quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

XX - Inimigo público n° 1


Vários suspeitos apareceram pelo assassinato de Irmã Leila. Entre eles o Leon. Mas com o tempo foi descoberto que ela morreu a mando de um fazendeiro da região.

O homem e seus filhos foram a julgamento pelo assassinato e absolvidos, a acusação recorreu e foram condenados a mais de cem anos de prisão, mas conseguiram fugir e nunca mais foram vistos.

O crime ficou impune.

Deixei a festa e arrasado com a morte voltei pra casa. Abri a porta de meu lar e dei de cara com Javier Guerrilheiro me esperando sentado no sofá e bebendo meu uísque. Ao me ver o homem sorriu e disse “surpresa!!”. Que surpresa agradável...

Javier levantou, encheu um copo pra mim e falou que sabia que eu tinha voltado ao Rio e provavelmente voltaria pra casa depois da virada e não queria me deixar sozinho num momento assim. Passou-me um copo e propôs um brinde.

Perguntei a o que brindávamos e Javier respondeu ao novo ano que nascera. Concordei e assim fizemos um brinde ao ano novo. Bebemos e depois Javier perguntou se eu já estava pronto, respondi que sim e coloquei meu copo no balcão de bebidas.

Depois que coloquei Javier me deu um soco que quase me levou a nocaute. Caí no chão e ele pulou em cima de mim.

Até que não foi tão ruim quanto eu pensava, foram só dois dias 
na UTI e mais uma semana em um quarto. Depois estava novinho em folha.
Alguns dias depois convalescia na cama quando vendo um programa de fofocas à tarde na televisão vi Nicole e Javier presentes contando sobre a crise no casamento, mas que haviam se acertado dando uma nova chance ao amor e claro metendo o pau em mim. Eu virei o vilão da história.

Pra falar a verdade eu prestei mais atenção no anúncio de câmera de vídeo que a apresentadora fez num intervalo do papo com eles. Liguei e comprei na mesma hora.

Assim encerrava minha história nesse triângulo amoroso.

A coisa estava movimentada no morro. Os negócios iam bem para Pardal que cada vez ficava mais rico o que aumentava a cobiça de Lucinho. Ele me falava que Pardal era um otário que deixava a vaidade falar mais forte que os negócios. Justo Lucinho que desafiou e debochou tantas vezes da polícia falando isso.

Mas de fato Pardal deixava a vaidade sobrepor e assim aumentava a vontade do governo de botar as mãos nele. Freitas que recebia um bom “arrego” do bandido evitava que a polícia chegasse perto dele, mas a situação era cada vez mais perigosa e Pardal já era um dos que valia mais no disque denúncia.

Como eu disse Pardal estava cada vez mais poderoso e passou a ser um juiz da região. As pessoas em vez de procurarem a polícia iam até a ele.    
Dessa forma presenciei uma cena inusitada.

Uma senhora de idade junto com um garoto subiu até a boca e
encontrou com Camila. A senhora parecia assustada com tantos bandidos, armas e Camila tentou acalmá-la falando que aquilo ali era um comércio como qualquer loja de shopping.

Pardal chegou e perguntou para a senhora qual era o problema. Ela respondeu que era viúva, sozinha, com certa idade e como tinha uma casa grande alugava quartos para rapazes e um deles foi indicado por um antigo morador.

O rapaz era falante, simpático e contou que tinha uma família endinheirada e foi para o Rio de Janeiro estudar. Passava as férias na Ilha de Bali e sonhava em um dia morar lá. Uma história perfeita que a senhora acreditou.
Mas não era bem assim.

Uma manhã ela acordou mais cedo e olhou pela janela. Lá ela reparou que o rapaz saía da casa com um aparelho de DVD nas mãos. O seu aparelho de DVD. Ela gritou perguntando aonde ele ia com o aparelho e o rapaz saiu correndo.

Depois ela descobriu que a história dele era toda mentirosa, o rapaz era um viciado em drogas e roubou o aparelho para comprar cocaína. Amigos da senhora falaram que o caminho devia ter sido o Trololó e o aparelho poderia estar lá.

