sábado, 2 de julho de 2011

Capítulo XIV - Camisa 10


Isto posto estão aí as seis histórias.
Cada um com seu jeito, sua criação e sua história. Histórias diferentes que em algum momento se entrelaçaram.
E eu convivia com os cinco. Me da dava bem com eles ganhava muito dinheiro, mas tinha o ônus também que era resolver quando se metiam em confusão.  
Cheguei da noitada já quase amanhecendo o dia. Tomei um banho frio comi uma maçã e deitei pra dormir o sono dos justos, tá nem tão justos na minha parte. Mas enfim fui fazer naninha.
Estava eu dormindo na minha super confortável cama king size sonhando que estava fudendo com a Vovó Mafalda..tá eu também tenho pesadelos..quando o telefone tocou e graças a Deus me acordou.
Ainda muito sonado atendi ao telefone e perguntei quem era. Era um chapa meu o Wanderley que trabalhava em um motel na avenida Brasil.
Perguntei o que ele queria às sete horas da madrugada e que eu não tinha deixado nenhuma conta no motel. Ele respondeu que era nada disso meu sogro estava lá e com problemas.
Falei que isso era impossível, meu sogro era um homem honesto, honrado e religioso. Aí despertei notei as bobagens que estava falando e disse que estava indo pra lá.
Com óculos escuros na cara para esconder o sono cheguei ao motel e fui à recepção onde meu amigo trabalhava e perguntei o que ocorria. Ele me disse que o Senador chegou ao motel no início da madrugada com duas mulheres fez uma grande festa e elas haviam se mandado mais ou menos uma hora antes quando ele me ligou.
Perguntei pelo Senador e Wanderley disse que ele estava no quarto ainda e era bom eu me apressar e resolver enquanto ninguém tinha visto ainda e que seria a ruína dele se vazasse alguma informação. 
Agradeci e deixei cem reais no bolso do meu amigo antes que ele fosse o primeiro a vazar e subi para buscar o Senador.
Wanderley abriu a porta e entrei no quarto encontrando o Senador deitado na cama pelado e no oitavo sono. Bati em seu rosto para acordá-lo, ele me olhou disse algo que não entendi e dormiu de novo. Falei com Wanderley que ele teria que me ajudar. Pegamos Getulio pelos ombros e o levamos para uma chuveirada gelada.
Com o jato gelado o homem reclamou a beça e em um grande estado de bebedeira disse que iria nos processar porque era um homem de Deus. Falei que naquela hora ele parecia tudo menos enviado do Senhor e que depois poderia nos processar, mas tinha que sair daquele motel antes que a opinião pública descobrisse. 
Com muito custo o Senador tomou o banho e conseguimos colocar uma roupa nele. Depois o carregamos por uma saída pelos fundos e consegui colocá-lo no meu carro e partirmos.
Sem antes ser obrigado a deixar mais cem reais pro Wanderley devido a todo esforço pra levar o Senador.
Com o Senador no banco de trás dei a partida e arranquei com o carro. Ele de tão bêbado caiu no banco e falei que ele me devia duzentos reais.
Consegui entrar na sua casa sem que Juliana percebesse e com ajuda de empregados levei para o quarto. Deitei o Senador na cama tirei seus sapatos e já mais em si ele perguntou o que havia ocorrido. Respondi que nada demais ele resolveu fazer uma festinha com umas piranhas, tomou um porre num motel e quase jogou sua carreira política fora.
O homem com a mão na cabeça devido a ressaca disse que nem precisava me pedir que aquela história morresse entre nós. Respondi que ele não precisava se preocupar que eu seria discreto. Levantei e saí do quarto.
Ao fechar a porta de seu quarto dei de cara com Juliana que perguntou o que eu fazia ali. Respondi que nada o Senador havia me chamado porque precisava tratar de algumas coisas da empresa. Juliana desconfiada perguntou que coisas eram tão importantes em um sábado tão cedo e pra tratar em seu quarto.
Respondi dando um beijo na sua testa e que ela não se preocupasse que o pai dela era muito workaholic por isso me chamara e havia sido no quarto porque ele estava com dor de cabeça.
