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XXIII - Tempo de mudanças

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Caíam as folhas do outono sobre o Rio de Janeiro e a casa de Pardal caía junto.  O bandido foi transferido para o Rio de Janeiro com todo aparato policial possível e cobertura da imprensa. Depois de algum tempo foram permitidas visitas e fui até meu patrão prestar minha solidariedade. Encontrei Pardal que ironizou perguntando se era uma visita íntima, respondi que não porque eu descobri que tinha herpes. O bandido riu e perguntou por Camila, o que havia acontecido com ela, falei que ela voltou para o morro e estava sob proteção de seu bando. O bandido então pediu que eu lhe mantivesse informado. Mas eu não sei se ele iria gostar de todas as informações que eu teria. Curió conduzia a favela sob comando do irmão que passava todas as ordens por celular. Pois é né incrível preso usa celular na cadeia, vocês não sabiam? Enfim Curió era fiel ao seu irmão e mesmo com ele preso Pardal continuava mandando no Trololó. Mandando até a página três... Porque se ...

XXII - Marcas do outono

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O carnaval acabou, virou cinzas e capitão Miranda não escapou da morte de Rogério Guanabara. Junto com outros crimes pegou um belo gancho, quatrocentos e trinta e oito anos de prisão. Pena que nós sabemos que ninguém fica mais de trinta anos numa cadeia no Brasil. Mas com esse a sociedade não precisa mais se preocupar. E o outono chegou e com ele suas marcas. A temperatura de infernal caiu para apenas insuportável, as folhas caíam pela cidade anunciando a nova estação e novas confusões. Ações extraordinárias. Lucinho e Cobreloa não ficaram muito tempo em Bangu I. Logo a justiça de Goiânia pediu a transferência dos dois já que Cobreloa também  tinha crime na cidade e era condenado pela justiça de lá. Os advogados dos dois ainda tentaram protelar a ida, mas não teve jeito. O próprio governo fluminense queria se livrar deles devido à periculosidade. O Chile entrou com pedido de extradição do gringo por crimes cometidos no país. Na verdade todos queriam os dois ...

XXI - Enredo do meu samba

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A pressão da sociedade e principalmente da Rede Povo de televisão pela prisão de Pardal foi muito forte, mas esse colocou dez no macaco e se mandou. Apenas Curió sabia onde estava o bandido e por telefone ele recebia as ordens de como tocar o Trololó. Lucinho se afastou mesmo da favela e resolveu seguir seus passos de forma independente. Envolveu-se em negócios com outras favelas e até com a facção rival a de Pardal. Um bom dinheiro começava a entrar para o bandido. Lucinho começou a fazer uma série de viagens rápidas para o exterior e em uma delas quis me levar. O desafio era a Holanda, levar uma carga pesada de cocaína para o país que renderiam muitos euros. Assim em uma noite Lucinho bateu à minha porta me chamando para ir com ele assim como fizemos para Paris. Como sempre eu falei que era melhor não ir, achava perigoso, mas também como sempre Lucinho acabou me convencendo. Mas alguma coisa naquela história não me fazia bem. Eu já havia me envolvido até o pescoç...