terça-feira, 20 de março de 2018

NO REINO ENCANTADO - CAPÍTULO VIII - A FLORESTA


Bia pediu explicações. Queria saber o que tinha acontecido de verdade no circo, onde estava a realização do pedido que fez e porque parara naquele mundo louco. O homem sorriu e respondeu que tudo tinha explicação.

O homem disse “me chamo mago bom, sou irmão de mago ruim e da bruxa da floresta. Tinha que trazer você pra cá porque era a única que poderia impedir uma tragédia em meu reino. Só uma menina de coração bom pode impedir”. Bia perguntou qual tragédia ele falava e o homem respondeu “A destruição”.

Os meninos, percebendo que Bia não fora até o encontro deles,voltaram e perguntaram o que acontecia. O mago contou “Vocês são os únicos que podem fazer alguma coisa, tem que acabar com o encantamento”. Bia perguntou de qual encantamento falava, se era dos pássaros e mago respondeu “do chocolate”.

O mago explicou que aquele chocolate crock trazia um encantamento. Uma substância feita pela bruxa da floresta que encantou a população a ponto dela não reagir aos desmandos de irmão. O homem contou que só havia uma solução para acabar com aquele encantamento e assim não só a população reagir como o casal real voltar a forma humana.

Essa última informação interessou a príncipe que perguntou o que fazer e o homem respondeu “A destruição do quartel da bruxa da floresta”.

Verdinho perguntou onde ficava o quartel da bruxa da floresta e Gabriel respondeu “na floresta né seu tapado?”. Verdinho disse “ah é, é verdade” quando os dois se tocaram do que estavam falando e começaram a falar sem parar que na floresta não entrariam.

Príncipe perguntou se era a única alternativa e mago bom respondeu que sim. O menino virou para Bia e perguntou “nós vamos não é?”. Bia respondeu que iriam enquanto os outros dois meninos diziam que não.

Mas não teve jeito. Os quatro entraram na floresta com verdinho e Gabriel fazendo o sinal da cruz. Entraram com uma varinha mágica dada pelo mago que disse “Vocês só tem direito a um pedido, pensem bem no que fazer”.

Entraram e realmente o ambiente era pavoroso. Lá não existia luz do dia, só noite. Devido o que passava o reino as árvores tinham folhas negras e formas assustadoras. Sons de bichos eram ouvidos além dos joelhos de Gabriel e verdinho tremendo. Bia e príncipe iam a frente. Também tinham medo, mas colocavam a coragem acima de tudo.

Enquanto caminhavam ouviram alguém dizer “Vocês não são bem vindos aqui”. Acompanhando uma segunda voz disse “vão embora!!”,

Gabriel pediu que verdinho parasse de palhaçada e de imitar vozes e o menino respondeu que não fizera nada. Enquanto verdinho respondia outra voz disse “já mandamos vocês irem embora!!”. Gabriel perguntou se Bia tinha ouvido e a menina perguntou “ouvido o quê?”.

Várias vozes começaram a se manifestar e com medo verdinho se jogou no colo de príncipe. Bia apontou a lanterna para o alto e as crianças tomaram um susto. Eram as árvores, muito irritadas, gritando para que fossem embora.

As crianças gritaram e começaram a correr assustadas e passando por árvores que também gritavam para que elas fossem embora. Correram muito até que caíram em um buraco.

Gritaram um tempo por ajuda até que uma escadinha de cordas foi jogada para eles. Bia agradeceu e começou a subir. Príncipe segurou em sua mão e perguntou se ela tinha certeza que era uma boa subir, a menina respondeu “melhor que ficar aqui embaixo” e subiu com os amiguinhos atrás.

Ao chegarem na superfície deram de cara com dois irmãos gêmeos que apontavam armas para eles. Bia perguntou quem eram eles e um respondeu “Eu sou Daniel, ele é Miguel, somos os guardiões da floresta. O outro menino interrompeu, o que falou com as crianças  perguntou o que ele queria e esse respondeu “Você se enganou, eu sou o Daniel e você o Miguel”.

