quarta-feira, 18 de julho de 2018

CINEBLOG: O EXORCISTA


Cineblog fala hoje de um grande sucesso mundial. Um dos filmes mais aterrorizantes já feitos.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


O exorcista


O Exorcista (no original, The Exorcist) é um filme norte-americano de 1973 do gênero terror sobrenatural dirigido por William Friedkin e escrito por William Peter Blatty, baseado no livro homônimo de sua autoria. O filme aborda a possessão demoníaca de uma garota de 12 anos. O livro de Blatty teve inspiração no exorcismo de um garoto de 14 anos de idade, documentado em 1949.

O filme tornou-se um dos mais lucrativos filmes de terror de todos os tempos, arrecadando o equivalente a U$ 441.306.145,00 em todo o mundo, sendo lançado pela Warner Bros. Pictures no dia 26 de dezembro de 1973 nos Estados Unidos.


Enredo


Num sítio arqueológico em Hatra, próximo a Nínive, no Iraque, o arqueólogo e padre Lankester Merrin (Max von Sydow) visita uma escavação onde foi encontrada uma pequena escultura de pedra de uma criatura bestial e horrível. Merrin depois encontra uma estranha estátua de Pazuzu, que tem uma cabeça similar àquela anteriormente encontrada.

Enquanto isso, Damien Karras (Jason Miller), um jovem padre da Universidade de Georgetown, começa a duvidar de sua fé ao lidar com a doença terminal de sua mãe.

Chris MacNeil (Ellen Burstyn), uma atriz que está filmando em Georgetown, percebe dramáticas e perigosas mudanças de comportamento em sua filha de 12 anos, Regan MacNeil (Linda Blair). A menina tem uma convulsão e demonstra poderes sobrenaturais como levitação e grande força. Regan fala palavrões e blasfêmias com uma voz demoníaca masculina. Inicialmente, Chris pensa que as mudanças de Regan estão relacionadas à sua entrada na puberdade, mas os médicos suspeitam de uma lesão em seu cérebro. Regan é submetida a uma série de exames médicos desagradáveis que não acusam nada de anormal, e o médico recomenda Regan a um psiquiatra, a quem Regan ataca violentamente. Ocorrências paranormais continuam a ocorrer, incluindo a cama sacudindo, barulhos estranhos e movimentos inexplicáveis.

Esgotados os recursos científicos, um dos médicos recomenda um exorcismo, sugerindo que os sintomas de Regan são resultado de uma possessão demoníaca, devendo ser resolvida por um padre. Em desespero, Chris consulta o padre Karras, uma vez que ele, além de padre, é psiquiatra. Durante o período em que este observa Regan, ela constantemente refere-se a si própria como o demônio. Karras inicialmente acredita que a menina sofre de psicose, até que ele lembra dela falando em um idioma estranho, que é de fato inglês de trás para frente. Apesar de suas dúvidas, ele decide pedir permissão à Igreja para conduzir um exorcismo.

O padre Merrin, um exorcista experiente, é chamado a Washington às pressas para ajudar. Merrin e Karras tentam espantar o espírito maligno de Regan. O demônio ameaça e agride ambos padres, verbal e fisicamente, inclusive usando a voz da mãe de Karras para perturbá-lo, e Merrin tem um infarto. Karras tenta socorrer Merrin, mas ele morre. Karras então agarra o pescoço da menina e desafia o demônio a deixar Regan e entrar nele. O demônio o faz, e Karras comete suicídio se jogando pela janela. Lá embaixo, devastado, o padre Dyer (William O'Malley) administra a extrema unção a Karras.

Regan, sem a presença do demônio, tem sua saúde recuperada e não lembra de nada que aconteceu, e vai embora de Georgetown com sua mãe.


Elenco


Ellen Burstyn como Chris MacNeil
Jason Miller como Padre Damien Karras
Max von Sydow como Padre Lankester Merrin
Linda Blair como Regan MacNeil
Eileen Dietz como o rosto associado ao demônio, visto apenas em vislumbres e cortes rápidos.
Mercedes McCambridge providenciou a voz do demônio, Pazuzu.
Lee J. Cobb como Tenente William Kinderman
William O'Malley como Padre Joseph Dyer
Kitty Winn como Sharon Spencer
Jack MacGowran como Burke Dennings
Barton Heyman como Dr. Klein
Peter Masterson como Barringer
Rudolf Schündler como Karl
Gina Petrushka como Willi
Robert Symonds como Dr. Taney
Thomas Birmingham como Reitor da Universidade


Produção


Os aspectos do livro foram inspirados por um exorcismo realizado em uma jovem de Cottage City, Maryland, em 1949 pelo padre jesuíta, Pe William S. Bowdern, que anteriormente tinha ensinado em ambas Universidade de St. Louis e St. Louis University High School. A família católica da Hunkeler estava convencida de que o comportamento agressivo da criança era atribuível a possessão demoníaca, e chamou os serviços do Padre Walter Halloran para realizar o ritual de exorcismo.

