse que seria uma atitude infantil. Perguntei qual seria a atitude de adulto e ela respondeu “falar com sua mãe”.

Pensei bem e ela continuou “sua mãe merece isso”. Aceitei e bem cedo no dia seguinte fui até sua casa. Minha mãe saía para trabalhar e perguntei e ela tinha cinco minutos para mim.

Entramos e perguntei se eles se amavam. Minha mãe respondeu que como poucas vezes amou na vida e perguntei “mais que ao Pinheiro?”.

Minha mãe respondeu que amor não se media, nem se repetia, cada amor tinha seu significado, sua importância, jamais esqueceria Pinheiro, mas precisava viver.

Eu não conseguia entender. Ela era feliz com Pinheiro, o cara que me criou e tão rápido já estava com outro homem. Ainda tentei argumentar que Osmar era casado, aquilo acabaria mal. Minha mãe repetiu “eu preciso viver”.

Fui para o trabalho e dei de cara com Jéssica. Tempo que não a via e perguntei se estava bem, sumira. Ela respondeu que sim e na verdade só tinha voltado ali para pedir demissão. Lamentei e perguntei o porque da atitude. Direta Jéssica respondeu “porque eu te amo e não quero conviver com você amando outra”.

Mais uma vez lamentei e desejei que ela fosse feliz. Jéssica respondeu “serei”, passou a mão em meu rosto e foi embora. Perguntei a Ananias se o “homem” estava no escritório e ele respondeu que sim.

Fui até o local e Osmar estava lá assinando papéis. Perguntei se atrapalhava e ele respondeu que não, me pedindo para entrar.

Entrei e fiquei em silêncio na sua frente. Osmar levantou e perguntou “veio pedir demissão de novo?”.

Respondi “não, vim aqui dizer que se o senhor fizer mal a minha mãe eu..” Osmar me interrompeu perguntando “Eu o que? Ta me ameaçando? Ameaçando seu patrão?”.

Sem pestanejar respondi “sim”. Osmar me olhou sério e depois abriu um sorriso dizendo “Veio até minha sala, sala do seu patrão, do seu sogro e me ameaçou por causa da sua mãe. Isso que eu espero de um genro, isso que eu espero de um homem”.

Continuei olhando para ele que completou “Nunca irei magoar sua mãe” estendendo a mão para mim. Apertei a sua mão e assim dei minha benção a eles.

Continuaram o caso, saíam as escondidas, mas não sabiam disfarçar direito. Parecia que esqueciam que Osmar era casado e se arriscavam demais. Isso fatalmente traria problemas.

Um dia estavam em um apart hotel de Osmar quando a campainha tocou. Osmar estava na cama e minha mãe saiu do banho de roupão para atender. Deu de cara com Suely.  

Minha mãe ficou branca. Do quarto Omar perguntou quem era e sem perder a pose Suely disse “vim buscar meu marido”. Minha mãe nada conseguia dizer e Suely entrou passando por ela e indo direto ao quarto.

Entrou no quarto dando de cara com Osmar. O homem não sabia o que falar quando Suely mandou “Se vista e vamos para casa, a festinha acabou”.

Obediente Osmar se vestiu e foi em direção a porta junto com Suely. Ainda deu uma última olhada para minha mãe que chorava não acreditando no que ocorria. Suely ordenou que se apressassem e os dois saíram.   

Foram para casa e entrando Suely agia como se nada ocorrera. Mandou a empregada servir a janta e disse para Osmar que tinham um coquetel para ir na noite seguinte de lançamento de uma revista.

Osmar olhou firme para ela e disse “Vou subir, arrumar minhas malas e vou embora”.   

Suely não entendeu e pediu que ele repetisse. Osmar repetiu “Estou deixando você Suely. Vou pegar minhas malas e viver com a mulher que eu amo”.

Osmar começou a subir as escadas e Suely perdeu a pose. Se jogou nas escadas e pegou a perna de Osmar gritando “você não pode fazer isso comigo!! Nó temos uma vida juntos!! Construímos tudo juntos!! Você não pode fazer isso comigo!!”.

Osmar não deu atenção, se desvencilhou e subiu as escadas.

Na saída, com as malas, passou por Suely e disse que depois mandaria funcionários pegarem o restante de suas coisas. Suely já havia recuperado a pose e falou “Você vai voltar, é só fogo de palha”. Osmar olhou para ela e respondeu “não vou voltar” saindo da casa.

Suely permaneceu na sala, em silêncio e depois chamou a empregada para cancelar a janta, pois estava com dor de cabeça.

