sábado, 10 de outubro de 2015

DINASTIA: CAPÍTULO V - LAVOURA




Em mais alguns dias Salvatore e Manolo estavam prontos para partir. Com malas arrumadas despediram-se de uma emocionada Gioconda que desejou boa sorte aos amigos.

Antes de partirem um dos imigrantes que era fotógrafo reúne Gioconda e todos os imigrantes que partiam naquele momento para uma foto. Um registro de um momento especial que ficaria guardado por muito tempo na hospedaria.

Partiram para a estação de trem e até o último momento Salvatore tinha esperança de encontrar seus familiares. Olhava para todos os lados e Manolo mandou que o amigo relaxasse que não seria ali que encontraria sua família.

Salvatore cabisbaixo respondeu que pressentia estar deixando sua família em São Paulo e Manolo mandou que se animasse, talvez eles estivessem lavourando e quem sabe em Ribeirão Preto.  O italiano esboçou um sorriso e Manolo mandou que ele observasse “as chicas”.

Salvatore olhou a seu redor e viu várias lindas que partiam para o interior do estado. Perguntou a Manolo quem eram e o espanhol respondeu que eram moças de famílias poderosas do interior que estudavam na capital.

Salvatore se espantou com a informação e disse que na Itália eram raras as mulheres que estudavam, Manolo respondeu que no Brasil isso era cada vez mais frequente, “coisas da modernidade” completou o espanhol. 

Salvatore se encantou com as belezas das moças e Manolo aconselhou “olhe, mas só olhe, será o máximo que chegará perto delas”. O italiano respondeu que não teria olhos para outras mulheres, seria sempre de Morgana e Manolo riu.

O italiano perguntou se o amigo não acreditava nele e Manolo respondeu que estava na hora de embarcarem. Subiram no trem e Salvatore olhou pela última vez a plataforma na vã esperança de ver a família. Manolo puxou o amigo para dentro, andaram até o lugar marcado e sentaram.

Manolo deixou Salvatore sentar na janela, pois, o amigo nunca andara de trem na vida e o italiano ficou impressionado com a velocidade que o veículo andava e a paisagem. Salvatore exclamava que nunca vira nada tão bonito e Manolo, já experiente, disse que tiraria uma soneca enquanto Salvatore curtia a viagem.

Mas antes de dormir brincou com o amigo pedindo que ele não andasse muito pelo trem para não se perder.

A viagem prosseguia e Salvatore se empolgava com a viagem. Via em Ribeirão Preto uma oportunidade de se levantar na vida, finalmente fazer acontecer seu sonho brasileiro. Sentia muita saudade de sua família, Morgana, mas tinha que continuar sua vida e encontrara em Manolo um irmão, alguém que poderia empurrá-lo a esse sonho.

Salvatore levantou-se para ir ao banheiro e quando o mesmo fez uma curva acabou caindo em cima de uma moça e essa foi ao chão.

Rapidamente o italiano sentiu a trapalhada que fizera e envergonhado ofereceu a mão para que ela se levantasse. A moça pegou, mas naquele exato momento o trem fez outra curva e ele caiu ao seu lado.

Os dois olharam-se por alguns segundos e gargalharam. Salvatore levantou e novamente deu a mão para a moça que finalmente conseguiu levantar. O italiano pediu desculpas por sua falta de jeito e ela respondeu que não havia problemas, acidentes aconteciam.

Salvatore se apresentou e a linda loirinha de olhar envergonhado disse que se chamava Lorena. Salvatore notou por seu sotaque que era italiana e tentou puxar assunto contando que iria trabalhar em uma fazenda com um amigo. Lorena respondeu que faria o mesmo com seus pais.

O italiano tentou falar mais coisas, mas Lorena pediu desculpas alegando que seus pais esperavam. Salvatore perguntou se lhe veria de novo e ela sorrindo respondeu “Quem sabe? Vamos trabalhar na mesma cidade”.

Despediu-se e caminhou de encontro a seus pais. Salvatore via a moça se afastar com o coração acelerado, mesmo sentimento que teve com Dora e Morgana.

