terça-feira, 30 de setembro de 2014

AO MEU AMIGO ORKUT




Hoje é a sua despedida amigo. Na verdade já faz um tempo que nos despedimos. No fim de 2012 você, sem me avisar, cancelou meu perfil principal sem motivo nenhum e me fez perder muitas fotos. Fiquei magoado com você e mal entrava no outro perfil que tinha devido a essa mágoa. Perfil que também foi desativado, sem eu saber, esse ano.

Mas por mais que a gente se magoe com amigos, diga que não quer mais saber dele e vira a cara o amor nunca termina até porque ficam as boas lembranças dessa amizade e quando nós nos tocamos que nunca mais iremos ver esse amigo dá uma dó, uma certa tristeza.

E é isso que sinto hoje por você meu amigo orkut. Dia que você se despede para sempre.

Você sempre foi um bacana, simpático, não é a toa que teve tantos amigos ao longo dos anos, mas vive em um mundo cruel. O mundo em que habitava não permite a acomodação, a estagnação e nele o novo sempre vem. Você cometeu alguns erros, se acomodou e quando percebeu o novo já chegara. Ficou ultrapassado, foi esquecido por uma maioria e sucumbiu. É, é uma pena.

Uma pena porque você era muito legal. Era tão legal que além de virar nosso amigo permitiu não só que novas amizades surgissem como antigas voltassem. Até você aparecer o ciclo da vida fazia que a gente se despedisse de amigos de sala de aula assim que aquele ciclo acabasse. Hoje não. Graças a você reencontrei pessoas de dez, vinte, trinta anos da minha vida. Antigos amigos e amores ressurgiram com a força das boas lembranças que só você sabia fazer.

Amores..E como eu amei graças a você. Você foi o maior cupido que encontrei até hoje. Tirando a minha primeira namorada todas as que eu tive, inclusive a atual, eu conheci através de você. Amores de todos os tipos. Fortes, intensos, que rasgavam, dilaceravam, doíam, faziam bem ou serenos, mas não menos fortes como só a maturidade nos dá. Você me proporcionou todos esses amores, todos esses encontros fossem com namoradas que ficaram e se eternizaram ou mesmo amores de rompante de apenas uma noite. Você muito me ofereceu como um amigo leal e gentil.

Maturidade. Tive que amadurecer no contato contigo. Porque além de amores e de amizades fiéis, marcantes e que guardo comigo até hoje você mostrou um outro lado. Mostrou o pequeno poder que dava ao gerenciar uma comunidade sua e com ele mostrou pessoas falsas, invejosas, pequenas que surgiam das profundezas de suas comunidades para tentar vampirizar, sugar energias. Até podiam conseguir por um tempo, mas não por muito porque..  

...a sua inveja faz a minha fama. Essa não era uma de suas frases preferidas?

As suas frases, as suas comunidades. Populares como “Eu odeio acordar cedo”, inusitadas como “Se eu morrer minha mãe me mata”. Seus bonequinhos que a gente colocava no perfil pra mostrar como estávamos, os scraps automáticos que odiávamos e mesmo assim mandávamos para os outros, os depoimentos em segredo que mandávamos pedindo pro outro não aceitar...

..os fakes que fazíamos pra fuçar a vida dos outros e não sermos descobertos no visualizador, aliás, como ficou difícil terminar namoro depois do seu surgimento hein? Fuçávamos as exs pra ver o que não queríamos e sofrer com uma foto nova que ela botou ou depoimento que recebeu. Comunidades que entrávamos pra adicionar pessoas só para parecermos mais populares ainda com a promessa de virar fã.

Eu era sexy, popular ou tinha fãs? Não sei, só sei que tirava muitas fotos.

Graças a você meu amigo que passei a gostar de tirar fotos. Retratei e te mostrei alguns dos momentos mais importantes da minha vida como o nascimento de minha princesa Bia. Você foi o primeiro a saber.   

Assim como você retratou todos os grandes momentos, as alegrias, os orkontros e meus recordes nos tópicos de mais horas sendo o último a postar no mesmo.

“Fica com o de cima ou não fica?”, “Poste foto de decote” “Qual a profissão da pessoa acima?” ou tópicos lendários da comunidade do Flamengo como a que um cara dizia que 18 meses eram 3 anos, um que postou foto chorando ao lado do Zico ou do cara que disse ter encontrado Ronaldinho Gaúcho no Sambola.       

Aliás. Lendário o tópico com a movimentação do Flamengo sobre a chegada ou não do Ronaldinho Gaúcho.

Orkut meu parceiro. Você era o fervo. Você era foda!!

E hoje se despede. Queria te deixar um scrap ou mesmo um depoimento dizendo o quanto você foi importante pra mim e que aquele amigo que o tio Mark inventou nem é tão legal quanto você. Mas escrevo aqui mesmo e o que tenho que te escrever é muito simples.

Muito obrigado por ter sido meu amigo.