Aí entrava a parte de Pardal nessa história.

Ele perguntou a Curió se havia entrado algum aparelho de DVD na boca em troca de drogas e ele respondeu que não. Pardal então garantiu a senhora que se aparecesse algum aparelho lá ele seria interceptado e devolvido a mulher. Ela agradeceu e falou que o aparelho era sua única diversão e ficaria muito feliz se aparecesse.

Assim a senhora desceu com misto de esperança e frustração.

Algum tempo depois a senhora estava em um hiper mercado quando Camila a reconheceu. Chegou perto dela e contou que o viciado havia aparecido na favela e teve o tratamento que merecia. A senhora se assustou não era boba e sabia que tratamento era. Depois Camila pediu para que ela fosse à área de eletrodomésticos e se despediu.

A senhora foi e o vendedor falou que esperava por ela e mandou que ela escolhesse um DVD, presente de dona Camila. A mulher espantada, sem jeito e feliz escolheu um novo companheiro para seus dias de solidão.

Mas não se iludam Pardal, Camila, Curió, nenhum traficante é bonzinho.
Da mesma forma que agradavam pessoas da região para tê-los a seu lado e servirem como proteção, assim nunca seriam delatados, eles eram cruéis com inimigos e com quem ousasse atravessar seus negócios.

Dois detetives chamados Mônica e Rômulo investigavam o Trololó. Alugaram uma casa no local se passando por casados e acompanhavam passo a passo tudo o que ocorria lá.

Mapearam o tráfico de drogas da região, os principais nomes e suas atividades. Passaram para a cúpula da polícia civil que o poder de Pardal cada vez aumentava mais e ele já era um dos principais nomes de sua facção tendo negócios com a principal organização criminosa de São Paulo e narcotraficantes da Bolívia e da Colômbia.

Passaram algumas semanas no morro e por serem novos no local despertaram a atenção dos traficantes. Bastou alguma investigação por parte dos bandidos contando com a colaboração dos moradores. Como eu disse os traficantes ajudavam a população para serem protegidos. Assim Pardal já sabia exatamente o que ocorria.

Uma tarde Mônica e Rômulo estavam na casa fazendo anotações quando a bandidagem com Curió na frente bateu na porta do casal.

Mônica atendeu com uma arma na cintura e antes que pudesse fazer algo os bandidos apontaram fuzis e invadiram a residência, reviraram o imóvel todo e acharam anotações dos policiais além de suas carteiras da polícia civil e as armas que escondiam.

A casa caiu pra eles.

Foram levados para a associação de moradores onde Pardal já esperava, o bandido deu boas vindas aos policiais e perguntou se estavam gostando do morro. Antes que pudessem falar algo Pardal desferiu um soco em Rômulo e mandou que seus comparsas botassem pra fuder e se retirou.

Começaram a bater e torturar Rômulo quando Curió chegou em Mônica  presa pelos braços naquele momento por bandidos e acariciou seus seios dizendo que iriam se divertir. Ali mesmo deitaram a mulher tiraram sua calcinha e um a um estuprava enquanto surravam Rômulo.       

Depois de se satisfazerem começaram também a bater em Mônica. Os dois apanharam muito, Rômulo era acertado com taco de beisebol na cabeça enquanto Mônica era queimada por cigarros e teve os bicos dos seios arrancados a dentadas.

Passaram horas e horas sendo torturados até que foram metralhados e jogados numa caçamba da COMLURB que ficava na frente do morro.

Um transeunte viu os dois e ligou para o hospital da região que mandou uma ambulância chegando junto com a polícia. Os dois foram levados, mas Mônica já estava morta, Rômulo ainda vivo foi pra UTI.

O caso ganhou a imprensa causando grande repercussão com a opinião pública e Pardal se tornou o inimigo n°1 do estado. Major Freitas puto pra caralho subiu ao morro dando um mega esporro em Pardal.

