quinta-feira, 27 de junho de 2013

CEM


É..O título é esse mesmo. Pequeno, curto e grosso. Por quê desse título?

Muito simples. Essa é o centésimo texto que posto desde que o blog foi reativado em 28 de fevereiro desse ano.

Faltando um dia para quatro meses chego a cem postagens. Não é pouco.

O blog na verdade existe desde 2011. Criei para ter um local onde guardar meus livros e dividir com quem quisesse ver. Divulguei para algumas pessoas o passo a passo, cada capítulo que eu colocava e interagia com elas. Mas o papel dele sempre foi mesmo de arquivo e com o tempo eu nem divulgava mais, só escrevia e postava.

Criado em 27 de abril de 2011 com o primeiro capítulo de meu livro “O retrato da vida” entre 2011 e 2012 coloquei três livros completos no blog. O citado, “Era da violência” e “No Baile”. Além desses livros tem a peça de teatro “Folhetim” que escrevi ano passado. Os quatro trabalhos estão de forma completa disponível nos arquivos do blog.

Além do livro “Dinastia” que está aí ao lado com links para sites onde está sendo vendido. Ajuda lá vai, o livro é bom.

Depois que coloquei a peça em agosto do ano passado deixei o blog de lado. Era colunista do blog Ouro de Tolo, continuo sendo e no fim do ano fui convidado para escrever no blog Brasil Decide. Duas coisas que gosto muito de fazer já que adoro escrever desde criança.

Mas sempre tive vontade de ativar o blog. Não só postar livros e peças para guardar em arquivo como escrever textos inéditos. Textos que talvez não coubessem nos dois blogs por achar muitas vezes bobagens e pensar que bobagens só poderiam ser postadas em um blog meu.

Também queria um lugar para escrever quando eu quisesse. Se pintasse algo urgente que merecesse um texto ter onde colocar na hora e ter exata noção da repercussão dele através do número de visitantes, dados que não tenho contato direto nos dois blogs.

No fim de fevereiro tomei coragem dada a repercussão do caso do sinalizador que matou um adolescente em Oruro e escrevi um texto reativando o blog sendo o primeiro realmente para alcançar um público. Dei o nome do texto de “O estádio vazio e o vazio que fica”.

O blog recebeu entre trinta e quarenta visitas no primeiro dia, não lembro ao certo. Sabia que era pouco, mas achei interessante saber que essa quantidade de pessoas se interessou pelo que escrevi. Passei alguns dias divulgando. Essa postagem especificamente chegou a mais ou menos cinquenta visitas e decidi continuar.

Escrevi um texto sobre o aniversário da morte dos Mamonas Assassinas, republiquei as colunas do Ouro de Tolo e do Brasil Decide e quando fui ver começaram a acontecer os motivos pelos qual reativei o blog.

Primeiro a morte do Hugo Chaves, depois a quinta-feira que movimentou o Brasil com protestos contra o Feliciano, mudança da pena ao Corinthians no caso de Oruro e a condenação do goleiro Bruno. Rendeu o texto “Quinta do escárnio”. Primeiro texto a passar de cem visitas.

Assim formei uma grade para o blog. Dias de textos inéditos, de republicações de outros blogs, contos e propaganda maciça. O blog teve 986 visitas entre abril de 2011 e 28 de fevereiro de 2013. Dessa data para cá foram quase 20 mil.

Mais importantes que números, de ter chegado a média de 200 visitas diárias, 1400 por semana, que ainda é pouco, é que pude me mostrar um pouco mais a leitores e amigos. Quem me conhecia era por causa de meu lado compositor de samba-enredo, mas essa foi uma das últimas coisas em escrita que comecei a fazer.

Sempre fui péssimo em esportes, péssimo em quase tudo e o que me salvou de ser um completo idiota foi saber escrever. Com esse dom me aproximei de pessoas, fiz amizades, conquistei respeito e até amores. Escrevo desde os meus nove anos de idade quando fazia revistas em quadrinho da série “Armação Ilimitada”. Com treze fazia roteiros, aos quinze músicas e ao mesmo tempo em que comecei no samba escrevi meu primeiro rascunho de livro.

Só que tirando o samba o restante era coisa que eu guardava pra mim, que colocava na gaveta como diz o linguajar sobre quem escreve algo e não publica, não mostra a leitores. A internet me ajudou nisso.

Graças a ela e aos blogs que voltei a escrever. Mostrei que não era apenas um compositor de samba-enredo, mesmo sabedor que isso não é pouco e o samba me deu muita coisa. Mas eu era mais que isso, podia mostrar mais que samba-enredo.