Sentou-se novamente e Manolo perguntou se estava tudo bem. O italiano sorriu e olhando a paisagem respondeu que sim. O espanhol voltou a roncar enquanto o italiano via a paisagem e sonhava com um novo amor.

Chegaram em Ribeirão Preto e enquanto Salvatore se levantava notou pela janela que Lorena já descia do trem. O italiano correu até a porta e gritou por seu nome. Lorena caminhava com os pais e se virou.

Sorrindo a moça acenou se despedindo e gritou que se veriam pela cidade. Voltou a andar com os pais que lhe repreendiam por falar com estranhos e perguntando quem era aquele moço. Apaixonado Salvatore olhava a moça se afastar sem perceber que atrapalhava as pessoas que queriam descer. Pediu desculpas e se afastou da porta voltando ao interior do trem.

Voltando encontrou Manolo furioso tentando andar carregando as malas dos dois. O espanhol perguntou onde o italiano havia se metido e Salvatore sorrindo pediu desculpas contando que tinha se distraído com a paisagem. Pegou suas malas com o espanhol perguntando se a paisagem que lhe distraiu era “rabo de saia”.

Salvatore ria enquanto os dois amigos andavam para deixar o trem e Manolo gritava “sabia, é rabo de saia, já se apaixonou se novo!!”. O italiano respondeu que não era paixão, apenas tinha se deparado com uma “bela ragazza” e Manolo contou que queria se apaixonar com a intensidade que ocorre com o amigo.

Por fim pediu que Salvatore se apressasse que deviam estar esperando por eles.

Ao descerem se juntaram ao grupo formado de estrangeiros, com eles estava um homem. Cara séria, já envelhecida, vasto bigode e uma cicatriz no rosto. O homem perguntou se faltava algum e um dos estrangeiros respondeu que não, estavam todos lá.

O homem gritou se apresentando como Benedito e que era o responsável pela fazenda “Veneza” de propriedade do senhor Bertoldo Manfredini e que todos ali trabalhariam na mesma. Pediu que lhe seguissem.

Dessa forma depois de passarem por uma grande viagem de trem os estrangeiros seguiram a pé por um bom percurso até chegar à fazenda.

Andando com os outros, pensando em Lorena, em Morgana e sua família Salvatore começou a assoviar uma canção. Manolo curioso perguntou que canção era aquela e o italiano respondeu que era uma música que sua mãe cantava quando era um “bambino” e falava de imigração, completou dizendo que nunca imaginou que um dia usaria essa canção para ele.

Depois de andarem mais alguns passos Salvatore começou a cantar e foi seguindo no canto pelos outros italianos do grupo. Eram muitos, dezenas que viraram todos um canto só, a canção do imigrante, a canção da Itália.   

Mérica Mérica

Dalla Itália noi siamo partiti
Siamo partiti col nostro onore
Trentasei giorno di macchina e vapore
E nella Merica noi siamo arriva

Merica, Merica, Merica
Cossa saràlo sta Merica?
Merica, Merica, Merica
Un bel mazzolino di flor

E alla Merica noi siamo arrivati
No abbiam trovatto nè paglia nè fieno

Abbiam dormito sul nudo terreno
Come lê bestie andiam riposar

Merica, Merica, Merica
Cossa saràlo sta Merica?
Merica, Merica, Merica
Un bel mazzolino di flor

E la Merica lè lunga e lè larga
Lè circondata dai monti dai piani
E com la industria dei nostri italiani
Abbiam formato paesi e città

Merica, Merica, Merica
Cossa saràlo sta Merica?
Merica, Merica, Merica
Un bel mazzolino di flor

Os imigrantes chegaram na fazenda e foram reunidos na frente da casa principal. Benedito entrou na casa e um tempo depois saiu um homem de cabelo e cavanhaques brancos, vestido com terno e chapéu da mesma cor.

Benedito gritou que aquele era o sr Bertoldo Manfredini e ele teria o que dizer a eles.