O banido retrucou que não podia fazer nada o casal mapeava tudo que ocorria no morro e se eles ficassem vivos ele e fodia. Freitas então falou que fudido ele estava agora que o país inteiro queria a cabeça dele com batatas coradas e molho ferrugem e falou que a própria corporação policial queria Pardal morto e que ele, Freitas, estava quebrando um dobrado pra manter tudo em paz.

Pardal perguntou o que ele tinha que fazer e o major respondeu que ele teria que morrer num bom dinheiro pra não morrer de verdade.

Alguns dias depois Rômulo também morreu e a comoção aumentou. O governador prometeu à população que Pardal seria preso e aí foi a vez do Senador ligar furioso e mandar Pardal parar e fazer merda que daquela forma atrapalhava os negócios.

Mas Pardal se sentia o cara, acima do bem e do mal e isso lhe causaria ainda mais problemas.

Apesar das organizações MAPE serem muito fortes pelo menos a televisão ainda não era líder de audiência. A Rede Povo de televisão era a maior não só do Brasil como da América latina e a 4° maior do mundo tendo um grande poder de influência cultural e política no país.

E ela também elegeu Pardal como inimigo n°1 do Rio e garanto, ela fazer isso era pior até que o governo. Decidiu investigar a fundo o tráfico de drogas no Trololó e para isso designou seu melhor jornalista investigativo o Ronaldo Passos, mais conhecido como Naldo Passos.

Naldo era foda, o melhor de todos. Muitas vezes premiado com suas reportagens investigativas onde mostrava tráfico de drogas em várias favelas, fazia a tudo com câmera escondida e grande sagacidade, falavam que o Naldo era o poeta do jornalismo policial.

Foi designado pela Rede Povo para fazer uma matéria no Trololó. O intuito da matéria além de mostrar a ação do tráfico de drogas era mostrar o baile funk da favela naquela altura o mais popular da cidade. Mostrar que nele havia exploração sexual de adolescentes, a venda da droga no baile, que os traficantes desfilavam por lá com fuzis e o parque infantil que Pardal mandou construir em uma das vias do morro.

Pros moradores o parque era uma benfeitoria do traficante, mas na verdade foi feito para dificultar a ação da polícia no local e isso que Naldo queria mostrar.
E no dia do baile Naldo subiu ao Trololó com uma micro câmera escondida numa pochete que levava na cintura.

O baile ocorria muito cheio com gente de todas as camadas sociais. Como sempre patricinhas e playboys de forma democrática dividiam espaço na fila da boca de fumo com moradores da região e lá na área vip eu bebia com Pardal e Lucinho.

De lá notei a presença de Naldo no baile soltei um “merda” que Lucinho percebeu e perguntou o que tinha ocorrido. Respondi que meu pó havia acabado e eu tinha que descer pra pegar mais. O bandido falou que eu não precisava descer tinha muito ali, mas eu disse que queria comprar assim mesmo.

Desci e disfarçadamente cheguei em Naldo e perguntei o que ele fazia na favela. Naldo respondeu que faria uma reportagem pra Rede Povo sobre o tráfico de drogas no Trololó e se disse decepcionado comigo, já ouvira os boatos que eu andava com traficantes, mas pensava que era mentira.

Falei que depois explicaria para ele meu lado, mas que ele tinha que se mandar porque Pardal era sanguinário e se percebesse algo ficaria feia a situação.

Naldo disse que não tinha medo de Pardal nem de bandido nenhum e que eu fosse curtir o baile e o deixasse trabalhar em paz. Falei que então tinha um pedido para fazer e Naldo me cortou contando que já sabia o que eu queria e que eu ficasse tranquilo que não teriam imagens minhas na reportagem.

Voltei pra área vip e Lucinho perguntou pela droga, respondi que tinha desistido de comprar e o bandido rindo falou que eu devia estar chapado já.
Mas de chapado naquele momento eu tinha nada estava era tenso mesmo.

