sábado, 28 de novembro de 2015

DINASTIA - CAPÍTULO VIII - RECOMEÇO




“Pepe, entre logo para tomar banho, football não vai te levar a lugar nenhum!!”

Essa era Dora gritando da porta de casa para Giuseppe Granata. Giuseppe era seu nome de batismo, mas ninguém lhe conhecia pelo nome. Ele era o italianinho, o Pepe Granata.

Pepe adorava aquele novo esporte, o football e ficava até altas horas da noite brincando com os meninos da rua e só parava quando seu pai, Salvatore Granata, chegava.

Pepe parava tudo ao ver a aproximação do pai e corria a seu encontro dando um esfuziante abraço. Salvatore era seu ídolo.

E o homem batalhava duro no restaurante da família. Chegava sempre tarde, com aspecto cansado, mas renovava sua energia ao ver o primogênito. O abraço com a expressão “saudade papa” retribuído com um beijo e o dizer “meu bambino”.     

Com Pepe lhe puxando pela mão Salvatore entrava em casa. Recebia um beijo da esposa que mandava o homem descansar no sofá que o jantar já seria servido. Lá Oscar e Giuliana encontravam o pai sentando em seu colo e perguntando como foi o dia.

Salvatore contava, perguntava como foi o dos filhos e logo depois Oscar e Giuliana levantavam para ajudar a mãe a arrumar a mesa para a janta.

Pepe, que era o mais “rueiro” chegava todo sujo em casa e ia ao banho, muitas vezes a mãe invadia o banheiro e lhe passava esfregão para tirar o cascão.

Depois do banho Pepe se aproximava da mãe e dizia estar pronto. Dora olhava atrás das orelhas do menino e ao ver que estava tudo ok deixava que ele sentasse à mesa.  

Os meninos sentavam a mesa e Dora chamava Salvatore para se juntar à família. Não raro a mulher encontrava o marido dormindo no sofá.

Dora dava um beijo na cabeça do marido, acariciava seus cabelos e lhe convidada para a janta. Algumas vezes Antonieta, mãe de Salvatore, se juntava a todos para comer.

E no clima de muita alegria todos se sentavam à mesa. Pão, fartura de comida, taça de vinho de lei de Salvatore. Antes da comilança o homem puxava a reza, ensinada por seu pai Benito Granata.  

Depois da reza parecia uma festa. Como toda boa família italiana todos falavam ao mesmo tempo e nos raros momentos de silêncio as crianças perguntavam a Salvatore como era a vida em Nápoles. O homem todo orgulhoso contava a mesma história pelo menos três vezes por semana.

Depois do jantar geralmente Pepe ficava de castigo na mesa por não ter feito o dever de casa. O menino ficava sozinho fazendo o trabalho quando todos já foram dormir, mas o pai aparecia pra salvar.  

Salvatore se aproximava e mandava o menino ir dormir e fazer o serviço na sala de aula antes que a mesma começasse. O menino dava um abraço no pai, dizia que lhe amava e ia dormir.

E não era da boca pra fora, amava mesmo.

Eram companheiros na hora do football, de soltar pipa, jogar bolinhas de gude, soltar pião e o pai ensinou Pepe a magia do carteado, pra desespero da mãe, e a jogar sinuca.

Não foram raras as vezes que Pepe saindo da escola em vez de ir pra casa brincar foi ao restaurante da família ajudar o pai. Trabalhava como garçom, na contabilidade, lavava louças, tudo para ajudar o pai e depois os dois voltavam cansados e felizes para casa.

Também teve vezes que os dois em vez de deitarem para dormir depois da janta colocavam cadeiras no lado de fora da casa para observar a Lua. Pepe pegou do pai o amor por ela e Salvatore contava a um filho em estado de encantamento como era a Lua de Nápoles e que era a Lua mais bonita do mundo.