Perguntei por nossa filha e Juliana respondeu que estava brincando no quarto. Fui até lá e Rebeca desenhava sentada no chão sentei ao seu lado e perguntei o que ela desenhava. Ela me mostrou que era uma família ela eu e sua mãe. Eu disse que o desenho era lindo e fiquei lá com ela, os dois desenhando, até que Juliana se sentou ao nosso lado para brincar também. Parecíamos uma família de verdade..
Cheguei em casa e desabei de sono na cama. O sono nem durou muito nem deu tempo de sonhar com mulher nenhuma e o telefone tocou de novo, era Lucinho.
Perguntei o que estava pegando e ele respondeu que era coisa boa. De noite iria rolar uma festa na mansão do Léo Carioca e perguntou se eu estava afim de ir.
Eu estava cheio de sono, mas mesmo assim ainda entendia de futebol. Como assim festa do Léo Carioca? Léo Carioca era o camisa 10 da seleção brasileira e era pra estar na concentração porque no dia seguinte teria um jogo de vida e morte com o Uruguai pelas eliminatória da Copa do Mundo e o Brasil depois que perdeu pra Bolívia como relatei alguns capítulos atrás sequer podia empatar.
Lucinho falou que era tranqüilo que o Léo tinha um esquema bom pra fugir do hotel da seleção e seria coisa discreta que ninguém saberia. Antes mesmo de amanhecer o dia ele já estaria de volta ao hotel e pegaria nada pra ninguém.
Fiquei ressabiado com medo de me meter em confusão, mas eu já havia me metido em tantas..e Lucinho me convenceu quando disse que a festa seria regada a bebidas, pó e mulheres.
E não podia negar, Léo Carioca era um dos meus ídolos no futebol.
Como a maioria dos jogadores de futebol nasceu menino pobre.
Nascido e criado no morro do Trololó..é..Trololó mesmo, Léo conseguiu tudo aquilo que Pardal sonhou. Descoberto por um olheiro em uma pelada foi levado para o São Cristovão onde brilhou nas divisões de base. Ainda amador se transferiu pro Vasco da Gama.
Fez sucesso no Vasco. Além de cérebro do time virou goleador. Deu vários títulos pro time da Colina e chegou a seleção brasileira conquistando uma copa América. Era carrasco do arquirival Flamengo e a primeira grande confusão de sua carreira ocorreu envolvendo esses dois clubes.
Perto de terminar seu contrato com o Vasco recusou-se a renovar e assinou um pré contrato com o Flamengo transferindo-se para o clube da Gávea. Foi considerado traidor pela torcida vascaína e no primeiro jogo entre eles com Léo vestindo a camisa rubro-negra uma grande faixa com réplica da Santa Ceia foi estendida na arquibancada do Maracanã e embaixo os dizeres “Léo Judas Carioca”.
Mas o garoto era marrento, fez o gol da vitória e fez sinal ofensivo pra torcida do Vasco com o dedo médio, foi expulso de campo e caiu de vez nas graças da nação rubro-negra.
Pelo clube foi campeão brasileiro e logo depois convocado pra copa do Mundo, mas não chegou a disputar a mesma sendo cortado por ter brigado com um colega no treino da seleção e cuspido em sua cara. O que ele tinha de talentoso tinha de indisciplinado.
Léo voltou ao país cortado e semanas depois o Brasil foi eliminado da copa com o treinador sendo demitido e levando a culpa do fracasso porque cortou o melhor jogador.
Depois disso Léo foi negociado com Manchester United e lá se tornou campeão inglês, da Europa e do mundo o que acabou fazendo que fosse eleito o melhor jogador do mundo no fim do ano. Alguns meses depois forçou a barra para ser negociado recusando-se a jogar pelo clube e na maior transação da história do futebol negociado com o Barcelona.
Ganhava o ódio de mais uma torcida a do Manchester, mas foi campeão espanhol, da Europa e do mundo pelo Barcelona sendo novamente eleito o melhor do mundo.