Termino essa coluna dizendo o nome da comunidade que faltou você lançar meu amigo.

“Eu tive orkut e fui feliz com ele”. 

 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE SAMBA


# Coluna publicada no blog "Ouro de Tolo" em 21/9/2014


No fim de semana uma leitora, que trabalha numa ótica, reclamou com o eleitor tucano Pedro Migão que sou mal humorado em relação a samba-enredo.

Quem me conhece sabe que não sou mal humorado. Sou ranzinza às vezes e isso é diferente. Mas sou bem humorado na maior parte das vezes e sempre estou brincando ou gozando alguém. Gozo muito o dono do blog, por exemplo.

É. Pegou mal essa.

Reclamo de algumas coisas porque sou um inconformado desde pequeno, fui criado assim e vou morrer assim. Debatia política com professores no tempo de colégio para desespero dos meus colegas, militei em política estudantil e tive meu caráter moldado para ser contra o status quo e um sistema que privilegia alguns pouco em detrimento a muitos.

Outro dia me denominei numa lista de discussão como socialista, mas não sou porque sou contrário a alguns métodos do sistema e acredito na livre iniciativa. Sou um cara que não acredito na pobreza como fundamento nem acho que o governo tenha que controlar tudo. Mas sigo uma das premissas do socialismo que é a igualdade entre as pessoas.

Não que todas pertençam a mesma classe social, mas que todas tenham as mesmas oportunidades e daí cada um faça a sua vida dependendo de seu talento e vontade.

Muito disso que penso. Que devemos ser respeitados como pessoas e não tratados como números ou seres sem rosto eu escrevo diariamente seja em colunas, livros e peças. Acho que descobri qual é o meu “ista”. Sou humanista.

E esse meu jeito de ser, lógico, também levo para o samba já que ele faz parte da minha vida. reclamo contra privilégios que alguns tem, contra covardias, hipocrisia e mentira que são fortes e contundentes no meio do samba.

Me considero um compositor vitorioso. Ganhei mais de trinta sambas de enredo. Sou recordista de uma escola, segundo maior vencedor em outra, estou entre os cinco maiores vencedores de meu bairro e já ganhei cinco prêmios no carnaval, entre eles Estandarte de Ouro. Então eu acho que devo usar isso que ganhei, pouco em relação a alguns compositores,mas muito em relação a maioria, para usar a minha voz em favor de uma causa. Uma mudança.

Quem pode mudar é quem tem voz, quem tem história. Qualquer outro vai ser logo taxado de “derrotado” e falarão “Só diz isso porque não ta no esquema”. Eu “sou” do esquema, já fui beneficiado por ele e por isso digo que é errado.

Mas ser um inconformado, não aceitar as coisas como são não me fazem um mal humorado, frustrado ou  odiar o samba. Muito pelo contrário. Amo o samba, tenho muito orgulho de ser compositor de samba-enredo e por esse amor e orgulho uso minha voz.

Uma das partes mais vitoriosas, emocionantes e que me dão orgulho na vida tem a ver com carnaval. Posso dizer que apenas criando filhos até hoje venci tanto, tive tantos motivos para alegrias.

O samba me deu respeito, consideração, me fez respeitar os mais velhos, os bambas e aprender. Aprendi muito no samba, suas sinopses, suas músicas e seu jeito de ser. 

Aprendi e aprendo até hoje com mestres imortais, porque sambista não morre, sua obra e sua poesia ficam. Tenho orgulho de pertencer ao mesmo ramo de gênios das nossas artes como Cartola, Silas de Oliveira, Didi, Toco, Beto sem Braço, Aluízio Machado, Davi Correa (meu mestre), Noca da Portela, Martinho da Vila, Franco, Aurinho da Ilha e tantos outros.

Hoje tenho o orgulho de acompanhar gente que com certeza entrará pra história do samba como André Diniz, Luiz Carlos Máximo, Gusttavo Clarão, Lequinho e Cláudio Russo. Pude ser parceiro de gente do nível de Diego Nicolau, Serginho Aguiar, Marcelo Motta, Thiago Daniel, Cadinho, Gugu das Candongas, Paulo Travassos, Roger Linhares e tantos outros que não vou e não posso me alongar para não cometer injustiças e tive a honra suprema de ser parceiro de mestres como Marquinhus do Banjo, Djalma Falcão e Carlinhos Fuzil.

Gente que fez e faz samba-enredo, gênero que vivo repetindo ser o de maior qualidade musical hoje de um país que produz tantas porcarias. Nenhum gênero musical produziu nesse século obras primas como os samba da Imperatriz de 2010, Portela 2012, Vila 2013 e porque não Vai-Vai 2011 que mostra que São Paulo é bamba.