Pepe pegou do pai o mesmo amadurecimento precoce. Salvatore desde pequeno foi o braço direito de Benito, trabalhava com o pai e participava das decisões de família como a decisão de tentar a vida no Brasil. Pepe era como o pai, corajoso e não fugia da responsabilidade e foi assim quando foi preciso.

Uma noite acordou para beber água e viu seus pais conversando na sala no escuro. Sua mãe chorava e seu pai estava quieto com a cabeça abaixada. Pepe decidiu se esconder pra descobrir o que ocorria.

Depois de um tempo em silêncio Salvatore contou a Dora que não havia outra solução. A mulher se lamentava alegando que aquilo era retroagir, voltar ao início de tudo, mas Salvatore prometeu a esposa que seria temporário e iriam se reerguer.

Pepe continuou escondido e ouvindo. Dessa forma descobriu que a família passava por graves dificuldades financeiras e se via obrigada a vender o restaurante e a casa. Dora não se conformava e Salvatore tentava consolar a esposa. Pepe achou melhor não atrapalhar a conversa dos adultos e deitou-se.

Deitou, mas não conseguiu dormir. Virava de um lado para outro na cama pensando no problema da família e que queria ajudar de alguma forma. Ainda era pré-adolescente e não sabia como, mas o sangue dos Granata corria em sua veia, sangue de quem não foge a luta.

No dia seguinte no café da manhã o clima era tenso. Salvatore pediu a palavra e disse que tinha algo a contar. Molhando o pão no café como se nada tivesse acontecendo Pepe respondeu que sabia o que era, a família passava dificuldades e teria que vender tudo.  

Salvatore se surpreendeu com a resposta do filho e perguntou como ele sabia de toda a história. Pepe pediu desculpas e contou que ouvira a conversa entre os pais de madrugada. Dora irritada disse que o filho fez uma coisa muito feia e Salvatore de forma serena respondeu que era isso mesmo, o filho estava certo.

Continuou a explicação dizendo que já arrumara compradores pra casa e pro restaurante e dessa forma pagaria dívidas contraídas desde o tempo de seu pai e que pioraram com as dificuldades financeiras do país. Não sobraria muito para eles, mas que ele daria um jeito.

Pepe perguntou qual solução o pai daria e Salvatore respondeu que eles iriam morar com a avó Antonieta durante um tempo e que ele tinha arrumado emprego no porto de Santos, seria estivador.

Oscar se espantou e perguntou se o pai iria embora e Salvatore respondeu que não. Apenas trabalharia em Santos e viria sempre que pudesse. Giuliana começou a chorar e pediu que o pai não fosse embora.

Salvatore chamou os filhos a seu encontro e abraçou Oscar e Giuliana prometendo que as coisas melhorariam e ele voltaria logo pra casa. Pepe ficou parado apenas observando o pai e Salvatore perguntou a seu primogênito não lhe daria um abraço.

Pepe se levantou e andou em direção a Salvatore, mas parou no meio do caminho e em vez de abraçar o pai saiu correndo de casa.

Salvatore ainda gritou pelo menino, mas do lado de fora Pepe pegou a bicicleta e saiu em disparada. Andou..Andou muito de bicicleta atravessando boa parte da cidade, depois de cansar de pedalar parou no rio Tietê.

Observou a Lua, as estrelas e deitou ali mesmo. Uma lágrima caiu da sua face pensando na saudade que sentiria do pai e com medo que ele nunca mais voltasse.

Baixinho Pepe cantou a música que aprendera com o pai a “Mérica, mérica, mérica” e pegou no sono.

Acordou abruptamente com um homem lhe empurrando e dizendo que ali era seu lugar. Olhou assustado e deu um salto quando viu um homem sujo, barbudo e com roupas rasgadas reclamando sua presença.

Pepe espantado pediu desculpas e o homem perguntou se ele tinha essa mania sempre de invadir a casa dos outros. Pepe não sabia, mas daquela forma conhecia o primeiro mendigo de sua vida e na inocência de criança disse não entender como alguém morava na rua.