Assim Léo Carioca tirou sua família pai, mãe e cinco irmãos da miséria. Comprou casas e carros para todos e para ele uma mega mansão na Barra. Mas não negava suas origens, todas as férias sem enfurnava no morro do Trololó. Era muito amigo de Pardal e ficava apenas de short e sem camisa soltando pipa e bebendo cervejinha em botecos.   
Essa amizade com Pardal lhe dava algumas dores de cabeça com a polícia..mas nada muito sério. Léo era um ídolo mundial, o jogador de futebol mais bem pago do mundo.
Que ficou fora da seleção toda as Eliminatórias por indisciplina. O treinador o puniu por ele ter recusado convocação para um amistoso na Guatemala. Mas com a corda no pescoço e o bicho pegando com a seleção ameaçada de não ir à copa lhe chamou.
A esperança de toda uma nação estava nos pés dele e ele iria fugir da concentração pra fazer noitada com bebidas, mulheres e pó em casa.
Resumindo..o Brasil estava fudido.
Bem, tinha que dormir né eu estava pernoitado e finalmente consegui.
Acordei e coloquei uma beca bacana para ir até a festa. Lucinho iria me buscar. Tocou a campainha e quando atendi ele estava com Cobreloa. Dei um abraço no gringo e falei que estava com saudades. Partimos pra festa.
Assim que entramos na mansão demos de cara com Pittinha já agarrado a duas mulatas. A coisa tava boa, festa cheia de celebridades, mulheres bonitas. Um bacanal do caralho com muita bebida e pó rolando a vontade.
Em um determinado momento chegou o dono da festa montado de roupão em um cavalo sendo aplaudido por todos. Léo mandou que todos se divertissem e que aquela festa era em homenagem aos uruguaios que iriam tomar no cu no dia seguinte.
Todos aplaudiram novamente e começaram a gritar Brasil e “ôôô! Léo Carioca é sinistro!!!”. Ele desceu do cavalo e cumprimentou a todos agradecendo Pittinha pela organização da festa. Chegou a mim e apertou minha mão entusiasmado dizendo que era meu fã e que eu fazia reportagens fodas.
Como pode né? O mais ídolo do mundo era meu fã..eu era pica das galáxias mesmo!!  
A festa rolava e a suruba rolava mais solta ainda. Com a madrugada entrando os convidados começavam a ir embora e no fim só ficaram Pittinha, Cobreloa, Lucinho, Léo, eu e uma puta que o Léo comia.
Fomos todos para o quarto dele cheirar, menos ele que corria riscos de cair no anti doping no dia seguinte então se preservou. O quarto era maior que a quitinete que eu morei, três ambientes com pista de dança, sala e hidromassagem.
Em um momento Léo chegou perto da gente com uma pistola na mão. Lucinho mandou que virasse para outro lado que aquilo era perigoso. Léo riu e disse que era perigoso nada porque estava sem balas e tinha sido um presente de seu “brother” Pardal.
O celular tocou e ainda com a pistola na mão Léo atendeu. Era seu procurador. Começaram uma discussão no telefone já que o procurador estava puto por Léo ter fugido da concentração. Léo esbravejava com o telefone em uma mão e a pistola na outra dizendo que era maior de idade e sabia o que fazia, iria arrebentar os uruguaios e levar o Brasil pra copa.  
Léo gesticulava muito com a mão que segurava a pistola. Balançava muito cada vez mais irritado com o procurador. Em um momento gritou “vai se fuder porra!!” fez um movimento mais brusco com a mão que segurava a pistola e ele disparou.
Nós que não prestávamos muita atenção no papo preferindo beber e cheirar tomamos um susto com o barulho do tiro e depois com o barulho de como se algo tivesse caído na água. Léo notou que havia feito cagada e disse ao procurador que depois ligava pra ele desligando o celular.
Ele olhou espantado para gente e eu falei que algo tinha caído na hidro, quando vimos era a puta que estava com o Léo. O tiro tinha acertado em cheio sua cabeça e ela caiu morta na água.
Aquilo já não era mais uma cagada era uma diarréia.
