segunda-feira, 18 de março de 2013

O AMOR DA MINHA VIDA






O amor da minha vida é aquela pessoa que me entende no olhar, pelo jeito que estou e falo sabe se estou bem ou não.

O amor da minha vida dá um beijo no meu rosto e fica do meu lado sem dizer nada quando estou triste e só de ficar ao meu lado já me ajuda. O amor da minha vida é aquela pessoa que logo vem a minha mente quando quero dividir uma notícia boa, uma fofoca ou só falar de uma cena que vi no filme.

O amor da minha vida é a pessoa que dou um sorriso só ao ver ou ouvir sua voz. É a que torce pro meu time mesmo odiando futebol e que vem à minha mente quando ouço uma música romântica. O amor da minha vida é aquela pessoa que vira amiga dos meus amigos e quando pessoa que não gosto passa me ajuda a falar mal.

 O amor da minha vida tem o melhor beijo do mundo mesmo que tenha comido cebola. É a que acorda linda mesmo despenteada e com cara amassada. Brinca com meu cachorro. Vira mãe do meu filho, me faz amor como ninguém faz sabendo tudo que eu gosto sem nem me perguntar.

É a pessoa que um dia quero casar, ter filhos, netos, que eu ajude num sítio já velhinhos a fazer a macarronada de domingo pra família e a gente sente e rindo conte para a família a mesma história durante anos de como nos conhecemos e se divirta mesmo com eles de saco cheio de ouvir essas histórias.

O amor da minha vida é a pessoa que terá Alzheimer junto comigo, mas mesmo já muito velhinhos nunca esqueceremos o nome um do outro. Botaremos nossas dentaduras no mesmo copo, darei um beijo em sua testa, direi "boa noite minha velha” e quando ela acordar perceberá que morri nos seus braços.

E quando eu chegar no céu agradecerei a Deus por ter tido a ela como amor da minha vida e pedirei quando reencarnar que ela seja de novo.

Porque o amor da minha vida acaba nunca, nem com a morte.

O amor da minha vida é a dona daquele beijo, aquele abraço, é aquela pessoa..

Porque beijar é fácil. Tem gente que vai pra balada e tira maior onda depois dizendo que beijou vinte. Mas nada se compara àquele beijo, que até nome de novela virou. A gente pensa que é bobeira, é historinha de “romanticobrega”, mas é verdade. Pra que beijar vinte em uma balada se o beijo de uma pessoa às vezes vale por de todo o planeta?

Não tem coisa melhor que beijar aquela pessoa especial. Que faz o coração gelar, acelerar, te tira do eixo, do seu normal. É um beijo que vale como sexo, é um orgasmo, um prazer incontrolável. Não tem coisa melhor que beijar, abraçar forte aquela pessoa. A gente lembra do super homem que fez o tempo voltar e só queria que ele ao menos parasse.

Pegar um monte é até legal, mas dormir abraçado com "a pessoa", sentir sua respiração, acordar no meio da noite e vê-la lá dormindo é maravilhoso.

Problema é que ser humano é imaturo por natureza e dá muitas cabeçadas pra descobrir o óbvio. É preciso aprender que fazer merda, sofrer é opcional, obrigatório tem que ser a felicidade e fazer feliz quem você ama.

Parece tão simples né? Mas não é.

Até porque o amor da minha vida não será necessariamente o amor da minha vida inteira. O amor da minha vida pode ganhar a pecha de “ex” e essa sim cruelmente pode ser pra toda a vida.

E todos esses sonhos acima são destruídos. Não terá mais “aquele abraço”, “aquele beijo”. As fotos de uma macarronada aos domingos quando estivermos velhinhos. Das dentaduras postas juntas no copo. O Natal que nosso neto descobriu que Papai Noel era o porteiro de seu colégio existirão apenas em nossos sonhos. Aqueles sonhos que parecem tão reais que quando acordamos e olhamos o lado da cama vazio percebemos que não era e dá vontade de chorar.

Não existe dor maior que a de um amor que acaba, assim como não existe sentimento mais puro que o do amor não correspondido. Porque é puro, é lindo você sofrer simplesmente porque quer doar amor e não consegue.