O homem respondeu que não morava há muito tempo ali. Sentou-se ao lado de Pepe e contou que tinha uma casa e um emprego, mas com a crise financeira perdeu tudo, sua mulher foi embora e ele começou a beber.   

Perguntou se ele queria um pouco de cachaça e Pepe recusou. O homem continuou dizendo que a cachaça tornara-se sua melhor amiga depois que perdeu tudo. Não teve forças para correr atrás de sua família, outro emprego e a melhor coisa que poderia fazer era morar na rua. 

Pepe lembrou-se de seu pai e contou que ele passava pelo mesmo, perdeu a casa e o trabalho. O homem perguntou se ele também tinha ido morar na rua e Pepe respondeu que não, arrumara emprego em Santos.

O mendigo comentou que o menino devia se sentir muito orgulhoso por ter um pai de tanta fibra. Envergonhado Pepe abaixou os olhos e respondeu que sim. O homem disse que tinha gostado de Pepe e comentou que ele podia dormir lá se quisesse.

Pepe agradeceu, mas respondeu que tinha que resolver uma situação. Pegou a bicicleta e foi pra casa.

Pedalou bastante até chegar em casa. Ao chegar encontrou a mãe aflita conversando com o comissário de polícia. Dora viu Pepe entrar e nervosa lhe deu um abraço comentando que pensou que algo acontecera com ele. Pepe respondeu que estava tudo bem e depois baixou o espírito de mãe com Dora pegando o menino pela orelha e mandando que tomasse banho, pois, tinham muito a conversar.

Mais tarde Salvatore entrou tenso na casa contando a Dora que não encontrara nenhum sinal de Pepe quando a esposa comentou que estava tudo bem e o menino já estava em casa dormindo.

Aliviado Salvatore foi até o quarto do filho e viu Pepe descansando. Entrou, fez um carinho em seu cabelo, beijou-lhe a cabeça e disse “Meu pequeno Granata, puxou nosso sangue italiano”. Logo depois saiu do quarto.

No dia seguinte estavam todos na estação de trem se despedindo do patriarca dos Granata. Salvatore beijou a todos. Giuliana, Dora e Oscar prometendo que voltaria em breve com dinheiro para que recomeçassem suas vidas.

Em Pepe deu um forte abraço, contou que agora ele era o homem da família e contava com o menino para que tudo desse certo.

O trem com Salvatore partiu e Pepe viu que sua vida nunca mais seria a mesma.

No mesmo dia a família foi morar com Antonieta que já era uma senhora que precisava de ajuda. A senhora alojou os familiares em quartos e depois todos conversavam na sala sobre a situação de Salvatore tendo que mais uma vez recomeçar.

Pepe estava com a cabeça longe, no pai e nem ouvia direito sobre o que os familiares conversavam. Pensava em tudo que o pai já dissera a ele e sobre a última frase. Que ele era o homem da família.

No momento que Pepe pensava no fato de ter que virar homem foi acordado do transe com uma voz feminina perguntando aos presentes se queriam café.

Pepe olhou e era uma mulher maravilhosa. Cabelos negros, pele branca, olhos amendoados, profundos, boca carnuda e com um pequeno decote que realçava seus seios grandes, a mulher devia ter uns trinta anos e era a acompanhante de sua avó Antonieta.

Todos recusaram o café, mas de estalo Pepe respondeu que queria. A mulher sorriu e contou que já voltaria com a xícara.

Ela se virou e andou para a cozinha dando uma pequena requebrada nas cadeiras mostrando ter um bumbum avantajado. O menino quase babava em relação a mulher. A primeira vez que isso ocorria na sua vida enquanto Antonieta explicava a Dora que ela se chamava Constância e era quem cuidava da casa.

Enquanto todos continuavam conversando Constância voltou com uma pequena bandeja e a xícara de café. Debruçou-se a frente de Pepe e perguntou se ele gostava de açúcar. O menino salivando respondeu que sim e a mulher preparou seu café.

