2025
Está acabando 2025.
Por considerar 1995 e 2005 os piores anos da minha vida, confesso que não simpatizo com anos terminados em 5, mas 2015 foi um ano legal e 2025 também teve bons momentos, apesar de achar um ano apenas razoável.
Razoável como foram os anos de 2023 e 2024, talvez um pouco melhor que o ano passado. Ano que tive momentos de pico que fazem pensar que valeu a pena.
Vivi momentos fortes como logo no início do ao ter artistas do quilate de Claudia Alencar, Paulo Reis, Marcello Picchi, Ary Coslov, Ernesto Picollo, Claudio Torres Gonzaga, Elcio Romar, entre outros, lendo um texto meu. Foi o texto de Camarada Jonas, transformado aí em Camaradas. Esse projeto foi um dos grandes momentos e frustrações do ano porque ainda não saiu do papel, muito em virtude da vaidade das pessoas envolvidas. Ainda está vivo, mas o "inexperiente" aqui terá que botar a mão na massa para acontecer. O projeto me trouxe as amizades com Claudia, Picchi e Anselmo Vasconcellos, que se apaixonou pelo texto. Essa aproximação com grandes artistas valeu a pena, a leitura feita em setembro na Gávea foi maravilhosa, com excelente repercussão e fica a esperança de finalmente acontecer em 26.
A SDC continuou sua caminhada com grandes momentos e decepções como no caso das peças "Os gritos do silêncio" e "O último cigarro" que ganhou o nome de "Até que a arte nos separe" em nossa montagem. Montagens bem sucedidas, bem feitas, com direções primorosas da Luciana, empolgação do público, mas que causaram decepções com os artistas envolvidos. Em Gritos desvio de caráter, em Arte até hoje não deu pra entender. Acho que faltou amizade e quando digo amizade é falar o que incomoda para poder resolver. Preferiram a ingratidão.
Ingratidão que não é uma palavra que acompanha a SDC. Estamos envolvidos com alguns dos seres humanos mais talentosos e bacanas que já conheci. Camarada Jonas e Emma & Benjamin continuaram suas trajetórias e chegaram além de Gritos e Arte, "A louca volta de Dona Carola", "A farsa de uma nação" e "Tempestade em dias de Sol". Carola foi divertida demais, com a Farsa pude mostrar que uma peça de duas horas pode ser ágil e prender a atenção até o fim, Tempestade foi uma peça feita com o fígado, escrita na impossibilidade de continuar com Gritos Bia e eu fizemos uma peça ainda melhor e que vai dar muito o que falar em 2026. Grandes artistas chegaram se juntando a outros que já tínhamos e uma família foi criada, a família SDC que em 2026 terá sua cia de teatro.
Foi um ano maduro meu como ator. Comecei voltando a fazer Dona Carola e cantando em público, algo que sempre foi uma barreira pra mim. Fiz vários personagens na Farsa onde pude mostrar versatilidade, voltei a fazer o Jonas no Camarada, personagem difícil e que amo. Participei de uma esquete no Ciclomáticos onde pude fazer meu primeiro vilão. Dessa esquete foi desenvolvida Tempestade e ali surgiu o Fael. Vilão dos mais repugnantes e que me fez até mudar o visual cortando o cabelo. Estou num bom momento atuando, me sentindo seguro no palco e confiando mais em meu potencial. To quase me sentindo ator de verdade.
Compositor continuei sendo. Com a ajuda da IA compus 20 músicas esse ano e me surpreendi com a qualidade. Criei um canal no Youtube com as músicas de "NB & OS TROVADORES DE RUA". Continuei minha saga como compositor de samba-enredo. Apesar do bom desempenho do samba do Boi na avenida a escola foi rebaixada, mas o samba ganhou prêmios. Ganhei pela nona vez samba no Acadêmicos do Dendê, um grande prazer e uma grande dor de cabeça pela pressão da escola em querer que a gente dê mais do que pode e por não me sentir mais tão à vontade no jogo do carnaval. Carnaval que me deu um dos maiores presentes desse ano e do próximo. A reedição de Orun Aye pelo Boi da Ilha. O samba da minha vida, a obra da minha vida estará de volta no próximo carnaval trazendo um carrossel de lembranças e emoções.
Ano que me afastei de vez da família por parte de mãe. Decepções constantes com eles, ano que me afastei de minha avó por maldade deles, mas aos poucos me reaproximo, ela inclusive viu peça minha sem saber que era minha. Ano que procurei abrigo no peito de traidores e traidoras, mas me afastei em tempo. Tempo feliz com a família que criei. Bia com 16 anos repetiu de ano por preguiça, e começou a namorar um garoto bem bacana, Gabriel chegou aos 12 saudável e mais interessado em meninas, Lucas com 9 doce e adulto. Em 2025 surgiu a Sarah. Michele teve uma filha em abril linda, encantadora, a cara da Bia quando nasceu. Não tenho muita proximidade dela, mas isso é uma coisa que quero resolver pro ano que vem. Sinto que essa aproximação será boa pra ela e pra mim.
Aproximação cada vez maior com a Lu. Minha parceira, amiga, mulher, companheira. A vida não foi fácil pra ela, mas ela é foda. Mal começou a dirigir e se tornou a melhor motorista que conheço ganhando dinheiro com uber. Mal começou a dirigir teatro e se tornou uma grande diretora, a única que confio em um palco. Ela pode ser tudo o que quiser e escolheu estar comigo. Sou um cara de sorte.
Um cara de sorte que está chegando aos 50 anos em 2026 sentindo um pouco o peso da idade apesar de ter perdido peso em 2025, mas não perdi com a velocidade que estou acostumado, talvez porque a idade pese no peso.. Ao mesmo tempo os 50 assustam por achar uma idade avançada e não ter feito nada ainda que queria me dá orgulho porque cheguei aqui fazendo barulho, não passando desapercebido no mundo. Quero mais, posso mais e farei mais. Em 2025 cheguei a 29 peças encenadas, fui encenado em Portugal, um grande orgulho, 13 textos meus foram para os palcos, um recorde meu. Gente de várias partes do país e do exterior confiam no que escrevo.
Está na hora de fazer acontecer, na hora dos próximos 50.
O Blog entra de férias com 12 postagens e aproximadamente 143 mil visualizações no ano passando de dois milhões no total. Uma grande marca e eu agradeço a todos que acompanham o que escrevo aqui nesses doze anos.
Que venha 2026!! Que venham os 50 anos!!
Vivendo de tanto prazer.
2024. 2023. 2022. 2021 2020. 2019
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