sábado, 30 de maio de 2015

AMOR CAPÍTULO XI - AMOR PERDIDO




Saí arrasado de nossa casa. Não era aquilo que eu queria. Sim, tinha tesão em Jéssica, sempre tive, mas não sou idiota. Não trocaria o amor de uma vida por tesão em condições normais. 

Estava mais arrasado ainda por saber o quanto a mulher que eu amava estava sofrendo por minha causa.

Acabei parando no lugar que sempre paro nesses momentos. O Arpoador.

Passei a noite lá olhando o mar, a Lua, as estrelas..A bebedeira já passava há tempo, mas a ressaca chegara e nem era ressaca por causa da bebida, mas ressaca moral. Não me arrependi do que fiz até porque acho que uma série de situações me levaram até ali. Eu não era o único culpado, mas não fugia de minhas responsabilidades.

Nem percebi que o dia amanhecera. Tinha muitas coisas para resolver em minha vida, mas naquele momento não dava. Tinha que trabalhar.

Cheguei ao trabalho com cara amassada, mesma roupa do dia anterior e uma mala. Ananias perguntou se eu estava bem, comentou que eu sumira da festa e perguntou o porque da mala.

Osmar passou por nós, deu bom dia e se encaminhou a sua sala. Disse a Ananias que depois falava com ele, explicava tudo e fui atrás do homem.

Osmar perguntou se estava tudo bem, comentou que eu estava com cara abatida e como não sou de rodeios fui direito ao assunto.

Pedi demissão.

Osmar se surpreendeu e perguntou o motivo. Respondi “Eu e sua filha nos separamos ontem de noite e não acho justo continuar aqui se fui empregado por causa dela”.

Osmar perguntou o motivo, já que estávamos tão bem e pedi para que não precisasse entrar em detalhes. Era coisa pessoal.

O homem coçou o queixo e disse que entendia minha posição. Perguntou se não tinha volta e respondi com sinceridade “não sei”. Ele andou um pouco pela sala, virou-se para mim e falou “não vou te demitir”.

Tentei argumentar e ele continuou “Não sou hipócrita. Evidente que ser marido da Camila ajudou, mas não te contratei apenas por isso. Sou observador, cresci na vida assim e de cara percebi que era um homem audacioso, firme de caráter, exemplar”.

Agradeci e ele continuou “Você ter agora entrado na minha sala, contado que se separou e pedir demissão é a maior prova disso. Não vou te demitir e torço muito que voltem”.

Eu nem sabia o que dizer. Agradeci e Osmar completou “você está com uma cara péssima, tire o dia de folga e tente ajeitar a sua vida”.

Saí e peguei a mala pronto para sair. Ananias perguntou se estava tudo bem e respondi que sim, mas só voltaria no dia seguinte.

Naquele instante Jéssica surgiu.

Perguntou se poderia falar comigo e concordei. Fomos a um canto e ela disse “pela mala e sua cara sei que coisa boa não ocorreu. Ela descobriu?”. Respondi “não, eu contei”. Ela não entendeu e perguntou porque eu tinha feito aquilo e eu disse “Posso até trair, enganar nunca”.

Ela lamentou, perguntou o que eu faria e respondi que não sabia, tentar viver. Fui até a saída do escritório e ouvi a mulher dizer “sinto muito, eu não queria isso”.

Voltei, dei um beijo na sua testa, respondi “ninguém tem culpa” e saí.

Não tinha a quem culpar. Não podia perder tempo com isso.

Quando saí do escritório que me toquei que nem tinha para onde ir. Saí de casa tão desbaratinado com minha situação que não chegara a pensar nisso. Pensei em ir pra minha mãe, mas achei que estava muito velho para voltar pra “casa de mamãe”. Recorri a um amigo.

Fui até Samuel.

Bati na porta do meu amigo que me atendeu e perguntou o que ocorria ao me ver com a mala. Sem graça apenas respondi “o casal modelo deu uma de titanic e afundou”.

Ele me mandou entrar, que sentasse e preparou café para a gente.