Abaixou-se mais ainda na sua frente deixando assim que Pepe visse parte de seus seios e do sutiã branco. Constância serviu o café e perguntou se o menino queria mais alguma coisa. Pepe respondeu que não e ela contou que precisando era só chamar.

Deu uma piscada para o menino e voltou para a cozinha requebrando o bumbum.

Pepe tremendo bebia o café enquanto Antonieta se dizia com pena do neto estar tão abalado com a partida do pai que mal conseguia segurar a xícara.

E Pepe pensava que virar homem podia ser doce.


CAPÍTULO ANTERIOR:

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

SOBE O SOM: RAIMUNDO FAGNER





Raimundo Fagner Cândido Lopes mais conhecido apenas como Fagner (Orós, 13 de outubro de 1949) é um cantor, compositor, instrumentista, ator e produtor brasileiro.

Mais jovem dos cinco filhos de José Fares, imigrante libanês, e Dona Francisca, Fagner nasceu na capital cearense, embora tenha sido registrado no município de Orós. O nome de Fagner vem sendo incluído na lista dos maiores cantores de música latina, principalmente pela sua filiação com outros músicos latinos não-brasileiros, como Mercedes Sosa.

Raimundo Fagner nasceu em 13 de outubro de 1949 foi registrado na cidade de Orós, no interior do estado do Ceará e batizado em 27 de dezembro na Igreja do Carmo em Fortaleza. Aos seis anos ganhou um concurso infantil na rádio local, cantando uma canção em homenagem ao dia das mães. Na adolescência, formou grupos musicais vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias músicas. Venceu em 1968 o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música "Nada Sou", parceria sua com Marcus Francisco.  
   
Então vamos lá!!



Sobe o som Raimundo Fagner!!


Deslizes


Canteiros


Espumas ao vento


Pedras que cantam


Cabecinha no ombro - Com Roberta Miranda


Ai que saudade D`ocê


Revelação


Oração de São Francisco


Retrovisor


Noturno


Ave coração


Jura secreta


Fanatismo


Guerreiro menino


Batuquê de praia - Com Zico



Bem. Aí está um pouco desse grande artista popular. Semana que vem tem mais. Tem grandes representantes dos anos 70. Tem Abba & Carpenters.

Enquanto isso continuo dividido entre a esperança e a razão.



SOBE O SOM ANTERIOR:

BARBRA STREISSAND    

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

CINEBLOG: FILADÉLFIA




Cineblog hoje fala de um dos grandes filmes dos anos 90. Que transformou a carreira de Tom Hanks.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Filadélfia


Philadelphia (br/pt:Filadélfia) é um filme norte-americano de 1993, do gênero drama, e um dos primeiros filmes comerciais de Hollywood para reconhecer o HIV/AIDS, homossexualidade e homofobia. Ele foi escrito por Ron Nyswaner, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e estrelado por Tom Hanks e Denzel Washington.

O filme conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.

Hanks ganhou o Oscar de Melhor Ator por seu papel como Andrew Beckett no filme, enquanto a música "Streets of Philadelphia", de Bruce Springsteen ganhou o Oscar de Melhor Canção Original. Nyswaner também foi indicado para o Oscar de Melhor Roteiro Original, mas perdeu para Jane Campion por O Piano.


Enredo


Andrew Beckett, de 26 anos de idade, é um advogado formado na Universidade Penn State que é recém-contratado por uma grande firma de advocacia da Filadélfia. Apesar de seu sucesso financeiro, sua aparência jovial e bonita, Andrew tenta fugir do preconceito não mencionando a verdade sobre sua sexualidade e seu estado de saúde. Quando adoece e começa a apresentar-se magro e com os primeiros sintomas da AIDS, confirma-se que ele é portador do vírus do HIV.

Após a notícia se espalhar na empresa, Andrew é sabotado e imediatamente despedido da firma por seus chefes, que se revelam altamente preconceituosos. Andrew tenta contratar um advogado para que possa acionar a justiça e processar a firma, mas ninguém quer assumir seu caso. Numa última esperança, ele vai até Joe Miller, um advogado de pequenas causas que se revela ser secretamente um homofóbico.