Sou um ser do samba-enredo, meu nicho é o samba, um animal do carnaval. Um cara que cresceu ouvindo “Das maravilhas do mar..”, “Bumbumpaticumbum”, “É hoje”, “O amanhã”, “Domingo”, “Aquarela brasileira”, “Heróis da Liberdade” e teve seu gosto musical moldado no fim da infância e começo da adolescência por  “Ziriguidum 2001”. “Ti-ti-ti no sapoti”, “E por quê não?”, “Kizomba”, “100 anos de liberdade, realidade ou ilusão?”, “Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós”, “Ratos e urubus larguem minha fantasia”, Vira virou, a Mocidade chegou”, “Sonhar com rei da João”, “Me masso se não passo pela rua do Ouvidor”, “Paulicéia desvairada”,, “Sonhar não custa nada ou quase nada”, “Festa profana”, “Peguei um Ita no Norte” e várias outras obras primas feitas nos anos 80 e começo dos anos 90 que fez do samba-enredo o marco cultural brasileiro que é hoje.

Samba-enredo que me deu “Orun ayê”. O maior orgulho de minha vida sem contar meus filhos. Fiz livros, peças de teatro, algumas delas já encenadas e bastante elogiadas e acho que nada que eu vá escrever na minha vida em prosa ou verso irá um dia superar esse samba-enredo da humilde e pequena escola da Ilha do Governador, Boi da Ilha, que nem sei se ainda existirá quando essa coluna for publicada. Se depender do presidente da escola não. Se depender de mim e outros abnegados sim e viverá por muito tempo.

O “Reage Boi”. Movimento criado em defesa do Boi da Ilha é outro dos meus grandes orgulhos no samba.

Por isso eu brigo. Porque eu sonho. Por isso eu luto. Porque eu quero. Eu quero que meus filhos e outras crianças se apaixonem por carnaval e samba-enredo como eu me apaixonei. Porque sei que apesar de todos os problemas é um recanto bom para adquirir cultura e caráter.

Brigo, luto e sonho porque amo.

Amor que não cabe explicação.   

 
Um beijo leitora. Espero que dessa tenha gostado. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

SOBE O SOM: LUPICÍNIO RODRIGUES




Hoje a “Sobe o som” tem a honra de falar do mestre Lupicínio. 

Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 — Porto Alegre, 27 de agosto de 1974) foi um cantor e compositor brasileiro.

Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, que se refere à prática de quem crava os cotovelos em um balcão ou mesa de bar, pede um uísque duplo, e chora pela perda da pessoa amada. 

Constantemente abandonado pelas mulheres, Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.

Então vamos lá!!

Sobe o som pra dor de cotovelo!! Sobe o som Lupicínio Rodrigues!! 



Felicidade - Caetano Veloso


Esses moços - Jamelão


Vingança - Lupicínio Rodrigues


Nunca - Zizi Possi


Se acaso você chegasse - Elza Soares


Cadeira vazia - Elis Regina


Ela disse-me assim - Nelson Gonçalves


Volta - Gal Costa


Foi assim - Maria Bethania


Hino do Grêmio


Bem. Aí está um pouco da obra do imortal Lupe. Semana que vem saímos da dor do cotovelo pro escândalo. Vamos de Madonna.



Enquanto isso eu faço uma pergunta. Você sabe o que é ter um amor meu senhor?



ARQUIVO:

SOBE O SOM

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

CINEBLOG: 500 DIAS COM ELA




Cineblog fala hoje de um filme moderno, desse século e que vi uma vez de forma despretensiosa no Telecine. Parecia mais uma daquelas comédias românticas, mas não era. O filme revelou nuances diferentes e com um fim bonito e inesperado me cativou. Bom para os românticos. Péssimo, mas que dá esperança, pra quem sofre de amor.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


500 DIAS COM ELA



(500) Days of Summer ((500) Dias com Ela ou (500) Dias com Summer é um filme estadunidense de drama/comédia romântica de 2009. Foi escrito por Scott Neustadter e Michael H. Weber, dirigido por Marc Webb, produzido por Mark Waters e estrelando Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel.

 O filme emprega uma estrutura narrativa não-linear, com a história baseada em seu protagonista masculino e seu olhar memorável de um relacionamento fracassado. A fotografia principal começou em abril de 2008 em Los Angeles.

Como uma produção independente, foi pego para distribuição pela Fox Searchlight Pictures e estreado em 2009 no Sundance Film Festival. Foi um sucesso de público e recebeu uma ovação de pé no festival. Ele mais tarde passou a ser lançado nos EUA em 7 de agosto de 2009, em 2 de setembro de 2009, no Reino Unido e Irlanda, e em 17 de setembro de 2009, na Austrália

O filme chegou a alcançar o sucesso generalizado. Ele recebeu a aclamação da crítica e se tornou um sucesso "sleeper hit", ganhando mais de US$ 60 milhões em rendimentos a nível mundial, ultrapassando o seu orçamento de US$ 7,5 milhões. Muitos críticos elogiaram o filme como um dos melhores de 2009, vendo-o destaque em muitas listas de fim de ano e fazendo comparações a outros filmes aclamados como Annie Hall e High Fidelity.