Pardal e Lucinho notaram minha tensão e eu falei que eram problemas com Juliana, mandaram então que eu pegasse alguma mulher naquele baile e esquecesse a jararaca da minha ex mulher, mas eu conseguia esquecer nada nem fuder, só ver Naldo embaixo trabalhando.

Depois de um tempo um dos bandidos chegou correndo na área vip e falou alguma coisa no ouvido de Curió que soltou um “puta que pariu” Pardal perguntou o que aconteceu e Curió respondeu que o soldado havia recebido um toque de que tinha jornalista no baile.

Ainda tentei desviar a atenção falando que realmente tinha um, eu, mas Curió respondeu que tinha jornalista trabalhando e fazendo reportagem pra fuder o Pardal. O traficante furioso perguntou quem era e Curió respondeu que não sabia. Pardal então mandou que Lucinho, Curió e eu descêssemos com ele porque iria descobrir quem era o X9.

Os bandidos percorreram o baile todo olhando suspeitos de ser jornalista. Falei que iria me separar deles e olhar pelo outro lado pra ver se descobria e consegui chegar em Naldo. Mandei que ele se mandasse porque descobriram que havia jornalista ali.

Naldo era corajoso, mas não era burro. Percebeu os bandidos com fuzis percorrendo o baile viu que o bicho estava pegando e resolveu se mandar. 

Começou a descer o morro quando Curió notou e gritou pra Pardal que já havia visto aquele cara num programa de televisão. Falei que ele podia ser ator de novela e Curió respondeu que não, foi no jornal da rede Povo recebendo prêmio de jornalismo.  

Enfim, fudeu.

Curió gritou mandando que Naldo parasse e ele parou. Chegamos nele e os bandidos revistaram Naldo achando a câmera. Pardal virou pra ele e disse “meu caro X9 faça o favor de nos acompanhar”. Sem alternativa Naldo nos acompanhou e passamos no meio do baile com ele. Pardal gritou pra Camila que estava na área vip dizendo que teria que resolver problemas no trabalho.  

Entramos na casa e Pardal logo deu um soco no estômago de Naldo perguntando o que ele queria ali. Naldo caído não afinou e disse toda a verdade. Lucinho com uma surpreendente sensatez mandou que Pardal parasse com aquilo pegasse a câmera e mandasse o jornalista embora porque se ocorresse algo com ele poderia fuder todo mundo.

Falei que Lucinho tinha razão e reforcei o apelo, mas em vão. Pardal e os bandidos enfiaram a porrada em Naldo batendo sem piedade.

Depois de muito baterem em Naldo Curió perguntou o que eles fariam, Pardal respondeu que faria um julgamento para decidir o destino do jornalista.
Lucinho virou pra ele e falou “julgamento, que palhaçada é essa?”. Pardal contou que fariam ali um julgamento com Naldo como réu, ele o juiz, Curió o advogado de acusação e como estava tão preocupado com o jornalista Lucinho seria o de defesa.     

Lucinho mandou Pardal tomar no cu e falou que queria que Naldo se fudesse, a preocupação dele era com a repercussão que uma morte de jornalista teria. Pardal então mandou que ele fosse o advogado de defesa e Lucinho respondeu que não participaria daquela palhaçada e iria embora.

Lucinho se mandou e Pardal então mandou que eu fosse o advogado de Naldo. Olhei pro meu colega de profissão caído no chão assustado e com olhar de “pelo amor de Deus me ajude” pra mim e aceitei.

E o julgamento rolou, um julgamento que eu poderia definir como patético e dramático. Sabia que não havia chance nenhuma de tirar Naldo naquela situação, mas fiz o que pude. Lembrei dos filmes que eu via com advogados e fiz o meu melhor.

Mas como eu disse era um julgamento com fim previsível. No fim Pardal que sentara em uma cadeira de frente pra gente pegou um martelo e bateu na mesa que o réu estava condenado a morte.

