quarta-feira, 27 de maio de 2015

CINEBLOG: TROPA DE ELITE 2




Cineblog fala hoje de um filme que é considerado um “soco no estômago”. O filme nacional de maior bilheteria da história e um dos meus favoritos.
Cineblog orgulhosamente apresenta:


TROPA DE ELITE 2




Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro é um filme policial brasileiro de 2010, dirigido por José Padilha, que também escreveu seu roteiro, com Braulio Mantovani, e estrelado por Wagner Moura.

Os acontecimentos de Tropa de Elite 2 ocorrem treze anos após os do primeiro filme. Um dos seus focos é o amadurecimento do então Coronel Nascimento, personagem de Wagner Moura, que tem que lidar com problemas com seu filho adolescente. O filme também mostra o crescimento do BOPE e conflitos entre os policiais e milícias do Rio de Janeiro. O diretor José Padilha afirmou que "o filme trata da relação entre segurança pública e financiamento de campanha. Faz ligação entre a segurança e a política”. Além disso, uma rebelião é realizada na penitenciária de Bangu 1, liderada por Beirada, personagem de Seu Jorge.

Lançado no Brasil em 8 de outubro de 2010, o filme recebeu considerável atenção da mídia, críticas majoritariamente favoráveis e, em 7 de dezembro do mesmo ano, tornou-se o filme mais visto da história do cinema brasileiro, com 11 milhões de espectadores - marca que não era superada desde 1976, quando o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos obteve 10,73 milhões.  Em 2011 foi indicado a 16 categorias do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro vencendo em 9, incluindo a de melhor longa, melhor direção e a de melhor ator por Wagner Moura. Em 20 de setembro de 2011, foi escolhido para ser o candidato brasileiro a uma indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro.  

Enredo


O filme começa in medias res, apresentando Nascimento saindo do Hospital Beneditino. Seus passos estão sendo observados por um grupo de homens que se comunica através de rádio transmissores. Enquanto dirige seu carro, ele é abordado por um outro veículo, do qual saem homens armados que começam a alvejar o automóvel. Enquanto ocorre o atentado, Nascimento, como narrador, diz que, embora possa ser considerado "um clichê de filme americano", chegar perto da morte o faz recordar o que havia ocorrido para que chegasse até aquele ponto.

Um flashback narra os acontecimentos de quatro anos antes, quando uma divisão do BOPE comandada por Nascimento e André Mathias se envolve no controle de uma rebelião no presídio Bangu I. Durante a rebelião, Beirada, o líder do Comando Vermelho, com a conivência dos agentes responsáveis pela segurança da unidade penal, foi capaz de dominar o presídio e assassinar seus adversários da A.D.A. Com a situação em escalada, o professor de história Diogo Fraga é chamado ao presídio. 

Membro de uma ONG dedicada à defesa dos Direitos Humanos, Fraga é chamado numa tentativa de negociar o fim da rebelião. O ativista sucede em negociar a libertação dos reféns, mas Mathias se precipita e, descumprindo uma ordem de Nascimento, ingressa na área controlada por Beirada, o que faz com que Fraga seja tomado como refém. Após Beirada ser convencido a libertar Fraga, Mathias atira contra o criminoso, matando-o.

As consequências da ação de Mathias, tanto para ele quanto para Nascimento, são o fio condutor do filme: Mathias é usado como bode expiatório e é expulso do BOPE, não da PMERJ - ele passa a integrar o batalhão do amigo Fábio, agora coronel. Já Nascimento, visto como herói pela população, é nomeado para o cargo de Subsecretário de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Fraga, que havia tornado-se marido de Rosane, ex-mulher de Nascimento, elege-se deputado estadual.

Uma vez na Secretaria, Nascimento é capaz de articular uma completa reestruturação do BOPE, aumentando seu efetivo e modernizando seus equipamentos. Essa reestruturação o auxilia no combate ao tráfico de entorpecentes, e, com o passar do tempo, a Secretaria é capaz de encerrar as atividades de traficantes na maior parte das favelas da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desbaratar o crime organizado, ao contrário do que Nascimento planejara, não contribuiu para a diminuição da corrupção, mas fez surgir uma nova organização criminosa, as "milícias".


Elenco



·  Wagner Moura como Roberto Nascimento .
  Irandhir Santos como Diogo Fraga.
  André Ramiro como Capitão André Mathias.
  Milhem Cortaz como Coronel Fábio Barbosa.
  Maria Ribeiro como Rosane.
  Sandro Rocha como Major Rocha.
  Tainá Müller como Clara Vidal.
  Seu Jorge como Beirada.
  Adriano Garib como Guaracy.
  Pedro Van-Held como Rafa aos quinze anos.
  Emílio Orciollo Neto como Valmir Magalhães.


Recepção da crítica

Tropa de Elite 2 recebeu críticas geralmente positivas. Em uma resenha escrita para o Portal G1, Luciano Trigo afirmou que o filme é um "tapa na cara do espectador" e que tem "um roteiro muito mais ambicioso que o original". Segundo Trigo, o diretor José Padilha conseguiu escapar das "armadilhas" na continuação, como "repetir uma fórmula de sucesso, ou ceder à pressão patrulheira dos que classificaram o primeiro filme como 'fascista'", e foi "ainda mais fundo no retrato realista e duro da realidade social do Rio de Janeiro, esgarçada pela violência e pela corrupção em suas variadas formas’.

No UOL, Alessandro Giannini elogiou a interpretação de Wagner Moura e afirmou que esse filme é mais "consistente e coeso" que o primeiro e que "não há espaço para dúvidas ou ambiguidades".



Semana que vem “Cineblog” continua nacional com “Dona Flor e seus dois maridos”.



CINEBLOG ANTERIOR:

TROPA DE ELITE

Nenhum comentário:

Postar um comentário