Bertoldo pigarreou e contou que foi um dos primeiros imigrantes naquele país. Chegara trinta anos antes com uma mão na frente de outra atrás junto com esposa, filhos pequenos e muitos sonhos. Ficou trinta e cinco dias dentro do navio, quase morreu doente, mas conseguiu chegar ao Brasil e com o suor de sua testa e a força de suas mãos construiu seu futuro.

Continuou dizendo que começou trabalhando muito na lavoura do café, mostrou produtividade e rapidamente se tornou um proprietário. Ganhou um pequeno pedaço de terra e de lá começou a construir sua riqueza. Nesses trinta anos trabalhou, ficou rico e isso poderia ocorrer com qualquer um deles, bastava acreditar e trabalhar, pois, o Brasil era a terra das oportunidades.

Aquele discurso inflamou os estrangeiros que deram vivas a Bertoldo e mostraram entusiasmo pelo trabalho. Bertoldo pediu que Benedito guiasse os trabalhadores até seu alojamento, onde morariam dali em diante.  

Benedito levou os imigrantes até o alojamento que era na verdade uma senzala adaptada. As condições de moradia não eram boas, higiene precária, mas naquele momento eles não se preocupavam, estavam inflamados com o discurso e com a possibilidade de sucesso.

Manolo, como sempre falastrão, mal deixava Salvatore dormir contando da grande oportunidade que batia em suas portas e como se tornaria o barão do café. Manolo fazia planos de como seria sua fazenda, o modo de trabalho, sua família. Salvatore mandava o amigo ficar quieto, pois, logo cedo teriam que acordar pra trabalhar.   

Em poucos minutos o espanhol dormia e Salvatore imaginava se Lorena estava lá, mais comedido também fazia planos como Manolo e pensava se não seria com Lorena o começo de sua própria família.

Acordaram bem cedo no dia seguinte indo para o cafezal. No trabalho duro não havia distinção. Todos, homens, mulheres, velhos e crianças pegavam no batente nas plantações para colher uma grande safra. 

Valia a pena para eles a grande safra e uma ótima venda porque com o acordo feito com Bertoldo eles viraram colonos. Isto é, estabeleceram uma forma de sociedade com o fazendeiro onde conseguiam uma parte dos lucros.

Manolo e Salvatore mostraram de cara que não tinham medo de trabalho se destacando entre os colonos. Dessa forma começaram a ganhar mais dinheiro e tiveram o privilégio de ir ao centro da cidade com Benedito e outros empregados vender a saca colhida.

Aproveitavam que estavam no local e com a desculpa de não pegarem estrada à noite iam beber na taverna local e namorar.

Bebiam vinhos, cantavam músicas italianas e supriam suas carências com a profissão mais antiga do mundo. Manolo tinha sua preferência pelas negrinhas, Salvatore muito bem apessoado era disputado pelas moças e no quarto sempre contava sua saga desde a vinda da Itália até chegar àquele momento. Benedito preferia ficar no salão bebendo e cantando.

Aos poucos os amigos estrangeiros fizeram amizade com Benedito. Apesar da cara de mau perceberam que o homem era uma boa pessoa e um ótimo contador de histórias. Um dos poucos brasileiros do local Benedito brincava que os italianos estavam tomando o Brasil e que não adiantava nada terem se livrado de Portugal, já estavam com os “carcamanos” a mandar no país.   

Aos poucos Manolo e Salvatore também ganhavam a confiança de Bertoldo e passavam a frequentar a casa principal. Manolo se apaixonou por Judite, uma negra que servia como empregada da casa, filha de escravos e rapidamente se casaram. Salvatore imaginava que também chegava sua hora de casar. 

Uma tarde partiram para o centro, negociaram café e Salvatore andava animadamente na rua com Manolo quando esbarrou em uma moça que caiu no chão. Atabalhoado Salvatore pediu desculpas e estendeu a mão para que a moça levantasse tomando um susto.

Era Lorena.

Salvatore riu falando que era a “moça do trem” e pedindo desculpas pelo “encontrão”. Lorena devolveu o sorriso e perguntou se Salvatore tinha algo contra ela, pois, sempre lhe derrubava ao chão.