O filme também recebeu numerosos prêmios e nomeações, incluindo Scott Neustadter e Michael H. Weber recebendo o Satellite Award de 2009 por "Melhor Roteiro Original" e o Independent Spirit Award por "Melhor Roteiro". Nomeações notáveis incluíram duas no 67º Golden Globe Awards por "Melhor Filme (Musical ou Comédia)", que perdeu para The Hangover, e uma nomeação para Joseph Gordon-Levitt por "Melhor Ator (Musical ou Comédia)", que perdeu para Robert Downey Jr. por Sherlock Holmes.

Elenco



Joseph Gordon-Levitt como Tom Hansen, um arquiteto formado que trabalha como um escritor em uma empresa de cartões.

Zooey Deschanel como Summer Finn, assistente do chefe de Tom e interesse romântico de Tom.

Chloë Grace Moretz como Rachel Hansen, irmã mais nova de Tom.

Geoffrey Arend como McKenzie, colega de trabalho de Tom na empresa de cartões.

Matthew Gray Gubler como Paul, um dos amigos de Tom.

Clark Gregg como Vance, chefe de Tom.

Rachel Boston como Alison, encontro de Tom.

Minka Kelly como Autumn.

Maile Flanagan como Rhoda.

Patricia Belcher como Millie.

Richard McGonagle como Narrador.


Produção


Roteiro

O estilo de filme é apresentado em uma narrativa não-linear. Cada cena é introduzida através de um cartão título que mostra como são os 500 dias.
O filme começa com um aviso: "Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência … Especialmente você, Jenny Beckman …"

 O co-roteirista do filme, Scott Neustadter, admitiu que o filme foi baseado em um romance real. Neustadter explica que, quando ele conheceu a garota que inspirou a personagem Summer como uma estudante da London School of Economics em 2002, ele estava se recuperando de uma separação ruim de volta para casa, e rapidamente caiu "loucamente, loucamente, perdidamente apaixonado" com a garota que "retornou seus beijos, mas não seu ardor." O término do relacionamento foi "doloroso e inesquecivelmente horrível", que o levou a co-escrever o filme com Michael H. Weber. 

Direção

O director Webb descreveu o filme como mais uma história de "maioridade" em oposição a uma "rom-com". Ele afirmou: "Chegamos a uma conclusão diferente, de uma coisa. Além disso, a maioria das comédias românticas são mais leais a uma fórmula que a verdade emocional. Trata-se de felicidade e de aprendizagem que você vai encontrar dentro de si mesmo, em vez de nos grandes olhos azuis da moça no cubículo do corredor. Eu queria fazer um filme sentimental e um filme não cínico. 

Em minha mente, eu queria que fosse algo que você pudesse dançar. É por isso que nós colocamos um parêntese no título - é como uma canção pop em forma de filme. Não é um grande filme. Não se trata de guerra ou pobreza. Trata-se de 500 dias na relação de um cara jovem, mas não é menos merecedor de atenção. Quando seu coração é partido primeiro, ele consome você. E é uma emoção que eu queria fazer sobre um filme, antes que eu esquecesse como se sentia".

Áudio

O filme apresenta uma sequência musical depois que Tom e Summer passam a noite juntos. Como Tom caminha para o trabalho, ele está muito feliz e atravessa a rua em uma grande série de filmagens musicais com a canção de Hall & Oates, "You Make My Dreams", e outros se juntam a sua dança. 

A trilha sonora do filme foi lançada em 14 de julho de 2009. Ela alcançou o #42 na parada americana Billboard 200.


Semana que vem “Cineblog” continua romântico com “Ps. I love you” 


ARQUIVO:

OS PÁSSAROS

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A PRAIA E O CUPOM PREMIADO


*Conto da coluna "O buraco da fechadura" publicado no blog "Ouro de Tolo" em 24/8/2013