Mas dói muito também. O vazio, a angústia, aquela sensação de solidão mesmo com muitas pessoas em volta. A morte em vida, a vontade de morrer. Ter pessoas maravilhosas querendo ficar com você e você não quer porque quer aquela pessoa.

As histórias que contaremos aos netos não existirão, os netos também não, não com ela. Todos aqueles sonhos, planos ficarão apenas nos sonhos.

A linda história de amor que cai na vala comum do fracasso.
Pessoas que já se amaram muito, dividiram a mesma cama, os mesmos sonhos, que sabem todos os segredos e vontades sexuais do outro passam a ser completos estranhos. Isso quando se dão e não se transformam em inimigos. Odiar quem tanto já amou um dia.  É incrível pensar que uma coisa dessas possa ocorrer e ocorre.

Quando não há o ódio existe a “falsa amizade”. Aquela em que tudo parece estar bem, nada parece ter ocorrido. Um pode enganar o outro, mas não podem se enganar. Não dá pra esquecer um passado.

A amizade entre dois ex-amores é como estar no mar com a água até a boca. Não é confortável. É como se os dois estivessem diante de um quarto trancado com uma volta apenas na chave. Um quarto de esperanças mortas, de mágoas vivas, de um amor reprimido. Sufocado e com vontade de gritar.

Mágoa não é como água, não escorre pelos dedos com facilidade. É como graxa que por mais que você esfregue é difícil tirar das mãos. A mágoa da sensação que amou mais, se doou mais. A mágoa de pensar que moveu mundos e fundos pela pessoa e ela não é capaz de mover uma unha por você.

A mágoa de ter vários motivos pra ter mágoa e ainda se sentir culpado.

E dessa forma aparentamos tranqüilidade na frente do outro. Que está tudo bem e pensamos que assim conseguimos viver. Mas o mundo moderno de forma mais cruel criou as redes sociais e ali você descobre tudo que não queria saber sobre o amor de sua vida.

Porque ela pode ser o amor de sua vida, mas você não será necessariamente o amor da vida dela. Vive em uma falsa esperança, um sonho que teima em continuar a existir até que descobre que o amor da sua vida já é o amor da vida de outro.

Dá aquele aperto no peito, aquela sensação gelada que desce da espinha até o estômago, passei várias vezes por isso e desce aquela furtiva lágrima. Uma única lágrima com o gosto amargo do “acabou”.

E nesse momento a gente descobre que o amor não é Richard Gere subindo com flores na boca a escadinha do apartamento de Julia Roberts pra dizer que lhe amava. Se a vida um dia acaba o amor da minha vida também.

E durante as lágrimas vem as lembranças. Em cada gota uma porção de saudade até que um dia a gente acorda e descobre que o amor da sua vida não precisa ser necessariamente um apenas. A graça da vida é viver esses amores em sua plenitude.

Mas até chegar ali dói e não nos resta outra coisa a não ser agradecer a vida e tudo que passamos nela.

E assim agradeço aos amores da minha vida por tudo que me deram. De bom e de ruim. Por ajudarem em meu crescimento.

Em especial a ela que foi a que mais me ensinou, mais me magoou, ainda magoa, mas além de ser uma pessoa querida na maior parte do tempo é uma grande amiga. A quem revelo meus segredos, minhas fraquezas, a que mais me fez feliz que é o que vale dessa brincadeira toda.

Foram algumas pessoas especiais que passaram na minha vida. Agradeço demais a todas elas e pra representá-las escolhi esses dois vídeos que me lembram duas pessoas queridas e inesquecíveis. Botando esses vídeos, as homenageando, agradeço a todas.

Acho que o amor da minha vida é pode amar e sempre procurar esse amor.








2 comentários:

  1. CARACA... Texto INSPIRADISSIMO meu brother... parabéns, descreveu muito bem... e que saibamos VIVER, para que possamos viver os AMORES DE NOSSAS VIDAS!!! PARABÉNS!

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  2. obrigado amigo, fico feliz que tenha gostado e que venham os amores que é o que mais importa

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