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TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA

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*Conto publicado na coluna "O buraco da fechadura" do blog Ouro de Tolo em 1/12/2012   O amor pode ser uma coisa muito boa, o perfume que exala de nossa alma uma doce essência, como pode ser uma casca de ferida que arrancada pode trazer toda nossa dor a tona. É o bem, o mal e poder ser de todas as formas.    Serginho desde pequeno sabia que era diferente. Filho caçula entre quatro irmãos, três mulheres e ele, Serginho nunca curtiu muito jogar bola ou praticar brincadeiras de menino. Preferia sair para brincar com suas irmãs e invariavelmente brincava de bonecas com elas. Era sempre o pai da família, o médico..era o bendito fruto entre as mulheres. Cresceu assim e o pai, senhor Arlindo não gostava. Serginho não se interessava por nenhuma atividade masculina. Pegou o filho e o levou na zona escolhendo a menina mais bonita para lhe tirar a virgindade. Algum tempo depois Serginho saiu do quarto sorrindo e o pai tinha a certeza que o rapaz cumprira sua missão. Mas...

1982: O JOGO QUE NÃO TERMINOU

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Depois de fazer “1989: O ano que não terminou” deu vontade de continuar nesse tema e falar sobre outro ano. 1982. O que teve de importante na minha vida em 1982? Muito pouco e se teve lembro menos ainda. Em 1982 eu terminava o maternal na maturidade dos meus seis anos de idade. Na época chamávamos esse ano letivo, o da alfabetização, de CA. Eu comecei a aprender, mas lia devagar, com dificuldade. Depois percebi um dos garotos da turma lendo e escrevendo rápido aí me aprimorei e passei a ser como ele. Sempre competitivo. Nisso me ajudou. Em 1982 lembro que fazia natação. Lembro que minha avó bateu de carro e fiquei um tempo com trauma de andar de carro. Sobre isso falo melhor mais tarde. Lembro de Manuela também. Manuela já foi citada na coluna “As mulheres da minha vida”. Loirinha, bonitinha com cinco anos de idade (caramba, a Bia já tem quatro, será que vai pintar gavião de seis em cima dela?) “disputei seu amor” com um amigo e venci. Uma das poucas vezes que ...

A HORA DE PARAR

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*Coluna publicada no blog Ouro de Tolo em 18/8/2013 Alguns acontecimentos do fim e começo da semana me trouxeram até a coluna de hoje. Na verdade é um assunto que observo todos os dias e acredito que muita gente também, mas a ideia só veio agora.   Em um mesmo fim de semana eu vi o jogador Túlio, campeão brasileiro em 1995 com o Botafogo, reclamar de estar na reserva de um time pequeno do Espírito Santo e jogar apenas oito minutos atrás de seu “milésimo gol”. No domingo vimos um dos maiores ídolos do São Paulo, Rogério Ceni, perder mais um pênalti e falhar em mais um gol sofrido. Começando a semana vi Renato Aragão no programa do Jô Soares. Envelhecido, ar de cansado. Bem longe do líder de um dos grupos mais revolucionários do humor brasileiro. Do membro principal de um quarteto que alegrou e educou crianças por pelo menos quarenta anos nesse país. Seus textos que agradavam crianças e adultos, suas palhaçadas que faziam todas as idades darem gargalhadas foram per...

O BEIJO DAS ARÁBIAS

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No fim de semana passado tivemos mais uma rodada pelo campeonato brasileiro. Uma rodada normal como outra qualquer. Vasco perdendo, São Paulo na zona, Corinthians com pênalti duvidoso a favor. Tudo como sempre. Mas não foi tudo igual, não foi tudo normal, teve polêmica. No fim do domingo quando as pessoas já paravam de discutir os pênaltis marcados para São Paulo e Corinthians uma foto surgiu no Instagram e se tornou o assunto da semana. Nela o polêmico atacante corintiano Emerson Sheik, também conhecido como Márcio, aparece beijando um amigo na boca. Um selinho. Sim, um simples selinho, um encostar apenas de boca com boca, mas que causou uma grande polêmica. Emerson, o Márcio, o Sheik, jogador sempre envolvido com polêmicas, jogador que já foi processado por falsidade ideológica e agora vem sendo por contrabando nunca ficou tanto no olho do furacão, nunca algo que ele fez deu tanta repercussão. Curioso o país em que uma pessoa cria macaco e...