Sábado de Sol, aluguei um caminhão..não, não o conto não é sobre a música dos Mamonas Assassinas e na verdade nem tem caminhão no meio, mas tem sábado de Sol e uma família indo curtir a praia.
A família de Januário, moradora do subúrbio do Rio de Janeiro. Motorista de ônibus o homem tinha folga uma vez por semana e calhou que naquela seria um sábado. Logo cedo o homem acordou sua esposa Amélia e seus filhos Mário e Dulce para curtirem o sábado na praia.
Os filhos reclamavam e tentavam ainda ficar na cama enquanto Amélia preparava os lanches e bebidas. Januário colocava as coisas no velho fusca e entusiasmado contava que há tempo não conseguia pegar um Sol.
Na hora de partirem apareceu Dirceu, namorado de Dulce perguntando pra onde iriam e a namorada respondeu que passar o dia na praia. O garoto se entusiasmou e disse que iria junto com Januário cortando e dizendo que não teria espaço nem comida para mais um.
Amélia mandou que o marido parasse de implicância e convidou Dirceu para acompanhá-los. Assim foram Januário, Amélia, Mário, Dulce, Dirceu e o cachorro são Bernardo da família passar o dia na praia.
Pegaram um trânsito desgraçado em pleno sábado já que todos tiveram a mesma ideia e foram a praia. Chegando lá a turma toda correu pra areia enquanto Januário tinha que arrumar água pro radiador. Depois de um tempo o homem conseguiu ir pra areia e sem chinelos saiu quicando por causa da quentura.
Chegou onde a esposa estava e estendeu a canga para deitar.
Começou a olhar o jornal quando tomou uma bolada.
Era a bola do frescobol que Dirceu e Dulce jogavam. Januário esbravejou e mandou que tomassem cuidado. Depois voltou a ler o jornal com a mulher mandando que passasse protetor solar com o homem recusando e respondendo que sua pele era forte.
Teve que aturar o cachorro pulando por cima dele e o filho atrás correndo. Esbravejou que não lhe deixavam em paz curtindo o Sol e Amélia aconselhou o homem a mergulhar para esfriar a cabeça. Januário aceitou a idéia e correu para o mar.
Ainda quicando devido a quentura da areia Januário mergulhou e subiu reclamando que a água estava gelada. Nadou um pouco e ficou lá da água olhando sua família se divertindo na areia. Pensou como era feliz por ter uma família tão bonita e como era abençoado por morar no Rio de Janeiro, de um lado o Cristo Redentor e do outro o Pão de açúcar. Januário não queria mais nada.
E ainda tinha as meninas de biquíni. Januário dentro da água não sabia para onde olhar com tantos monumentos com micro biquínis cavados e o homem começou a ficar louco. Uma começou a olhar pra ele e Januário reparou que Amélia distraída tomava sorvete então poderia retribuir.
Ficaram um tempo na troca de olhares com Januário se sentindo um galã de cinema até que a moça olhou para o lado e nadou em direção a areia. Januário pediu que ela não fosse, ficasse mais um pouco e notou que todo mundo no mar fazia o mesmo.
Ficou olhando as pessoas se perguntando porque saíam e de repente entendeu. Uma onda gigantesca chegou e pegou Januário de jeito.
O homem tomou o que chamamos de “capote” sendo levo pela onda até a areia.             
Januário chegou à areia sem fôlego com todos na praia olhando. O homem levantou e irritado perguntou se nunca tinham visto alguém se derrubado por uma onda quando a menina que ele paquerava chegou e lhe entregou sua sunga.
Januário perdera no “capote”.
Envergonhado colocou a sunga e voltou para sua canga na areia. Sentou e Amélia perguntou se o marido estava bem, ele respondeu que sim e aconselhou que a esposa não fosse na água, pois, estava violenta. Sentou e voltou a ler o jornal.
Estranhou o sumiço dos filhos. Amélia contou que Dulce contara que ia namorar um pouco com Dirceu e Mario fizera amizades na praia e pediu para dar uma volta com eles. Januário deitou e contou que finamente assim teria um pouco de paz quando o cachorro começou a lamber seu rosto.
De tarde todos se reuniram para lanchar. De um isopor tiraram refrigerantes e do outro salgadinhos, sanduíches e pratinhos pra comerem o frango assado que Amélia preparou, uma típica “farofada”.
Depois o homem decidiu se bronzear. Mesmo com Amélia mandando que ele colocasse protetor o homem continuava se recusando. Deitado disse que queria sair “preto” da praia.
Pegou no sono curtindo o fervor do Sol em cima e só acordou no fim da tarde quando uma grande chuva caiu sobre a cidade. Levantou e Amélia falou que era hora de partirem.
Dulce e Dirceu apareceram encharcados de chuva. A moça estava de blusa branca que ficou transparente e irritado Januário perguntou onde estava a parte de cima do biquíni. Enquanto a moça tentava se explicar Amélia perguntava onde estava Mário.
Dirceu comentou que viu uns rapazes sendo presos com maconha e Januário riu dizendo que nunca o filho estaria num grupo desses. Depois da risada parou por uns segundos e gritou “Mário !!”.
Alguns minutos depois estavam na delegacia para resgatar o filho. Januário furioso pedia desculpas ao delegado dizendo que aquilo não se repetiria e com vontade de matar o filho enquanto Amélia com fome pediu dinheiro ao marido para comprar um saco de batatas fritas. O homem sem nem olhar para a esposa deu o dinheiro e continuou se explicando ao delegado segurando o filho pela orelha.