Minha mãe chorava inconsolável em casa quando a campainha tocou. Levantou para atender e quando abriu a porta deu de cara com Osmar segurando duas malas.

O homem sorriu e perguntou “tem lugar pra mim aí?”. Sorrindo e com lágrimas nos olhos minha mãe respondeu apontando para o coração “tem aqui”.    

Os dois se abraçaram, se beijaram começaram uma vida em comum. Osmar, num rompante, decidiu largar suas empresas e quis me nomear como novo presidente. Recusei por não me achar pronto ainda e indiquei Ananias para o cargo. O homem assumiu e virei seu braço direito.

Osmar largou tudo porque tinha algo para ele muito mais importante naquele momento. Gerenciar o mercado junto com minha mãe.

Minha vida também caminhava, mas ainda tinha seus sobressaltos.

Um dia caminhava pela praia com Camila, os dois abraçados, quando demos de cara com Jéssica. O fato de encontrarmos com ela já daria um desconforto. O desconforto aumentou quando notei uma barriguinha nela.

De gravidez.   

No cumprimentamos em um clima desconfortável e continuei caminhando com Camila. Caminhávamos em silêncio quando sorrindo Camila brincou dizendo “espero que esse filho não seja seu”.

Sorrindo respondi “sem chance”, mas meu sorriso era amarelo. Na verdade eu não sabia, poderia sim ser meu.

Na primeira oportunidade fui até o apartamento de Jéssica. Ela me atendeu e perguntei se podia entrar.

Jéssica me convidou para entrar e antes que eu dissesse algo falou “eu sei que você veio fazer aqui”. Perguntei se ela sabia realmente e Jéssica confirmou “perguntar se o filho é seu”.

Balancei a cabeça de forma afirmativa e ela respondeu “não sei”.

Ri, pedi desculpas e perguntei como ela não sabia. Jéssica respondeu que não namorávamos, apenas saímos algumas vezes e ela também saía com outras pessoas. Não iria me contar nada, iria criar o filho sozinho, mas acabou me encontrando e não teve como disfarçar.

Ouvi a tudo atentamente e falei que aquela situação não poderia ficar daquela forma, eu não podia viver com dúvida. Jéssica perguntou o que eu tinha a propor e respondi “DNA”.  

Jéssica perguntou por Camila, como ela se sentiria com aquela situação toda e respondi que mal, mas a gente não podia viver com uma sombra e se a criança fosse minha não deixaria desamparada. Jéssica passou a mão em meu rosto e disse “você é incrível”.

Fui para casa e Camila tomava sorvete vendo filme. Sem desgrudar os olhos da tv falou para que eu sentasse que era filme de Jerry Lewis, que eu adorava. Sério falei para ela “precisamos conversar”.

Camila se assustou, argumentou que essa frase nunca vem acompanhada de coisa boa. Sentei, peguei sua mão e disse que fui atrás de Jéssica. Ela perguntou porque e expliquei toda a situação. No fim disse que faria exame de DNA.

Camila ficou em silêncio e pedi para que ela falasse algo. Minha esposa olhou nos meus olhos e disse “eu vou com você”. 

Companheira como eu não esperava por ser um idiota. Porque ela sempre foi companheira e por mais incrível que fosse aquela reação era totalmente esperada.    

Fomos até o local. Camila e Jéssica se cumprimentaram cordialmente e fiz o exame. Alguns dias depois voltei ao local com a duas para pegar o resultado.

Cercado por Camila e Jéssica respirei fundo e disse “vamos lá”. Abri o envelope e elas perguntaram o resultado.

Com semblante normal respondi “não sou o pai”.

Camila deu um sorriso de alívio e Jéssica, sem graça, comentou que era melhor assim, nós tínhamos uma família e ela não queria atrapalhar.

Camila agradeceu e Jéssica se despediu dizendo “sejam felizes, vocês merecem. Ele é um cara incrível Camila”.

Minha mulher respondeu que iriam ser e Jéssica foi embora.

Ficamos os dois sozinhos e comentei que Jéssica era uma boa pessoa e importante na minha vida. Camila sorriu respondendo que devia ser, mas estava aliviada com o fim daquela história.

Falei que até que curtia a ideia de ser pai novamente e por um lado lamentava que não seria. Camila olhou para mim e perguntou “quem disse que não vai?”.

Não entendi e ela sorrindo me contou “estou grávida”. Abobalhado perguntei como e ela gargalhando me perguntou “de novo essa pergunta?”.