O primeiro intrigado perguntou se ele tinha certeza e o segundo respondeu que sim. O primeiro pediu desculpas as crianças alegando que sempre se confundiam por ser gêmeos e voltou a apontar a arma para eles.

Miguel perguntou o que eles queriam na floresta e Bia perguntou quem era ele, Miguel ou Daniel, o menino respondeu firme “Sou o Miguel”, depois olhou para o irmão e perguntou “Sou o Miguel, né?”.

Bia respondeu que tinham entrado na floresta para destruir o quartel da bruxa e Daniel respondeu “Ah, só isso? Isso é molez..o quê? Vocês estão loucos?”.Verdinho respondeu que concordava com ele e que já estava na hora de irem embora.

Príncipe segurou verdinho e Miguel disse que era muito perigoso entrar no “cartel” da bruxa. Daniel começou a rir e Miguel perguntou o motivo. Daniel respondeu “Não é cartel, é quartel, você é burro”. Miguel irritado disse “pior você que tem medo de altura!!”. Daniel revidou “pior você que tem medo do escuro e faz xixi na cama!!”. Miguel gritou que era mentira, Daniel que era verdade e o dois se atracaram brigando no chão.

Bia gritou mandando que os dois parassem e eles se levantaram pedindo desculpas. Bia gritou “Nós precisamos destruir o cartel ou quartel sei lá, que abastece o comando amarelo de crock e encantou a população do reino!!”. Miguel entregou um mapa para Bia e mandou que seguissem que dava no quartel.

Bia olhou o mapa e perguntou “Era só isso? Toda essa confusão e você me deu o mapa fácil assim?”. Daniel pegou o mapa de volta e respondeu que só devolveria com uma condição. Bia perguntou qual era e o menino respondeu “Queremos ir junto.”

Príncipe perguntou o motivo, já que eram guardiões da floresta e Miguel respondeu “Aqui faz muito escuro”, com Dani completando “e muitos lugares altos”.

Bia concordou e os seis continuaram a caminhar.

Os seis caminhavam pela floresta até que notaram uma claridade vermelha. Príncipe perguntou o que era e Bia respondeu “Só saberemos chegando perto”. Verdinho disse que temia aquela resposta e eles se aproximaram.

Se aproximando tomaram um grande susto. Era um dragão.

Bia mandou que corressem enquanto o príncipe lembrou da armas que os gêmeos carregavam e mandou que atirassem. Miguel e Daniel apontaram para o dragão e atiraram. Saiu água das armas. Gabriel, irritado, perguntou “Vocês carregam pistolas de água?”. Miguel respondeu que nunca tinham atirado, então não sabiam o que era e assim os seis tiveram que começar a correr com o dragão atrás cuspindo fogo em cima deles.

As crianças corriam gritando e o dragão com cada vez mais raiva atirava fogo. Gabriel gritou “Bia!! Você é tão esperta!! Pense em alguma coisa!!”. Bia parou e tirou um espelhinho da bolsa com Daniel gritando “Sua doida? Isso é hora de se maquiar?”.

Bia virou para o dragão na hora que ele cuspiu fogo nela. O fogo bateu no espelho, voltou em uma árvore e acertou a bunda do dragão. O bicho começou a gritar “Aiii, isso dói!! Queimou o meu bumbum!!” e saiu correndo se jogando no lago e sumindo.

Bia virou para os meninos e disse “Viu? Depois vocês perguntam porque nós meninas somos tão vaidosas”.

Os seis continuavam a andar e enfrentando perigos. Em certo momento pararam perto do rio e Bia bebia água quando começou a ouvir alguém cantando. Era uma voz feminina e doce. Perguntou aos meninos se ouviam algo, mas não obteve respostas.

Olhou para o lado e percebeu o porque. Era uma sereia que cantava. O ser estava em cima de uma pedra alisando os cabelos e cantando. Príncipe, Gabriel, Miguel, Daniel e verdinho encantados andavam em direção ao rio quando Bia começou a gritar dizendo para pararem.

A menina, aflita, ao perceber que eles se aproximavam da margem percebeu que teria que pensar em algo antes que a sereia levasse os meninos ao fundo do mar. Viu uma lata perto de uma árvore e que ali tinha uma chance.