Embora Friedkin admite que é muito relutante em falar sobre os aspectos fatuais do filme, ele fez o filme com a intenção de imortalizar os acontecimentos que tiveram lugar no Cottage City, Maryland em 1949, e apesar das mudanças relativamente pequenas que foram feitas, a película descreve tudo o que pode ser verificado por aqueles que estão envolvidos. Foi um dos três exorcismos sancionados pela Igreja Católica nos Estados Unidos naquela época. A fim de fazer o filme, foi permitido para Friedkin o acesso aos diários dos padres envolvidos, bem como os médicos e enfermeiros; Ele também discutiu os eventos com a tia do menino em grande detalhes. Friedkin não acredita que a "cabeça rodando" realmente tenha ocorrido, mas isso foi contestado. Friedkin não é cristão de qualquer denominação.

Embora inspirado em fatos reais, o livro de ficção de William Peter Blatty mudou vários detalhes, como transformar o sexo da vítima supostamente possuída de menino em uma menina, bem como alterar a idade da suposta vítima. Uma análise posterior por céticos paranormais do caso original de 'Roland Doe' (ou 'Robbie Mannheim') acreditam que era provável que o caso fosse um adolescente doente mental atuando. Os eventos reais que possam ter ocorrido (como palavras sendo esculpidas na pele) poderiam ser simplesmente falsas, embora o caso tenha atraído uma grande quantidade de notoriedade.

Para produzir o grunhido do demônio no filme, foram captados sons de porcos e vacas sendo levados para o abate em uma fazenda. A ligação entre porcos e demônios também foram relatadas pelos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren no mesmo local onde ocorreu o caso de Amityville. A filha da família Lutz dizia brincar com um amigo imaginário que ela descreveu como um porco de olhos vermelhos chamado Jodie, que poderia transformar não só a forma, mas o tamanho, por vezes sendo maior do que a casa. O uso de porcos também foi relatado nos evangelhos, em Jesus exorcizando o geraseno. No qual uma legião (conjunto) de demônios é transferida para 2 mil porcos.


Imagem subliminar alegada



O Exorcista esteve também no centro da controvérsia devido ao seu alegado uso de imagens subliminares. Wilson Bryan Key escreveu um capítulo inteiro sobre o filme em seu livro de mídia Sexploitation alegando múltiplos usos de imagens subliminares e semi-subliminares e efeitos sonoros. Key observou o uso da face Pazuzu (em que Key erroneamente assumiu que era Jason Miller que em uma composição de máscara de morte) e afirmou que os suportes verticais dos cantos da cama estavam em forma de sombras fálicas na parede e que a cara de um crânio é sobreposta em uma nuvem da respiração do padre Merrin. Key também escreveu muito sobre o design de som, identificando o uso de guinchos de suínos, por exemplo, e elaborando sobre sua opinião sobre a intenção subliminar de tudo. Um artigo detalhado na edição de vídeo Watchdog de julho/agosto de 1991 analisou o fenômeno, fornecendo ainda molda a identificação de vários usos de subliminares que "piscam" ao longo do filme.

Em uma entrevista da mesma edição, Friedkin explicou, "eu vi cortes subliminares em uma série de filmes antes de eu colocá-los em The Exorcist, e eu pensei que era um dispositivo de contar histórias muito eficaz ... A edição subliminar em The Exorcist foi feita para criar o efeito dramático, alcançar e sustentar uma espécie de estado de sonho", No entanto, estes flashes assustadores rápidos foram rotulados com "[não] realmente subliminares" e "quasi" ou "semi-subliminare". Uma imagem subliminar verdadeira deve ser, por definição, abaixo do limiar de consciência. Em uma entrevista em um livro de 1999 sobre o filme, o autor de The Exorcist Blatty abordou a controvérsia, explicando que, "Não há imagens subliminares. Se você pode vê-las, não é subliminar."


Principais prêmios e indicações


Ganhou os Oscars de melhor roteiro adaptado e melhor som. Foi ainda indicado em outras oito categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Ellen Burstyn), melhor ator coadjuvante (Jason Miller), melhor atriz coadjuvante (Linda Blair), melhor edição, melhor fotografia e melhor direção de arte.

Ganhou quatro Globos de Ouro nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor actriz coadjuvante (Linda Blair). Recebeu ainda outras três indicações: melhor actriz - drama (Ellen Burstyn), melhor actor coadjuvante (Max von Sydow) e melhor revelação feminina (Linda Blair).

Foi indicado ao BAFTA na categoria de melhor som.

Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films - ganhou nas categorias de melhor filme de terror, melhor maquiagem, melhores efeitos especiais e melhor roteiro.

Foi o primeiro filme de terror a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme.


Cineblog volta em duas semanas com o sucesso nacional "Até que a sorte nos separe".


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