Amélia foi até o lado de fora da delegacia e comprou a batata com um ambulante. Voltou para dentro, abriu o pacote e viu um cupom dentro, quando abriu o cupom soltou um grito.
Januário que saía com Mário da sala do delegado perguntou o que acontecera e Amélia gritando respondeu que tinha um cupom premiado dentro do pacote, viagem para Salvador com tudo pago.
A marca da batata era famosa e a promoção passava direto na tv, mas assim como coisas ruins a gente nunca pensa que coisas como ganhar na loteria ou achar cupom premiado de alguma promoção acontece conosco, mas ocorreu com a família de Januário. Duas passagens de avião de ida e volta e hospedagem com tudo pago para a Bahia em uma nova lua de mel.
Januário vibrou e fazia planos de finalmente tirar as férias atrasadas quando ouviu a palavra “avião”. O homem gelou, nunca andara no veículo e morria de medo.
Deu um sorriso constrangido e respondeu “que bom” enquanto a mulher falava das maravilhas do “pássaro de aço” Januário se borrava. Dirceu para limpar a barra com o sogro lhe abraçou e desejou boa viagem. Nesse momento Januário descobriu que tomara Sol demais e deu um grito de dor.
Enquanto Amélia planejava a viagem Januário se apavorava. Via notícias de desastres aéreos na internet e se imaginava em um deles. Todos sempre comentavam que o meio de transporte mais seguro que existia era o avião e que dificilmente ele caia, mas o que atormentava Januário era essa palavra “dificilmente”, era difícil, mas ocorria.
Brincando ele falava que não existiam oficinas mecânicas no céu para o caso do avião ter problemas e que invenção de brasileiro, mais pesado que o ar e movido a explosão nunca daria certo.
Mas a verdade era que estava realmente tenso. Nas últimas noites antes da viagem nem conseguia dormir, Amélia perguntava o que o marido tinha e Januário respondia que era apenas ansiedade com a proximidade da viagem.
Na noite anterior decidiu assistir tv para relaxar e estava passando “apertem os cintos o piloto sumiu”, nervoso mudou de canal e quando percebeu passava “La bamba”. Achou melhor dormir.
Deitou na cama virando de um lado para o outro e dormiu muito pouco, logo o despertador tocou anunciando a hora de levantar e ir para o aeroporto.           
Os filhos levaram Januário e Amélia até o aeroporto pra se despedirem. Enquanto a mulher tagarelava o tempo todo Januário era só ansiedade e tensão ficando quieto. Despediram-se dos filhos e foram para a área de embarque. Lá Januário foi ao banheiro umas trinta vezes em cinco minutos até que chegou a hora de ir para o avião.
Pegaram um micro-ônibus em direção ao avião e Januário lembrou do filme “expresso da meia noite” quando em um ônibus daquele tipo um americano foi pego com drogas e levado para uma prisão turca. Lamentou não ter a mesma sorte, se fosse preso não precisava viajar.
Entrou no avião e estranhou o tamanho do veículo. Era menor que o ônibus que dirigia e se perguntava como aquilo se sustentaria no ar. Sentou em seu lugar e começou a ouvir as instruções da aeromoça.
A moça falava de todos os procedimentos em caso de problemas com o avião e Januário comentava com Amélia que se aquilo era tão seguro o porque de tantas recomendações em caso de perigo. A mulher mandava que Januário ficasse quieto e prestasse atenção no que elas falavam, Januário tenso resmungou e duvidou que alguém se lembrasse de tudo o que foi dito em caso de pânico.
No fim a aeromoça explicou que não era pra sair do banco em caso de queda no mar porque ele era flutuante. Januário quase se levantou da cadeira e perguntou “como assim? Tem risco de queda no mar?” Amélia mais uma vez mandou que o marido ficasse quieto e apavorado Januário comentou que depois de uma queda de avião e sobreviver o mínimo que se esperava era que o banco flutuasse.
O avião começou a taxiar devagar pela pista e Januário olhava pela janela com o coração disparado e pensando que ele poderia ir naquela velocidade e pelo chão sem problemas até Salvador. De repente o avião começou a acelerar e Januário fechou os olhos e segurou firme no banco.
O avião levantou voo e com a pressão Januário foi empurrado pra trás no banco. O homem que era ateu descobriu-se naquele momento católico fervoroso rezando para todos os santos que conhecia.
O avião estabilizou no céu, Januário olhou pela janela e comentou baixinho “é alto pra cacete”. Tentou se tranquilizar um pouco quando viu as comissárias andando e servindo lanches, mas a cada solavanco o coração disparava.
Mas o voo foi tranquilo e logo chegaram a Salvador. Ao descer Januário beijou o solo e Amélia olhou para o marido perguntando se ele ficou com medo da viagem. Januário rindo respondeu que evidente que não.
Saindo do aeroporto o homem respirava fundo e em pensamento dizia que não tinha nada melhor que estar no chão e que ali era muito mais seguro quando ouviu um grito de “cuidado”. Quando olhou era um carrinho de pipocas desgovernado e o mesmo lhe atropelou.   
Todo quebrado Januário parou no hospital enquanto Amélia sozinha curtia Salvador e a cada fim de tarde passava no local para ver como o marido estava. Para azar dele a previsão de alta era apenas no dia marcado para voltar ao Rio de Janeiro, para voltar de avião.
O homem ficou com tanto medo de acidente aéreo e teve com carrinho de pipoca.
Que situação... 