Tomando café contei toda a situação e Samuel apenas comentou  
“que mancada”. Pela primeira vez virei para alguém e fiz a pergunta mais óbvia desde o começo dessa história.

“E agora? O que eu faço?”.   

Samuel respirou fundo, tomou um gole de café e me respondeu “o tempo parceiro, só o tempo cura”. Lamentei dizendo que o tempo podia curar, não resolver e ele continuou “essa garota te ama, deixou um noivo no altar por você, fez muito por você”.  

Concordei com ele que continuou “acredite nesse amor”.

Concordei novamente.

Tomei um banho e dormi. Não, não tive insônia como é de costume numa situação dessas. Estava cansado e dormi profundamente. Acordei com cheiro de comida e Samuel me chamando para comer macarrão.

Não sabia que meu amigo cozinhava tão bem. Samuel contava que eu poderia ficar lá o tempo que quisesse, aproveitei então para lhe pedir um favor.

Nem tudo eu conseguira pegar quando saí de casa e pedi que ele fosse lá pegar pra mim. Talvez Camila não quisesse me ver.

Ele concordou e disse que iria pra mim.

Ele foi e enquanto estava sozinho em sua casa a campainha tocou. Atendi e era Bia. Cumprimentei minha amiga que foi logo escancarando. “Que merda que você fez?”.   

Tentei me defender e não consegui. Argumentei sobre a depressão pós parto, a nossa vida que não estava legal e ela continuou.

“Isso não é desculpa. Vocês são um casal, um time, tem que apoiar um ao outro, dividir as alegrias e as crises”. Eu fiquei quieto, não tinha o que dizer. Ela arrematou “Você disse pra ela o quanto ela era importante pra você?”.

Não entendi o porque da pergunta e respondi que a Camila sabia muito bem disso. Bia perguntou se eu dissera isso nos momentos de crise, de depressão dela e principalmente, quando contei da traição.

Respondi que não.

Bia suspirou e comentou “meu casamento ta chegando e queria te convidar para ser meu padrinho”. Comovido agradeci ao convite e ela completou “mas tem um problema, já tinha convidado a Camila para madrinha”.

Fiquei em silêncio enquanto Bia perguntava “tudo bem?”. Respondi que sim.

Samuel entrou em casa e perguntei como tinha sido. Ele respondeu que ela ficou o tempo todo em silêncio cuidando de Gabriel. Trocaram poucas palavras.

Ele não falou de meu nome com ela nem ela do meu. Poucas palavras. Mas Samuel comentou que ela guardava um aspecto triste.

Isso me machucava o coração.

Enquanto isso um casal se formava aos poucos. Minha mãe e Osmar ficaram amigos e não eram raros os dias que ele ia comprar sorvete no mercado e saíam para almoçar ou jantar. 

Uma noite se despediram e minha mãe se encaminhou para entrar. Osmar gritou “espera” e saiu do carro. Foi até ela e os dois ficaram frente a frente.

Minha mãe implorou “não faz isso” enquanto Osmar passava as mãos em seus cabelos. Ela implorou novamente, mas não adiantou. Osmar lhe beijou.

E foi correspondido.

No fim minha mãe se desvencilhou dele e disse “não nasci pra ser amante”. Abriu a porta, virou para Osmar e falou “Sou de respeito, não sou amante, não me procure mais”.

Fechou a porta, mas sabia que não teria escapatória.

No dia seguinte Osmar não foi até o mercado e dona Hellen estranhou. No dia seguinte também não, nem no outro. Minha mãe começou a ficar preocupada até que foi surpreendida.

Um dia estava no caixa quando entrou um entregador com flores na mão. Perguntou por Hellen e ela respondeu “sou eu”. O homem lhe entregou flores que estavam sem cartão.

Ela ficou curiosa, mesmo no fundo sabendo de quem era. Mal se recuperava da emoção de receber flores quando outro entregador com flores perguntou por ela. Entregou as flores para minha mãe e um a um entregadores iam surgindo e lhe entregando flores.

