quarta-feira, 25 de junho de 2014

BRASIL X CAMARÕES





Chegamos aos terceiro jogo da copa e sobrevivemos.

A expectativa era essa mesma, que sobreviveríamos. Mas tomamos mais sustos que eu pensava.

O primeiro susto que eu tomei foi não conseguir sintonizar a Globo na casa da minha namorada. O segundo descobrir que a televisão dela era em HD, então as reações da vizinhança vinham no mínimo cinco segundos antes da jogada ocorrer na minha tv. Tentei mudar do SPORTV para a Band para ver se melhorava e não melhorou. Saber pelos outros o que vai ocorrer na sua tv é um desespero.

O jogo também deu mais sustos que eu pensava.

Talvez pelas críticas no dois primeiros jogos o Brasil saiu “a la louca” para a partida. Teve seu lado bom pela pressão que trouxe boas chances de gols logo no início da peleja, mas o lado ruim porque nisso demonstrou afobação. Uma afobação maior que a necessária porque bastava o empate para classificar e jogando com calma uma goleada viria naturalmente.

Conseguiu o gol de forma rápida, mas também tomou de forma rápida e isso assustou porque Camarões não haviam marcado gol em nenhum time sendo o saco de pancadas do grupo. É verdade também que o primeiro tempo daquela partida foi o melhor momento da equipe frutos do mar na copa. 

Talvez pela dignidade, talvez pela dignidade das verdinhas que alguém ofereceu pra engrossar o jogo.     

Mas o gol no deu preocupações. Temos a melhor zaga do mundo, mas os laterais não vem bem, principalmente Daniel Alves que é bom no apoio, mas falho na marcação.

O primeiro tempo assustava pela afobação do Brasil e o ímpeto de Camarões. Sabíamos que o Brasil tinha mais time, mas na frieza dos números bastava naquele momento um gol para o Brasil ser eliminado e uma eliminação na primeira fase jogando aqui seria catastrófica.

Mas menino Neymar decidiu que nessa copa quer virar gente grande e vem jogando como gente grande. Fez o primeiro, fez o segundo e “botou a bola debaixo do braço” dizendo “da ni mim que eu resolvo”.

A preocupação é “até quando irá resolver?”. Nós e outras seleções já ganhamos copas graças a super craques, mas pelo menos os “assessores” desses super craques jogavam e nossa seleção passa a impressão que joga no estilo “Deixa com o Neymar que ele resolve”.

Deixando para o Neymar resolver fomos em vantagem para o intervalo.

Na volta Felipão voltou com Mazinho e Kléberson em campo. Quer dizer, voltou com Fernandinho, mas poderia ser chamado de Mazinho ou Kléberson. Fernandinho pode ser o reserva da vez que entra no time e ajeita a seleção.

Paulinho é um bom jogador, mas não está em boa fase e Fernandinho acaba de ser campeão no país em que Paulinho anda no banco. A entrada de Fernandinho melhorou o meio campo da seleção e junto com Ramires aumentou a cobertura a Daniel Alves fortalecendo ao mesmo tempo defesa e ataque.

Mais encorpado, protegendo mais a defesa, fazendo a bola chegar mais no ataque e com a calma que devia ter desde o início a goleada veio.

Agora vem o Chile.

O Brasil anda não jogou o que pode, está longe disso, mas vem em crescimento, esse jogo já mostrou isso. Mas também acho que o torcedor brasileiro é radical demais. Não tivemos nenhuma seleção que podemos dizer que apenas jogou bem no mundial e as que jogaram melhor até agora são camisas que não sabemos se podemos confiar no mata-mata.

Michael Jordan usava esse exemplo para os play offs e uso para os mata-mata de copa do mundo. Lá se separam os meninos dos homens.

Isso vale para a Colômbia, melhor time da primeira fase pra mim (mesmo enfrentando ninguém até agora) e vale pro Chile que foi tão decantado, mas caiu facilmente na armadilha da Holanda que lhe venceu dando a posse de bola e fazendo gols em contra ataques.

Podemos ter dois problemas. A barulhenta torcida chilena se fazendo ser mais ouvida no Mineirão e o time do Chile que é bom. Mas o Brasil é melhor, mesmo com o barulho deles joga em casa e tem mais camisa.

É favorito e mesmo sabendo que favoritismo garante nada acredito que passe.

Pelo menos é o que torço.

Faltam 4. 

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