É. Era a terceira vez que fazia aquela pergunta idiota. Pedi desculpas e perguntei desde quando ela sabia. Camila respondeu que há alguns dias, mas queria que aquela situação terminasse para me contar.

Feliz da vida peguei minha mulher nos braços e rodopiei no hospital. Cheguei lá com possibilidade de ser pai e acabei sendo mesmo.  

Se a felicidade era efêmera eu estava em um momento desses.

Vivíamos intensamente aquela gravidez. A terceira de Camila, mas a primeira tranquila. Nós dois casados, com boa situação financeira, Gabriel com saúde e felizes. Eu queria descobrir o sexo, mas Camila continuava com aquele ritual de só querer saber no nascimento.

Minha mãe também estava feliz com Osmar. Todos felizes. Dava até medo.

Um dia estava no trabalho quando meu celular tocou. Era Bia. Minha amiga pediu que não me apavorasse, mas estava com Camila em um hospital.

Perguntei o que ocorrera. Minha amiga respondeu que estavam “batendo perna” no shopping e de repente Camila passou mal e desmaiou. Saí correndo ao encontro delas.

Chegando no hospital encontrei Bia na recepção e perguntei como Camila estava. Minha amiga respondeu que bem, mas tivera um sangramento e perdera o bebê.

Fiquei muito triste. Era um filho muito querido e desejado. Bia me consolou dizendo que éramos jovens, apaixonados e teríamos mais filhos. Pediu que eu me recuperasse e fosse consolar Camila.

Entrei no quarto e encontrei Camila deitada. Minha esposa me viu e começou a chorar. Fiz-lhe um carinho, dei um beijo em sua testa e abracei dizendo “Deus sabe o que faz. Não era o momento”.

Depois de dois dias Camila recebeu alta e eu saía com ela do hospital quando a enfermeira surgiu e disse que o médico queria falar conosco. Perguntei se algum problema ocorrera e ela não soube informar, apenas pedindo que fôssemos até sua sala.

Entramos, cumprimentamos o médico que pediu que sentássemos. Eu e Camila sentamos. O médico pegou óculos, pôs, pegou um papel, leu e disse:

“Não tenho boas notícias”.

Aquilo me assustou.


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quinta-feira, 18 de junho de 2015

SOBE O SOM: ZECA PAGODINHO





Zeca Pagodinho, nome artístico de Jessé Gomes da Silva Filho, (Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 1959) é um cantor e compositor brasileiro.

Gravou mais de 20 discos e é considerado um grande nome do gênero samba e pagode. O artista, que começou sua carreira nas rodas de samba dos bairros de Irajá e Del Castilho, subúrbio do Rio de Janeiro, tornou-se tão imensamente popular que seus shows chegam a ser contratados por cachês generosos, sendo realizados nas mais badaladas casas de espetáculo do país.

Sempre fiel a suas características de irreverência e jocosidade, Zeca recebe também reconhecimento da crítica e de artistas e compositores consagrados. Nei Lopes afirma que o sambista "é uma das poucas unanimidades nacionais, elevado ao patamar do mega-estrelato pop pelas gravadoras".

Então vamos lá!!

Sobe o som Zeca Pagodinho!!


Deixa a vida me levar


Ogum


Quando a gira girou


Maneiras


Vou botar teu nome na macumba - Com Dudu Nobre


Caviar


Verdade 


Faixa amarela


Vai vadiar


Coração em desalinho



Insensato destino - Com Almir Guineto


Aquilo que era mulher


Posso até me apaixonar


Samba pra moças 


Pôxa


Água da minha sede


Bagaço da laranja


Jura


Casal sem vergonha


Brincadeira tem hora  


SPC


Alô gatinha


Camarão que dorme a onda leva - Com grande elenco


Bem. Aí está um poço de um dos maiores nomes atuais da música brasileira. Semana que vem tem Marvin Gaye.


Enquanto isso minha preta não sabe o que eu sei.



SOBE O SOM ANTERIOR:

U2

quarta-feira, 17 de junho de 2015

CINEBLOG: DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL




Hoje o “Cineblog” fala de um clássico do “Cinema novo”.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL



Deus e o diabo na terra do Sol é um filme brasileiro de 1964, do gênero drama, dirigido por Glauber Rocha.

Considerado um marco do cinema novo, foi gravado em Monte Santo (Bahia).


Sinopse

O Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. 

Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.

Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.