Entramos todos em pânico sem saber o que fazer, a mulher estava lá morta na hidro a água totalmente vermelha já de sangue e a cabeça dela se espatifado tendo pedaços de cérebro por toda a banheira. Podíamos todos ser presos e ficando trancafiados por um bom tempo, a carreira do Léo Carioca podia se encerrar naquele momento e o pior, o Brasil por nossa causa poderia ficar fora da Copa do Mundo!!
Nesse momento Pittinha gritou e pediu para que tivéssemos calma que ele iria arrumar uma solução. Pegou o celular e ligou para um homem chamado Klaus contando que estava com problemas e só ele poderia ajudar. Klaus respondeu que chegaria em dez minutos.
Chegou em nove.
Cobreloa abriu a porta e ele entrou. Abraçou Léo Carioca contando que era um grande fã dele e tinha certeza que ele arrebentaria os uruguaios. Lucinho se meteu e disse que antes do Léo arrebentar os adversários ele tinha que dar um jeito para que eles não fossem pra cadeia. Klaus virou para Pittinha e disse que Lucinho era marrento, Pittinha concordou, mas falou que era uma boa pessoa. Olhou pra Lucinho falou “tá, nem tão boa pessoa..”.
Klaus deu uma olhada na situação e contou que realmente era crítica, mas que poderia dar um jeito.
Mandou que Cobreloa e Lucinho esvaziassem a hidro, que eu arrumasse sacos plásticos, pá e vassoura e que Pittinha tomasse uma dose de uísque com ele. Léo perguntou o que era pra ele fazer e o homem respondeu perguntando se ele tinha como arrumar uma camisa da seleção autografada para seu neto. Léo respondeu que com prazer e foi buscar.      
Lucinho ficou olhando pra cara de Klaus que perguntou qual era o problema. Lucinho respondeu que não gostava de receber ordens. Klaus chegou perto dele deu um tapinha em seu rosto e disse que ele tinha poder de escolha receber ordens suas ou na cadeia. Lucinho entendeu o recado e foi com Cobreloa esvaziar a hidro.
A hidro foi esvaziada e só restou o corpo da mulher com o cérebro espalhado por ele. Klaus ordenou que Cobreloa, eu e Lucinho juntássemos os pedaços de cérebro e colocássemos no saco. Protestamos em vão e fomos obrigados a juntar.
Vou te dizer parceiro..é nojento pra caralho a única vez que senti tanto nojo na vida foi quando bêbado comi uma mulher que tinha mais pelos que o Tony Ramos.
Léo voltou com a camisa. Klaus agradeceu e mandou que ele voltasse pra concentração. Léo perguntou se ele tinha certeza que era o melhor a se fazer já que tinha tantos problemas na casa e Klaus respondeu que sim. Que ele fosse pra lá dormisse e metesse os gols da classificação.
Léo sorriu deu abraço em Klaus e Pittinha desejou boa sorte pra gente e se mandou.
Enquanto nós continuávamos naquele trabalho nojento.
Depois de um tempo conseguimos recolher tudo e limpar a hidro tirando todo o sangue restando apenas o corpo da mulher.
Perguntei a Klaus então o que fazer com aquele corpo. Nisso o velho abriu sua maleta e dentro dele tem vários facões.
Cobreloa incrédulo olhou pra ele e falou “não, você não vai nos mandar fazer o que estou pensando”. Klaus respondeu que sim, Lucinho puto respondeu que o barato de bebida e pó dele já tinha passado e aquilo era demais pra sua cabeça. Pittinha pegou um dos facões e nos deu os outros mandando Lucinho parar de frescura que até mendigo ele já tinha incendiado.
Eu ingenuamente não entendia nada. Só depois entendi que era pra esquartejar a mulher.
Só de lembrar dá vontade de vomitar.
E segurando o vômito fizemos o serviço. Klaus nos observava e falava que antes de pensarmos em golfar era pra lembrarmos o que ocorreria se aquele corpo fosse descoberto. Iríamos ficar lindos de mulherzinha na cadeia. Cobreloa ainda conseguia brincar dizendo que numa hora dessas que era bom ter o Pardal por perto já que ele adorava esquartejar inimigos e viciados. Eu cheio de nojo cortava e rezava que o Léo fosse tão bom de mira no dia seguinte quanto foi com aquela pobre puta.