No fim minha mãe não sabia o que fazer com tantas flores quando ouviu buzina de caminhão e alguém gritando seu nome. Ela foi até a porta e viu Osmar dentro do caminhão ao lado do motorista perguntando se ela precisava de ajuda.

Hellen sorriu e Osmar desceu do caminhão indo ao seu encontro e lhe beijando. Os dois foram aplaudidos por todos e ao fim Osmar gritou para o gerente que minha mãe tiraria o dia de folga.

Foram pra casa de minha mãe e fizeram amor.

Minha mãe tentou relutar, mas os dois acabaram virando amantes. Quando o amor surgia fazia dessas coisas. O amor como aquele que eu sentia por Camila.

Não seria fácil encontrar Camila depois do acontecido, mas teríamos que nos ver. Afinal tínhamos um filho.

Fui até nossa casa, respirei fundo e toquei a campainha. Camila já esperava por mim e abriu a porta com Gabriel pronto. Perguntei se estava tudo bem com ela e Camila respondeu que sim devolvendo a pergunta. Respondi que sim e ficamos os dois em silêncio. 

É estranha essa ausência de palavras, esse desconforto entre pessoas que tem tanta intimidade. Ficar cheio de dedos com quem já se dividiu cama e sonhos.

Quebrei o desconforto e pedi que Gabriel viesse comigo. Meu filho pegou minha mão, olhei mais um pouco Camila e me despedi.

Fui para a praia e brinquei com ele. Brinquei, mas estava com o pensamento longe em Camila, até que ouvi chamarem meu nome.

Era Jéssica.

Ela se aproximou e fiquei constrangido por tudo que ocorreu. Jéssica perguntou se eu queria um sorvete e acabei topando.

Enquanto Gabriel brincava na areia conversamos e no fim acabei lhe deixando em casa. Levei Gabriel e Camila me atendeu na porta. Ficamos nos olhando e ela perguntou se tudo saíra bem. Respondi que sim e mais um tempo ficamos em silêncio.

Camila comentou do casamento que se aproximava e perguntou se tinha problema de sermos padrinhos. Respondi que não, perguntei se para ela tinha e minha ex respondeu que não, mas que tinha uma questão.

Ela iria acompanhada.

Meu coração gelou e se dilacerou. Me fiz de forte, mesmo sabendo que não conseguia disfarçar e perguntei “acompanhada”?. Camila perguntou se tinha algum problema e respondi que não, ela tinha que refazer sua vida e estava mais que certa.

Fui embora sentindo como se minha vida tivesse acabado.

Quando dei por mim estava na porta do apartamento de Jéssica. Ela abriu a porta e perguntei “posso entrar?”.

Passei a noite com ela.

De manhã estávamos nus deitados na cama e enquanto Jéssica não parava de falar eu pensava em Camila. Do quanto eu queria estar com ela naquele momento, todas as vezes que nos beijamos, fizemos amor e que estava lhe perdendo pra sempre. Num rompante virei para Jéssica e lhe convidei pro casamento.  

Chegou a noite do casamento e peguei Jéssica em casa. Ela estava deslumbrante, linda, mas só conseguia enxergar Camila na minha frente. Cheguei na igreja e dei de cara com Camila e ela estava realmente acompanhada.

Um cara que devia ter uns 30 anos, moreno, bem apessoado. Eu ao lado de Jéssica e ela com esse cara. Nós quatro ficamos frente a frente e em silêncio. Me desacostumara em ver Camila com outro homem, desde os tempos de Guga, e aquilo me fez mal. Como senti que Camila estava desconfortável ao me ver com Jéssica.

Quebrei o silêncio e os cumprimentei com ela fazendo o mesmo. Samuel percebeu a situação e no chamou para o altar. Eu e Camila fomos e ficamos lado ao lado sem nos falar e evitando nos olhar.

Mas não adiantava. De vez em quando um se pegava olhando para o outro.

Bia entrou deslumbrante ao lado de seu pai e foi entregue nas mãos de Nando. Eu via o casamento ocorrer e lembrava do meu com Camila na praia. Não tinha como não lembrar de nossa história na areia, tendo os amigos e o mar como testemunhas. Minha garganta deu um nó e quando olhei para o lado Camila chorava.