Os meninos já estavam muito próximos do rio, verdinho já colocava o pé na água quando ouviu-se uma batida de lata, junto com a batida de lata uma voz tenebrosa, desafinada, começava a cantar.

Verdinho foi o primeiro a sair do transe perguntando o que ocorria e que voz horrível era aquela. Um a um os meninos foram despertando e a sereia, irritada por ver que não conseguiria seu objetivo, mergulhou no rio.

A voz era de Bia que cantava e batucava em uma lata. Ao perceber que a sereia desistira do plano e mergulhara no rio respirou aliviada. Gabriel perguntou o que tinha ocorrido e a menina respondeu “Vocês meninos são muito bobos”.

Os meninos continuavam andando, mas não estavam sozinhos. Em uma bola de cristal a bruxa da floresta percebeu a presença deles e se perguntava o que aqueles meninos queriam. Olhou para sua águia de estimação e ordenou “Vá e descubra o que está acontecendo”.

A águia voou e foi ao encontro das crianças.    

Bia, Gabriel, Daniel, Miguel, verdinho e príncipe andavam quando perceberam a presença da águia. Príncipe mandou que corressem e enquanto eles faziam isso a águia pegou Daniel e Miguel. Gabriel alertou para o que ocorrera, Bia ainda tentou alcançar a águia, mas ela foi embora com os dois meninos. Verdinho perguntou o que eles fariam e Bia respondeu “Isso é coisa da bruxa, vamos até lá”.

No quartel a bruxa manteve Miguel e Daniel presos em uma jaula e perguntou o que as crianças faziam na floresta. Miguel gritou “Não adianta bruxa má, você pode me matar que eu não vou contar que vieram destruir o quartel”. Daniel, irritado, gritou “Você é muito burro Miguel!!” com Miguel retrucando “seu burro, eu sou o Daniel, Miguel é você!!”.

Enquanto os gêmeos brigavam a bruxa pensou sozinha e disse que iria fazer uma visita as crianças.

Os quatro andavam pela floresta quando uma velha senhora se aproximou com uma cesta pedindo ajuda. Príncipe perguntou qual era o problema e ela respondeu “Eu sou uma vovozinha e estou perdida, estou levando frutas pra minha neta chapeuzinho e me perdi. Será que vocês podiam me ajudar?”.

Príncipe, cavalheiro como era, aceitou e a senhora como agradecimento deu uma maçã para ele. Bia se lembrou das histórias que seu pai contava e gritou “Não morda príncipe!!”. O príncipe mordeu e caiu desmaiado. A senhora tirou a fantasia, era a bruxa, e gargalhando gritou “É incrível como até hoje caem nesse truque!!”.

A bruxa ordenou e vários de seus soldados apareceram. Bia, Gabriel e verdinho começaram a correr com eles atrás enquanto a bruxa pegou príncipe no colo, subiu na vassoura e voltou para o quartel.  

Os soldados alcançaram verdinho e também levaram. Bia e Gabriel conseguiram se esconder em uma árvore que gritou com eles “desçam já de meus galhos!!”. Percebendo que os soldados já estavam longe desceram e pediram desculpas a árvore.

Bia e Gabriel chegaram perto do quartel e por um binóculo perceberam que estava fortemente armado. Gabriel perguntou o que fariam e Bia respondeu “Talvez esteja na hora de usar a varinha”. Gabriel respondeu que era uma boa ideia e pediu que a menina arrumasse um cachorro quente.

A menina mandou que o menino parasse de ser idiota. Olhou para a varinha e disse “Varinha de condão, varinha inteligente, eu quero que apareça uma arma potente”. Quando acabou de falar uma luz surgiu em sua mão. Quando a luz se apagou viu que em seu lugar apareceu uma atiradeira.

Irritada, olhou pra varinha e reclamou “Isso que você chama de arma potente?”. Gabriel perguntou o que fariam e a menina disse que tinha uma ideia.