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A DISPUTA DE SAMBA-ENREDO


*Coluna publicada no blog Ouro de Tolo em 14/9/2014


Ano passado comecei no meu blog a divulgar alguns dos meus sambas preferidos das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro. Esse ano devido a uma série de assuntos e compromissos só pude fazer agora em setembro com as disputas entrando na reta final.

Ao contrário dos outros anos só parei para ouvir os sambas nessa noite que faço a coluna. Os aficionados por sambas correm para os sites especializados para ouvir assim que eles surgem, eu já fui assim.

Agora sou do tipo que só para pra ouvir em setembro.

Tem coisas interessantes nos que ouvi até agora. Na São Clemente gostei dos sambas do Alexandre Araújo e do Victor Alves, na Vila os sambas de Macaco Branco, Tonico da Vila e Alexandre Valle. Mangueira gostei do samba do Lequinho e gostei muito do samba do Cadu. Na Beija-Flor dos sambas de Serginho Aguiar e Samir Trindade, Imperatriz achei a disputa nivelada.

Ainda não ouvi Portela, Tijuca, Salgueiro, a recém saída fornada da Mocidade e Grande Rio que ninguém ainda ouviu. Não vou falar da União da Ilha por estar envolvido no concurso e gostei do samba da Viradouro, mas desse falarei mais quando tivermos todos os sambas.

Ouvi os sambas pensando em fazer uma coluna analisando essas escolas e suas safras. Diria que na São Clemente achei o samba do Alexandre animado, no estilo antigo da escola assim como do Cadu remete aos anos 80 da Mangueira, mas a medida que ouvia os sambas concorrentes das escolas ia cansando.

Não por culpa dos compositores. Já falei várias vezes e repito que o gênero samba-enredo é o gênero musical de maior qualidade no país hoje.

Os sambas em si não me cansam. Me cansa o tudo em volta deles.

Os enredos não ajudam o que acabam padronizando e pausterizando os sambas. Tem os afros de sempre com tudo aquilo que samba afro pede, tem clichês que são necessários porque ao contrário de uma música comum o compositor de samba-enredo participa de uma competição então nem sempre arriscar vale a pena e tem aquela coisa curiosa de ser talvez o único trabalho do mundo em que boa parte daqueles que exercem não sabem fazer.

Imagine você entrar num avião e ser conduzido por um piloto que não sabe pilotar? Fazer uma cirurgia em que o médico não sabe operar? O cara ser médico ou piloto porque tem dinheiro apenas e assim conseguiu aquela nomenclatura?

Assim são muitos compositores de samba-enredo. Assim são as parcerias de samba-enredo hoje em dia, todas, se não tiver dinheiro pra investir não chega a lugar nenhum e fica esse constrangimento velado de todo mundo saber que o cara não escreve, ele saber que todo mundo sabe que ele não escreve e assim a coisa continuar.

Compositor de samba enredo que é uma raça esquisita. Uma raça que se ferra, gosta de se ferrar e pede pra se ferrar porque se já não bastasse todos os gastos que são impostos inventou agora o vídeo clip e pelo que vi esse ano esses vídeo clips estão cada vez mais incrementados virando curtas metragens. 

Vai chegar a hora que esse clip será obrigatório e ele irá reclamar.    

Compositor de samba enredo é uma raça esquisita e desunida. Trata o amigo do ano inteiro como inimigo só porque está em outra parceria, gasta o que tem e o que não tem, deixa a vaidade exacerbar assinando samba que nem sabe como foi feito e em vez de se tocar que uma escola de samba só existe entre agosto e outubro por causa dele tentando assim criar uma união, uma contenção de despesas e aumento de qualidade faz o inverso.

As disputas estão cada vez mais caras, mais “espetaculares”. Tudo isso eu falei numa coluna recente que tratava o momento atual dos concursos como uma bolha. Faltou dizer o que vou dizer agora.

Que as disputas de samba enredo deviam acabar.

Qual a solução? Não sei. Se eu tivesse a solução entraria pra história do samba. Não tenho, mas sei que alguma coisa tem que ser feita. As despesas estão altas e poucos são os milionários que participam de concursos. O que temos hoje são compositores na maior parte das vezes de classe média que se juntam a alguns mais abastados, mas não ricos, pra fazer uma parceria. Só que as despesas vão aumentando, aumentando a cada ano, o monstro tendo que se alimentado até que uma hora o recurso vai acabar.

Várias escolas perceberam isso, que as disputas terão um limite de existência e já buscam novas soluções. A primeira foi das reedições que deram certo por algum tempo, mas cansaram, agora várias escolas andam encomendando sambas.