No entanto, depois de passarem várias horas juntos, Joe percebe que Andrew é uma pessoa normal como ele, e passam a se respeitar e confiar um no outro. O caso acaba por se tornar muito noticiado na mídia, e Joe luta para mostrar a todos que Andrew foi despedido única e exclusivamente pelo fato de ser homossexual e portador do HIV. O filme apresenta com muita sensibilidade o terrível efeito social da AIDS, a questão do preconceito, sua dor e suas origens, contra homossexuais ou portadores do vírus HIV e a relação mútua e confusa do preconceito frente a estas duas questões na sociedade americana da época.

Elenco

 

  • Tom Hanks como Andrew Beckett
  • Denzel Washington como Joe Miller
  • Jason Robards como Charles Wheeler
  • Antonio Banderas como Miguel Álvarez
  • Joanne Woodward como Sarah Beckett
  • Robert W. Castle como Bud Beckett
  • Mary Steenburgen coom Belinda Conine
  • Ann Dowd como Jill Beckett
  • Charles Napier como Juiz Lucas Garnett
  • Roberta Maxwell como Juiz Tate
  • Buzz Kilman como Crutches

 

Produção


Tom Hanks perdeu 12 quilos para interpretar o personagem quando ele estava com AIDS em estágio avançado.

O diretor Jonathan Demme queria que pessoas não familiarizadas com a questão da AIDS fossem assistir ao filme. Ele sentiu que Bruce Springsteen ajudaria a trazer tal audiência. Ambos, filme e canção, ajudaram a conscientizar as pessoas sobre o assunto. 

Filadélfia foi filmado totalmente na sequência de seu roteiro para que Hanks pudesse perder peso para interpretar Andrew com AIDS num estágio mais avançado.

Os produtores pensaram em nomear o filme como People Like Us (Gente como nós), At Risk (Em risco) e Probable Cause (Causa provável).

Segundo o IMDB, 53 atores gays apareceram em várias cenas do filme. No ano seguinte, 43 deles morreram devido a complicações resultantes da AIDS.
Tak Fujimoto, o diretor de fotografia, aparece como um médico no hospital na cena sequinte a do parto.

O papel de Andrew foi oferecido a Daniel Day-Lewis, Michael Keaton e Andy Garcia.
Originalmente, Jonathan Demme queria que um ator cômico como Bill Murray ou Robin Williams interpretasse o papel de Joe Miller, pois ele sentiu que seria uma ótima forma de balancear todo o drama do personagem de Hanks. No entanto, quando Washington o procurou, ele desistiu da ideia, pois estava querendo trabalhar com ele havia muito tempo. O personagem de Denzel Washington era inicialmente um homem ítalo-americano chamado Joe Martino. 

Quando Andy sai do escritório de Joe pela primeira vez, ele para em frente a uma janela na rua em que se lê "Macready & Shilts". Isso foi uma referência ao jornalista Randy Shilts, que escreveu a história sobre AIDS And the Band Played On (que virou o filme de sucesso) e viria a morrer pouco antes da estréia do filme.

O filme foi o segundo de grande orçamento de Hollywood a mostrar a epidemia da AIDS nos Estados Unidos, seguindo-se a And the Band Played On. É também considerado grande divisor em relação à forma como gays e lésbicas eram apresentados no cinema, abrindo caminho para O Segredo de Brokeback Mountain

No entanto, o fato de os personagens de Hanks e Banderas não se beijarem durante todo o filme (nem na intimidade) trouxe críticas da comunidade LGBT. Numa entrevista ao documentário The Celluloid Closet de 1996, Hanks diz que algumas cenas entre seu personagem e o de Banderas (como a dos dois dividindo uma mesma cama) foram consideradas mais "picantes" e cortadas da edição final do filme. Tal cena foi editada provavelmente para que o filme pudesse receber uma classificação indicativa de 13 anos. Anos mais tarde, ao ser lançado em DVD, o filme apresentava tal cena.