Elenco

 

  • Geraldo Del Rey .... Manoel
  • Yoná Magalhães .... Rosa
  • Maurício do Valle .... Antônio das Mortes
  • Othon Bastos .... Corisco
  • Lidio Silva .... Sebastião
  • Sonia dos Humildes .... Dadá
  • João Gama .... padre
  • Antonio Pinto .... coronel
  • Milton Rosa ....Moraes
  • Roque Santos

Principais prêmios e indicações

Festival de Cannes 1964 (França)
  • Indicado à Palma de Ouro.  

Semana que vem “Cineblog” volta com o histórico “O mágico de Oz”.



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CIDADE DE DEUS

terça-feira, 16 de junho de 2015

AS VEZES EM QUE EU MORRI




Esses dias estava me lembrando desse texto. Quem me conhece há mais tempo sabe que pertencia ao "finado" orkut, usei algumas vezes em meu profile e lembrei que nunca postara no blog. É o momento de compartilhar com algumas adaptações.

AS VEZES EM QUE EU MORRI


Eu sou um cara que morreu algumas vezes.

Estranho isso. Como assim morri algumas vezes? Pois é, mas refletindo percebi isso. Morri pela primeira vez quando tinha uma semana e engasguei. Tive que parar pronto socorro!! Morri em outro engasgo também, já mais velho com drops, que idiota eu fui!! Morri num acidente de carro ainda pequeno com minha avó que me traumatizou a ponto de torcer contra o Brasil na copa da Espanha em 82 pra não sair com a família em buzinaço. Morri quando um cano caiu na minha cabeça vindo do terraço de minha casa.

Morri de emoção quando vi o Flamengo campeão pela primeira vez, morri de tristeza em cada derrota sua, mas morria de torcer no jogo seguinte. Morria de ansiedade e aflição cada vez que começava o ano no colégio imaginando o que me esperava. Morria de alívio quando o ano acabava e eu passava. Uma vez morri de resignação quando fui reprovado,mas nada que a more no ano seguinte com uma turma muito bacana não me salvasse.

Morri de loucura quando decidi virar compositor de samba-enredo e minha loucura me matava cada vez que um samba ficava pronto, me dilacerava a cada final, de dor ao perder, de alegria ao vencer. Morri de tanto chorar quando ganhei meu primeiro samba. As lágrimas dessa morte foram inesquecíveis.   

Tive a pior das minhas mortes quando minha mãe morreu. Metade de mim foi junto com ela. Nunca uma morte doeu tanto e dói até hoje. Uma morte que sangra a alma e me fez pensar muito se continuar valeria a pena.

Morri de irresponsabilidade quando decidi assumir uma menina que não era minha como filha. Morri de esperança ao ver seu rosto pela primeira vez.. Morri de certeza ao ver seu primeiro sorriso e perceber que minha metade morta voltara. Morro de felicidade e orgulho de minha irresponsabilidade cada vez que estou com ela e seu irmão. Ana Beatriz e Gabriel são minhas mortes mais bonitas.

E morri de amor...

Ah amigos!! Como eu morri de amor!! Morri de timidez toda vez que menininho gostava de uma menina e não tinha coragem de me declarar, de desilusão quando me declarava e percebia que ela só queria minha amizade, de desgosto quando via a menina que eu gostava com outro. Meninas, moças, mulheres, o tempo passava e eu continuava morrendo.

Mas morri de paixão quando elas começaram a dizer sim. Morri de tesão a cada beijo na boca, a cada lambida na orelha, toque em meu corpo ou cheiro em minha nuca. Morri de prazer a cada beijo em seios, carinho em ventres, lambida em virilhas e satisfação a cada gemido de prazer dado pela amada.

Morri de amor a cada sorriso cúmplice, a cada piada sem graça que só no dois entendíamos ou a cada vez que ficamos abraçados até de manhã fazendo planos ou falando sobre o nada.

Morri de euforia a cada vez que olhava nos olhos e tinha a certeza que era a mulher de minha vida. Morri de depressão cada vez que elas percebiam que não.

Morri de raiva a cada batida de porta indo embora. Morri de gritar a cada pontada de saudade na alma, morri de me esquartejar cada vez que ela arrumava outro. Morri no vazio cada vez que me esqueciam.

Morri de noite a cada dia que amanhecia sem ela.

Mas morri de teimoso cada vez que me apaixonava de novo e via que morrer de amor vale a pena.

Muitas vezes morri, de todas as formas possíveis e acredito que vou morrer muito ainda. Não temo a morte. Temo apenas não morrer mais.

Porque é morrendo que eu renasço pra vida.