Cortamos todo o corpo da mulher e colocamos em um grande saco plástico preto junto com os pedaços de cérebro. Lucinho olhou pra Klaus e perguntou o que fazer então já que estava tudo limpo, a mulher cortada, mas o problema estava ali ainda.
Klaus pegou a garrafa de uísque, encheu o copo e se sentou bebendo calmamente. Depois da primeira golada com voz bem tranqüila perguntou se sabíamos se Léo tinha cachorros na residência.
Respondi que provavelmente sim já que esses jogadores de futebol adoram cachorros de raça. Pittinha confirmou minha informação e disse que Léo tinha três pit bulls em um canil atrás da casa.
Klaus deu mais um gole no uísque e mandou que pegássemos o saco com o corpo e fossemos até o canil.
Chegando lá demos de cara com três cães enormes, raivosos que não paravam de latir e mostrar seus dentes lindos e afiados. Klaus mandou que abríssemos a sacola e despejássemos seu conteúdo dentro do canil. Olhamos espantados pra ele que falou “preferem o quê? Vocês comerem?”.
Pegamos a sacola, arrumamos uma cadeira Cobreloa subiu em cima para ficar mais alto que a grade e despejou todo o conteúdo do saco com os cães brigando pelos pedaços.
Vendo aquela cena e tudo que eu tinha feito notei que estava em um caminho sem volta. Havia participado de tudo aquilo, de vários crimes na mesma noite e era um dos responsáveis daquela mulher nem ter um enterro digno.
Os cachorros estavam com fome porque rapidamente tudo foi devorado, não sobrou nada da puta.
Voltamos pra sala em silêncio, entramos nela e Pittinha perguntou qual era a próxima medida. Klaus abriu um fundo falso do malote e despejou cocaína na mesa falando que era um prêmio por nosso trabalho eficiente. Ficamos ali olhando aquele pó quando Cobreloa levantou e falou que não iria cheirar porque estava cansado e precisava ir pra casa. Bateu no ombro de Lucinho e falou que nunca mais iria a festas com ele indo embora.    
Ficamos mais um pouco em silêncio lá e Klaus com seu copo na mão perguntou “como é? Ninguém vai cheirar? Essa é purinha”. Na mesma hora sentei em frente ao pó fiz um canudo e comecei a cheirar, eu naquele momento precisava muito.
Fomos embora e deitei na cama nem conseguindo sonhar com mulheres, só cachorros. Acordei e fui pro bar de perto da redação do Correio Carioca ver o jogo já imaginando que o Brasil estava fudido. Depois da noite que teve Léo Carioca jogaria nada.
É, mas me enganei. O Brasil venceu por 5x0, cinco gols dele que saiu do gramado do Maracanã carregado pelo povo em êxtase. O Brasil se classificara pra Copa do Mundo e Léo Carioca, o assassino de putas, virava herói nacional.
Enquanto a galera no bar gritava o já tradicional “ôôô Léo Carioca é sinistro!!” eu não compartilhando da mesma empolgação fui pra casa.
Deitei e liguei numa mesa redonda de futebol que debatia a grande atuação do artilheiro e discutindo quem era o tal de Klaus que o craque da camisa 10 dedicou seus gols e atuação.
Nem um pouco afim de ver futebol naquela noite peguei o controle remoto e zapeei entre as emissoras colocando no canal pornô. Nele rolava um filme bom com uma mulher de quatro com um cara mandando ver atrás. Até me empolguei um pouco com o filme, mas notei que conhecia aquela atriz.
Quando consegui lembrar quem era dei um pulo e fiquei sentado na cama com olhos arregalados..Era ela!! A putinha da festa do Léo Carioca que esquartejamos e demos seus restos pros cachorros!!
Nele a moça parecia bastante animada e por ironia do destino enquanto o cara mandava ver ela gemia e gritava “Me come cachorro!!!”.
É..comeu.












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