Principais prêmios e indicações

Festival de Cinema de Berlim 1994 (Alemanha)
  • Vencedor do Urso de Prata de melhor ator (Tom Hanks)
  • Indicado ao Urso de Ouro de melhor filme (Jonathan Demme)
Oscar 1994 (EUA)
  • Vencedor do prêmio de melhor ator (Tom Hanks)
  • Vencedor do prêmio de melhor canção original (Bruce Springsteen com Streets of Philadelphia)
  • Indicado ao prêmio de melhor maquiagem (Carl Fullerton e Alan D'Angerio)
  • Indicado ao prêmio de melhor canção (Neil Young com Philadelphia)
  • Indicado ao prêmio de melhor roteiro original (Ron Nyswaner)
Globo de Ouro 1994 (EUA)
  • Vencedor do prêmio de melhor ator dramático (Tom Hanks)
  • Vencedor do prêmio de melhor canção original (Bruce Springsteen com "Streets of Philadelphia")
  • Indicado ao prêmio de melhor roteiro (Ron Nyswaner)
Grammy 1995 (EUA)
  • Vencedor do prêmio de melhor canção escrita especialmente para um filme (Bruce Springsteen com Streets of Philadelphia)
BAFTA 1995 (Reino Unido)
  • Indicado ao prêmio de melhor roteiro original (Ron Nyswaner)



Semana que vem Cineblog vem com humor picante, vem com Porkys. 



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O CLUBE DOS CINCO

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

TROCANDO EM VERSOS: MEU PORTUGUÊS



Me tiraste o chão
Quando me avisou
Que não queria mais a mim

Como eu posso viver
Se estou a morrer
Por quê me fazes mal assim?

Um pobre enamorado
Que se apaixonou
Por um ser sedutor

Só pra ti me entreguei com fervor
Por causa de ti hoje viro cantor

Traíres o meu coração
Me roubaste a razão
Fiquei no cais a ver navios

Levaste a minha emoção
A mais linda ilusão
Deixando minha alma em desalinho

Agora o que posso fazer
Se não posso te ter
Meu maior bem querer?

Gasto todo o meu português
Só pra te dizer
Que eu amo você


SOBE O SOM ANTERIOR:

EM TUAS MÃOS

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

SOBE O SOM: BARBRA STREISSAND



 
Barbara Joan Streisand, (Brooklyn, Nova Iorque, 24 de abril de 1942), conhecida como Barbra Streisand, é uma cantora, compositora, atriz, diretora e produtora cinematográfica norte-americana.


Judia, vencedora de 2 Oscar, tendo sido indicada a mais três estatuetas. Ela divide com Cher o diferencial de ter sido premiada com o Oscar de Melhor Atriz e também de ter um single número um no Hot 100 da Billboard. Ela ganhou dois Oscar , oito Grammy , quatro Prêmios Emmy , um prêmio Tony especial e um American Film Institute.   

Ela é uma das artistas mais bem-sucedidas, tanto comercialmente como de crítica, na história do entretenimento norte americano, com mais de 71,5 milhões de álbuns vendidos nos Estados Unidos e 140 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo . Streisand é uma das poucas estrelas do show business a conquistar prêmios em diversas áreas da arte - Oscar (cinema), Grammy (música), Tony (teatro) e Emmy (televisão). Ela foi também a primeira mulher a simultaneamente produzir, dirigir, escrever e atuar em um filme ("Yentl", de 1983).

Então vamos lá!!

Sobe o som Barbra Streisand!!



Memory 


I finally found someone - Com Bryan Adams


The way we were


Some day my prince will come


Papa, can you hear me?


Avinu Malkeinu


Send in the clowns 


If you go away


Don`t rain on my parade


Somewere 


Tell him  - Com Celine Dion



Bem. Aí está história de uma das maiores estrelas do mundo. Semana que vem  voltamos com uma estrela nossa. Raimundo Fagner.