Com certeza ela também lembrava.

Fomos para a festa e fiquei dançando com Jéssica enquanto Camila dançava com o sujeito. Eles não trocaram nenhum beijo e por respeito também não beijei Jéssica. Uma hora por sacanagem do destino começou a tocar “El dia que me queiras”.

A música do concurso que vencemos e de nossa dança no casamento.

Dancei a música com Jéssica quando na verdade queria dançar com Camila e ela fez o mesmo com o cara. Eu não parava de olhar pra ela enquanto Camila desviava o olhar e na maior parte do tempo olhava pra baixo.

No meio da música ela não aguentou e saiu do salão. O sujeito saiu atrás e os dois acabaram indo embora. Depois de um tempo falei para Jéssica para fazermos o mesmo.

Levei Jéssica para casa, os dois em silêncio e quando paramos tirei o cinto para descer do carro. Ela segurou minha mão evitando que eu fizesse isso.

Olhei para ela como se perguntando porque fizera isso. Jéssica sorriu pra mim e comentou “não é de mim que você gosta”. Apenas olhei para ela como se concordando com o que dissera e Jéssica continuou “Corra atrás de seu amor antes que você perca de vez”.

Fui para casa de Samuel que estava na sala conversando com um amigo e me disse que tinha trazido quentinha da festa e estava na geladeira. Agradeci, mas respondi que estava sem fome.

Deitei pensando no que Jéssica dissera e na dor de ver Camila com outro homem.

Não fiquei mais com Jéssica e soube que o caso de Camila não foi adiante. Ficamos os dois solteiros, mas nunca falamos nada sobre nossa situação, sobre tudo que ocorreu ou uma tentativa de voltar. Nos víamos sempre em razão de Gabriel, eu sempre buscava e o levava em casa e participávamos juntos de coisas na escola. Mas sem intimidade, apenas formais.

Um dia deixei Gabriel em casa e ela pediu que esperasse. Primeira vez naquele tempo todo que Camila fazia isso. Estranhei e estranhei ainda mais quando ela pediu que eu entrasse dizendo que tinha que falar comigo.

Entrei naquela que um dia foi minha sala, sentei e Camila começou “recebi uma proposta de trabalho”. Sorri e disse que aquilo era maravilhoso quando ela emendou “Na França”.

Baqueei e fiquei em silêncio. Camila continuou dizendo que levaria Gabriel, já que era a mãe perguntando se tinha algum problema em relação a isso.

Eu nem estava mais ali, a impressão que tinha era que estava no espaço, apenas meu corpo estava ali. Não podia ser, estava perdendo Camila de vez. Na França que eu não teria mais chance nenhuma. Eu não podia viver sem aquela mulher. 

Camila me chamou e acabei “voltando ao meu corpo”. Pedi desculpas e disse que não tinha prestado atenção na pergunta e Camila repetiu perguntando se tinha algum problema em levar Gabriel. Sem quase conseguir soltar minha voz respondi que não. Não tinha problemas.

Mas tinha sim. Não podia ficar sem Gabriel, pior, não podia ficar sem Camila. Eles eram minha família, tudo pra mim.

Os dias foram passando e aproximando o dia da viagem. Eu não fazia nada, não lutava, não esboçava nenhuma reação.

O dia da viagem chegou e fui até a casa de Camila. Me despedi de Gabriel e depois de minha ex dizendo que detestava despedidas em aeroporto e achava melhor assim. Camila concordou comigo e disse que também detestava e depois falou que estariam no Rio no verão para passar uma semana.

Eu poderia falar várias coisas naquele momento, mas falei apenas “está bem”.

E fui embora.

É. Não lutei, não pedi pra ficar, não tentei nada. Apenas me despedi. Deixava assim minha família ir embora.

Comia pizza e jogava baralho com Samuel, um amigo dele, Bia e Nando no apartamento de Samuel. Todos conversavam animadamente e eu em silêncio imaginando que naquele momento Camila devia estar no aeroporto.