Processo que começou nos dois blogs e se fortaleceu no meu. Nele publico a cada terça-feira contos de ficção de dois livros meus “O buraco da fechadura” e “Enredo do meu samba” que também são publicados aos sábados no Ouro de Tolo. Pude escrever com inspiração repentina um conto brincando com a PEC das empregadas chamado “Pec no cafezal” que por muito tempo, até a última semana era meu texto mais visto com mais de 300 visitações.

Pude mostrar um pouco do meu lado político. Mostrar meus posicionamentos desde a morte de Hugo Chaves até as manifestações que tomaram o país. Duas dessas postagens agora estão entre as mais visitadas “A tropa de elite na terra da UPP” e “Olho por olho, dente por dente”. Pude escrever de música, homenagear artistas que gosto e que trago comigo desde a minha infância. Fiz publicações homenageando Tim Maia, Elis Regina, Ronald Golias, Cauby Peixoto e mais uma boa quantidade de grandes artistas.

Pude falar mais de samba, claro, assunto que é importante na minha vida. Falei bastante de carnaval, contei novidades de minha vida como compositor e na ocasião do aniversário de 90 anos da Portela escrevi “Portela em cinco carnavais” falando um pouco da escola e dos cinco carnavais que mais me marcaram.

Por coincidência na semana seguinte era eleição da Mangueira e decidi fazer o mesmo com “Mangueira em cinco carnavais” e acabou que virou uma série. Onze escolas já foram homenageadas e mais algumas serão. Uma série que tem boa repercussão com ótimo número de visitações e emocionado torcedores das agremiações o que me deixa honrado demais.

Semana passada comecei outra serie a “Sobe o som” onde a cada semana destacarei banda ou artista que gosto com pouco texto e muitos vídeos. Esses tempos de youtube ratificaram a ideia que artistas são imortais e achei que seria legal concentrar vários sucessos desses artistas em uma postagem só. Das pessoas ficaram em um bom tempo no blog só curtindo seu artista favorito.

E falei do assunto mais importante. Falei de amor.

Pude mostrar como sou realmente. Um cara que quando ama ama pra valer. Passional, apaixonado, visceral, romântico, que finge que é poeta e consegue enganar os trouxas. Falei do amor em todas as suas formas. Aliás, só com esse título foram dois textos e juntando os dois são quase 500 visitações.

Falei do amor por meus amigos, pelas mulheres, por algumas mulheres específicas. Fiz declarações que nunca imaginaria fazer em público. Desnudei minha alma, me expus, mas valeu a pena porque me fizeram bem.

E falei dos maiores amores da minha vida. De minha mãe no texto “Oito anos sem ela” e da minha filha Bia em “Quatro anos com ela”. Nos dois, que estão entre os dez mais visitados, tentei mostrar todo o amor que tenho por elas e até cantei. Outra coisa que faço muito mal.

Para os livros e peça foram 52 postagens em 2011 e 25 em 2012 somando 77. Com essa chego a 100 só em 2013. A 100 desde a reativação.

Que me leva a dois pensamentos. O primeiro é que estou com muito tempo livre e o segundo é que sou um escritor compulsivo mesmo e ainda tenho muito a escrever.   

Só posso agradecer a quem vem aqui perder alguns minutos de sua vida para ler as besteiras que escrevo. Aos amigos que leem e comentam comigo as postagens e aqueles que não conheço e não tenho a mínima ideia de quem são.

Leitores do Brasil, mas também de Argentina, Uruguai, México, Canadá, Egito, Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Vietnã, Coréia do Sul, Bulgária, Turquia, China, Japão, Austrália, Cabo Verde, Holanda, Suíça, Dinamarca..Principalmente a quem todos os dias visita dos Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e Alemanha. Sempre existe um aumento de visitações de madrugada e quando vou ver é desses países. Dá orgulho saber que alguém de repente acorda em algum país do mundo que não é o meu e vai olhar o que tem no blog. Meu muito obrigado.

Dá orgulho e alegria tudo isso. Ver que não me enxergam mais apenas como compositor de samba-enredo. Que aos pouquinhos isso vai dando certo.

E é apenas o começo, Ainda tenho muito a dizer, falta só saber se querem ler.

Se toparem ler os próximos cem não vão se arrepender.

 Obrigado.   


Pra fechar os dois maiores micos que paguei nesse blog. Minhas duas vezes cantando.

Para minha mãe


Para a Bia.



O que a gente não faz por audiência...


Ps. Fotos e vídeos usados foram dos textos mais importantes. Se você reconheceu é porque acompanha, se não ta sabendo agora. Olhe o que perdeu, ta em tempo de recuperar. Olhe os arquivos e seja bem vindo.

Como eu sou bom marqueteiro...


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