Enquanto isso um pouco mais para quem está “in love”.


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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

CINEBLOG: O CLUBE DOS CINCO





Cineblog hoje mostra um filme que marcou toda geração dos anos 80.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


O clube dos cinco



The Breakfast Club (Clube dos Cinco ou O Clube) é um filme norte-americano do gênero drama produzido em 1985. Foi escrito e dirigido por John Hughes e estrelado por Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Judd Nelson, Molly Ringwald e Ally Sheedy. Dispõe também de Paul Gleason e John Kapelos no elenco.

A história mostra um dia na vida de cinco adolescentes que, por terem se comportado mal na escola, ficam detidos um sábado inteiro e tendo que redigir um longo texto, com mais de mil palavras, sobre o que eles pensam sobre si mesmos. Apesar de muito diferentes, eles acabam se conhecendo melhor e dividindo seus dramas pessoais.

Criticamente, ele é considerado um dos maiores filmes do ensino médio de todos os tempos, bem como uma das obras mais memoráveis ​​e reconhecível de Hughes. O filme se tornou um clássico cult, um obra que define a década de 1980, e teve uma enorme influência sobre a vinda de muitos dos filmes do gênero, desde então. Foi inteiramente rodado em sequência. As filmagens começaram em 28 de março de 1984 e terminaram em maio do mesmo ano.

Sinopse


O enredo segue cinco alunos na fictícia Shermer High School, em Shermer, Illinois, escrevendo o relatório que pede a detenção de sábado em 24 de março de 1984. Apesar de não serem completos estranhos, os cinco adolescentes são de diferentes grupos sociais.

Os cinco estudantes, que parecem ter nada em comum à primeira vista, se reúnem na biblioteca da escola, onde são vigiados e ordenados a não falar ou se mover a partir de seus lugares até o principal antagonista, Richard Vernon (Paul Gleason). Eles devem permanecer por um período de oito horas e 54 minutos. Ele manda aos alunos escreverem um texto de 1.000 palavras (em que cada aluno deverá escrever sobre o que ele ou ela pensa que o outro é) e depois deixá-los na maior parte sem supervisão, voltando apenas ocasionalmente para verifica-los. John Bender (Judd Nelson), que tem uma relação particularmente negativa com o Sr. Vernon, ignora as regras e maltrata os outros estudantes; zombando de Brian Johnson (Anthony Michael Hall) e Andish (Molly Ringwald). Allison Reynolds (Ally Sheedy), permanece estranhamente quieta.

Os alunos passam as horas em uma variedade de maneiras. Aos poucos, eles se abrem uns aos outros e revelam seus segredos internos, por exemplo, Allison (neurótica) é uma mentirosa compulsiva, Andrew (atleta) é inseguro e pressionado por seu pai sobre carreira de atletismo, John (marginal) vem de um lar abusivo e Brian (gênio) e Claire (patricinha) se envergonham de sua virgindade. Eles também descobrem que todos eles têm relações tensas com os pais e têm medo de cometer os mesmos erros que os adultos à sua volta. Portanto, inesperadamente, se tornaram mais que amigos, mais que qualquer próximo, eles se sentiram eles mesmo um com outro, se escutaram e se entenderam melhor sobre seus problemas diferentes dos outros, se sentiram melhor e mais confiante com suas próprias opiniões, e se refletiram de que, apesar de serem diferentes, são iguais por si sobre a insatisfatória interior. No entanto, apesar dessas amizades em desenvolvimento os alunos estão com medo que uma vez que a detenção acabe, eles retornarão a seus problemas antigos.

A pedido e do consenso entre os alunos, Brian é convidado a escrever o texto pedido pelo Sr. Vernon (o assunto era para cada aluno detalhar "quem você pensa que é"). Brian faz isso, mas em vez de escrever sobre o tema real, ele escreve uma carta muito motivadora que é, em essência, o ponto principal da história. Ele assina o ensaio como "The Breakfast Club" e deixa na mesa do Sr. Vernon para ele ler quando eles saissem da detenção.