Em determinado momento Bia me perguntou “quando você criou juízo?”.

Não entendi e pedi que minha amiga repetisse a pergunta. Ela repetiu “quando você criou juízo?”. Respondi que não sabia, mas achava que sempre tive.

Bia deixou as cartas na mesa e continuou “não, você criou juízo, virou um homem responsável, cuida bem de seu filho, não deixa nada faltar pra ele, é amigo e bacana com sua ex-mulher e agora ta deixando que ela viaje por causa de uma boa oportunidade profissional. Fez nada pra impedir, deixou sua família ir embora porque sabe que é uma ótima oportunidade profissional e de vida pra eles. Você criou juízo”.      

Agradeci a ela. Bia bebeu um gole de cerveja e emendou “disse que você criou juízo, não estou te elogiando, gostava de você sem juízo”.

Não entendi. Bia levantou, pegou a chave de seu carro, virou pra mim e falou “gostava mais do Toninho irresponsável, capaz de se declarar a uma mulher no dia de seu casamento, levá-la uma clínica de aborto e cuidar dela mesmo ela com outro, capaz de casar na praia, fazer todas aquela coisas que você disse que faziam na vida de casados. Preferia o Toninho dos arroubos, o Toninho que me lembrava os filmes de Hollywood. Aqueles que fazem qualquer mulher chorar, voltar a ser menina e sonhar com um homem desses”.

Abismado olhei para ela que me fulminou “Não crie juízo, crie histórias de amor”.

Eu ainda estava atordoado, não sabia o que pensar quando ela me mostrou a chave e disse “ta vendo essa chave? É do meu carro, se quiser te dou uma carona até o aeroporto”.

Olhei para ela, para os outros, levantei e disse com firmeza “vamos”.

Bia saiu em disparada para o aeroporto. Pegamos uma blitz terrível na entrada da Ilha do Governador e chegamos em cima da hora no Tom Jobim.
Entrei desesperado no aeroporto procurando a companhia aérea com a viagem para Paris. Chegando na companhia ouvi o anúncio de última chamada. Me desesperei. Falei no balcão que o avião não podia decolar.

A atendente perguntou porque e desesperado respondi “o amor da minha vida está lá dentro e se ela for embora metade de mim estará indo junto. Impeça esse avião pelo amor de Deus”.  

A atendente respondeu que não podia fazer nada. O avião já estava decolando. Bia colocou a mão em meu ombro e disse “sinto muito”.

Não resisti. Eu que sempre tive dificuldades em mostrar sentimentos em público comecei a chorar copiosamente. Sentei ali no saguão, coloquei a cabeça entre os joelhos e chorava desesperadamente, de soluçar chamando por Camila.

Acabava tudo. Tinha perdido Camila pra sempre.

Quando senti uma mão em meu cabelo.

Imaginei que fosse Bia e continuei da mesma forma até que ouvi uma voz me pedindo para não chorar. Eu conhecia aquela voz, não era de Bia. Levantei a cabeça e olhei.

Era Camila.

Surpreso, me levantei e perguntei como ela podia estar ali já que o avião decolara. Bia surgiu com Gabriel no colo e contou que tudo fora combinado. Não existia viagem, nem emprego, aquele foi um plano dela para quebrar o clima entre a gente e me fazer reagir.

Camila com lágrimas nos olhos sorriu e eu olhei para Bia apenas conseguindo dizer “Você é muito safada e eu te amo”.

Bia respondeu  que aquela noite era nossa e levaria Gabriel para dormir com ela e Nando. Se despediu da gente dizendo “tenham menos juízo”.

Ficamos sozinhos. Eu e Camila sozinhos ali no aeroporto. Comecei a pedir perdão por tudo, pela noite com Jéssica, por não ter sido companheiro quando Camila me interrompeu colocando o dedo em minha boca e me perguntando “me ama?”.

Sorrindo respondi “pra sempre” e nos beijamos.

Recuperava minha família.

Recuperava meu amor.  


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