O italiano pediu desculpas novamente e perguntou se poderia pagar uma xícara de café a ela para mostrar seu arrependimento. Lorena respondeu que não sabia se era uma boa, pois, o pai não iria gostar e Salvatore insistiu que seria nada demais, apenas café.

Lorena sorriu e aceitou, Manolo sentindo que estava sobrando disse que iria passear pela cidade e se despediu. Salvatore e Lorena caminharam para tomar café.

Conversaram um pouco e Lorena contou o drama que passavam. As coisas não saíam como eles pensavam, o pai ficou desempregado e ela e a mãe tentavam sustentar a casa trabalhando como faxineiras.  

Salvatore contou que tentaria resolver a situação e puxou a mão da moça pela cidade. Assustada Lorena perguntava o que ocorria e o italiano pedia apenas que confiasse nele. Rodaram muito até que encontraram Benedito e Manolo.

O italiano contou a situação a Benedito e pediu ajuda para que o homem empregasse a família na fazenda. Ele pediu que Lorena buscasse seus pais e fossem com eles para ver o que poderiam fazer.

Foram até a fazenda e lá Benedito e Salvatore contaram o drama da família a Bertoldo. O homem pediu que o italiano chamasse a família até sua sala e ele foi buscar. Voltando com a família Bertoldo olhou um pouco o grupo e contou que eles estavam empregados. Lorena sorriu de alegria e abraçou Salvatore. Bertoldo pediu que Benedito os acomodasse logo, pois, teria muito a fazer e eles saíram.

Dino, filho de Bertoldo, observava a tudo de longe e quando os colonos saíram da sala aproximou-se do pai e comentou que a moça era muito bonita. Bertoldo se irritou e ordenou que ele ficasse longe dela, já tinha lhe dera problemas demais por causa de mulheres. Dino mandou que o pai se acalmasse já que apenas fizera um comentário.

Lorena e os pais começaram a trabalhar na fazenda e a aproximação dela com Salvatore ocorria gradativamente até que trocaram o primeiro beijo. Com o tempo o italiano se encheu de coragem e pediu sua mão ao pai da moça.

Grato por tudo que fizera e já com sua confiança conquistada o pai deu a mão de Lorena e assim eles começaram a namorar e noivaram. Salvatore estava feliz como há muito não conseguia e comentou com Manolo que até já conseguia dormir e não sonhar com sua família. O espanhol feliz pelo amigo lhe abraçou forte e comentou que era isso que Salvatore precisava, construir a sua família.

Depois de algum tempo Salvatore e Lorena casaram-se na fazenda mesmo com uma grande festa italiana com comidas e danças da terra, até Bertoldo participou com a família e Lorena e Salvatore não perceberam o olhar de cobiça de Dino pela moça.

Salvatore juntava dinheiro e sonhava em comprar seu pedaço de chão para construir sua casa com a esposa e ter filhos. Lorena que conquistara a confiança de todos e a amizade das filhas de Bertoldo foi convidada para trabalhar na casa principal.

O que era pra ser algo bom acabou sendo ruim.

Dino assediava Lorena que fingia não entender o que o filho do patrão queria. Desvencilhava-se do rapaz sempre que ele surgia. Com o tempo Dino começou a fazer propostas, oferecer o mundo para a moça que respondia ser séria e pedia para que ele parasse.

No fim do expediente Salvatore e Lorena deitavam-se na grana pra observar a Lua. Salvatore contava a esposa que era fascinado pelo céu e principalmente pela Lua desde menino quando ficava observando com a mãe e comentava que a Lua na Itália era mais bonita. Lorena retrucava que a Lua era a mesma em qualquer lugar do mundo e Salvatore respondia que não, a Lua da Itália era diferente.

Naquela noite Lorena estava estranha, mais calada e Salvatore perguntou se a esposa estava com algum problema. Lorena deitada sobre seu peito respondeu que não. Ficou quieta alguns segundos e pediu ao marido pra irem embora da fazenda.