Elenco

 

  • Emilio Estevez ... Andrew Clark
  • Anthony Michael Hall ... Brian Johnson
  • Judd Nelson ... John Bender
  • Molly Ringwald ... Claire Standish
  • Ally Sheedy... Allison Reynolds
  • Paul Gleason ... Diretor Richard Vernon
  • John Kapelos ... Carl Reed, o zelador

 

Produção


Cada uma das jovens estrelas do filme tornou-se parte da Brat Pack (cujos membros incluem Rob Lowe, Andrew McCarthy e Demi Moore), um grupo de atores que encontraram a fama, ao mesmo tempo e por vezes expressos em filmes juntos. John Hughes apareceu em um papel não-creditado como o pai de Brian. De todo o elenco, apenas Anthony Michael Hall e Molly Ringwald estava em idade escolar. No lançamento do filme, Nelson tinha 25 anos, enquanto Sheedy e Estevez foram ambos com 22 anos de idade.

Emilio Estevez foi originalmente escalado para interpretar John Bender, mas já como Hughes não conseguiu encontrar ninguém para interpretar Clark, Estevez concordou em assumir o papel. Nicolas Cage estava sendo cogitado para o papel de John Bender. Bender foi o último papel criado para o filme. Hughes mais tarde escalou John Cusack para interpretar John Bender, mas decidiu substituí-lo por Judd Nelson antes das filmagens começarem, porque Cusack não tinha olhar ameaçador o suficiente para o papel.

Inicialmente Molly Ringwald iria interpretar Allison Reynolds, mas ela insistiu tanto ao diretor para que lhe atribuísse o papel de Claire Standish que no final acabou ficando com ela. Ally Sheedy concordou em interpretar Allison Reynolds. Rick Moranis foi pensado originalmente como o zelador, ele deixou a produção devido a diferenças criativas e foi substituído por John Kapelos. Ringwald e Hall namoraram brevemente após o término das filmagens.

 

Curiosidades


  • O roteiro do filme foi escrito em apenas dois dias por John Hughes: 4 a 5 de julho de 1982.
  • A mãe e a irmã mais moça de Anthony Michael Hall na vida real fizeram os papéis de mãe e irmã do personagem do ator.
  • A cena em que os personagens sentam em círculo no chão da biblioteca e contam as razões de seu castigo, não tinha falas no roteiro e o diretor autorizou os atores que falasse o que quisessem.
  • Uma paródia do filme foi feita na série Victorious: foi criado um episódio onde Tori e seus amigos ficavam na detenção da escola num sábado, e aprontavam loucas aventuras. O episódio foi exibido nos EUA no dia 28 de janeiro de 2012 e alcançou 3,9 milhões de telespectadores.


Cineblog volta semana que vem com o premiado “Filadélfia”.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

TROCANDO EM VERSOS: EM TUAS MÃOS



Minha boca combina com teu sexo
Não há muito nexo pra tanto auê
Quero ficar do teu lado
Você é o melhor erro que eu pude fazer

Meu sexo precisa do teu beijo
No teu travesseiro ainda tem meu sabor
Minha marca grudada em teu seio
Lembrança que guarda um momento de amor

Vem depressa
Antes que eu vá me curar 
Antes que o Sol vá raiar
Preciso de você agora

Vem depressa
Antes que eu odeie você
Antes que eu queira morrer
Minha vida em tuas mãos

Meu poema precisa do teu verso
Sou controverso, sou ódio e amor
Retalho guardados em meu peito
Dilacerado em afeto e rancor

Minha morte combina com tua lágrima
Doce ela molha o momento final
Assim é o fim da nossa história
Inerte em meu corpo jaz afinal

Vem depressa
Antes que eu vá me curar 
Antes que o Sol vá raiar
Preciso de você agora

Vem depressa
Antes que eu odeie você
Antes que eu queira morrer
Minha vida em tuas mãos



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