Começou com as escolas da Intendente Magalhães que tinham prejuízo em seus concursos de samba e chegou ao grupo de acesso onde desde o ano passado algumas escolas já utilizam esse meio de chegar ao seu samba. Uma hora chegará ao especial.

Não chegou ainda porque as escolas do grupo especial ainda são presas aos concursos como fonte de renda. Não deviam. Várias delas tiveram quadras reformadas, são marcas expressivas e poderiam sim arrecadar bem o ano inteiro sem depender de enredos patrocinados e concursos de samba. Basta um pouco de marketing.

Se formos analisar que até alguns anos atrás achávamos que nenhuma escola sobreviveria sem bicheiros chegamos a conclusão que elas podem sim ser auto sustentáveis como uma empresa.

Acho sim que uma hora essa bolha irá explodir e acho também que a sugestão que darei não irá ocorrer, é utopia. Mas se eu fosse presidente de uma escola de samba nunca faria concurso e faria isso que direi.

A ala de compositores seria uma ala de verdade. Com um número de compositores pré definido. Alguns deles, por suas histórias, seriam fixos, outros convidados desses fixos e de vez em quando abriria concurso para entrar na ala. Mesmo entrando na ala teria que passar por estágio de dois anos fazendo sambas de quadra e participando da vida da escola.

Essa ala de compositores seria a responsável pelo samba. O samba seria da ala de compositores, sem nome de compositor assinando e o dinheiro do direito de arena seria da escola que daria um prêmio em dinheiro para os compositores dessa ala.

Sem ter nome assinando, sem ter grande quantidade de dinheiro para receber só participaria quem realmente gosta de compor ou da agremiação.

Isso não vai acontecer porque a vaidade sempre irá prevalecer. Infelizmente no meio do samba ainda não há espaço  para o “Bom senso”, mas é bom começar a repensar o sistema das escolhas de samba antes que a bolha estoure.                

E ela vai estourar.     

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

SOBE O SOM: CONCORRENTES 2015 - PARTE II



Prosseguindo com o iniciado semana passada a “Sobe o som” continua hoje mostrando os sambas concorrentes de mais seis escolas do grupo especial do Rio de Janeiro. 

Então vamos lá!!


“Sobe o som” concorrentes 2015 – parte II

Toninho Nascimento, Luiz Carlos Máximo, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Neyzinho do Cavaco e Flavio Dutra (Portela)



Noca da Portela, Celso Lopes, Charlles André, Vinicius Ferreira e Xandy Azevedo (Portela)



Marcelo Motta, Fred Camacho, Pedrinho da Flor, Getúlio Coelho, Ricardo Neves, Thiago Daniel (Salgueiro)



Xande de Pilares, Jassa, Betinho de Pilares, Miudinho, Luiz Pião e W Correa (Salgueiro)



Dinho, Kaká Flávio Martins, Nando Pessoa, Tinho e Fabinho (Grande Rio)



Rafael Santos, Lucas Donato, Gabriel Sorriso, Leandro Canavarro e Rodrigo Moreira (Grande Rio)



Márcio das Camisas, Moisés Santiago, Mariano Araújo, Marcão da Gráfica e Vicente (Grande Rio)



Deré, J. L. Escafura, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã (Grande Rio)



Toni Garrido, Tiago Santiago, Junior, Fernando Nunes e Marco (Grande Rio)



Zé Glória, J.Giovanni e Gustavo Henrique (Mocidade)



Mr. Catra, Hugo Reis, Ivo Patrô, Cassius Clay, Vinicius Nagem, Amado Osman, Leandro Euzébio e Karlinhos Guerreiro (Mocidade)



Dudu Nobre, Diego Nicolau, Marquinho Índio, Gabriel Teixeira, Domingos PS, Aline Rios, Edu Velocci e Floriano Caranguejo (Mocidade)


Ginho, Edu Ferry, Eduardo Conti, Professor Hugo, Marcos Silva e Delson Patrício (Ilha)



Régis, Márcio Paiva, Carlinhos Fuzileiro, Ruth Labre, Barbicha e Canindé (Ilha)



Djalma Falcão, Carlos Caetano, Gugu das Candongas, Beto Mascarenhas, Roger Linhares e Marco Moreno (Ilha)



Junior Nova Geração, Vinicius do Cavaco, Alexandre Moraes, Zé Luiz, Comendador Eloi e Dil da Baixada (Ilha)



Miguel, Marquinho Marino, Diego Alves, Orlando Campi, Carlos Junior e Marcos JR (Ilha)


André de Souza, Flávio Queiroga, John Bahiense, Leandro Augusto, Piu das Casinhas, O caldas e Nilton Pio (Ilha)



Paulinho Poeta, Dilson Scher, Marcelo Carapiá, Jonathan e Sebastião Bastos (Ilha)



Semana que vem a “Sobe o som” fala de dor de cotovelo. Do genial Lupicínio Rodrigues.


Enquanto isso vamos saborear nosso caso de amor. 



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SOBE O SOM