Salvatore não entendeu a esposa e perguntou porque aquele papo. Lorena insistiu que fossem embora, para longe e que tivessem suas próprias vidas, independentes. O italiano sorriu e respondeu que não, aquilo não tinha sentido, pois, estava conseguindo juntar um bom dinheiro para comprar a terra deles.  

Lorena ficou em silêncio e apenas apertou ainda mais forte sua cabeça contra o peito do amado.

Na tarde seguinte Lorena estava sozinha na casa principal lavando a louça quando Dino entrou. O rapaz sabia que apenas os dois estavam ali e resolveu se aproveitar da situação chegando perto da moça e beijando seu pescoço.

Lorena assustou-se e pediu que o patrão parasse. Dino mandou que ela gritasse, gritasse a vontade que só estavam os dois na casa e todos os colonos estavam longe, ninguém lhe ouviria. Lorena implorou para que ele nada fizesse, mas não adiantou.

Dino agarrou Lorena e lhe jogou em cima da mesa da cozinha. Lorena chorava e gritava enquanto Dino subia sobre ela, rasgava sua roupa e beijava seu corpo. Lorena cuspiu em seu rosto e topou um tapa como revide. Chorando fechou os olhos enquanto Dino lhe estuprava.

No cafezal Salvatore e Manolo trabalhavam quando do nada viram uma revoada dos pássaros. Salvatore sentiu um frio na espinha e contou ao amigo que algo ocorria. Manolo não entendeu, perguntou o que a Salvatore que gritou por Lorena.

Correu em direção a casa principal e antes que chegasse lá encontrou a esposa correndo sangrando e com a roupa toda rasgada. Salvatore assustado perguntou o que ocorrera e Lorena só conseguia balbuciar “desculpa” e “seu Dino”.

Salvatore logo entendeu a situação e disse que iria à casa matar Dino. Manolo lhe segurou e mandou que não fizesse nada de cabeça quente que seria pior para ele.

Salvatore tentava se soltar do amigo dizendo que não tinha apenas a cabeça quente, mas o sangue quente, era italiano e em sua terra as coisas não se resolviam com sangue frio. Manolo respondeu que na sua também não, mas naquele momento era necessário.

Manolo conseguiu acalmar Salvatore e alguns dias se passaram como se nada tivesse acontecido. Lorena continuou trabalhando normalmente na casa principal e Dino não tentou mais nada, apesar de dizer a moça que estava com saudades e a qualquer momento iria lhe procurar de novo.

Um tempo depois Dino andava sozinho de cavalo quando foi atingido por um tiro. Era de Manolo em cima de uma árvore. O homem caiu agonizando no chão.

O filho do patrão sangrava no peito pedindo ajuda até que Manolo e Salvatore se aproximaram. Os dois sérios olhavam Dino que com um fiapo de sangue saindo pela boca estendeu a mão pedindo ajuda. 

Naquele instante Manolo entregou a espingarda que segurava a Salvatore e contou que “o de misericórdia era dele”.

Salvatore engatilhou a arma em direção de Dino enquanto esse pedia piedade. Ao ver que não teria mais jeito Dino sorriu de modo maquiavélico e disse que “foi muito gostoso”.

Salvatore atirou na cabeça de Dino que morreu instantaneamente.

Lorena apareceu chorando e Manolo pegou a arma da mão de Salvatore dizendo que iria enterrá-la. Deu um maço de dinheiro na mão do amigo e mandou que ele fosse embora com a esposa imediatamente antes que sofresse a ira do patrão.

Salvatore deu um abraço em Manolo agradecendo por tudo e dizendo que ainda iriam se encontrar. Manolo respondeu que não, nunca mais iriam se ver, mas ele tinha certeza que o amigo ficaria bem e iria vencer na vida.

Salvatore agradeceu mais uma vez e Manolo mandou que se apressassem antes que Bertoldo desse por falta do filho. Salvatore se afastou com Lorena enquanto Manolo via seu melhor amigo ir embora.

Depois que os dois partiram Manolo abriu a calça e urinou em cima do corpo de Dino. Enquanto urinava dizia.

“Leve essa mijada para o capeta, bastardo”.



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