Gabriel entrou igual um louco no quartel com a atiradeira e atirando mamonas nos soldados que fugiram correndo. Depois de um tempo correndo com medo os soldados lembraram que estavam armados e começaram a atirar em Gabriel que saiu correndo e gritando “Bia!! Porque ainda entro nos seus planos??”.

Bia, aproveitando que todos os soldados correram atrás de Gabriel, saiu de trás de uma árvore e foi direto ao quartel general da bruxa.          

Entrou na sala e viu as crianças na sala. Também viu a bruxa e a águia roncando. Pediu silêncio as crianças e se aproximou da bruxa tentando pegar a chave que abriria a jaula. Quando se aproximou Miguel espirrou acordando a bruxa e a águia. Daniel reclamou “Para Miguel !!” enquanto Miguel retrucava “Eu não sou o Mi..ah não..sou sim” e a bruxa segurava Bia com a águia bicando sua cabeça.

A bruxa segurava Bia pelos braços que lutava contra a malvada que dizia “Menina abusada, vou te jogar dentro do caldeirão”. Quando quase conseguia jogar a menina Gabriel apareceu na janela e com a atiradeira tacou uma mamona na cabeça da bruxa.

A águia voou atrás do menino que saiu correndo enquanto a bruxa se distraía botando a mão na cabeça. Bia se aproveitou e jogou a bruxa dentro do caldeirão que sumiu no meio da água que fervia. Os meninos gritaram para Bia pedindo que ela abrisse a jaula enquanto ela pegava o livro de mágicas da bruxa dizendo que antes teria que desfazer o encantamento.

Bia, apressada, folheava o livro enquanto os meninos pediam para que ela fosse rápida. Nervosa Bia respondia “Tem nada aqui, não tem como desfazer o encantamento”. Até que ela viu um tablet em cima da cadeira. Jogou o livro longe e pegou o aparelho.

Os meninos perguntaram o que ela fazia enquanto a menina ligou o computador e respondeu “ver no google”. Verdinho gritou que ela era maluca, nunca que uma resposta dessas seria achada no google enquanto Bia comentava “a conexão aqui é melhor que lá em casa”.

Depois de um tempo Bia gritou achei quando de surpresa a bruxa saiu de dentro do caldeirão e agarrou a menina tentando levá-la para dentro com ela. As crianças gritavam, Bia tentava se soltar e ao mesmo tempo pegar a varinha de condão que estava presa  na roupa da bruxa, na altura da cintura. A bruxa já conseguia levantar a menina e quase colocar no caldeirão quando Bia conseguiu pegar a varinha e se soltar.

De frente pra bruxa Bia apontou a varinha e gritou “zim zalabão, zim zalabim, faça que o encanto no reino tenha fim”.

A bruxa gritou “não” enquanto uma fumaça se formou em volta dela. Como uma espiral a fumaça subiu de forma violenta quebrando o telhado no teto, arremessando as crianças longe e fazendo a bruxa gritar até que seu grito foi diminuindo e sumiu.

Com tudo em silêncio Gabriel entrou e perguntou se estavam todos bem. Bia se levantou, se limpou e respondeu que achava que sim. Verdinho, Miguel e Daniel gritaram pedindo ajuda e Gabriel pegou a chave abrindo a jaula.

O menino perguntou pelo príncipe e verdinho apontou para ele. Estava adormecido no fundo da jaula. Todos entraram e Bia estranhou perguntando “Ué? Não era pra ele ter acordado com as palavras mágicas?”.

Miguel respondeu “Encantamento de sono só se desperta de uma forma”. Bia entendeu o recado. Aproximou-se de príncipe, agachou-se e lentamente foi aproximando seu rosto do dele, sua boca da dele..

..até que lhe encheu de cócegas.

O príncipe despertou gargalhando enquanto Daniel dizia “Não falei que só acordava assim?” e Miguel retrucava que ele que tinha falado. Príncipe perguntou o que tinha ocorrido e Gabriel explicou tudo. Verdinho perguntou “Será que deu certo?” e Bia respondeu “Só tem um jeito de saber”.

Era hora de voltar.


CAPÍTULO ANTERIOR:

O NOVO REI

Nenhum comentário:

Postar um comentário