quarta-feira, 15 de julho de 2015

VIAJANDO COM OS LOUCOS




Gosto de viajar...

..Apesar de ter certo receio com aviões (já foi pavor) eu gosto de viajar e o melhor de viajar é que muitas vezes você nem precisa sair do lugar para isso. Muito menos de avião.

Deixe que a mente te conduza.

Já viajei muitas vezes ao infinito e todas às vezes voltei para contar que ele não existe. O infinito é como o impossível. Não passa de um lugar que ainda não foi descoberto. Gosto de viajar pelo infinito como gosto de desafiar o impossível e sem falsa modéstia, até porque a falsa modéstia fica ainda mais falsa em mim, já lhe venci algumas vezes.

Não gosto de viajar sozinho. É muito chato.

Mas não é qualquer um que quero viajando comigo. Não gosto de viajar com medrosos ou pessoa limitadas. A minha limitação só o infinito conhece e como para mim ele ainda não existe continuo sem conhecer minha limitação.

Tenho azia com pessoa que dizem "Não dá!” cálculo renal com quem diz "É impossível", coceira no meio das costas com quem diz "Deixa pra lá", tenho vontade de esfaquear quem diz "É assim mesmo".

Não há nada mais que atrapalhe uma viagem que o conformado, o submisso, aquele que só enxerga a sua frente.

Não gosto de viajar com essas pessoas. Não gosto dessas pessoas.

Eu gosto dos loucos. Tenho medo deles, mas um medo bom. O medo que atiça a curiosidade e me faz querer andar com eles. Gosto das pessoas sem limites, sem enquadramento e que falam comigo do infinito como se falassem de uma volta ao quarteirão. Ousados, irresponsáveis, inquietos, impacientes, todos bem vindos. Quero viajar com quem pensa ou fala alguma coisa sem medo de ser ridículo ou ingênuo.

Debocham dos loucos por defesa, ironizam com medo porque sabem que só um louco, um inconformado é capaz de mudar o mundo ou simplesmente seu mundo. O ambiente em que ele vive.

O louco acaba com o tédio, debocha do status quo, faz pensar, é responsável pela pergunta “Como ninguém pensou nisso antes?”. Eu quero a companhia dos loucos, dos seres do submundo, daqueles que não são respeitados e não respeitam. Não respeitam a ordem estabelecida nem o destino traçado ao nascer.

Todos nós um dia nascemos e morremos. O louco sabe fazer o período entre um e outro mais divertido. Ele sabe que a vida é  um apanhado de detalhes e cabe a ele enxergar além desse detalhe.

Uma maçã para o ser normal é uma fruta. Para outros serviu para expulsar do paraíso mudando a história da humanidade, criar a teoria da lei da gravidade e revolucionar o mundo digital.

O detalhe que faz toda a diferença.

Se acomodem loucos que nunca se acomodam. Podem sentar em poltronas próximas a minha. Temos o infinito a desvendar, o impossível a desafiar e o status quo a debochar. Um mundo a conquistar.

Não precisa colocar o cinto. Vamos nos jogar de cabeça por todo o percurso.


Boa viagem a todos nós.



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