Fomos pro alto do morro com ele e os bandidos colocaram vários pneus em Naldo. Jogaram gasolina no jornalista e Pardal perguntou se ele tinha um último pedido. Naldo com toda sua coragem respondeu que sim e gritou “quero que você se foda seu bandidinho de merda que só sabe ser homem com um fuzil na mão”.

Pardal furioso gritou “eu quero comer churrasco desse filho da puta” e na mesma hora Curió ateou fogo nos pneus com as chamas se espalhando pelo corpo de Naldo.

Pela segunda vez via um homem incendiar na minha frente e posso te falar com toda segurança que não é uma das sensações mais aprazíveis de se passar. Naldo queimava na minha frente e gritava com uma dor insuportável até que parou. Estava morto.

Curió perguntou o que fazer com o corpo e Pardal respondeu que esquartejasse e jogasse no matagal. Mandou que eu descesse com ele e fossemos cheirar porque ela precisava.

Cheguei em casa, dormi e dessa vez ninguém me acordou, mas também só conseguia sonhar com o Naldo pegando fogo e quando acordei liguei a televisão.

E na Rede Povo o assunto já era o desaparecimento de Naldo e o que ele foi fazer no morro. Nessa hora lembrei-me das palavras de Lucinho e pensei “acabou pro Pardal”.

Durante uns dias a Rede Povo batia na tecla do sumiço e por esse período fiquei sem ir à favela até que decidi subir o morro no dia que descobriram seus restos mortais.

Cheguei à casa de Pardal e Lucinho estava lá. Os dois discutiam violentamente quando começou o principal telejornal da emissora visto pelo país inteiro. Paramos pra ver.

O telejornal quase todo foi em cima do caso “Naldo Passos” mostrando sua carreira brilhante, as coisas boas que tinha feito pra sociedade, sua morte e a repercussão dela no país inteiro. No fim o apresentador do telejornal, uma das figuras mais queridas do Brasil, leu um texto da emissora sobre o jornalista e não conseguiu concluir chegando as lágrimas com todos os jornalistas da redação aparecendo e aplaudindo Naldo.

O jornal acabou e Lucinho levantou gritando “tá satisfeito agora? Era isso que você queria?”. Pardal conseguia falar nada e Lucinho falou que estava fora, que ele arrumasse outro pra tratar de seus negócios no asfalto indo embora da casa.

Nesse momento meu celular tocou e era major Freitas mais furioso ainda dizendo que não tinha mais grana no mundo que pudesse aplacar a ira da polícia, do governo, da imprensa, enfim, da sociedade toda e que era pro Pardal se mandar imediatamente do Trololó.

Falei que Pardal estava do meu lado e perguntei por que não ligou diretamente pra ele e o major respondeu que sua raiva era tão grande que nem conseguia falar com o bandido, mandou que eu desse o recado e desligou.

Pardal perguntou o que ele queria e respondi que mandou que se afastasse do Rio porque não tinha como segurar daquela vez. Pardal humilde como nunca havia visto virou pra mim e perguntou “fiz merda né?” respondi que ele tinha feito das grandes. O bandido então chamou Camila e falou que arrumasse as coisas dos dois que eles teriam que se mandar.

E assim disfarçados Pardal e Camila deixaram a favela pra local ignorado e não sabido.

No domingo seguinte foi feita na praia de Copacabana uma passeata pela paz. Mais de cem mil pessoas de branco participaram da passeata com faixas e cartazes pedindo o fim da violência e fotos de algumas pessoas vitimadas por ela, entre essas fotos dos detetives Rômulo e Mônica e de Naldo Passos.

Eu de forma hipócrita fui à passeata com Juliana e Rebeca assim como o Senador Getulio Peçanha. Sentia-me muito desconfortável de estar ali, mas me senti melhor ao ver no local várias pessoas pedindo o fim do tráfico de drogas e da violência que freqüentavam o Trololó pra comprar maconha, cocaína e participar dos bailes de Pardal.

Quando vi aquele show de hipocrisia percebi que aquela passeata daria em nada.

A hipocrisia é uma arte..






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